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  • Lã e a Neve de Ferreira de Castro

    Lã e a Neve

    Ferreira de Castro

    6,00 

    Lã e a Neve de Ferreira de Castro
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 413 págs. B.

    «Os homens passavamos dias e as noites dentro das fábricas só saindo aos Domingos, para esquecer o cárcere. Já não via mas ovelhas, nem ouviam o melancólico tanger dos seu chocalhos nos pendores da serra, ao crepúsculo; viam apenas a sua lã, lã que eles desensugavam, que eles lavavam, cardavam, penteavam, fiavam e teciam, lã porto da a parte.» Um jovem pastor sonha tornar-se operário fabril para melhorar as suas condições sociais. É neste ambiente de pobreza e vida hostil que se desenvolve a acção de A Lã e a Neve. Como em toda a obra de Ferreira de Castro, sobressai neste romance o sentido social e as preocupações pelas miseráveis condições devida dos mais humildes. Um dos melhores romances de Ferreira de Castro.

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  • nvenção do Amor de Daniel Felipe

    Invenção do Amor, A

    Daniel Felipe

    5,00 

    Invenção do Amor de Daniel Felipe
    Editorial Presença. Lisboa, 2002, 74 págs. B
    Colecção: Forma | 1

    Em todas as esquinas da cidade
    nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas
    janelas dos autocarros
    mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de
    aparelhos de rádio e detergentes
    na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
    no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa
    esperança de fuga
    um cartaz denuncia o nosso amor

    No ano do centenário do nascimento de Daniel Filipe, uma nova edição de A Invenção do Amor e Outros Poemas marca o reencontro com o poema lido por várias gerações, dito por Mário Viegas, filmado por António Campos, escrito por uma das vozes mais importantes da poesia em língua portuguesa do século XX. Foram estes versos, juntamente com Canto e Lamentação na Cidade Ocupada e Balada para a Trégua Possível, que compuseram o primeiro número de uma colecção emblemática da Presença em 1969, a Forma, que este volume quer, também, lembrar e celebrar.

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  • Filhas de Babilónia de Aquilino Ribeiro

    Filhas de Babilónia

    Aquilino Ribeiro

    5,00 

    Filhas de Babilónia de Aquilino Ribeiro
    Círculo de Leitores. Lisboa, 1984, 224 págs. E.
    Colecção: Novelas e Contos Completos de Aquilino Ribeiro | 2

    Nas suas primeiras edições, o volume Filhas de Babilónia (1920) era composto por três novelas: “Os olhos deslumbrados”, “Maga das ruas” e “O derradeiro fauno”. A partir da terceira edição (1925), Aquilino Ribeiro introduz, todavia, uma série de alterações, dando origem ao surgimento de uma nova obra: o romance Andam Faunos pelos Bosques (1926), que empreendia uma profunda reescrita de “O Derradeiro Fauno”.

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  • Estrada de Santiago de Aquilino Ribeiro

    Estrada de Santiago

    Aquilino Ribeiro

    5,00 

    Estrada de Santiago de Aquilino Ribeiro
    Círculo de Leitores. Lisboa, 1984, 225 págs. E.

    Este livro é composto por um conjunto de novelas da juventude de Aquilino Ribeiro, todas pautadas por grande fulgor criativo e profundamente marcadas pelas suas geografias primordiais. Na 1ª edição, datada de 1922, salientamos uma nova versão do Valeroso Milagre e a estreia do picaresco e embrionário Malhadinhas. Posteriormente, o almocreve autonomiza-se, cedendo o seu lugar na obra, desde 1956, à novela Domingo de Lázaro. A edição segue a configuração final da obra que foi, desde então, adotada pelo autor, após Explicação Necessária.

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  • D. Dinis de Cristina Torrão de Cristina Torrão

    D. Dinis de Cristina Torrão

    Cristina Torrão

    8,00 

    D. Dinis de Cristina Torrão de Cristina Torrão
    Ésquilo. Lisboa, 2010, 405 págs. B.

    D. Dinis, sexto monarca português, marcou profundamente a consolidação do reino através dos seus quarenta e seis anos de governação. Fundou a primeira universidade portuguesa, substituiu o latim a língua portuguesa nos documentos oficiais, reformou quase todos os castelos, foi um diplomata de excepção, admirado, inclusivamente pelo Papa, incrementou a agricultura, a pesca e o comércio, amante da poesia e da música, ficou imortalizado pelos seus cantares. Mas a tragédia também assolou a sua alma, primeiro foi o conflito armado com o irmão, no final da vida, a dilacerante guerra com o seu próprio filho herdeiro. A seu lado, estava uma rainha de excepção, Isabel de Aragão, com a qual nem sempre as relações foram fáceis…

    Neste romance, Cristina Torrão, autora do romance histórico Afonso Henriques – O Homempublicado pela Ésquilo, conduz o leitor à intimidade de um Rei justo, sábio e poeta. Nunca a esfera íntima de D. Dinis foi descrita com tanto detalhe e faceta humana.

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  • Deus na Escuridão

    Deus na Escuridão

    Valter Hugo Mãe

    8,00 

    Deus na Escuridão de Valter Hugo Mãe
    Porto Editora. Porto, 2023, 267 págs. B.

    «Deus é exactamente como as mães. Liberta Seus filhos e haverá de buscá-los eternamente. Passará todo o tempo de coração pequeno à espera, espiando todos os sinais que Lhe anunciem a presença, o regresso dos filhos.»
    Este livro explora a ideia de que amar é sempre um sentimento que se exerce na escuridão. Uma aposta sem garantia que se pode tornar absoluta. A dúvida está em saber se os irmãos podem amar como as mães que, por sua vez, amam como Deus.
    Passada na ilha da Madeira, esta é a história de dois irmãos e da necessidade de cuidar de alguém. Delicado e profundo, Deus Na Escuridão é um manifesto de lealdade e resiliência.

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  • O Demónio e a Senhorita Prym de Paulo Coelho

    Demónio e a Senhorita Prym, O

    Paulo Coelho

    5,00 

    O Demónio e a Senhorita Prym de Paulo Coelho
    Pergaminho. Cascais, 2000, 213 págs. B.

    Uma cidade decadente parada no tempo nas montanhas… Uma jovem sonhadora que lia livros na margem do rio e ambicionava sair da aldeia… Uma velha permanentemente sentada diante da sua porta, assistida pelo espírito do seu falecido marido… Um estrangeiro com barras de ouro… Estes são os personagens e o cenário de uma história em que o estrangeiro, certamente o Demónio, segundo a velha, propõe à jovem, senhorita Prym, dar as barras de ouro à pequena comunidade… mas a contrapartida era assustadora.

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  • Crónica de D. João I de Fernão Lopes

    Crónica de D. João I

    Fernão Lopes

    7,50 

    Crónica de D. João I de Fernão Lopes
    Amigos do Livro. Lisboa, s.d., 2 vols. E. Il.

    Em Crónica de D. João I – Volume I & II, Fernão Lopes narra o reinado de D. João I, desde a sua ascensão ao trono até aos principais acontecimentos que marcaram o início da dinastia de Avis. Com rigor documental e uma escrita vívida, Lopes retrata batalhas, alianças políticas, intrigas palacianas e a vida quotidiana da corte portuguesa, permitindo ao leitor acompanhar de perto a consolidação do poder régio e a formação da identidade nacional.

    Entre episódios memoráveis destacam-se a consolidação do trono após a crise de 1383-1385, a participação de Portugal em conflitos internacionais, e a gestão do reino num período de grande transformação política e social. A obra é simultaneamente histórica e literária, oferecendo um retrato único de uma era crucial da história portuguesa.

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  • Cebola Crua com Sal e Broa de Miguel Sousa Tavares

    Cebola Crua com Sal e Broa

    Miguel Sousa Tavares

    7,50 

    Cebola Crua com Sal e Broa: da infância para o mundo de Miguel Sousa Tavares
    Clube do Autor. Lisboa, 2018, 362 págs. B.

    Eterno contador de histórias, o autor dá vida aos seus primeiros anos: da infância à juventude, dos jornais à política. O testemunho de uma vida única, com a História contemporânea de Portugal como fundo.
    Uma quinta no Marão e a escola igual para todos. Os Verões nas praias da Granja e de Lagos. «Melville» e a pesca da lula «ao candeio». Uma casa diferente e alternativa. Marcelo e as lutas estudantis. O pai e o 25 de Abril. A PIDE e as loucuras do PREC. O trabalho no Estado. A liberdade nos jornais e o fascinante mundo da televisão. Soares, Guterres e Sócrates. As paixões pelo jornalismo e pela literatura. As promessas de vida cumpridas e as juras por cumprir…
    «Pode um homem viver impunemente começando a sua infância numa aldeia do Marão, comendo cebola crua com sal todas as merendas? Daí saltar para o mundo cinzento e as manhãs submersas da vida salazarenta da Lisboa dos anos sessenta? Acordar na manhã luminosa do 25 de Abril e descobrir que, afinal, éramos todos antifascistas e revolucionários e, logo depois, ir ao encontro do mundo e descobrir-se a si mesmo como uma testemunha privilegiada de tempos incríveis que, não os narrando, teria sepultado para sempre na cinza dos dias inúteis? Declaro que vi. E, por isso, conto. Antes que a água tudo lave e apague.»

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  • O Caminho Imperfeito de José Luís Peixoto

    Caminho Imperfeito, O

    José Luís Peixoto

    8,00 

    O Caminho Imperfeito de José Luís Peixoto
    Quetzal Editores. Lisboa, 2017, 189 págs. B.

    Entre Banguecoque e Las Vegas, José Luís Peixoto regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes. O Caminho Imperfeito é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspetos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros.

    A sinistra descoberta de várias encomendas contendo partes de corpo humano numa estação de correios de Banguecoque fará que, com consequências imprevisíveis, a deambulação se transforme em demanda. Todos os episódios dessa excêntrica investigação formam O Caminho Imperfeito e, ao mesmo tempo, constituem uma busca pelo sentido das próprias viagens, da escrita e da vida.

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  • Antes de Meia-Noite de Carlos Drummond de Andrade

    Antes de Meia-Noite

    Carlos Drummond de Andrade

    5,00 

    Antes de Meia-Noite de Carlos Drummond de Andrade
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2003, 141 págs. B.

    Antologia de Contos de Temática Natalícia.

    Presépio de Carlos Drummond de Andrade;
    Vivenda Alegre de Fernando Campos;
    O Meu Homem de Bem de Joel Neto;
    A Árvore no Meio da Sala de Julieta Monginho;
    Barbas de Algodão de Leonardo Ralha;
    Feliz Navidad Coronel Santiago de Luís Cardoso;
    Natal na Barca de Lygia Fagundes Telles;
    Missa do Galo de Machado de Assis;
    Natal de Miguel Torga;
    Um Casaco de Raposa Vermelha de Teolinda Gersão.

    🖊️ Dedicatória de oferta

  • O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago

    Ano da Morte de Ricardo Reis, O

    José Saramago

    7,50 

    O Ano da Morte de Ricardo Reis de José Saramago.
    Editorial Caminho. Lisboa, 1984, 415 págs. B.

    Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das sociedades humanas. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro de 1935. Fica até setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: «Aqui onde o mar se acaba e a terra principia»; o virar ao contrário o verso de Camões: «Onde a terra acaba e o mar começa.» Em Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.

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  • Serões do Japão de Wenceslau de Moraes

    Serões do Japão

    Wenceslau de Moraes

    40,00 

    Serões do Japão de Wenceslau de Moraes
    Livraria Bertrand. Lisboa, s.d., 225 págs. E. Il.

    “Os Serões no Japão” é uma das obras mais emblemáticas do escritor e diplomata português Wenceslau de Moraes (1854–1929), publicada em formato de livro independente pela primeira vez na década de 1920 (cerca de 1922–1925) pela editora Portugal-Brasil. A obra reúne um conjunto de crónicas e textos descritivos que o autor publicou originalmente de forma periódica na prestigiada revista ilustrada portuguesa Serões.

    📕 1ª Edição.
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  • Relance da Alma Japoneza de Wenceslau de Moraes

    Relance da Alma Japoneza

    Wenceslau de Moraes

    40,00 

    Relance da Alma Japoneza de Wenceslau de Moraes
    Portugal-Brasil Sociedade Editora. Lisboa, s.d., 256 págs. B.

    Relance da Alma Japonesa, último testemunho da obra de Wenceslau de Moraes, é muito mais que uma obra literária de valor indiscutível, é uma visão individual mas promotora da literatura, da cultura, da estética e dos valores nipónicos, seus coetâneos. «Não iremos a Tóquio, nem a Cobe, nem a nenhum dos principais centros de atividades do império, já muito mescladas de inovações em estilo europeu, as quais prejudicariam o nosso exame; porque, é evidente, o que nós queremos relancear é o Japão tão japonês, tão puro de adaptações desintegrantes, quanto é possível encontrá-lo nos dias que vão correndo.» Wenceslau José de Sousa de Moraes (Lisboa, 30 de Maio de 1854 – Tokushima, 1 de Julho de 1929) escritor e militar da Marinha Portuguesa. Oficial da Marinha, completou o curso Escola Naval em 1875, tendo prestado serviço em Moçambique, Macau, Timor Português e no Japão. Após ter frequentado a Escola Naval, serviu a bordo de diversos navios da Marinha de Guerra Portuguesa. Em 1885 viaja pela primeira vez até Macau, onde se estabelece. Foi imediato da capitania do Porto de Macau e professor do Liceu de Macau desde a sua fundação em 1894. Durante a sua estadia em Macau casou com Vong-Io-Chan (Atchan), mulher chinesa, de quem teve dois filhos, e estabeleceu laços de amizade com Camilo Pessanha. Entretanto, em 1889, viajara até ao Japão, país que o encanta, e onde regressará várias vezes nos anos que se seguem no exercício das suas funções. Em 1897 visita o Japão, na companhia do Governador de Macau, José Maria de Sousa Horta e Costa, sendo recebido pelo Imperador Meiji. No ano seguinte abandona Atchan e os seus dois filhos, e muda-se definitivamente para o Japão, como cônsul em Kobe.

    📕 1ª Edição.
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  • Os Quatro Rios de Agustina Bessa Luís

    Quatro Rios, Os

    Agustina Bessa Luís

    20,00 

    Os Quatro Rios de Agustina Bessa Luís
    Guimarães Editores. Lisboa, 1964, 280 págs. B.

    Romance inaugural da trilogia «As Relações Humanas», cujos exemplares, nesta sua primeira edição, são bastante invulgares. Como escreveu José Régio, “Onde quer que um livro de Agustina Bessa Luís apareça em competição com outros seus contemporâneos e nossos conhecidos — todos esses outros passam (ou deveriam passar) a segundo plano”.

    📕 1ª Edição.
    🟡 Lombada danificada e capa com vestígios de humidade.

  • A Poesia Necessária de Joaquim Namorado

    Poesia Necessária, A

    Joaquim Namorado

    20,00 

    A Poesia Necessária de Joaquim Namorado
    Edições vértice. Coimbra, 1966, 82 págs. B.

    Joaquim Namorado, figura marcante do neo-realismo coimbrão, colaborou nas revistas “Vértice”, “O Diabo”, “Sol Nascente” , “Seara Nova”, etc. Integrado na apreciada colecção “Cancioneiro Vértice”, de Coimbra.

    📕 1ª Edição.
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