Muitos físicos acreditam que estamos no limiar da descoberta de uma completa «Teoria de Tudo» que explique todas as partículas e forças do Universo. Na sua essência, é este o princípio da Supersimetria (SUSY) A revolução quântica virou o mundo ao contrário, tornando incertas, incontornáveis e obscuras as distinções aparentemente obvias entre partículas e ondas….
The Boy Who Harnessed the Wind de William Kamkwanba. William Morrow. New York, 2009, 273 págs. E.
William Kamkwamba was born in Malawi, a country where magic ruled and modern science was mystery. It was also a land withered by drought and hunger. But William had read about windmills, and he dreamed of building one that would bring to his small village a set of luxuries that only 2 percent of Malawians could enjoy: electricity and running water. His neighbors called him misala—crazy—but William refused to let go of his dreams. With a small pile of once-forgotten science textbooks; some scrap metal, tractor parts, and bicycle halves; and an armory of curiosity and determination, he embarked on a daring plan to forge an unlikely contraption and small miracle that would change the lives around him.
The Boy Who Harnessed the Wind is a remarkable true story about human inventiveness and its power to overcome crippling adversity. It will inspire anyone who doubts the power of one individual’s ability to change his community and better the lives of those around him.
Bela de Moscovo de Victor Erofeev. Gradiva Publicações. Lisboa, 1994, 209 págs. B.
A beleza russa é Irina Tarakanova. Ela é linda, bissexual e inteligente. É também uma heroína tão comoventemente humana quanto Emma Bovary e Molly Bloom, e a narradora deste romance surpreendente e sofisticado. Abandonando a sua vida provinciana enfadonha, Irina parte para Moscovo embarca numa carreira horizontal espectacular que abrange todas as camadas da sociedade moscovita: diplomatas ocidentais, dissidentes nacionalistas, jornalistas americanos, oficiais da KGB. Só quando conhece o mais velho e casado Leonardik (que uma vez “apertou a mão de Stalin”) é que ela encontra o seu par. Mas o relacionamento deles está condenado, e nem os amantes subsequentes, nem as memórias da sua amada amiga lésbica, Ksyusha, podem consolá-la. Reflectindo sobre o seu próprio destino e sobre o trágico destino da Rússia, Irina decide que é somente através do seu próprio sacrifício que a pátria que a condenou pode ser salva …
Nos anos oitenta do século passado, um vasto território começava a abrir-se no Oeste da América para os homens e mulheres com vontade de o reclamar para si. Wyatt Earp e os seus irmãos eram a essência desses corajosas pioneiros apostados em fazer fortuna numa terra jovem e sem lei. Mas algures ao longo do…
Segredos de Família é um romance intenso e sedutor sobre o relacionamento conturbado de mãe/filha e os traumas resultantes no ambiente familiar. Lily Brandon é uma actriz mal sucedida, a filha encantadora e rebelde de Charlotte Brandon. Connie, a sua irmã mais nova, é a filha preferida, a filha organizada, a filha caseira e bem…
Homens Bronzeados Ficam Bonitos de Frank Ronan. Gradiva Publicações. Lisboa, 1995, 158 págs. B.
«Depois de ela se ter ido embora e ele já no andar de cima ter voltado a despir-se, pôs-se em frente ao espelho antes de ir para a cama, tentando decidir se era ou não bonito. As mulheres mais velhas achavam-no bonito, e diziam-lhe, mas não dava muito prazer ser considerado atraente por pessoas que já tinham sabedoria suficiente para verem para lá do que era superficial. Não lhe interessava saber se o consideravam boa pessoa: era tão bom quanto sentia necessidade de o ser e não precisava de que lho confirmassem. A mãe costumava dizer-lhe que era bonito, mas nessa altura ainda era um miúdo e as ideias dela algo preconcebidas. Não havia ninguém que conhecesse suficientemente bem a quem pudesse perguntar isso diretamente. Fosse como fosse, quem gostasse dele dir-lhe-ia que era bonito para lhe poupar a desilusão e quem não gostasse dir-lhe-ia que o não era para o reduzir à sua insignificância.»
Clube do Adultério de Tess Stimson. Livros d’ Hoje. Alfragide, 2009, 351 págs. B.
Uma esposa. Um marido. Um amante. De que lado vai ficar?
A vida não podia correr melhor a Nicholas Lyon, um advogado casado em segundas núpcias com a bonita, embora caótica, Mal, autora de livros de culinária que intercala a sua profissão com o papel de mãe extremosa de três deslumbrantes filhas.
Quando tudo parece correr de feição, Sara Kaplan, uma jovem e brilhante advogada, «explode» na vida de Nicholas como uma «granada sexual», deixando-o atordoado e chocado com a sua atracção por ela. Embora a química entre os dois fosse evidente, foi necessário acontecer um ataque terrorista para o obrigar a reconhecer a sua própria mortalidade e atirar a sensatez às urtigas.
Hard de Raffaela Anderson. Editorial Notícias. Lisboa, 2001, 348 págs. B.
Em 1994, uma jovem de 18 anos, nascida num dos bairros suburbanos de Paris, responde a um anúncio para um casting. Não passa de uma fachada é ainda virgem que irá rodar o seu primeiro filme pornográfico. Durante quatro anos será prisioneira voluntária do inferno do hard, o cinema X. Raffaela Anderson não nega o prazer que, por vezes, experimentou. O seu testemunho debruça-se sobre os basti- dores. Dá conta do que viu: acrobacias sexuais, sem dúvida, mas também trabalhos forçados, até mesmo em horas nocturnas suplementares; dinheiro fácil. sem dúvida, mas um medo omnipresente da sida e da escravatura sexual; cinema de sedução, sem dúvida, mas de um género em que o corpo é desprezado, negado, esquartejado. Aceitar tudo? Para Raffaela, acabou. Ela quebra, aqui, a lei do silencio e conta, sem complacências, a odisseia de uma escrava do prazer, enfim livre.
A Boda do Poeta de Antonio Skármeta. Editorial Teorema. Lisboa, 2000, 278 págs. B.
A história de um amor lendário, num registo de intriga e humor, um olhar inteligente e satírico sobre a Europa do pré-guerra, mas também a crónica de uma estirpe de imigrantes que chega ao Chile nos princípios do século XX.
«Durante as primeiras semanas e embora contrariado, o pessoal mais consciencioso pesava os livros nas balanças da cozinha e das casas-de-banho e efectuava longas somas em bocados de papel.»
Piquenique no Paraíso de Frank Ronan. Gradiva Publicações. Lisboa, 1992, 210 págs. B.
Até que ponto não serão as relações entre as pessoas suportadas pela rotina do quotidiano? Quem pode realmente amar, quando não existe qualquer obstáculo ao amor?
Uma rapariga humilde que conquista pela bondade a estima de pobres e ricos, um rei que descobre entre camponeses o tesouro da sua pátria, um músico arrogante que encontra a redenção nas palavras de uma velha misteriosa, dois irmãos inseparáveis fascinados pelos voos de Júlio Verne. São estas e muitas outras as personagens que Selma Lagerlöf transporta da memória do mundo rural da província de Värmland da sua infância para os nove contos reunidos em O Livro das Lendas, título originalmente publicado em 1908. Histórias simples, repletas de ensinamento e inspiração, onde se dilui a fronteira entre sonhos e realidade.
Abelha Contra o Vidro de Gilbert Cesbron. Livraria Tavares Martins. Porto, 1967, 331 págs. B.
Esta obra, agora presente de forma directa, frontal, o problema da solidão.
O drama de Isabelle Devrain, a figura central do livro, assenta em três pontos: tem 28 anos, é virgem e é feia. O seu diário, o caderno preto que era «para queimar sem ler depois da tentativa (falhada) de suicídio da sua autora, dá-nos a evolução da personalidade de Isabelle, desnuda uma alma sensível que sofre por acreditar que a fealdade lhe nega o lugar ao sol a que, como ser humano, a jovem entende ter direito.
Uma Abelha Conta O Vidro, a história de uma rapariga feia, (tema delicado que um escritor da envergadura de Cesbron consegue manter sempre dentro das fronteiras da dignidade literária) é um patético grito de alarme sobre os dramas anónimos de seres humanos que, escarninhamente, a sociedade moderna tornou Robinsons em ilhas superpovoadas e é afinal mais uma tomada de posição do autor perante os grandes problemas gerados pela maneira de viver actual – falha de espiritualidade.
Na Praia de Chesil de Ian Mc Ewan- Gradiva Publicações. Lisboa, 2007, 128 págs. B.
Um pequeno romance de profundidade e perspicácia notáveis, de um escritor no auge do seu talento.
Estamos em Julho de 1962. Edward e Florence, jovens inocentes casados naquela manhã, chegam a um hotel na costa de Dorset. Ao jantar na suíte reservada a casais em lua-de-mel, esforçam-se por dominar os medos íntimos da noite de núpcias que se avizinha…
Com Na Praia de Chesil Ian McEwan dá-nos mais uma obra-prima – uma história de vidas transformadas por um gesto não feito ou uma palavra não dita.
A Inveja – Mal Secreto de Zuenir Ventura. Palavra. Lisboa, 2005, 286 págs. B.
Aos navegantes. Aos que pretendem empreender essa viagem, o autor pede que levem consigo, para o caso de se perderem, três distinções básicas: ciúme é querer manter o que se tem; cobiça é querer o que não se tem; inveja é não querer que o outro tenha. E que prestem atenção: a inveja é um vírus que se caracteriza pela ausência de sintomas aparentes. O ódio espuma. A perguiça se derrama. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria se oferece. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde.
Bem ao estilo de Gabriel García Márquez, este livro reúne sete histórias mágicas que reflectem a cultura sul-americana. As primeiras, um conjunto de seis contos fantásticos onde se misturam acontecimentos surreais e detalhes do quotidiano, contam-nos as alterações sofridas por pequenas e pobres povoações após estranhos acontecimentos que mudam a vida de todos os habitantes. A última, a novela curta que dá título ao livro, conta a história de Eréndira, uma adolescente obrigada a prostituir-se pela própria avó para a recompensar das perdas decorrentes de um incêndio acidental – um bizarro mas poderoso exemplo do realismo mágico de García Márquez.
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