Livro Sexto de Sophia de Mello Breyner Andresen. Livraria Morais Editora. Lisboa, 1962, 77 págs. E.
Embora, cronologicamente, este seja o sétimo livro de poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, a autora optou por lhe chamar «Livro Sexto» para vincar a opção que tinha anteriormente tomado relativamente ao livro O Cristo Cigano – de facto, o seu sexto livro – retirando-o da sua obra poética. Uma opção que só abandonou já neste novo século.
No seu prefácio a esta edição, Gustavo Rubim diz-nos que este livro «[…] tem assim essa particularidade de o seu título funcionar como uma data, uma data necessariamente poética. Sendo o sexto, ele distingue-se por não ser apenas mais um numa série de livros. Antes aquele que sai da série no momento em que a prolonga, como se o próprio livro logo no título definisse, como escreveu Carlos Mendes de Sousa, “um limiar, o anunciar de um momento de viragem no trajecto da poeta”.»
Em Vez de Asas Tenho Braços de Maria do Carmo Abecassis. Editorial Ática. Lisboa, 1973, 226 págs. B.
Maria do Carmo Abecassis é uma poetisa moçambicana, nascida em Lourenço Marques (atual Maputo), Moçambique. É autora da coletânea de poemas “Em vez de asas tenho braços”, publicada em 1973. A sua escrita, em língua portuguesa, destaca-se pela sensibilidade e força imagética.
Cuidada antologia traduzida por Eugénio de Andrade, volume inaugural da excelente colecção «As mãos e os frutos». Segunda edição, acrescentada com uma «Ode a Frederico Garcia Lorca», por Pablo Neruda.
Obra Completa de Cesário Verde. Portugália Editora. Lisboa, s.d., 230 págs. B.
“(…) Sempre encarei este livro, devido à memória de Cesário, como tarefa cultural que a todos nós respeita e como que a todos empenha. (…)” — da Advertência de Joel Serrão.
Flores de José Duro. Guimarães Editores. Lisboa, 1931, 30 págs. B.
José Duro (1875–1899) teve uma vida breve e boémia, marcada pela influência de autores como Baudelaire, Poe, Cesário Verde e António Nobre. Frequentou a Escola Politécnica de Lisboa e começou a publicar discretamente em 1896, com Flores. O seu único livro, Fel, foi publicado pouco antes da sua morte por tuberculose. Esta obra reflete uma forte carga de angústia, decadência e desespero, revelando uma poesia marcada por sentimentos sombrios e intensos. As opiniões sobre o seu valor literário dividem-se: há quem o coloque ao nível de grandes nomes como Cesário Verde, e quem lhe negue originalidade. Apesar de não ter tido tempo para amadurecer como poeta, Fel é considerado um testemunho humano profundamente pungente.
📕 2ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Fel de José Duro. Guimarães Editores. Lisboa, 1971, 83 págs. B.
José Duro (1875–1899) teve uma vida breve e boémia, marcada pela influência de autores como Baudelaire, Poe, Cesário Verde e António Nobre. Frequentou a Escola Politécnica de Lisboa e começou a publicar discretamente em 1896, com Flores. O seu único livro, Fel, foi publicado pouco antes da sua morte por tuberculose. Esta obra reflete uma forte carga de angústia, decadência e desespero, revelando uma poesia marcada por sentimentos sombrios e intensos. As opiniões sobre o seu valor literário dividem-se: há quem o coloque ao nível de grandes nomes como Cesário Verde, e quem lhe negue originalidade. Apesar de não ter tido tempo para amadurecer como poeta, Fel é considerado um testemunho humano profundamente pungente.
Meio Dia de Faustino dos Reis Sousa.
J. Rodrigues & Cª Editores. Lisboa, 1918, 100 págs. E.
Nasceu na Ribeira de Santarém em 6 de Janeiro de 1883.
Poeta e publicista, desde cedo prestou a sua colaboração a jornais e revistas de carácter literário, nos quais se encontram, entre outros, “Damião de Góis”, “Vilafranquense”, “Ecos do Ribatejo”, “Mensageiro de Cira”, “Mensageiro do Ribatejo”, “Vida Ribatejana”, “A Verdade” e “Correio da Extremadura”.
Deu à estampa três livros de poesia. “Meio Dia (1918)”, “Fumo do Meu Casal (1938)” e “Luz da Tarde (1946)”.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
História de Portugal em Verso de Jaime Lúcio. Oficina de «O Riomaiorense». Rio Mario, 1968, 184 págs. B.
Jaime Lúcio é um poeta, cuja inspiração não cansa. O verso vive-lhe na alma, corre-lhe no sangue, e os livros dão-nos, com brilho, o testemunho dessa actividade.
A trova popular, tão curiosa e difícil, lá está com seus conceitos, com sua ironia, com sua crítica de costumes e, em todas, o poeta se revela, nesta difícil modalidade.
O Cântico dos Cânticos de Salomão, também conhecido como Cantares, é um livro poético do Antigo Testamento que celebra o amor romântico entre um homem e uma mulher. Atribuído ao rei Salomão, o livro é uma coleção de cânticos nupciais e é considerado uma obra de grande lirismo, com um forte componente erótico, mas que também exalta o amor conjugal, a fidelidade e a beleza física
Viriato Soromenho-Marques (n. 1957, Setúbal) é professor catedrático de Filosofia na Universidade de Lisboa e figura destacada no pensamento ecológico e político em Portugal. Doutorado em Filosofia, tem vasta produção académica e intervenção cívica. Presidiu à QUERCUS, integrou conselhos nacionais e europeus sobre ambiente e desenvolvimento sustentável e colaborou com a Fundação Gulbenkian. Foi colunista e conferencista em dezenas de países. Recebeu múltiplos prémios e distinções, incluindo a Ordem do Infante D. Henrique. Publicou centenas de artigos e dezenas de livros sobre filosofia, ambiente e política, sendo uma das vozes mais influentes no debate público português.
Poesias de Sá de Miranda de Rodrigues Lapa. Textos Literários. Lisboa, 1942, 88 págs. B.
Desde o século XIX, na expressão de Almeida Garrett, que é assegurada a Francisco Sá de Miranda a honra de “pai da poesia portuguesa”. Responsável pela introdução de novas formas e novo metro na poesia portuguesa, o poeta quinhentista escreveu vilancetes, cantigas, esparsas, glosas e formas novas como o soneto e a sextina. A presente antologia pretende resgatar das malhas do tempo o autor renascentista ímpar e o seu trabalho poético comprometido com um tempo passado, mas que permanece vivo no presente, capaz de deleitar e instruir.
Anoitecer da Vida de Camilo Castelo Branco. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1999, 133 págs. Mole.
«Vejo-te ainda qual eras
nesses fugitivos dias
de saudosas alegrias
dum amor, belo ao nascer.Vejo-te ainda qual eras,
terna amiga, carinhosa,
cara irmã, luz milagrosa
nas trevas do meu viver.Linda eras, tinhas alma
como poucos ter podiam;
e teus olhos me diziam
mil segredos que esqueci.Linda eras, tinhas alma,
mas queimada pelo lume
dum frenético ciúme
que me fez fugir de ti.»
nas trevas do meu viver.Linda eras, tinhas alma
como poucos ter podiam;
e teus olhos me diziam
mil segredos que esqueci.Linda eras, tinhas alma,
mas queimada pelo lume
dum frenético ciúme
que me fez fugir de ti.»
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