Ménone e Parménides

Platão

7,50 

Ménone e Parménides de Platão.
Cosmos. Lisboa, 1945, 180 págs. B.

Ménone, discipulo de Górgias, pregunta a Socrates se a virtude se adquire pelo ensino, pelo exercicio, ou de qualquer outra maneira. Sócrates, simulando ignorância, como de costume, começa por notar que só depois de se saber o que é a virtude se podem conhecer as suas qualidades. O seu interlocutor, surpreendido com a ignorância de Sócrates a este respeito, expõe, a pedido dêle, a opinião de Górgias. Mas, em vez de definir a virtude, disso desdobra-a em várias espécies conforme as pessoas (homem, mulher, criança, escravo) que a praticam. Socrates protesta contra este método, que não permite aprender a essência da virtude, e insiste na distinção do particular e do geral, levando Ménone a tentar uma definição geral: a virtude é a capacidade de mandar. Todavia, esta definição é demasiado estreita, porque não abrange a criança nem o escravo que devem obedecer, e vaga porque não estabelece como se deve mandar. Deve mandar-se justamente?

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Ménone e Parménides de Platão.
Cosmos. Lisboa, 1945, 180 págs. B.

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