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  • Cinco Estudos do Materialismo Histórico

    Cinco Estudos do Materialismo Histórico

    Étienne Balibar

    7,00 

    Cinco Estudos do Materialismo Histórico de Étienne Balibar.
    Editorial Presença. Lisboa, 1975, 2 vols. B.

    «Marx e o Marxismo», «A Rectificação do Manifesto Comunista», «Mais Valia e Classes Sociais», «Sobre a Dialéctica Histórica» e «Materialismo e Idealismo na História da Teoria Marxista» constituem a presente obra. Tal como refere o autor e o título indica, são estudos do materialismo histórico. Não são comentários, são comentários, interpretações filosóficas do marxismo, em que se expressam os pontos de vista de uma escola, mas tentativas de estudo e assimilação de algumas das suas principais lições, com vista à prática.

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  • Mito do Eterno Retorno

    Mito do Eterno Retorno, O

    Mircea Eliade

    8,00 

    O Mito do Eterno Retorno de Mircea Eliade.
    Edições 70. Lisboa, 2000, 174 págs. B.
    Colecção: Perspectivas do Homem | 5

    O sentido profundo deste ensaio é o de uma interrogação quanto às conceções fundamentais das sociedades arcaicas. Mircea Eliade, autor de O sagrado e o profano bem como de Tratado da história das religiões, ao estudar estas sociedades tradicionais foi, sem dúvida, atraído muito especialmente pela recusa que elas fazem do tempo histórico e pela nostalgia que sentem do tempo mítico das origens.

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  • Claro-Escuro das Profecias e Artigos sobre Fernando Pessoa, No

    Claro-Escuro das Profecias e Artigos sobre Fernando Pessoa, No

    Augusto Ferreira Gomes

    8,00 

    No Claro-Escuro das Profecias e Artigos sobre Fernando Pessoa de Augusto Ferreira Gomes.
    Roma Editora. Lisboa, 2005, 237 págs. B.

    No Claro-Escuro das Profecias é o título do último livro publicado por Augusto Ferreira Gomes, em 1941, no cima apocalíptico da IIª Grande Guerra. O autor, poeta e ficcionista da geração do Orpheu, e companheiro inseparável de Fernando Pessoa, efectuou neste ensaio, escrito de modo acessível a qualquer leitor, uma dedução do tipo futurologista, à tese do seu poema Quinto Império, poema esse pelo qual é mais conhecido.

    Escrito variado e multimodo, por vezes surpreendente, ele reaparece nesta nova edição, ampliado com outros textos do autor, sobretudo os relativos à vida de Fernando Pessoa, que o considerava um grande astrólogo.

    Em anexo, Pinharanda Gomes, que preparou a presente reedição, propõe, além de uma pormenorizada biografia de Ferreira Gomes, uma nova leitura, estruturada e exegética de um dos capítulos mais sugestivos – a profecisa do pseudo-S.Malaquias, agora que, segundo ela, caminharíamos [?!] para o fim da Igreja.

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  • Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista de António Quadros

    Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista

    António Quadros

    8,00 

    Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista de António Quadros.
    Guimarães Editores. Lisboa, 2001, 411 págs. B.

    Porque a poesia é o insinuado lugar do mito, o Autor desenvolve a tese sebastianista, exposta em toda a sua pureza, através das trovas, dos poemas do teatro e da ficção poética de uma gama polifacetada de escritores portugueses e brasileiros que exprimem e assumem o mito ou o meditam num ou noutro sentido, mas também as lendas, os rituais e as epopeias sebastianistas do nordeste brasileiro e de alguns dos seus escritores.

    Numa segunda parte desta obra, é abordada a polémica, história e teoria do mito, o que é ou o que foi a sua antítese, representada pela crítica racionalista contemporânea (a de António Sérgio na polémica com Teixeira de Pascoaes e Carlos Malheiro Dias). A síntese que o Autor elabora, estabelece finalmente dois planos, o histórico e o filosófico, substanciando a nível nacional e universal os mitos portugueses.

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  • Homem Contemporâneo

    Homem Contemporâneo

    Romeu de Melo

    7,50 

    O Homem Contemporâneo: Progresso, Cultura, Política e Evolução de Romeu de Melo.
    Arcádia Editora. Lisboa, 1983, 159 págs. B.

    Esta edição do Homem Contemporâneo resulta numa alteração muito importante do texto inicial. Além de ver-se reduzida, por um lado, em estudos sobre determinados autores (cuja contribuição para análise e interpretação do homem contemporâneo, se bem que fundamental, veio adquirindo, ao longo dos últimos anos, um carácter nitidamente documental e histórico) por outro lado, contém uma nota prefacial que faz a atualização do pensamento de Romeu de Melo, revelando implicações diferentes das da 1.ª edição.

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  • Reflexões Sôbre o Racismo de Jean-Paul Sartre

    Reflexões Sôbre o Racismo

    Jean-Paul Sartre

    10,00 

    Reflexões Sôbre o Racismo de Jean-Paul Sartre.
    Difusão Europeia do Livro. Brasil, 1960, 149 págs. B.

    I – Reflexões sôbre a questão judaica
    II – Orfeu Negro
    Tradução de J. Guinsburg
    No momento em que o anti-semitismo de novo tenta alastrar-se pelo mundo ocidental; em que se travam violentos conflitos raciais na Africa do Sul e jovens Estados surgem no Continente Negro, não poderia ser mais oportuno o lançamento dêstes dois ensaios de J.-P. Sartre (Reflexões Sobre a Questão Judaica e Orfeu Negro) enfeixados sob o título geral Reflexões Sobre o Racismo.
    A problemática do bastardo sempre obsedou Sartre, porque típica de nossa atual civilização. Dois bastardos, o judeu e o negro, e a sociedade que a ambos gerou e rejeitou, são lucidamente desmontados e analisados nas páginas que se seguem.
    Um dêles, o judeu, é um bastardo amaldiçoado e por isso mesmo sagrado, já que necessário em momentos de crise à sociedade hierarquizada que o forjou. Amaldiçoado porque indiciado matador de Cristo-Deus, duplamente amaldiçoado pela Idade Média que lhe impôs a pecaminosa mas indispensável atividade de “comércio de dinheiros”, a imagem que dêle subsiste em nós é a do avarento, do homem que vive à parte; nós, que o tornamos agiota e estrangeiro em nossa pátria. Assim abastardado, contra êle será sempre possível provocar o ódio irracional de uma pseudoconsciência nacional que independa das hierarquias de classe, a fim de que o empregado se esqueça de que é mal pago, para sentir-se irmanado com o patrão ante, por exemplo, um caso Dreyfus.
    O outro bastardo, o negro, vítima do colonialismo, tem que viver sob o signo da autenticidade. Um judeu, branco entre brancos, pode negar-se judeu, declarar-se homem entre homens. O negro jamais poderá negar sua côr, signo indelével de sua situação. Não tem subterfúgio possível, sua luta pela liberdade será forçosamente a oposição da sua raça à do opressor, a descoberta mágicada sua interioridade, a afirmação de sua negritude, a violentação da lógica e da língua que o colonizador lhe impôs. E êste racismo anti-racista é afinal o único caminho capaz de levar à abolição das diferenças de raça.

    📝 Assinatura de posse.

  • Retorno do Trágico de Jean-Marie Domenach

    Retorno do Trágico

    Jean-Marie Domenach

    8,00 

    Retorno do Trágico de Jean-Marie Domenach.
    Moraes Editores. Lisboa, 1968, 377 págs. B.

    Este caminho tem certamente os seus perigos. O trágico que põe em cena atracções irresistíveis, quedas irremediáveis, traz consigo uma fascinação própria: e não é só a noite, a fúria, esse gosto de sangue e de morte, como invadiu a Europa ao tempo do fascismo triunfante… É ainda, subtilmente, essa calma que se estende por sobre os cadáveres, essa serenidade que envolve a derrota, a sabedoria ambigua de Albert Camus, o seu céu lavado de depois da catástrofe. Produção selvagem do espírito, apesar de cantado, engalanado por séculos de classicismo, o trágico não está domesticado e nada garante a quem com ele se mete que não tombará também vítima dos seus enganos. Mas é um belo risco a correr.

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  • Vampes e Vadias: Novos Ensaios de Camille Paglia

    Vampes e Vadias: Novos Ensaios

    Camille Paglia

    10,00 

    Vampes e Vadias: Novos Ensaios de Camille Paglia.
    Relógio d’Água. Lisboa, 1997, 533 págs. B.
    Antropos

    A obra trata de temas que vão de homossexualidade, aborto, assédio sexual à educação, religião, arte e moda, passando por análises de personas como Hillary Clinton, Woody Allen, Madonna, Jackie Kennedy. Além de abordar temas literários e artísticos (Lewis Carrol, D.H. Lawrence, Carmen de Bizet, Susan Sontag) e apresentar roteiros de filmes e programas de TV no melhor estilo multimídia.

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  • Ver é Ser Visto

    Ver é Ser Visto

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Verso é Ser Visto: Fragmentos Essenciais de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2021, 284 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço |Prefácio de José Tolentino Mendonça.
    Introdução e Selecção de Guilherme d’Oliveira Martins.

    Antologia dos principais textos de um dos mais marcantes pensadores da cultura portuguesa do século XX falecido no final de 2020, Ver é ser Visto de Eduardo Lourenço reúne ensaios dedicados às principais questões e autores sobres os quais Eduardo Lourenço reflectiu. Com prefácio de José Tolentino Mendonça, a obra que agora a Gradiva lança (editora que tem vindo a reunir e a publicar toda a produção ensaística do autor) resulta de um trabalho de selecção de Guilherme d’Oliveira Martins, um profundo conhecedor da obra do ensaísta e um dos seus amigos mais próximos.

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  • Tempo e Poesia de Eduardo Lourenço

    Tempo e Poesia

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Tempo e Poesia de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2003, 241 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço | 8

    «O que nem Filosofia nem Ciência nos concedem, um só verso, um daqueles que Mallarmé dizia “interminavelmete belo” no-lo oferece, porque nele regressamos e nele somos o Tempo que em tudo o mais esquecemos mas que jamais nos esquece. Este é o mistério, o lúcido e inexpugnável mistério da Poesia: o Tempo – nós como Tempo – tornado sensível, audível, dizível e através dessa aparição nos oferecendo a desesperada e alta eternidade, a familiar “luz perpétua” que nós próprios fabricamos ardendo e vendo-nos arder como árvores vivas no fogo temporal.

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  • Tempo da Música, Música do Tempo de Eduardo Lourenço

    Tempo da Música, Música do Tempo

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Tempo da Música, Música do Tempo de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2017, 205 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço
    Organização e Prefácio de Barbara Aniello

    Novo livro da colecção «Obras de Eduardo Lourenço» que a Gradiva tem vindo a editar em estreita colaboração com o autor. Desta feita, trata-se de textos inéditos, retirados das páginas diarísticas do ensaísta – um conjunto de reflexões «ocasionais» suscitadas pela audição de peças musicais, seja em salas de concertos, em casa ou durante as suas numerosas deslocações. Aqui, o filósofo revela a sua sensibilidade aos estados de alma dos trechos musicais e a sua imensa erudição, que torna possível o estabelecimento de relações surpreendentes entre as várias formas de expressão artística. Da pintura à literatura, são invocados contrapontos e analogias pertinentes e iluminadores da essência musical e da alma humana. A selecção dos apontamentos e sua organização estiveram a cargo da historiadora da arte e musicóloga Barbara Aniello. O livro inclui ainda um apêndice com textos já publicados em locais dispersos sobre a mesma temática.

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  • Saias de Elvira e Outros Ensaios, As

    Saias de Elvira e Outros Ensaios, As

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    As Saias de Elvira e Outros Ensaios de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2006, 145 págs. B.
    Obras Eduardo Lourenço

    «O enigma de Eros transcende o campo e o imaginário da chamada civilização ocidental. Mas só o triunfo do Cristianismo, na sua versão pauliniana e agustiniana, fez desse enigma uma leitura que condicionou a expressão e a prática dos nossos rituais éticos, sociais e eróticos, tornando-os consubstanciais à nossa versão de existência como drama de Salvação. Desde há dois mil anos que “as saias de Elvira” alimentam o “vaudeville” divino da nossa ficção dividida entre Eros e Cristo.»

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  • Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade de Eduardo Lourenço

    Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2012, 179 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço

    A história chega tarde para dar sentido à vida de um povo. Só o pode recapitular. Antes da plena consciência de um destino particular — aquela que a memória, como crónica ou história propriamente dita, revisita –, um povo é já um futuro e vive do futuro que imagina para existir. A imagem de si mesmo precede-o como as tábuas da lei aos Hebreus no deserto. São projectos, sonhos, injunções, lembrança de si mesmo naquela época fundadora que, uma vez surgida, é já destino e condiciona todo o seu destino. Em suma, mitos.

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  • Origens do Sebastianismo de A. de Sousa Silva Costo Lobo

    Origens do Sebastianismo

    A. de Sousa Silva Costo Lobo

    6,00 

    Origens do Sebastianismo: História e Perfiguração Dramática de A. de Sousa Silva Costo Lobo.
    Edições Rolim. Lisboa, 1982, 87 págs. B.
    Raízes | 2
    Prefácio de Eduardo Lourenço

    As Origens do Sebastianismo – essa crença messiânica num salvador que irá remir a pátria e exaltá-la ao domínio universal, como escreveu Oliveira Martins -, são o objecto deste estudo de António Costa Lobo, que constitui uma «preciosa referência» para os interessados em descobrir a vida imaginária portuguesa quando o abismo entre a realidade do seu ser histórico e o seu destino ideal e moral nos aparece como intolerável.

    Um prefácio de Eduardo Lourenço prolonga e aprofunda esta reflexão sobre um dos grandes mitos da cultura portuguesa – que os tempos hipócritas e frios em que vivemos tornam ainda mais actual.

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  • A Nau de Ícaro de Eduardo Lourenço

    Nau de Ícaro, A

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    A Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1999, 214 págs. B.
    Obras Eduardo Lourenço

    Vamos acabar este milénio, que é quase o da nossa vida de nação autónoma, e entrar no próximo, revisitando e reanimando esse passado a bordo da mesma nau da Índia e dos mares que tivemos de atravessar para lá chegarmos. A forma das nossas festas derradeiramente imperiais será a mais futurista e futurante que o país do século que somos, curioso de tudo e apostado em mostrar que está no presente e nos seus desafios mais exigentes, nos consentirá. Mas o conteúdo… será o da convocação de todos os nossos fantasmas e a sua sublimação. É sob esta forma, sobretudo, que o passado nos é caro.

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  • A Morte de Colombo de Eduardo Lourenço

    Morte de Colombo, A

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    A Morte de Colombo: Metamorfose e Fim do Ocidente como Mito de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2005, 165 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço | 12

    «Recusando-se a celebrar Colombo no quinto aniversário da sua chegada às Antilhas, o continente por ele “descoberto” reescreve a sua própria História e remete-a para a hora-zero de uma “outra História”. Prefere ser o continente nu que era antes da chegada de Colombo e de Cabral no momento mesmo em que o Ocidente vestido só se não despe por razões de clima, empenhado como está em inventar uma inocência que nunca conheceu. Ao fim e ao cabo esta ocultação ressentida de Colombo tanto pode ser tida como “morte de Colombo” e de um Ocidente que tinha nele o seu Ulisses planetário, como a sua autêntica ressurreição, pois o que ele buscava era mesmo o Paraíso.»
    Do Prefácio

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