Túnica de LLoyd C. Douglas. Editorial Minerva. Lisboa, 1947, 607 págs. E.
Um soldado romano, Marcellus, ganha o manto de Cristo como prémio de jogo. Parte então numa busca para descobrir a verdade sobre o manto do Nazareno – uma busca que vai até às raízes e ao coração do Cristianismo e que tem como pano de fundo a Roma antiga. Esta é uma história intemporal de aventura, fé e romance, um conto de desejo espiritual e redenção final.
O Professor de Charlotte Bronte. Livraria Civilização Editora. Porto, 1959, 271 págs. E.
William Crimsworth, acabado de sair de Eton, colégio onde esteve a expensas da família materna, que renega, emprega-se na empresa de seu irmão. Edward de seu nome, revela-se um déspota, o que o empurra para uma aventura em Bruxelas, onde se estabelecerá como professor de inglês.
A sua educação e trato distinguem-no dos demais, e levam a directora de um dos colégios onde lecciona a apaixonar-se por ele. Zoraide Reuter acaba por se revelar uma desilusão e William apaixonar-se-á por Frances, uma das suas alunas, ainda que Zoraide tente afastá-los.
A história tem como narrador o próprio William, que é o único narrador masculino jamais usado por Charlotte Bronte. A autora revela aqui muito do seu carácter independente e feminista, criticando muitos dos esclerosados preconceitos vitorianos.
O País Longíquio de Nevil Shute. Editorial Minerva. Lisboa, s.d. 385 págs. E.
Neste romance, Shute tem algumas coisas duras a dizer sobre o novo Serviço Nacional de Saúde (britânico), bem como sobre o governo socialista trabalhista, temas que mais tarde ele desenvolveria de forma mais completa em In the Wet. Ele descreve a sorte dos “Novos Australianos”; refugiados que são obrigados a trabalhar durante dois anos no local onde são colocados, em troca de passagem gratuita para a Austrália.
Cruel Abandono de Penny Vincenzi. Porto Editora. Porto, 2009, 635 págs. B.
Numa noite de 1986, uma bebé recém-nascida é encontrada abandonada no aeroporto de Heathrow. Goradas as investigações, a criança é entregue às autoridades e posteriormente adotada.
Passados quinze anos, a bebé, Kate, é já uma bela adolescente, aspirante a modelo, que decide procurar a mãe biológica.
Essa busca vai reunir três mulheres – Martha, Clio e Jocasta – que 16 anos antes se tinham conhecido, casualmente, durante uma viagem à Tailândia.
As três amigas têm agora vidas agitadas mas bem-sucedidas, cheias de preocupações profissionais e de relações amorosas nem sempre fáceis. Martha continua solteira e é uma advogada de sucesso; Clio é uma médica presa a um casamento falhado; Jocasta é uma jornalista apaixonada por um homem com pavor dos compromissos.
Kate irá concretizar o seu desejo de conhecer a mãe biológica, mas isso obrigará a que seja revelado um segredo que uma das mulheres guardara ciosamente ao longo de todos esses anos…
Crónicas do Mundo Emerso: A Missão de Sennar de Licia Troisi. Editorial Presença. Lisboa, 2007, 299 págs. B.
Para quem leu Nihal na Terra do Vento, que deu início às aventuras da jovem guerreira de cabelos azuis e dos seus companheiros, a história continua a partir do ponto em que termina no primeiro volume. O Mundo Emerso é sistematicamente devastado pelo Tirano, que tem semeado o terror, o sangue e a morte por territórios cada vez mais vastos. Agora, a única sobrevivente do povo dos Semielfos transformou-se numa guerreira da Ordem dos Cavaleiros do Dragão e tem uma arriscada missão a cumprir. Entretanto, o seu grande amigo de infância Sennar, agora mago do Conselho, parte em busca de aliados. Para isso terá de ir ao Mundo Submerso. Será o corajoso Sennar capaz de cumprir tão temerário objectivo? E será que Sen-nar, Nihal e todos os povos ainda livres conseguirão derrotar o demoníaco Tirano? Magia e beleza definem este mundo fantástico, onde muitos perigos criam um suspense imparável.
A Criação de P. W. Atkins. Editorial Presença. Lisboa, 1985, 127 págs. B.
“A Criação” é uma obra única, diferente, renovadora do panorama da ciência dos nossos dias.
Nesta obra, o autor demonstra que, sob a aparente complexidade dos fenómenos, esconde-se uma estrutura básica assombrosamente simples. esta permite-nos pensar racionalmente sobre o que até agora tem permanecido como um mistério insondável: a emergência do tempo, a origem do espaço e da própria criação. Demostrar esta extrema simplicidade é também provar também que nada existe que não possa criar-se a si próprio pondo simultaneamente em questão a imagem de um Criador que se terá tornado desnecessário.
Corregedora de Leopildo Alas. Contexto Editora. Lisboa, 1988, 680 págs. B.
A Corregedora é um romance realista de Leopoldo Alas “Clarín”, publicado pela primeira vez em 1884. O livro conta a história de Doña Ana Ozores, uma mulher casada que se apaixona por um homem mais jovem.
As Carnívoras de Sabina Murray. Publicações Europa-América. Mem Martins, 2006, 306 págs. B.
«Um gótico moderno, original e brilhantemente concebido… Murray tem ao mesmo tempo uma rara prontidão em confiar na nossa inteligência e um fácil controlo da narrativa. À medida que a história cresce como uma tempestade tropical, as suas forças irresistíveis rodopiando em volta de um ponto central, exploramos as variedades do apetite e da fome, a relação entre civilização e tabu, a liberdade e solidão de lobos, exploradores, criminosos… As implicações, elegantemente assustadoras e pungentes, ressoam muito para além da última página.»
Cardeal do Kremlin de Tom Clancy. Difusão Cultural. Lisboa, 1989, 606 págs. B.
Nos mares tempestuosos da América do Sul, um alvo desaparece no meio de um clarão esverdeado. Nas montanhas soviéticas, junto da fronteira do Afeganistão, um misterioso conjunto de pilares e cúpulas ergue-se na escuridão da noite. Para as duas superpotências mundiais, a prioridade é lançar o primeiro sistema antimíssil da Guerra Fria, e os dois homens encarregados de avaliar a capacidade soviética para o fazer sabem-no bem: o coronel Mikhail Filitov, da URSS, um militar da velha guarda olhado com desconfiança pelo novo círculo de tecnocratas, e Jack Ryan, um famoso analista da CIA.
Ambos usam todos os meios para chegar à verdade, mas Filitov consegue-o primeiro… e é aí que tudo ameaça desmoronar-se. Porque Filitov, conhecido pelo nome de código Cardeal, é o agente americano mais graduado no Kremlin, e está prestes a ser assassinado pelo KGB. Cabe a Jack Ryan salvá-lo, num alucinante jogo de gato e rato, onde já não é apenas a sobrevivência de Filitov e Ryan que está em jogo, mas também a do mundo.
Caminhos Ocultos de Tawni O’ Dell. Gradiva Publicações. Lisboa, 2002, 303 págs. B.
Num intenso e vibrante romance, Tawni O’Dell conduz-nos pelos caminhos ocultos de uma viagem de descoberta pessoal, convidando-nos a entrar no mundo de Harley Altmyer, um rapaz de 19 anos que luta arduamente para criar as suas três irmãs mais novas quando a mãe é detida por assassinar o pai.
Através das suas personagens impressionantemente perfeitas, Caminhos Ocultos retrata a confusão exasperante da adolescência e a natureza tormentosa da família com infalível destreza. Um drama arrebatador de um fantástico talento emergente, por uma das mais inesquecíveis vozes a emergir nos últimos anos.
Velho Que Lia Romances de Amor de Luis Sepúlveda.
Edições ASA. Porto, 2006, 110 págs. B.
Antonio José Bolívar Proaño vive em El Idilio, um lugar remoto na região amazónica dos índios shuar, com quem aprendeu a conhecer a selva e as suas leis, a respeitar os animais que a povoam, mas também a caçar e descobrir os trilhos mais indecifráveis.
Um certo dia resolve começar a ler, com paixão, os romances de amor que, duas vezes por ano, lhe leva o dentista Rubicundo Loachamín, para ocupar as solitárias noites equatoriais da sua velhice anunciada. Com eles, procura alhear-se da fanfarronice estúpida desses “gringos” e garimpeiros que julgam dominar a selva porque chegam armados até aos dentes, mas que não sabem enfrentar uma fera a quem mataram as crias.
Descrito numa linguagem cristalina e enxuta, as aventuras e emoções do velho Bolívar Proaño há muito conquistaram o coração de milhões de leitores em todo o mundo, transformando o romance de Luis Sepúlveda num “clássico” da literatura latino-americana.
Tão Veloz como o Desejo de Laura Esquivel.
Edições ASA. Porto, 2002, 128 págs. B.
Júbilo veio ao mundo com um imenso sorriso e o dom de ouvir as palavras que habitam no coração das pessoas que o rodeiam. Era ainda menino e – ao servir de intérprete entre a avó, orgulhosa representante do povo Maia, e a mãe, de língua espanhola – já adoçava as palavras amargas que ambas trocavam, conseguindo que desse ódio nascesse respeito e amor.
No México dos anos vinte, Júbilo é já um homem e trabalha como telegrafista, ocupação que lhe permite fazer bom uso do seu Dom, pois continua a ajudar as pessoas a revelarem o que lhes vai na alma, reescrevendo as mensagens que enviam. A felicidade plena chega quando Júbilo conhece Lucha, por quem se apaixona perdidamente. Enfeitiçados um pelo outro, casam e vivem uma vida de sonho.
Muitos anos passados, o telégrafo está abandonado, obsoleto que é como forma de comunicação; e Júbilo, solitário no seu leito de morte, onde jaz cego e mudo, sofre ainda com a tragédia que um dia o afastou da mulher, o seu grande e único amor.
Que acontecimento trágico poderá ter-se interposto entre os dois amantes, provocando um dano tão irreparável?
Mas Luvia, a filha de ambos, nascida já após essa inexplicável tragédia familiar, não vai descansar enquanto não desenterrar o fantasma do passado e desvendar o que está por detrás dessa história de paixão e amargura.
Pontes de Madison County de Robert James Waller.
Edições ASA. Porto, 1995, 153 págs. B.
Em agosto de 1965 Robert Kincaid de 52 anos, carrega a sua carrinha e parte para Madison County no interior dos Estados Unidos, onde ficam as sete pontes cobertas que ele tem de fotografar para a revista National Geographic. A existência plácida de Francesca Johnson, casada e com dois filhos, é completamente abalada com a chegada inesperada do fotógrafo.
Neste clássico da literatura contemporânea, James Waller põe em cena o amor profundo entre Robert e Francesca Inicialmente, nenhum deles espera que este encontro fortuito conduza a uma aventura, porém, a atração que ambos sentem é inegável e dará lugar a um amor profundo e duradouro.
A sua história prova ao mundo que o valor das coisas está na intensidade que elas carregam e não no tempo que duram
Verão Antes das Trevas de Doris Lessing.
Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 242 págs. B.
Doris Lessing tem uma obra firmada desde há muito no mundo literário. Romancista de indiscutível mérito, os problemas humanos da Mulher constituem o pano de fundo das suas criações romanescas. Em O Verão Antes das Trevas, Doris Lessing atinge um dos momentos mais altos da sua carreira, quer pelo rigoroso contorno das figuras, quer pelo desdobramento da intriga, quer pela caracterização das personagens. O Verão Antes das Trevas impõe à nossa admiração uma figura literária de primeira grandeza e traz ao nosso convívio uma escritora de grande plano.
Teresa Raquin de Emile Zola. Ediclube. Lisboa, 1991, 300 págs. E.
Num apartamento sombrio na viela do Pont-Neuf, em Paris, Thérèse Raquin está presa a Camille, seu primo, num casamento sem amor. A monotonia conjugal é interrompida quando inicia um caso amoroso com Laurent, amigo do seu marido. Mas a paixão leva-os a cometer um crime que os perseguirá para sempre. Thérèse Raquin causou escândalo quando foi publicado, em 1867, e trouxe ao seu autor, com apenas vinte e sete anos, uma notoriedade que o acompanhou toda a vida. O romance de Zola é não só um retrato de adultério, loucura e vingança, mas também uma exploração dos aspetos mais sombrios da existência humana.
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