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  • Dedo de Deus

    Dedo de Deus

    Erskine Caldwell

    7,00 

    Dedo de Deus de Erskine Caldwell.
    Portugália Editora. Lisboa, s.d., 240 págs. B.

    Numa cidadezinha americana onde, sob o manto da hipocrisia, nada parece acontecer, é sempre possível que alguém surja para agitar o pântano das conveniências e pôr a nu o que se esconde debaixo dos ordeiros preconceitos. Assim aconteceu no pacato burgo de Agrícola, quando Molly lá resolveu instalar-se. Molly vem atirada dum mundo de miséria e abandono que começou a palmilhar desde a infância. Traz dentro de si uma desgraçada experiência; posta à margem da sociedade, aprendeu a não ter propósitos: é insolente, ri-se à gargalhada, gosta de escandalizar os bons tartufos de ambos os sexos. Mas não o faz por cálculo ou por vingança: é um acidente natural da sua pessoa e da vida para que a obrigaram a resvalar. Um a um, os personagens respeitáveis da cidade têm de descer à cena, queiram ou não queiram, para dançar uma das sátiras mais cruéis e grotescas que até hoje se fez à sociedade americana. A impiedosa ironia de Caldwell estuda-lhe os mínimos gestos, desnuda-lhe os mais recônditos ridículos, sempre com a sobriedade de processos e o estilo vivo e seco que dele fizeram um dos grandes ficcionistas do nosso tempo.

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  • Consciência Zero, A

    Consciência Zero, A

    Italo Svevo

    5,00 

    Consciência Zero de Italo Svevo.
    Editorial Minerva. Lisboa, s.d., 355 págs. B.

    Criado originalmente como instrumento de apoio a um tratamento psicanalítico, o burguês e bon vivant quase-sessentão Zeno Cosini, de Trieste, exibe todas as suas fragilidades, falcatruas e desvios, dos menores aos maiores, em acções, omissões e sentimentos.
    Vício do fumo, infidelidade conjugal permanente, ciúme doentio, inveja, hipocrisia, fingimento, cinismo, imposturas, medo da velhice, fúria, indiferença para com a família… A lista de “pecados” de Zeno é extensa – como são ilimitados os sonhos e as fantasias que a alimentam.
    Mas também é grande o sofrimento que emana dessa espécie de diário, perante as agruras de uma vida dupla, do ócio improdutivo, da orfandade relativamente precoce, da doença e da dor, da morte, do amor não-correspondido. De um desejo de felicidade cuja satisfação se mostra, afinal, inatingível.

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  • Colinas da Ira, As

    Colinas da Ira, As

    Leon Uris

    6,00 

    Colinas da Ira de Leon Uris.
    Portugália Editora. Lisboa, s.d., 285 págs. B.

    De Leon Uris, THE ANGRY HILLS tem por pano de fundo a resistência aos ocupantes nazis na Grécia durante a Segunda Guerra Mundial. Mitchum é um soldado americano que, acidentalmente, se torna conhecedor de uma lista secreta de colaboradores dos nazis, pelo que se torna alvo de uma caçada, tanto por parte destes como da Resistência.

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  • Climas

    Climas

    André Maurois

    5,00 

    Climas de André Maurois
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 243 págs. B.

    Philippe, um industrial introvertido, relata à segunda esposa a frustração do seu primeiro casamento com Odile, jovem frívola e suspeita de infidelidade. Anos depois, Isabelle confessa no diário o fracasso com Philippe, que a trata com a mesma crueldade e egoísmo que ele sofrera antes. Em Climas, André Maurois retrata a instabilidade humana e as contradições do casal. A sua obra-prima mostra a inútil busca de uma felicidade perfeita no amor.

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  • Cavalheiro de Salão

    Cavalheiro de Salão

    Somerset Maugham

    5,00 

    Cavalheiro de Salão de Somerset Maugham.
    Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 252 págs. B.

    Em Cavalheiro de Salão, Somerset Maugham narra uma das suas muitas viagens. Contudo, mais do que a paisagem natural, é o perfil dos homens que o interessa. Cavalheiros de Salão é, por isso mesmo, uma galeria de casos humanos focados com mestria prodigiosa, e com aquela força de emoção, com aquela requintada penetração psicológica que os milhões de leitores de Somerset Maugham, em todo o mundo, aprenderam a apreciar nas suas obras inolvidáveis.

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  • Camaradas de Hans Hellmut Kirst

    Camaradas

    Hans Hellmut Kirst

    5,00 

    Camaradas de Hans Hellmut Kirst.
    Publicações Europa-América. Lisboa, 1963, 587 págs. B.

    Nos últimos dias da guerra, em plena derrocada, quando o Exército Vermelho avançava já para Berlim, sete homens foram encarregados de uma missão desesperada e inútil. No meio da confusão, um deles por sinal, o único nazi do grupo é «liquidado com uma granada de mão por um dos seus próprios camaradas. Porquê? Só no final do romance o leitor virá a sabê-lo. Entretanto, este acontecimento facilita a fuga de todos os outros E assim se vai desenrolar um drama cheio de suspense, cujas peripécias Kirst desbobina com aquela destreza que faz dele, a um tempo, um grande autor policial e um humorista sarcástico, cujo talento os leitores desta colecção puderam já amplamente apreciar através de obras como a trilogia 08/15, Deus Dorme em Masúria, A Felicidade não Se Compra e, muito recentemente, Fábrica de Oficiais.

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  • Brumas de Avalon: A Senhora da Magia de Marion Zimmer Bradley

    Brumas de Avalon: A Senhora da Magia, As

    Marion Zimmer Bradley

    6,00 

    Brumas de Avalon: A Senhora da Magia de Marion Zimmer Bradley
    DIFEL. Lisboa, 1990, 316 págs. B.

    Morgaine é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgaine, presa a um casamento infeliz com Gorlois.
    Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther e Igraine e, dessa aliança, nascerá Arthur, a criança destinada a salvar as Ilhas. Morgaine, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon, para receber treino como sacerdotisa da Grande Deusa. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã.
    O que Morgaine desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera…

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  • Belos e Malditos

    Belos e Malditos

    F. Scott Fitzgerald

    6,00 

    Belos e Malditos de F. Scott Fitzgerald.
    Portugália Editora. Lisboa, 1968, 483 págs. B.

    Belos e Malditos foi escrito três anos antes de O Grande Gatsby e segue a vida do casal Anthony Patch e Gloria Gilbert durante aquela que ficou conhecida como «a idade do jazz». Juntos comem e bebem nos restaurantes e hotéis mais sofisticados de Nova Iorque, alugam os apartamentos mais caros e viajam em carros topo de gama. Mas, sob a atmosfera luxuosa e extravagante que os envolve, está um mundo frágil – e o amor e o casamento destes dois jovens «deuses» vai-se deteriorando lentamente até à catástrofe final. Belos e Malditos é uma reflexão sobre o amor, o dinheiro e a decadência e um estudo social dos anos que antecederam a Grande Depressão.

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  • Ascensão dos Generais

    Ascensão dos Generais

    Rodolfo Konder

    4,00 

    Ascensão dos Generais de Rodolfo Konder.
    Editorial Caminho. Lisboa, 1977, 106 págs. B.

    A actividade política de Rodolfo Konder levou-o à prisão, onde foi submetido a torturas e violências; circunstâncias políticas impuseram-lhe também dois exílios. Nada mais natural, portanto, que os contos reunidos em A Ascensão dos Generais transpirem política por todos os poros. Ou melhor, sangrem política por todos os poros, porque neles a monstruosa realidade política da América Latina aparece transfigurada em imagens de pesadelo que nos agridem e doem na nossa carne de leitores.

  • Armadilha, A

    Armadilha, A

    Kitty Sewell

    6,00 

    Armadilha de Kitty Sewell.
    Círculo de Leitores. Lisboa, 2008, 308 págs. E.

    Moose Creek é uma pequena cidade do Árctico. Ali vivem descendentes de índios Dene e Inuit, mestiços e inadaptados. Quando o jovem cirurgião, Dafydd, chega todos querem saber porque se esconde este promissor médico em tão remoto lugar. Do que foge? Conseguirá regressar ao seu mundo? Kitty Sewell, autora de origem escandinava que viajou desde cedo pelo mundo, conta a história de fuga e reencontro de um homem. O frio e o isolamento são apenas alguns dos elementos que ajudam na construção de uma intriga de amor, traição e a procura de um lugar de pertença. «Cenas eróticas…negro e intrigante.» Kirkus «Sombrio e erótico.» Mail on Sunday «Brilhante estreia. Um bom livro de suspense psicológico que nos agarra do princípio ao fim» Publishers Weekly, USA Suspense, drama, reencontro. Dafydd Woodruff chega a Moose Creek no ano de 1992. Ali exerce medicina por um ano numa cidade tudo menos acolhedora. Com o tempo cria contudo laços que os vão acompanhar para o resto da vida… Catorze anos depois de se ter refugiada naquela cidade gelada, recebe uma carta dizendo que tem dois filhos. Regressa então a Moose Creek lançando-se numa procura da verdade que o vai levar ao reencontro consigo mesmo. Suspense psicológico assinado por Kitty Sewell. Natural da Suécia, Kitty viveu, também ela, numa cidade do Árctico pelo que capta como ninguém o ambiente e dramas de uma pequena cidade, os seus afectos e crueldades

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  • Antologia do Conto Policial

    Antologia do Conto Policial

    Lima da Costa

    7,00 

    Antologia do Conto Policial de Lima da Costa [Org.]
    Arcádia Editora. Lisboa, 1961, 306 págs. B.

    A Literatura Policial há muito que deixou de ser considerada, mesmo entre nós, um ramo literário inferior que os espíritos cultos deviam, portanto, ficar alheios. Acontece, porém, que surge, não poucas vezes confundida com outras modalidades narrativas, conto-enigma, etc. que só muito discutivelmente poderão ser tidas como policiais, sendo mesmo esta circunstância a responsável pelo descrédito que alguns ainda teimam em lançar sobre ela. Propõe-se, assim, esta antologia apresentar, por um lado, contos de dedução pura e, por outro, contos cujo desenvolvimento se afasta, em maior ou menor grau, dessa característica.

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  • Abadessa de Castro de Stendhal

    Abadessa de Castro

    Stendhal

    4,00 

    Abadessa de Castro de Stendhal.
    Arcádia Editora. Lisboa, 1961, 222 págs. B.

    Héléne de Campireali, filha do mais rico patrício de albano, é bela e jovem.
    Jules é pobre, mas bravo e altivo e possui um carácter de grande nobreza.
    Os seus olhares cruzam-se e o amor nasce.
    Nunca nenhuma paixão foi tão elevada, tão pura: mas, também, nunca nenhum destino foi tão adverso.

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  • Siciliano de Mário Puzo

    Siciliano

    Mário Puzo

    4,00 

    Siciliano de Mário Puzo.
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1986, 319 págs. B.

    O período de exílio de Michael Corleone na Sicília está quase a terminar. O Padrinho ordenou a Michael que, ao regressar aos Estados Unidos, leve com ele um jovem bandido siciliano chamado Salvatore Guiliano. Porém, Guiliano é um homem envolvido numa teia sangrenta de violência e vendettas. Na Sicília, Guiliano é um Robin dos Bosques dos tempos modernos que desafiou a corrupção – e a Cosa Nostra. Agora, o destino de Michael Corleone está ligado ao do lendário e perigoso Salvatore Guiliano: o guerreiro, o amante, o Siciliano.

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  • Reviver o Passado em Brideshead de Evelyn Waugh.

    Reviver o Passado em Brideshead

    Evelyn Waugh

    5,00 

    Reviver o Passado em Brideshead de Evelyn Waugh.
    Moraes Editores. Lisboa, 1983, 327 págs. E.

    O romance mais nostálgico e reflectido de Evelyn Waugh, «Reviver o Passado em Brideshead», recorda a idade de ouro antes da Segunda Guerra Mundial. Conta a história da profunda atracção de Charles Ryder pelos Marchmain e o rápido declínio do mundo em que estes viviam.

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  • Verdade Sobre Lorin Jones, A

    Verdade Sobre Lorin Jones, A

    Alison Lurie

    6,00 

    Verdade Sobre Lorin Jones de Alison Lurie.
    Difusão Cultural. Lisboa, 1991, 327 págs. B.

    Considerada pelo jornal The Observer como «a mais elegante e mordaz romancista norte-americana contemporânea», Alison Lurie nasceu em 1926, em Chicago, mas vive desde a infância em Nova Iorque. Docente da Cornell University há mais de duas décadas, estreou-se como ficcionista em 1962, com Love and Friendship. Galardoada pela Academia Americana em 1979, conquistou em 1985 o prestigiado Prémio Pulitzer com o romance Amor no Estrangeiro.

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  • Numa Terra Estranha

    Numa Terra Estranha

    James Baldwin

    6,00 

    Numa Terra Estranha de James Baldwin.
    Clube Português do Livro e do Disco. Lisboa, s.d., 468 págs. E.

    Tendo como pano de fundo a vibrante cena musical de Nova Iorque nos anos 1950, Terra Estranha é um retrato ousado e comovente sobre bissexualidade e relações inter-raciais, publicado numa época em que estes temas eram ainda tabu.

    No ambiente intenso dos clubes de jazz de Greenwich Village, acompanhamos Rufus, um baterista negro em decadência, que se envolve com Leona, uma mulher branca oriunda do sul dos Estados Unidos. A partir desta relação turbulenta, James Baldwin aborda questões centrais da sua obra — raça, identidade, nacionalismo, depressão e desejo — compondo um romance apaixonado e violento, onde personagens profundamente humanas lutam por ultrapassar as barreiras da segregação racial e das convenções sociais em busca da felicidade e de si mesmas.

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