Escrever sobre a sexualidade é o modo de ir ao encontro de uma zona importante da vida de todas as pessoas. Na sexualidade unem-se o corpo, o coração e a mente. O encontro sexual é uma maneira de comunicar afecto, calor, simpatia, amor. No corpo da mãe nasce a nova vida que é a criança. O corpo e a sexualidade são portanto valores positivos, e talvez já seja tempo de nos opormos ao hábito de falar do sexo apenas disfarçadamente ou de nem sequer falar porque é inconveniente». Falar com as crianças da descoberta do próprio corpo, ensinar a aumentar o sentimento de bem-estar que advém do hábito de um bom contacto físico com os outros, habituá-las a distinguir as suas próprias antipatias ou simpatias instintivas, dar atenção aos seus medos do escuro e do vazio, é prepará-las para, quando forem grandes, saberem escolher as pessoas certas e para viverem serenamente a sua própria sexualidade.
História da Pintura Ocidental: Guia para Jovens de Juliet Heslewood. Editorial Caminho. Lisboa, 1994, 64 págs. Dura. Il.
Com a História da Pintura Ocidental, parte numa viagem das cavernas pré-históricas até às paredes decoradas e aos vasos da Grécia e Roma antigas, Salta no tempo e vê os refulgentes retábulos da Idade Média. Viaja até ao Renascimento e conhece os inventos extraordinários de Leonardo da Vinci. Anda mais um século e observa os artistas de corte da Europa fixarem em pintura as famílias reais do tempo. Dois séculos mais tarde, assiste às mudanças introduzidas pela Revolução Francesa. Sete décadas depois, acompanha a revolução na pintura dos impressionistas, que pintavam com as cores do Sol.
Quando regressares ao nosso século e vires o génio de Picasso mudar a pintura ocidental, terás completado a tua aventura.
Corte Real de Carlos Lopes. Editorial Caminho. Lisboa, 1998, 192 págs. B.
Sonhos, metáfora, conceitos e vicissitudes. Tudo se mistura nesta narração incompleta de uma complexa vivência social e cultural. A Guiné-Bissau vista através da lupa do sociólogo não pode ter contornos literários. Mas tem de certeza emoções e sofrimentos que devem ser contados com o estilo do lugar. Só assim se poderá ultrapassar a barreira, não do som mas do entendimento. Só assim se poderá oferecer uma pouca disfarçada comoção pela infelicidade que a história reservou a este pequeno triângulo tropical, no mapa controverso de um mundo em transformação. Carlos Lopes nasceu na Guiné-Bissau em 1960. É doutorado em Estudos Africanos pela Universidade de Paris I Pantheon-Sorbonne, mas tem igualmente graus académicos em Sociologia, História e Planificação Estratégica. Desde 1988 trabalha no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. É autor de numerosos livros e artigos em revistas especializadas. «Corte Geral» é a sua primeira obra de ficção.
História dos Jerónimos de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Editorial Caminho. Lisboa, 1989, 30 págs. E.
Três pequenos textos ficcionais (sobre a construção, os monges e o monumento) ajudam os jovens leitores a apreciar e entender o Mosteiro dos Jerónimos. Cronologia pormenorizada da história do Mosteiro dos Jerónimos. Álbum cartonado e ilustrado a cores.
PELE BRANCA DAS ACÁCIAS DE FILIPE LEANDRO MARTINS Editorial Caminho. s.d. 320 págs. B.
Romance de Filipe Leandro Martins ambientado nos anos 60 em Portugal, em que jovens e adolescentes ensaiam a sua relação com um mundo ainda imerso numa bruma densa, pouco conhecida e pouco comunicada. Uma narrativa de aprendizagem e descoberta em que os protagonistas vão conquistando, lentamente, as múiltiplas faces da realidade.
────────────────── Características do Exemplar 📝 Exemplar com assinatura de posse de anterior proprietário. Sem outras marcas.
Peso: 290
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Arte da Fuga de Daniel Sampaio. Caminho. Lisboa, 1999. 166 págs. B.
A Arte da Fuga é um livro sobre a intimidade, experiência emocional só possível com proximidade face a outro, partilha de sentimentos entre duas pessoas e maturidade construída ao longo de uma viagem. Nesta obra fala-se de afectos positivos e negativos, de comunicação clara e paradoxal, de espaços privados e de serviços psiquiátricos públicos.
A infinitude do alcance daquele assobio resultava, certamente, de um também enorme conhecimento metafísico da arte de assobiar, que mexesse não só com o ouvido das pessoas, mas alcançasse, de modo incisivo, a profundidade das suas almas, o recôndito canto onde cada um escondia as suas coisas – essa assustadora gruta a que muitos chamam âmago do ser.
As pessoas boquiabertavam-se, incapazes dos mínimos movimentos, comentários, vivências conscientes. Num tom menos exaltado mas com a mesma capacidade hipnotizante, cada um naquela praça sentiu uma mão invisível e assobiada entrar-lhe pela boca adentro, arranhando a garganta da alma, revolvendo as mais delicadas vísceras do passado. Em verdade, era um momento quase bruto, delicadamente bruto.
O Homem Duplicado de José Saramago. Editorial Caminho. Lisboa, 2002, 318 págs. B.
Tertuliano Máximo Afonso, professor de História no ensino secundário, «vive só e aborrece-se», «esteve casado e não se lembra do que o levou ao matrimónio, divorciou-se e agora não quer nem lembrar-se dos motivos por que se separou», à cadeira de História «vê-a ele desde há muito tempo como uma fadiga sem sentido e um começo sem fim». Uma noite, em casa, ao rever um filme na televisão, «levantou-se da cadeira, ajoelhou-se diante do televisor, a cara tão perto do ecrã quanto lhe permitia a visão, Sou eu, disse, e outra vez sentiu que se lhe eriçavam os pelos do corpo».
Depois desta inesperada descoberta, de um homem exatamente igual a si, Tertuliano Máximo Afonso, o que vive só e se aborrece, parte à descoberta desse outro homem.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Homem Que Não Tira o Palito da Boca de João Melo. Editorial Caminho. Lisboa, 2009, 175 págs. B.
O autor usa uma linguagem magnificamente técnica, semiótica, de lógica formal e jurídica – obsessivamente perfeccionista, requintada, paranoicamente explicativa – para tratar de questiúnculas ou, pelo contrário, explicar formalmente, com uma lógica administrativa, a podridão familiar, política, económica, o quotidiano de miséria, prostituição, indecência, malfeitoria e sacanice (no Sambila e outros bairros) de pobres diabos e cidadãos abandonados pelos coevos.
Histórias de casais e traições (infidelidades) são uma das obsessões divertidas de Melo. E, depois, há o tema das raças, cores de pele, classes, mas também o do assassinato piedoso, entre tantos.
Jovens e a Leitura de Ana Maria Magalhães. Editorial Caminho. Lisboa, 1994, 219 págs. B.
É frequente ouvir anunciar o fim da palavra escrita como meio predominante de comunicação e de transmissão de saber. Já ninguém lê ou cada vez se lê menos. As crianças e os jovens ignoram ou aborrecem os livros. Mas será mesmo assim? Para ficar a saber, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada efectuaram um estudo nacional sobre o assunto.
Missão Secreta de Alexandre Lukine. Editorial Caminho.Lisboa, 1978, 230 págs. B.
De colaboração com o velho revolucionário Alexandr Lukine e baseado em factos reais do esmagamento de uma importante e vasta conspiração anti-soviética em Odessa, em 1920, o escritor Dmitri Polianovski escreveu um romance de aventuras atribuladas e dramáticas de que muitos personagens são autênticos e de que alguns, apresentados sob outro nome, ainda estão vivos. Muito rico em peripécias, próprias do período conturbado e exaltante dos anos seguintes à Revolução de Outubro, o livro conta a história de um jovem revolucionário infiltrado nos meios que, na sombra, sabotavam os esforços de construção de um país novo. Acompanhando os passos deste jovem, numa acção densa e surpreendente, o livro vai revelando a complexidade e os sacrifícios do momento histórico da consolidação do poder soviético.
PORTUGUÊS CORRENTE: ESTILOS DO PORTUGUÊS NO ENSINO SECUNDÁRIO DE MARIA RAQUEL DELGADO-MARTINS & HUGO FERREIRA GIL Editorial Caminho. Lisboa, 2006. 515 págs. B. 🗂️ Colecção: Universitária | Série Linguística
Manual de referência sobre a língua portuguesa, concebido por Maria Raquel Delgado-Martins e Hugo Gil Ferreira com enfoque nos programas pedagógicos. A obra propõe que a aprendizagem consiste no aperfeiçoamento das competências adquiridas, na correcção de erros e na aquisição de rotinas de auto-correcção, situando com mestria o estudo da língua num contexto social e cultural mais amplo..
────────────────────────────────── Características do Exemplar 📝 Exemplar com assinatura de posse de anterior proprietário. Sem outras marcas.
Peso: 830g
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Uma Noite na Guerra de Carlos Coutinho. Editorial Caminho. Lisboa, 1978, 134 págs. B.
Uma “Noite na Guerra pertence, segundo creio, a uma categoria de obras que descortinam o caminho a outras obras: (que) constituem ou assumem o destino (sempre ingrato) de iniciadores de uma estrada – semideiro que se rasga, de desbrava toscamente se perde na voragem de outras necessidades e de novas urgências”. Baptista-Bastos
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