Journal (1931-1934) de Anais Nin. Editions Stock. Paris, 1970, 382 págs. B.
Lot des 2 premiers TOMES du JOURNAL d’Anaïs Nin, Journal Tome 1 (1931-1934) et Tome 2 (1934-1939), établis par Gunther Stuhlmann, aux Editions STOCK publiés en 1970 ; traduits par Marie-Claire Van der Elst. –LE JOURNAL: Anaïs Nin est devenue célèbre grâce à ses journaux intimes et secrets. Au départ, à l’âge de onze ans, cette pratique d’écriture intime prenait la forme d’une lettre adressée à son père qui avait abandonné la famille. Elle a par la suite tenu son journal de façon assidue, jusqu’à sa mort. La seconde publication se présente comme le Journal authentique, le plus proche de la véracité des faits. Ces écrits transcrivent avec brio ses rencontres amoureuses, artistiques ou analytiques, avec des personnalités comme Henry Miller, Antonin Artaud, Otto Rank, Edmund Wilson, Gore Vidal, James Agee. — L’AUTEUR-e : Anaïs Nin, née le 21 février 1903 à Neuilly-sur-Seine et morte le 14 janvier 1977 à Los Angeles, est une écrivaine américaine d’origine franco-cubaine. Elle doit sa notoriété à la publication de journaux intimes qui s’étalent sur plusieurs décennies et offrant une vision profonde de sa vie privée et de ses relations. La version non censurée de ses journaux n’a pu être publiée qu’après sa mort et celle de son mari. Elle est aussi l’une des premières femmes à écrire des ouvrages érotiques.
Neutel de Abreu por Manuel Ferreira. Agência Geral das Colónias. Lisboa, 1946, 129 págs. Mole.
Neutel Martins Simões de Abreu (1871-1945), natural de Figueiró dos Vinhos, serviu no exército e esteve em Macau, Angola, São Tomé e, sobretudo, Moçambique, onde fundou Nampula e construiu estradas, transformando a região. Considerado herói do Império Colonial, foi amplamente condecorado e homenageado, incluindo pelo Presidente Carmona em 1941. Regressou a Portugal como figura nacional celebrada.
Meu Pai e Meu Senhor Muito do Meu Coração: Correspondência do Conde de Assumar para sei pai, Marquês de Alorna de Nuno Gonçalo Monteiro.
Quetzal Editores. Lisboa, 2000, 193 págs. Mole.
Este volume reúne a correspondência remetida entre 1744 e 1751 por D. João de Almeida Portugal, Conde de Assumar, para seu pai, D. Pedro Miguel de Almeida Portugal, 1.º Marquês de Castelo Novo, depois de Alorna, ao tempo Vice-Rei da Índia, que foi possível reunir no IAN/TT, na Biblioteca Nacional de Lisboa e nos fundos da Fundação das Casas de Fronteira e Alorna.
Trata-se de uma correspondência que bem pode ser lida como um diário ou um livro de memórias.
Karl Marx de Roger Garaudy. Seghers. 1964, 313 págs. B.
Pour ou contre Marx. Le sort de notre époque se joue dans ce conflit tragique. Un siècle de tentatives révisionnistes et trente années dominées par le dogmatisme de Staline ont obscurci le vrai visage de Marx. Ce livre va droit à l’essentiel du marxisme : une méthodologie de l’initiative historique. Il a pour objet de restituer la pensée vivante de Marx. Que la pensée de Marx s’ouvre sur toutes les dimensions d’un nouvel humanisme, qu’elle pénètre les notions mêmes de liberté, de vie intérieure ou de création artistique, c’est ce que cet essai démontre.
2455 Cela da Morte de Caryl Chessman. Publicações Europa-América. Mem Martins, 1974, 292 págs. B. Livros de Bolso Europa-América | 80
A 3 de Julho de 1948 dava entrada na cela n. 2455 do Corredor da Morte, da Penitencioría de S. Quintino, Caryl Chessman condenado à câmara de qás pelos tribunais do estado da Califórnia.
Declarando-se, até ao fim, inocente dos crimes por que o condenavam, Caryl Chessman conduziu durante quase doze anos uma dramática batalha para evitar a execução da sentença.
2455 Cela da Morte é o relato palpitante dessa luta que apaixonou o mundo e teve o seu desfecho na execução de Caryl Chessman, a 2 de Maio de 1960. Mas, mais do que isso, este livro é também, e sobretudo, a inquietante história de como um gênio criador se transformou em génio destruidor, de como um homem com uma extraordinária capacidade de amar começou a adorar o Ódio. Autobiografia de um condenado à morte. 2455 Cela da Morte ficará na história como um extraordinário documento humano. pungente e inquietador. sobre o problema crucial do crime e da sua repressão pela sociedade.
Goya: a sua Vida e a sua Obra de Antonina Vallentin. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 327 págs. B.
A recente publicação do seu estudo biográfico-crítico sobre Picasso, nesta mesma colecção, constituiu um acontecimento da maior transcendência: com uma admirável arte de evocar e um fino sentido crítico, Antonina Vallentin escreveu um livro apaixonante e, ao mesmo tempo, impôs ao respeito e à compreensão do grande público a figura mais importante e discutida da Arte Moderna. Com a mesma arte e uma documentação igualmente sólida, é agora a vez da personalidade еxсерcional de outro grande pintor da Espanha e do Mundo: Goya, cuja pintura é precursora de todas as audácias modernas e cuja vida sombria e trágica é um romance bem significado do período perturbado e sangrento que ele fixou para sempre em imagens imortais.
Entrevistas com Sentimentos de Odette de Saint-Maurice.
Atlântida. Lisboa, 1960, 117 págs. B.
Estas «Entrevistas com os Sentimentos», foram escritas propositadamente para a gente nova.
Nasceram para muitos milhares de raparigas e rapazes que ouvem, na Emissora Nacional, um dos seus programas favoritos o semanário juvenil Estrela da Tarde, que Odette de Saint-Mau-rice escreve e dirige, dando realidade a um trabalho que merece a admiração e o reconhecimento de quem tem filhos na idade de aprender – e despertaram tanto interesse, que nos pareceu aconselhável publicá-las em livro.
Cartas de Amor à Viscondessa da Luz de Almeida Garrett.
Empresa Nacional de Publicidade. Lisboa, s.d., 116 págs. B.
Rosa Montufar Infante (a quem Garrett dirigiu estas cartas), espanhola, da Andaluzia, era filha dos Marqueses de Silva Alegre. Não a celebrizaram apenas as suas relações com Garrett, a paixão que lhe inspirou, o lugar que ocupou nos últimos anos da sua vida, a partir de 1846. Desde muito nova era admirada como uma das mais belas mulheres do seu tempo. Herdara a beleza da mãe, de quem disse o Marquês de Mendigorria que fora a «mujer mas hermosa de su epoca como se sabe», referindo-se também a «la esplendida belleza de su hija”, cujo retrato reproduzido de uma litografia o volume apresenta.
𓂃🖊 Coordenadas e Anotadas de José Bruno Carreiro ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Robert Alexander Schumann (Zwickau, 8 de junho de 1810 Endenich, 29 de julho de 1856) foi um pianista, compositor e crítico musical alemão. Era casado com a pianista e compositora Clara Schumann. Robert Schumann é considerado um dos maiores compositores da era romântica. Schumann deixou os estudos de direito para seguir a carreira musical, como pianista virtuoso. Foi aluno do notável professor de piano Friedrich Wieck, o qual garantiu a Schumann que este poderia tornar-se o maior pianista da Europa. Mas o sonho foi interrompido por uma lesão nas mãos de Schumann, que passou a dedicar-se à carreira de compositor e crítico musical.
Eduardo da Costa (Vol. I) de Belo de Almeida Agência Geral das Colónias. Lisboa, 1938, 279 págs. B.
“Bem merece Eduardo da Costa o estudo biográfico que lhe consagrou o Sr. Tenente-Coronel Belo de Almeida.
O ilustre autor do excelente livro «Meio século de lutas no Ultramar» destacou assim um nome de um dêsses grandes lutadores, que, quer no campo militar, quer nos domínios da reconstrução administrativa, prestou valiosos serviços à sua Pátria.
Eduardo da Costa foi, com efeito, do tipo daqueles grandes portugueses do século XVI que à audácia e coragem militares acrescentavam a capacidade de administrar, de fazerem a obra necessária de construir em sólidos alicerces o Império. Eles sabiam impor a «Pax lusitânica» como base da obra de civilização.
Com larga documentação, mostra o Sr. Tenente-Coronel Bel de Almeida a vida e feitos de Eduardo da Costa, militar esforçado, administrador sabedor e progressivo, e escritor erutido e estudioso.” in Prefácio
Eu Amélia Última Rainha de Portugal de Stéphane Bem. Civilização Editora. Porto, 1999, 230 págs. B.
Nascida em Inglaterra, em 1865, Maria Amélia de Orleães, princesa de França, desposa em 1886 o herdeiro do trono português, D. Carlos de Bragança. Aos quarenta e três anos é abalada pelo duplo assassínio do marido e do filho mais velho. Incapaz de evitar a revolução de 1910, é obrigada a exilar-se em Inglaterra e, mais tarde, em Versalhes, onde conhecerá a morte em 1951, aos oitenta e seis anos. Do exílio da sua família ao fracasso do seu próprio casamento, da morte do marido e dos dois filhos aos caminhos da errância, da revolução e da guerra, esta mulher terá conhecido todas as vicissitudes de uma existência romanesca.
A partir da correspondência e do diário da rainha D. Amélia, documentos inéditos pertencentes aos arquivos da Casa de França, Stéphane Bern imaginou as suas memórias, reflexo fiel de uma figura desconhecida da História contemporânea. Assina, desta forma, o seu primeiro romance no cruzamento de duas paixões, Portugal e a história das monarquias europeias, e partilha a excecional lição de vida da rainha D. Amélia.
Diário de Sebastião da Gama.
Edições Ática. Lisboa, 1967, 344 págs. B.
Este Diário, que Sebastião da Gama deixou manuscrito, é o registo quotidiano das suas experiências de estagiário do Ensino Técnico, e seria, não se sabe até que altura, o programa da sua carreira de professor, se a Morte lhe não houvesse tão prematuramente posto termo.
Verdadeiro Rosto do Marquês de Sade de Jean Desbordes. Casa Editora Vecchi. Rio de Janeiro, 1968, 283 págs. B.
O Século XVIII, que idealizam os escritores acadêmicos, a graça antiquada dos minuetos, a moda agradável do exotismo (a qual permitirá mais tarde ao Marquês de Sade expor suas teorias com exemplos escolhidos em todas as latitudes), poderia muito bem orgulhar-se de sua violência e de sua depravação.
Marqueza d« Alorna de Marquez d’ Ávila e Bolama. Imprensa de Manuel Lucas Torres. Lisboa, 1916, 224 págs. B.
Invulgar trabalho biográfico, sobre D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre com o subtítulo: “Algumas noticias authenticas para a historia da muito illustre e eminente escriptora, que os poetas seus contemporaneos denominaram Alcipe”.
“As noticias authenticas da Marqueza d’Alorna demonstram, que esta muito illustre fidalga, tendo tido, desde os oito annos, uma vida excepcionalmente accidentada, era dotada de tão extraordinário talento, que se tornou notavel por uma rara illustração nas lettras e na pintura (…)”.
A par da importância da obra sob o ponto de vista biográfico é também subsídio relevante para o conhecimento duma época ímpar e conturbada da História política, social e cultural de Portugal. Ilustrado com retratos e outras estampas em folhas à parte.
Jorge Jardim Gonçalves – O Poder do Silêncio de Luís Osório. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2014, 685 págs. B.
Não é um livro sobre o Processo BCP. Sobre o Opus Dei. Sobre a guerra colonial. Sobre Salazar e Álvaro Cunhal. Sobre o poder angolano e José Eduardo dos Santos. Sobre a infância, o exílio em Espanha, o nascimento dos colégios de Fomento, os que o traíram, amaram, pediram dinheiro. Sobre os irmãos e os filhos, heranças, conflitos familiares. Sobre o conflito com António Champalimaud, Belmiro de Azevedo, Pedro Maria Teixeira Duarte, Vítor Constâncio, António Mexia, José Sócrates ou Ricardo Salgado. Sobre a amizade com Ramalho Eanes e Mário Soares, a engenharia de portos, a morte de alguns dos que mais amou, a sua própria morte. Esta viagem não é sobre cada uma destas coisas. É sobre todas estas coisas.
Isabel I de Inglaterra de Jaccques Chastenet.
Estúdios Cor. Lisboa, 1959, 309 págs. Mole. Tradução de José Saramago
“Isabel I afigura-se-nos apaixonante, quer como mulher, quer como soberana. A sua fisionomia é uma das mais complexas que se possam imaginar. A sua virgindade era real, ou simulada? Voluntária, ou forçada? As suas perpétuas hesitações denunciavam um traço essencial do seu carácter, ou não seriam, antes, disfarces destinados a mascarar o curso progressivo de desígnios pensados? As violências, as predilecções súbitas, as bruscas reviravoltas, a imprevisibilidade dos actos, as pretensões à beleza, o gosto desordenado pelos atavios, não eram mais que fraquezas femininas, ou constituíam, nas suas mãos, armas cuidadosamente brunidas de que se servia com uma destreza estudada? De que recalcamentos sofria ela exactamente? Era avara, ou apenas económica? Vingativa, ou apenas previdente? Circunspecta, ou apenas pusilânime? Apaixonada, ou apenas histérica? Outras tantas perguntas a que não se pode responder senão aproximativamente e cuja solução, quando julgamos tocá-la, se esquiva à brusca luz duma nova contradição.” in Prefácio
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