Epopeia na Rússia de Konstantin Simonov. Círculo de Leitores. Lisboa, s.d, 449 págs. E.
Este vasto romance traça-nos, através da aventura de alguns indivíduos, o quadro do sofrimento do povo russo durante a invasão alemã de 1941-1942. Aquela reconhecida espécie de génio, que os romancistas russos possuem, de fazer falar o povo, de delinear as grandes cenas de batalha, de libertar as emoções que nascem dos factos violentos e patéticos, está aqui plenamente presente. Simonov consegue levar o leitor a compartilhar dos sentimentos de cólera, de coragem ou de desânimo das suas personagens, e ao mesmo tempo exprimir toda a epopeia dum povo no meio da inútil brutalidade duma guerra selvagem.
Colina das Bruxas de Marion Zimmer Bradley. DIFEL. Lisboa, 2003, 200 págs. B.
Sara Latimer, uma jovem de vinte e poucos anos, perde toda a família de forma súbita e trágica. Quase simultaneamente descobre que herdou uma antiga casa na Nova Inglaterra, onde decide recomeçar a sua vida. Mas a casa é apenas a parte visível da sua herança, pois as tradições familiares incluem outras facetas bem mais misteriosas.
Dividida entre a modernidade e a tradição da família, entre o jovem médico local por quem se apaixona e os mistérios da sua falecida tia-avó, a última habitante da casa Latimer, Sara viaja no tempo e no espaço, confrontada com a sua identidade e os seus múltiplos passados.
A jovem transforma-se num campo de batalha onde as forças das trevas e do amor se confrontam, lutando pela supremacia e pela conquista da sua alma.
A Colina das Bruxas é uma fabulosa viagem aos mitos do mundo rural americano, com o seu passado puritano, lendas de bruxas, feiticeiros e o seu encontro com a modernidade. É também a exploração de temores e receios atávicos, dos poderes ocultos, das pulsões eróticas e da demanda do poder.
Poder Supremo: Círculo de Blackburn de Marion Zimmer Bradley.
DIFEL. Lisboa, 1997, 371 págs. B.
Nos dias irreflectidos dos anos sessenta, muitas pessoas buscavam a solução para os problemas da humanidade em religiões antigas e achavam que a sabedoria de então tinha lugar no mundo moderno. Entre elas encontravam-se os seguidores de Thorne Blackburn, que procuravam a “Verdade”.
Durante a noite culminante da cerimónia mais poderosa da religião de Blackburn, o caos instalou-se. Thorne desaparece, a companheira de Thorne e mãe de um dos seus filhos pequenos morre.
Truth Blackburn, filha de Thorne, passados trinta anos, ainda procura a verdade – a verdade sobre o que se passou naquela noite em Shadow’s Gate, sobre os poderes mágicos que o seu pai alegava ter, sobre o seu meio-irmão e a sua meia-irmã há muito desaparecidos.
O Poder Supremo não é apenas uma história de uma mulher à procura de identidade. É também um romance poderoso sobre a realização do potencial humano e da procura de um sentido na vida, onde, tal como em As Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley transmite, desta vez à ficção contemporânea e com a mesma imaginação poderosa, personagens excitantes e uma narrativa dramática.
Décimo Dom de Jane Johnson.
Editorial Presença. Barcarena, 2010, 409 págs. B.
Com diversas obras publicadas, tanto de ficção como não-ficção, Jane Johnson chega agora a Portugal estreando-se com um romance onde o amor, a paixão e a traição são tópicos fundamentais. Num restaurante de Londres, Julia Lovat recebe um presente de despedida do seu amante casado: um livro publicado em 1625, uma verdadeira relíquia sobre a arte de bordar jacobiana e que pertenceu à jovem Catherine Ann Tregenna. Desgostosa, Julia refugia-se na leitura do livro, mas depressa descobre que nas margens do texto estão anotadas as entradas do diário de “Cat”, raptada por piratas muçulmanos, na costa da Cornualha, com mais sessenta homens, mulheres e crianças, para serem vendidos como escravos em Marrocos. Como se uma voz a chamasse, Julia parte para o Norte de África na esperança de descobrir algo sobre aquele mistério.
Contos de Hoffmann. Ediclube. Lisboa, 1991, 321 págs. E.
Ernst Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann (1776–1822), conhecido como E. T. A. Hoffmann, foi um escritor, compositor e artista alemão, destacado no movimento romântico. Nascido em Königsberg, dedicou-se ao Direito, mas a sua paixão pelas artes levou-o a explorar a literatura, a música e as artes visuais. A sua obra literária, marcada por elementos fantásticos e góticos, influenciou autores como Edgar Allan Poe e inspirou compositores como Jacques Offenbach e Piotr Ilitch Tchaikovsky.
Contos de Anton Tchekov. Ediclube. Lisboa, 1991, 307 págs. E.
Anton Tchékov (1860-1904), nascido em Taganrog, Rússia, estudou Medicina em Moscovo e começou a escrever para sustentar a família. Publicou sua primeira narrativa em 1880 e estreou no teatro no final da década de 1880. Morou em Mélikhovo e visitou Tolstoi, que o influenciou. Por doença, mudou-se para Ialta, onde escreveu suas peças mais famosas: “A Gaivota”, “As Três Irmãs” e “O Cerejal”. Morreu em Badenweiler, sendo hoje um dos maiores escritores russos.
Cães de Guerra de Frederick Forsyth.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 439 págs. B.
O mundo dos mercenários, que tanto fascinou Frederick Forsyth desde que teve de acompanhar, como repórter, a tragédia do Biafra, constitui o pano de fundo deste romance, um dos mais célebres da sua obra de ficcionista.
Aqui se retrata, de forma impiedosa, o universo sinistro que solidariza numa teia de interesses pouco claros as grandes figuras da alta finança, da banca internacional e do clube restritíssimo e secreto do comércio das armas. As maquinações de um Sir James Manson, dirigente de uma poderosa organização mineira, têm com efeito como objectivo derrubar o governo de uma longínqua república africana e eliminar o ditador que a ele preside. Os motivos de Manson, porém, nada têm de altruístas, e pouco a pouco despertam mesmo a atenção das grandes potências.
Enquanto Shannon, o líder mercenário arregimentado por Manson, se ocupa de reunir os seus homens, alguns jornais descobrem e denunciam os propósitos do que está em curso. Forsyth arrasta então o leitor por uma ronda alucinante através de algumas das grandes cidades europeias: de Paris a Ostende, na esteira dos locais onde se recrutam os mercenários; de Berna a Bruges, onde estão sedeadas as grandes agências internacionais; e finalmente da Alemanha à Itália, ou da Espanha à Jugoslávia, onde se adquirem as armas e se organizam os grandes transportes de tropas e de material.
Cada página de Os Cães da Guerra é uma autêntica aventura, que se lê com uma emoção e uma ansiedade sempre crescentes. Mas o seu desfecho irónico oferece a este romance uma dimensão totalmente inesperada.
Amsterdão de Ian McEwan. Gradiva Publicações. Lisboa, 2022, 179 págs. B.
A terrível e inesperada morte de Molly Lane, uma conhecida figura da sociedade londrina, vai despoletar uma cadeia de acontecimentos totalmente imprevisíveis. Uma irresistível comédia negra que marca o regresso de um dos mais celebrados romancistas contemporâneos.
Amor Inesperado de Susan Lewis.
Porto Editora. Porto, 2010, 476 págs. B.
Natalie, a filha adolescente de Jessica e Charlie Moore, morre num estranho acidente em França.
Pai e mãe ficam destroçados. Mas Jessica sente que ficou algo por explicar, enquanto Charlie se recusa a discutir o que aconteceu naquele fatídico dia.
Então, o casamento de ambos é abalado por mais um choque, e Jessica parte para França, sozinha, em busca de respostas. Quando chega a uma paradisíaca vinha no coração da Borgonha, descobre muito mais do que esperava: um amor completamente proibido e uma verdade que mudará a sua vida¿ para sempre.
Tendo como cenário um verão quente e um enfeitiçante mundo de aromas, paladares e romance, Um Amor Inesperado é uma história íntima e apaixonada de amor e desilusão, de lealdade e traição.
Alma do Mundo de Susanna Tamaro. Editorial Presença. Lisboa, 1997, 261 págs. B.
Este novo romance de Susanna Tamaro explora a conexão entre o mundo e a busca pela compreensão, refletindo sobre dilemas da existência e a importância de entender nossas emoções. A narrativa provoca uma introspecção profunda, levando o leitor a questionar as verdades que cercam a vida.
2012: a Guerra das Almas de Whitley Strieber. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2009, 382 págs. B.
Em 2012 pode vir a acontecer um dos marcos mais importantes da História. A cada 26 000 anos, a Terra fica alinhada com o centro da nossa galáxia. Às 11h11, do 21 de Dezembro de 2012, este acontecimento vai voltar a suceder. O povo Maia acreditava que marcaria o fim, não só desta era, mas também da consciência humana como a conhecemos.
Mas o que irá realmente acontecer? Estaremos perante o fim do mundo? Uma nova era para a humanidade? Coisa nenhuma? Da última vez que isto aconteceu, o homem de Cro-Magnon começou subitamente a desenhar nas cavernas do sul de França, o que até hoje permanece uma das mudanças mais inexplicáveis na história do homem.
Agora Whitley Strieber explora o ano de 2012 numa imponente obra de ficção que vai surpreender os leitores com ideias verdadeiramente novas.
Nesta história estimulante com altos e baixos, a misteriosa presença alienígena irrompe inesperadamente de locais sagrados em todo o mundo e começa a dilacerar as almas humanas dos seus corpos, mergulhando o mundo num caos nunca antes visto.
Centuriões de Jean Lartéguy. Livraria Bertrand. Lisboa, s.d., 484 págs. B.
“Neste livro é o destino heróico dos combatentes franceses da Indochina e da Argélia que o autor evoca, reconstituindo o desespero das suas existências numa rara sobriedade estilística, profundamente ligada á memória duma experiência pessoal e ao mais veemente desejo de solidariedade humana. «Os Centuriões» é o romance do orgulho militar, dos sacrifícios sem fé e sem causa, vividos num desejo de aventura, criminoso e inútil. Figuras de rara densidade dramática e realístico recorte surgem-nos inesquecíveis nestas páginas, tratados à luz duma verdade maior que as define como filhos irrecusáveis dum século de violência”
Lusco Fusco de Marcello Mathias. Editora Bertrand Brasil. Rio de Janeiro, 1991, 400 págs. B.
Entre os numerosos manuscritos que nos são enviados e ficam aguardando leitura para se decidir sobre a sua eventual publicação, encontramos agora, esquecido há mais de três anos, aquele que hoje publicamos. Apesar de todos os nossos esforços não nos foi possível descobrir o paradeiro da Senhora Ingborg Moacyr, que nos enviara o Lusco-Fusco e nos propusera a sua publicação. Como ignoramos a quem cabem os direitos de autor, ficam estes inteiramente salvaguardados para quem provar ter legitimidade para recebê-los. Não sendo conhecido o nome do autor, mas depreendendo-se do texto que, sob o pseudónimo de Pablo la Noche, exerceu funções de jornalista, sob esse pseudónimo aparece a atribuição da autoria deste livro.
Santuário de William Faulkner. Editorial Minerva. Lisboa, s.d., 277 págs. B.
Psicologicamente astuto e maravilhosamente poético, Santuário é um romance poderoso que examina a natureza do verdadeiro mal, através dos prismas da mitologia, da tradição local e da ficção policial. Esta é a história sombria, por vezes brutal, do rapto da debutante do Mississippi, Temple Drake, que introduz a sua própria forma de venalidade no submundo de Memphis, onde está presa.
Livro da Selva de Rudyard Kipling. Ediclube. Lisboa, 1991, 284 págs. E.
Abandonada pelos pais no interior da selva indiana, uma criança morena e nua, ainda a dar os primeiros passos, é encontrada por uma alcateia – e logo esta se torna a sua alcateia. Mowgli, assim lhe chama a Mãe Loba, tornar-se-ia um dos seus lobitos e em breve aprenderia a conhecer todos os sussurros da erva, todo o sopro tépido da noite, todo o pio de mocho ou som de peixe no charco. O sábio urso Baloo e a pantera negra Bagheera, a poderosa jiboia Kaa e o ameaçador tigre Shere Khan são alguns dos fascinantes habitantes do mundo de perigos e deslumbramento, de excitação e de medos, de coragem e de amizade onde Mowgli irá crescer. Publicadas originalmente em revistas, estas inesquecíveis aventuras foram compiladas pela primeira vez em livro em 1894, numa edição que contou com ilustrações originais concebidas pelo pai do autor e que recuperamos nesta nova edição. Diversas vezes adaptado ao cinema O Livro da Selva é uma obra-prima da literatura juvenil, adotado pelo Escutismo como livro de referência e acarinhado por crianças e adultos de todo o mundo.
Ceia de Amor de Michel Tournier. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1992, 229 págs. E.
Após anos de felicidade, Nadège e Yves tornaram-se um casal incapaz de entender-se. De quando em quando discutem. Depois deixam que um silêncio pesado os cerque de solidão. Decidem por isso separa-se, e convidam os amigos para uma ceia durante a qual lhes comunicarão a triste novidade. Cada um dos convidados, porém, à semelhança dos convivas do «Decameron» de Bocaccio, contar-lhes-á uma história, e essas narrativas modificarão as relações de Yves e Nadège. E, ao longo da noite, as diferentes histórias contadas não deixarão de percorrer uma espiral de beleza e de força, para atingirem , ao amanhecer, um inexcedível clímax.
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