Tradição e Modernidade em Camilo (A Queda Dum Anjo) de Túlio Ramires Ferro. Parceria A. M. Pereira. Lisboa, 1966, 137 págs. B.
A Queda dum Anjo, «novela longa» de Camilo, foi publicada primeiramente em folhetins no Jornal do Comércio, desde 30 de Abril até 12 de Agosto de 1865, e depois em volume em fins de Dezembro desse ano.
“O sr. Campos Júnior, conhecido livreiro editor desta cidade, anuncia a Revolução de Setembro em 29 de Dezembro de 1865, acaba de editar o lindo romance de Camilo Castelo Branco “A Queda dum Anjo.”
Este volume faz parte de uma série de estudos breves, cada um dos quais trata um único conceito fundamental, ou um grupo de dois ou três conceitos fundamentais, do nosso vocabulário critico. A finalidade da série é diferente da que têm em vista os glossários típicos de termos literários. Há muitos termos que, nas breves…
Lírica do Luís de Camões de Maria Vitalina Leal de Matos. Editorial Comunicação. Lisboa, 1979, 200 págs. B.
Não se trata de mais uma antologia da lírica camoniana; trata-se de uma selecção que, não esquecendo os textos mais belos e famosos da produção lírica de Camões, integra ainda outros poe- mas menos conhecidos que darão uma visão mais correcta e aprofundada da obra do autor. Uma cuidada introdução estuda a dialéctica temática da lírica, centrada nos núcleos de significação do amor e do destino, situando-se com justeza no ambiente poético do Renascimento.
A obra-prima do teatro português merece aqui um estudo atento que relaciona o texto com as concepções dramáticas de Almeida Garrett e, muito particularmente, com as que se revelam na «Memória ao Conservatório Real». A sua interpretação especificamente literária é-nos dada numa leitura analítica que clarifica perante o leitor a organização discursiva da peça.
Duarte Nunes do Lião: Origem da Língua Portuguesa de Maria Leonor Carvalhão Buescu [Sel.]. Livraria Clássica Editora. Lisboa, 1975, 91 págs. B.
Fortemente vinculada ao tempo, a obra de Nunes do Lião é, pois, um testemunho documental e elu- cidativo da transição, talvez dramática, do espírito do Renascimento para o espírito barroco, enredado numa nova angústia e numa nova maneira de estar no mundo – in Apresentação.
Depois do Auto da india e do Auto da Alma, impunha-se a edição do Auto da Barca do Inferno, que nos é apresentado neste volume com os necessários cuidados de ordem filológica; o estudo interpretativo do texto é orientado a partir do tema da viagem e do seu entendimento alegórico através de um enquadramento literário…
” Ce n’est pas l’œuvre littéraire elle-même qui est l’objet de la poétique : ce que celle-ci interroge, ce sont les propriétés de ce discours particulier qu’est le discours littéraire. Toute œuvre n’est alors considérée que comme la manifestation d’une structure abstraite et générale dont elle est une des réalisations possibles. L’œuvre se trouve alors…
Quelques grands moments de l’histoire de la narration forment l’objet de ce livre : l’Odyssée et les Mille et Une Nuits, le Graal et le Décaméron, mais aussi Henry James et Joseph Conrad, Dostoïevski et le roman policier. Parti d’une analyse minutieuse des formes et des fonctions du récit, Tzvetan Todorov se trouve engagé dans…
La première moitié du XXe siècle a fait surgir un ensemble de thèmes et d’orientations que l’on aurait tendance à considérer comme fondamentalement et définitivement représentatifs de l’esprit moderne. Des mots tels que Humanisme, personne humaine, existence, Histoire, praxis, des perspectives de recherche et d’action proposées par les sciences humaines et notamment la psychologie et…
Mitologia Fadista de António Osório. Livros Horizonte. Lisboa, 2016, 119 págs. B.
A Mitologia Fadista insere-se nesta linha e constitui a mais desenvolvida inquirição ideológica sobre o fado, cancro da vida e da cultura nacionais, segundo Lopes Graça. Desde as origens até pouco antes do 25 de Abril, procura o autor desvendar, neste livro, o fenómeno fadista nas suas principais implicações e pontos de apoio, pondo bem a claro o que ele comporta de aniquilante e servil.
Sophia de Mello Breyner Andresen Inscrição da Terra de Luís Ricardo Pereira. Instituto Piaget. Lisboa, 2003, 175 págs. B.
“Tomando por referência o corpus textual do livro “Geografia”, de 1967, da escritora, este livro tem por finalidade descrever analiticamente a forma do conteúdo da pesia andreseana. Assim, este estudo procura, em primeiro lugar, enquadrar a sua arte poética num contexto periodológico definido, recenseando as afinidades que mantém, sobretudo, com a geração dos Cadernos de Poesia. Posteriormente, salientam-se as coordenadas e os mecanismos poéticos que enformam a poesia de Sophia Andresen.”
Poesia e Metafísica: Camões, Antero e Pessoa de Eduardo Lourenço. Livraria Sá da Costa Editora. Lisboa, 1983, 261 págs. B.
O que não somos como filósofos sê-lo-emos como poetas? Se assim é, ninguém como Camões, Antero e Pessoa teria ilustrado tão bela e convincentemente esta fatalidade cultural que nos faz preferir Orfeu à musa mais severa de Parménides. Acrescentemos à tríade abordada nestas páginas de há vinte anos o nome de Pascoaes e o panorama ficará completo. Que os leitores o façam por sua conta e risco.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Vivência do Tempo em Fernando Pessoa de Maria Vitalina Leal de Matos. Editorial Verbo. Lisboa, 1992, 360 págs. B.
O ensaísmo português tem nesta colecção um repositório de sugestões e de temas perfeitamente actuais, conduzidos com a segurança dos melhores representantes portugueses da crítica contemporânea, que fazem parte do mundo de cogitações levantado pelas obras dos nossos escritores.
Auto da Feira de Gil Vicente de Artur Ribeiro Gonçalves.
Editorial Comunicação. Lisboa, 1984, 89 págs. B.
Reflectir sobre a significação do Auto da Feira no âmbito da crise da Igreja Romana do século XVI e entender a sua composição literária em função de uma convergência dos géneros dramáticos da época, eis o que nos é proposto nesta edição de Gil Vicente através da leitura de um dos seus autos fundamentais.
Poesia da Presença de Maria Teresa Arsénio Nunes. Editorial Comunicação. Lisboa, 1982, 168 págs. B.
Muito discutida, «entalada entre o brilho ruidoso do movimento do Orpheu e a violência de combate do neo-realismo, a geração da Presença deve ser considerada, acima de todas as polémicas, como elaboradora pertinaz de alguns dos caminhos que insensivelmente vão dando forma à literatura actual. Este volume ocupa-se da prática poética dos autores que lhe estão mais intimamente ligados.
Este volume divulga excertos de um interessante texto português do séc, xv, obra extensa e de diffell acesso em edição critica, que relata as diversas actividades da vida de Júlio César, tendo a particularidade de abranger diferentes campos semânticos o correspondente vocabulário português da época. Na apresen tação critica Insere-se uma didáctica introdução ao estudo…
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