Publicado agora em dois tomos na edição de bolso, este é o primeiro dos dois volumes que compõem a série intitulada A Saga das Ilhas Brilhantes, da aclamada autora do fantástico Juliet Marillier — comummente comparada a Marion Zimmer Bradley. Depois da série Sevenwaters, com a qual recebeu vários prémios internacionais, Marillier recua agora ao…
Filho de Agar de Hall Caine. Livraria Clássica Editora. Porto, 1955. E.
Thomas Henry Hall Caine nasceu a 14 de maio de 1853 e morreu a 31 de agosto de 1931. Teve cinco irmãos e viveu grande parte da sua vida em Liverpool. Casou com Mary Chandler e teve dois filhos. Hall Caine foi romancista, dramaturgo, contista, poeta e crítico britânico. Na sua vasta obra cabem temas como o adultério, o divórcio, a violência doméstica, os direitos das mulheres e o preconceito religioso. Foi um autor muito publicado e adorado pelo público, vendendo milhares (…)
Desgraça de J. M. Coetzee. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2000, 229 págs. B.
Desgraça é muito mais do que um relato social: é um relato de sobrevivência pessoal numa sociedade decadente. Passado na África do Sul pós-apartheid, este romance sincero e despudorado centra-se em David Lurie, professor universitário na Cidade do Cabo, de meia idade, divorciado, que divide o seu tempo entre o desânimo das aulas e as satisfações momentâneas que encontra numa prostituta. Quando esta o deixa de atender, David desvia as atenções para uma jovem aluna, começando uma aventura sexual que, quando tornada pública, o leva ao despedimento e à humilhação.
Um dos maiores romances da literatura francesa aqui traduzido por Mário Cesariny de Vasconcelos. «Um idiota. É tudo. Não mais do que isso. E tudo o que se contou ou inventou, ou procurou deduzir ou explicar, tudo isso só confirma o que, quem quer que fosse, poderia observar à primeira vista. Apenas um idiota. Simplesmente…
Passei um cheque, meti-a debaixo do casaco […] e levei-a para casa. Tinha encontrado o meu exemplar de cão-dágua. É claro que, bem no intímo, sabia que era precisamente o contrário. Aquela cadela tinha-se deixado estar muito sossegada […] na jaula, unicamente à cata de país. Tinha-me encontrado a mim.
“…há uma grande necessidade de diálogo, de confronto, e existem muito poucos espaços para o fazer. Há muitos que gritam e poucos que falam. Tive então a ideia de uma janela, de um espaço que abre para fora do quarto e deixa entrar o ar fresco.” Dentro desse quarto vemos uma mulher habitando o seu…
A Mãe de Pearl S. Buck. Editorial Minerva. Lisboa, 1974, 262 págs. B.
Nesta obra, Pearl S. Buck descreve de um modo quase pictórico a vida simples e rude do povo Chinês, numa época que é pouco conhecida. A narrativa vívida e pormenorizada permite que o leitor capte toda a simplicidade e intensidade dos tempos descritos em A Mãe.
Ao penetrar no espírito da camponesa, Pearl S. Buck dá a conhecer os sentimentos mais profundos da mente e do coração de uma mulher e de uma mãe. Fá-lo de uma maneira comovente, enérgica e mesmo violenta. A personagem, sem qualquer dúvida estoica, assume uma grandeza excecional pela forma como encara e ultrapassa os obstáculos que a vida lhe coloca. Uma vida longa, árdua e solitária.
Durante vinte anos Eszter viveu uma existência cinzenta e monótona, fechada sobre si própria, esperando a morte e sonhando com o retorno de um amor impossível. Até ao dia em que, inesperadamente, recebe um telegrama de Lajos, o único homem que amou e graças ao qual encontrou, por um breve período, sentido para a sua vida. Grande sedutor e canalha sem escrúpulos, Lajos não só traiu Eszter como destruiu a sua família, tirando-lhe tudo o que possuía. Agora, depois de uma ausência prolongada regressa, e Eszter prepara-se para o receber comovida e perturbada por sentimentos contraditórios.
O herói pouco habitual do novo romance de Morris West é um jovem americano, licenciado em História da Arte, Maxwell Mather, amante de Pia Palombini, descendente de uma familia aristocrática italiana. Ambos se instalam na villa que ela possui na Toscânia, onde Mather trabalha como arquivista da família. Quando Pia morre, deixa-lhe como herança a possibilidade de escolher o que quiser do arquivo familiar. Mather descobre dois quadros e váriosesboços de Rafael, escondidos e esquecidos entre uma pilha de inutilidades poeirentas. É óbvio que, apesar de os quadros fazerem parte do arquivo, a pretensão de Mather à sua posse iria ser muito disputada pela família. Elabora então um plano ambicioso e complicado para garantir a sua retenção. Anne-Marie Loredon também é americana. O seu frívolo romance com Mather, que se desenrolava durante os fins-de-semana que este passava em Florença, termina quando ela regressa a Nova Iorque. Aí, e com o auxílio de um advogado ri co, Edmund Bayard, monta uma galeria de arte. A primeira exposição de Anne Marie será uma mostra póstuma do trabalho brilhante da mulher de Bayard, Madeleine, assassinada no ano anterior por um desconhecido. De volta a Nova Iorque, Mather envolve-se nos planos de Anne-Marie para a galeria e com a história do assassinio de Madeleine Bayard. Os seus planos para ficar com os Rafacis enredam-no cada vez mais nos negócios pouco ortodoxos do mundo da arte.
Glória aos Vencidos de Henry Troyat. Livraria Clássica Editora. Lisboa, 1971, 354 págs. B.
No princípio desse Dezembro de 1825 Nicolau Ozareff leva, em S. Petersburgo, uma vida exaltante e perigosa. Pertencendo à sociedade secreta da União do Norte, desejaria dedicar-se inteiramente à causa dos seus camaradas, mas é constantemente distraído das suas preocupações políticas pelo receio de que sua muIher, Sofia, que ficou na casa familiar de kachtanovka, tenha tomado conhecimento da sua infidelidade e se tenha desinteressado dele. Esteve quase a abandonar os seus negócios e a correr para junto dela. Os acontecimentos impedem-no disso. Há mais de três semanas que o imperador Alexandre I morrera, a sua sucessão continua por assegurar. Enquanto que em S. Petersburgo as tropas prestaram juramento ao grão-duque Constantino Pavlovitch, herdeiro natural, este, que renunciou ao trono para viver em Varsóvia, faz proclamar imperador seu irmão, o grão-duque Nicolau Pavlovitch.
Nesta estória de contornos suaves Maria Coriel deixa-nos uma mensagem: o que realmente importa na vida é o que sentimos e com quem partilhamos as experiências que colhemos no tempo. É desta essência fina que construímos a alma e alimentamos o sonho que nos move. «Silencioso e de contornos pouco definidos, como o crepúsculo e…
O Mascarilha é um famoso cowboy mascarado fictício, o personagem é um ex-Texas Ranger, que lutou contra bandidos no Velho Oeste Americano com o seu amigo nativo americano, Tonto. O personagem foi chamado de ícone duradouro da cultura americana e surgiu em 1933.
Cavalheiro de Domingo de Irving Wallace. Portugália Editora. Lisboa, 1967, 604 págs. B.
Um conjunto de histórias do mais puro enredo, com personagens como Picasso, Polly Adler, Alfried Krupp, Marlene Dietrich, figuras em destaque na arte e na política mundial.
Casamento do Após-Guerra de Carlo Cassola.
Arcádia. 1965. 210 págs. Br.
Carlo Cassola (1917-1987) foi um romancista e ensaísta italiano. O seu romance “La Ragazza di Bube”, que recebeu o Prêmio Strega, foi adaptado ao cinema por Luigi Comencini em 1963.
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