Noiva de Hermes de Clara Usón. Bizâncio. 2002. 308 págs. B.
Laura Alonso tem 35 anos e é sócia de uma das maiores empresas de acessoria fiscal da cidade e tem uma relação, mais ou menos estável, com um homem inteligente e capaz. Considera-se uma mulher equilibrada e razoavelmente satisfeita. Que faz, então, num divã de psiquiatra a falar da mulher do amante? Por que razão já não se importa se os seus clientes pagam ou não os impostos? Por que razão tem pavor de uma vida a dois?
Homem Bom é um Homem Morto de Gaby Hauptmann. Quetzal Editores. 2000. 271 págs. B.
Ursula Winkler é vítima de uma tragédia: acaba de perder o marido. De mulher de empresário bem sucedido, de uma vida confortável e de ócio, Ursula passa a mulher de negócios, vendo-se obrigada a acordar para uma realidade complexa e difícil e a ter que resolver os imbróglios deixados pelo seu querido Walter. Os desenvolvimentos vão ser surpreendentes, nesta história divertida e irresistível de Gaby Hauptmann.
Gaby Hauptmann nasceu em 1957 na Alemanha, é jornalista free-lancer, realizadora de cinema e autora de vários livros que rapidamente se tornaram grandes sucessos, entre os quais Mulher Procura Homem Impotente para Relacionamento Sério que suscitou enorme entusiasmo entre os leitores portugueses.
Aventuras do Comércio de Peles do Alasca de John Hawkes. Fragmentos. 1987. 318 págs. B.
O romance de John Hawkes, Aventuras no Comércio de Peles do Alasca é uma epopeia cómica e cheia de garra sobre a relação entre uma filha e o seu omnipotente pai, na aridez do Alasca. É uma história maravilhosamente concebida, um romance de humor brejeiro e extraordinária perspicácia, reminiscente de Mark Twain e de Jack London. Este livro recebeu o prémio Médicis para o melhor livro em língua estrangeira publicado em França em 1986. John Hawkes é autor de cerca de doze trabalhos de ficção, e é um dos mais distinguidos escritores americanos contemporâneos. Membro da American Academy e do Institute of Arts and Sciences, é professor na Universidade de Brown, onde dedica grande parte do seu tempo ao programa para graduados em Escrita Criativa.
A Rapariga do Trombone de Antonio Skármeta. Editorial Teorema. Lisboa, 2001, 348 págs. B.
Ao porto de Antofagasta, chega da Europa um tocador de trombone com uma menina de dois anos para a entregar ao emigrante malicioso Esteban Coppeta, ao qual assegura que a menina é sua neta. Apesar da duvidosa filiação, este aceita-a e a rapariga do trombone vive com ele os seus anos de infância e de adolescência, procurando fazer luz sobre o seu passado e a sua identidade.
Sabendo que a sua provável avó é Alia Emar, uma noiva humilhada pelas tropas inimigas durante a sua noite de núpcias, na ilha adriática de Gema, decide assumir a fantasia, a identidade e o nome da avó para reivindicar com a sua própria vida. Se o real parentesco entre Esteban Coppeta e a rapariga do trombone é questionável, a relação que se estabelece entre ambos através do amor, da ironia e da dor cria laços de sangue mais fortes do que naturais.
Alia Emar é uma apaixonada pelo cinema e pelas heroínas românticas e vive obcecada por Nova Iorque, onde sonha encontrar algum dia o seu tioavô Reino Coppeta, provável fabricante do monstro cinematográfico King Kong. A procura de aliados para a sua aventura de escapar para os Estados Unidos liga-a a deliciosos personagens que alimentarão ou destruirão o seu projecto.
OS OLHOS AMARELOS DOS CROCODILOS DE KATHERINE PANCOL Esfera dos Livros. Lisboa, 2010. 491 págs. B.
Romance de Katherine Pancol centrado em duas irmãs parisienses: Iris, bela, rica e desencantada, e Joséphine, historiadora intelectual com a vida financeira em colapso. Numa mentira de salão, Iris apresenta-se como escritora; presa na armadilha, convence a irmã a escrever o livro que ela assina. O pacto entre as duas desencadeia transformações inesperadas em ambas, num retrato de mulheres que tentam encontrar o seu caminho entre ambição, cumplicidade e traição.
────────────────── Características do Exemplar
✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
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Carnaval em Veneza de Michel Lovric. São Pedro do Estoril, Chá das Cinco, 491 págs. B.
Uma história sensual sobre dois amores que vão agitar até a mais decadente e sensual das cidades: Veneza.
Cecilia, a filha de treze anos de um importante mercador de Veneza, é atraída por um gato para longe do seu banho e dá por si, nua, nos braços de Casanova, o lendário sedutor de mulheres. No seu leito, a jovem conhecerá o lado luminoso do amor.
Duas décadas depois, já uma pintora de renome, Cecilia conhece o segundo amor da sua vida: um jovem poeta à procura aventura a qualquer preço. Ele é Lord Byron e, com ele, Cecilia irá descobrir o lado negro da paixão.
A ternura e generosidade de Casanova versus a rudeza e secura de Byron. Dois amores que vão influenciar a arte de Cecilia e agitar a sociedade da mais decadente, sensual e majestosa das cidades: Veneza.
Uma Americana em Pequim de Ann Mah. Edições ASA. Alfragide, 2011. 342 págs. B.
Todas as pessoas se alimentam de vivências e lugares inesperados…
Um romance sobre comida, amor e autodescoberta. Depois de ver a sua carreira ruir e o namorado pedir “um tempo”, Isabelle Lee toma a primeira decisão drástica da sua vida e troca o mundo das revistas de moda de Manhattan pelo mundo das revistas generalistas de Pequim. Um mundo consideravelmente mais limitado dado que o seu conhecimento de mandarim é quase nulo. É que, apesar de ter ascendência chinesa, ela só conhece a linguagem falada na cozinha, pela mãe…
Felizmente, a linguagem da comida é suficiente para a iniciar na crítica gastronómica. Por entre o pato à Pequim ou o huoguo mongol, alguns choques culturais e outras tantas peripécias amorosas, Liz enfrenta os desafios de começar de novo do outro lado do mundo. Anos antes, também a sua irmã, Claire, trocou Manhattan por Pequim. É agora uma advogada de sucesso com um ritmo de vida tão alucinante quanto o da própria cidade. As irmãs nunca tiveram uma relação de cumplicidade. Na verdade, mal se conhecem. A milhares de quilómetros de casa e mais solitária do que nunca, Isabelle começa a interrogar-se se a frenética e vibrante cidade do futuro não será um lugar demasiado estranho para si…
Pára-Quedas e Beijos de Erica Jong. Editorial Presença. Lisboa, 1986, 373 págs. B.
Isadora Wing tenta conciliar a sua carreira de escritora com a maternidade e uma vida amorosa plenamente vivida. Depois da dolorosa separação de Josh, o pai da sua filha de três anos, e em parte para preencher o tremendo vazio que esse divórcio deixou, Isadora entrega-se a uma vertiginosa vida de experiências sexuais, drogas e bebida. Nessas experiências ela descobre um mundo novo de uma riqueza inesperada, e descobre também que o amor nos anos oitenta requer um savoir-faire absolutamente diferente de tudo o que os tumultuosos anos sessenta, ou mesmo a década de setenta, lhe haviam ensinado. Meteoricamente, Isadora torna-se amante de um jovem professor universitário, um disc-jockey, um rabi, um homem de negócios, do filho de um terapeuta sexual e tantos outros que já nem se lembra. Mas quando surge Berkeley Sproul III, um amante «demoníaco, mais novo de que ela 14 anos, qualquer coisa muda na sua vida. Pára-quedas e Beijos é uma inteligente e satírica visão dos anos oitenta, que aborda o tema candente do amor livre, do erotismo e o drama feminino da emancipação.
Hitler Manda Lembranças de Roberto Drummond. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro, 1984, 428 págs. B.
Se Hitler bater na porta de sua casa, não se assuste: ele continua vivo.
Essa é a certeza que conduz a trama de “Hitler manda lembranças”, obra instigante de Roberto Drummond, que traz um Brasil caótico em meio à Ditadura Militar, tendo como pano de fundo a expectativa de 4.813 homens e mulheres que trabalham na multinacional Brazil Corporation e aguardam a divulgação da “Lista dos 417”, com os os nomes dos que serão dispensados como medida de corte de despesas.
O Mensageiro de Mayra Montero. Edições ASA. Porto, 2001, 167 págs. B.
A 13 de Junho de 1920, no Teatro Nacional de Havana, a expectativa pairava no ar: Enrico Caruso, o lendário tenor, iria cantar Aída. Corria o rumor de que, embora fosse uma das vozes mais privilegiadas do seu tempo, e apesar do seu ritmo de vida agitado e do seu irreprimível carácter mulherengo, o grande Caruso sofria de uma estranha doença e era frequentemente importunado por rufias da temível Mão Negra. Assim que o espetáculo começou, explodiu uma bomba no teatro. Segundo a imprensa, Caruso fugiu a correr, vestido de Radamés, e desapareceu nas ruas de Havana. Até boje, ninguém sabe exactamente o que terá acontecido. O facto é que Caruso só voltou a ressurgir das sombras passados alguns dias. Onde esteve durante esse tempo? Apenas Aida Petrirena Cheng, filha do chinês Noro Cheng Po, conhecia o segredo. Guardou-o zelosamente até 1952, quando contou à sua filha um dos mistérios mais bem guardados da história do bel canto
Love Me Tender de Catherine Texier. Edições 70. Lisboa, 1987, 247 págs. B.
Lulu, a heroína deste romance, é uma jovem bailarina francesa que vive em Nova Iorque e trabalha no Clube Blue Night. A sua vida cruza-se com a de Julian, um poeta drogado, Henry, um pintor rico e priápico, e Mário, um porto-riquenho, numa alucinante sucessão de experiências novas que nos retratam de forma mordaz, pungente e sensual o dia-a-dia de Nova lorque.
Esta primeira obra de Catherine Texier publicada em língua portuguesa revela-nos uma escritora que lança sobre o mundo envolvente um olhar carregado de ironia, paixão e erotismo, para nos oferecer um relato muito pessoal da vida urbana numa grande metrópole.
Juizo Final de Daniel Easterman. Livros do Brasil. Lisboa, 2000, 374 págs. B.
Tudo começa na Sardenha, um lugar aparentemente tranquilo. Aryeh Levin acorda no meio da noite, e a primeira coisa que nota é o silêncio. Um silêncio desusado, excessivo. Então após alguns segundos, um grito enche de súbito a casa. Papa, Papa, auito! E simultaneamente, a porta do quarto abre-se para deixar passar dois encarapuçados que agridem Aryeh e a sua mulher.
De manhã, quando a criada liberta o casal, o seu filho desaparecera. Os Levin, que haviam deixado Israel para fugirem ao clima de ódio e de racismo aí generalizado, mergulhavam de novo do medo (…)
“Ninguém desconhece que existem acontecimentos observados no espaço celeste entre o céu e a terra que desafiam qualquer explicação racional. Foi neste domínio que, durante anos, Martin Caidin colecionou histórias estranhas, mas verdadeiras, de encontros aéreos experimentados por pilotos e astronautas, chegando a uma conclusão surpreendente: Existe algo lá em cima! Assim, os relatos descritos…
Conversas com o Anjo de Nick Horny. Editorial Teorema. Lisboa, 2001, 245 págs. B.
Compilação de contos organizada por Nick Hornby, para a qual o autor de “Febre no Estádio” convidou uma dúzia de autores britânicos, aqui reunidos por uma causa nobre: os “royalties” desta obra vão para a Treehouse, uma escola inglesa para crianças autistas, e no nosso país para a Associação Portuguesa para Protecção aos Deficientes Autistas.
A ideia partiu da leitura de uma entrevista de Bono, vocalista dos U2, onde este falava da reunião de uma série de músicos para angariarem fundos por uma causa social (uma prática que se tornou de algum modo comum a partir dos “Live Aid”, organizados por Bob Geldof). Nick Hornby decidiu então fazer o mesmo reunindo gente da sua profissão. E assim surgiu “Conversas com o Anjo”, uma série de óptimos contos, histórias mais ou menos pop, de Robert Harris, Melissa Bank, Giles Smith, Patrick Marber, Colin Firth, Zadie Smith, Nick Hornby, Dave Eggers, Helen Fielding, Roddy Doyle, Irvine Welsh, John O’Farrel.
Amante da Minha Mãe de Urs Widmer. Edições ASA. Porto, 2003, 121 págs B.
A história dos acontecimentos europeus mais relevantes do século passado: os loucos anos vinte, o totalitarismo, a guerra e, em lugar destacado, a música contemporânea. A perturbante calma de um amor que pode finalmente ser contado à distância.
Arquitecto de Mario Soldati. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1987, 133 págs. B.
Um famoso arquitecto italiano, que na cidade de Chicago desenvolve o mais ambicioso projecto da sua vida, toma de subito conhecimento da morte da sua amante secreta e, na ausência de possíveis confidentes a quem possa contar a história dessa paixão e transmitir os sentimentos contraditórios que o assaltam, decide gravar uma longa confissão…
A obra-prima de Mario Soldati, romancista ja bem conhecido do público português e internacionalmente celebrado como uma das vozes mais importantes da moderna ficção italiana.
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