Contos Bárbaros de João de Araújo Correia. Editorial Verbo. Lisboa, 1972, 140 págs. B Biblioteca Básica Verbo | 58
Data de 1939 a primeira edição de Contos Bárbaros. Os momentos de crueza e de lirismo que povoam estas páginas que têm por cenário a região de Entre Douro e Minho, o tom de humanidade que nelas repassa e o casticismo de uma linguagem sóbria e incisiva fazem de João de Araújo Correia um notável prosador das nossas letras.
Consolação da Filosofia de Boécio.
Martins Fontes. Brasil, 1998, 156 págs. B.
A consolação da filosofia foi escrita na prisão por um condenado à morte. A admiração que essa obra latina do século VI suscitou ininterruptamente desde então não deve nada, ou deve muito pouco, às circunstâncias ‘trágicas’ de sua composição. Trata-se de uma obra-prima da literatura e do pensamento europeu.
Conhecer os Filósofos: de Kant a Comte de Mário Ferro.
Editorial Presença. Lisboa, 1993, 303 págs. B. Textos de Apoio | 35
Este livro é um auxiliar precioso para quem pretende compreender o caminho percorrido pela filosofia ocidental nos últimos dois séculos. Os autores expõem em capítulos separados as linhas mestras da obra de filósofos tão importantes como Kant, Hegel, Kierkegaard, Feuerbach, Marx, Nietzsche, Dilthey e Comte. No início dos capítulos um quadro biobibliográfico sintetiza a vida e obra de cada filósofo e os períodos mais marcantes do seu trabalho. O estudante vê assim clarificadas noções filosóficas fundamentais, optimizando deste modo o seu rendimento escolar.
Le Conflit Sino-Japonais: Memoranda du Gouvernement Chinois présentés à la Commission d’ Étude de la Société des Nations
La Semeuse. França, 1932, 331 págs. B.
Publiés en 1932, ces memoranda constituent la documentation officielle présentée par la Chine à la Commission d’étude de la Société des Nations (Commission Lytton) pour dénoncer l’invasion japonaise en Mandchourie débutée en septembre 1931. Ces documents détaillent les actes d’agression, la création d’un État fantoche (Mandchoukouo) et soutiennent que le Japon viole le Pacte de la SDN
Condição Pós-Moderna de Jean-François Lyotard.
Gradiva Publicações. Lisboa, s.d., 129 págs. B.
E em Portugal? Haverá um devir português para as propostas analíticas de Lyotard, que vão de A Condição Pós-Moderna ao Le Différend? É uma aposta que tem de ficar em aberto, mas que se afirma inevitável. Seja como for, a auspiciosa A Condição Pós-Moderna aqui está in corpore enter nós, interpelando o pensamento português, o qual só tornando-se outro poderá decifrar a irredutibilidade do seu idioma, que é a pátria de todos nós, como ensina a frase de Pessoa, frase que, muito repetida embora, só é banal para quem não consiga imaginar o risco de perder-se para se achar.
José A. Bragança de Miranda
Comentários à Ética do Discurso de Jurgen Habermas.
Instituto Piaget. Lisboa, 1999, 221 págs. B. Colecção: Pensamento e Filosofia | 52
Com esta obra Habermas prossegue as suas investigações sobre Moral e Comunicação. Para o autor, o que leva a lançar de novo a discussão são, sobretudo, as objecções feitas aos conceitos universalistas de moral que remonta a Aristóteles, Hegel e o contextualismo contemporâneo. Trata-se de ultrapassar a oposição estéril entre um universalismo abstracto e um relativismo que se auto-contradiz. Habermas procura, assim, defender a proeminência do justo, compreendido num sentido deontológico, sobre o bem. Mas isto não significa que as questões éticas, no estrito sentido do termo, devam ser excluídas do questionamento racional. Nesta perspectiva, a questão moral central não é mais a questão essencial de saber como levar uma boa vida, mas a questão deontológica de saber em que condições uma norma pode ser dita válida. O problema desloca-se da questão do bem para a questão do justo – da felicidade para a da validade prescritiva das normas. As questões morais – sobre o justo e decisíveis em termos de um procedimento argumentativo – estão em distinguir questões éticas – que dizem respeito às questões axiológicas preferenciais de cada um, por natureza subjectivas – é mais até o fim original deste livro do que as demonstrar.
Cinco Estudos do Materialismo Histórico de Étienne Balibar.
Editorial Presença. Lisboa, 1975, 2 vols. B.
«Marx e o Marxismo», «A Rectificação do Manifesto Comunista», «Mais Valia e Classes Sociais», «Sobre a Dialéctica Histórica» e «Materialismo e Idealismo na História da Teoria Marxista» constituem a presente obra. Tal como refere o autor e o título indica, são estudos do materialismo histórico. Não são comentários, são comentários, interpretações filosóficas do marxismo, em que se expressam os pontos de vista de uma escola, mas tentativas de estudo e assimilação de algumas das suas principais lições, com vista à prática.
Catedral do Mar de Ildefonso Falcones.
Suma de Letras. Lisboa, 2017, 731 págs. B.
Século XIV. A cidade de Barcelona encontra-se no auge da prosperidade; cresceu até ao humilde bairro dos pescadores, cujos habitantes decidem construir, com o dinheiro de uns e o esforço de outros, o maior templo mariano conhecido: Santa Maria do Mar. Uma construção paralela à desditosa história de Arnau, um servo da terra que foge dos abusos do seu senhor feudal e que se refugia em Barcelona. Daqui se torna cidadão e, assim, num homem livre. O jovem Arnau trabalha como estivador, palafreneiro, soldado e cambista. Uma vida extenuante, sempre à sombra da Catedral do Mar, que o tirará da condição miserável de fugitivo para lhe dar nobreza e riqueza. Mas com esta posição privilegiada chega também a inveja dos seus pares, que tramam uma sórdida conspiração que põe a sua vida nas mãos da Inquisição… Lealdade e vingança, traição e amor, guerra e peste, num mundo marcado pela intolerância religiosa, a ambição material e a segregação social. Um romance absorvente, mas também uma fascinante e ambiciosa recreação das luzes e sombras do mundo feudal.
Bruegel de Giovanni Arpino.
Rizzoli Editore. Itália, 1967, 120 págs. E. Il.
I volumi mensili della presente collana sono impegnati ad analizzare – in base a un’informazione compiuta, aggiornata e minuziosa individualità, complessi e momenti della civiltà artistica, nella determinabile totalità delle opere e sotto il duplice aspetto: estetico e storico-critico. Ciascuno di essi è, pertanto, affidato alla competenza di due autori: un’alta personalità internazionale della cultura, per una presentazione interpretativa, rispecchiante la sensibilità e il gusto di oggi, e uno studioso di chiara fama, specializzato nell’indagine del tema di ogni monografia, per l’inquadramento critico e gli apparati storici e filologici.
La varietà degli scritti – distribuiti intorno a un denso nucleo di grandi tavole a colori, e accompagnati dalle fotografie d’assieme delle opere e da ogni altra significativa testimonianza iconografica rende la collezione accessibile e attraente per ogni categoria di lettori, garantendo insieme, nei suoi vari aspetti, un bilancio plenario, sicuro e, per oggi, definitivo dei singoli argomenti trattati.
Benfica: Livros dos Craques de Luís Lopes [Rev.] Quidnovi. Matosinhos, s.d., 79 págs. E. Il
Cinquenta dos mais famosos jogadores da história do Benfica – o modo como se impuseram no futebol, as suas carreiras, os seus dias de glória, as suas principais características, os pormenores que poucos conhecem…
– dão corpo a esta obra.
Fichas técnicas das principais figuras, onde constam dados pessoais, currículo, triunfos, clubes representados e internacionalizações, valorizam o trabalho.
Avieiros de Alves Redol.
Publicações Europa-América. Mem Martins, s.d., 289 págs. B. Livros de Bolso Europa-América | 214
Avieiros é um romance lírico, de um lirismo doloroso e concreto. Documento e sonho vazados na matriz irregular de uma consciência, há nele um gosto fundo, autêntico e viril, de semear na companhia do povo um país para homens livres. Mas um lirismo rigoroso, digamos, sem romantismos fáceis, um pouco como os versos líricos que também moram nas tábuas de logaritmos ou nos foguetões interplanetários.
Se confessar que este romance me aterrorizou, depois de me deslumbrar, digo a verdade inteira.
Aulas e Conversas de Ludwig Wittgenstein.
Edições Cotovia. Lisboa, 1993, 123 págs. B.
Tomemos a pergunta: ” Como deve ler-se a poesia? Qual é a maneira correcta de a ler?” Se nos estamos a referir a versos brancos, o modo correcto de leitura pode ser o acentuá-los correctamente – discutimos até que ponto devemos acentuar o ritmo e até que ponto o devemos camuflar. Uma pessoa diz que devia ser lido deste modo e lê-nos. Dizemos: ” Ah, claro. Agora faz sentido.” Há casos de poesia que deve ser quase escandida – quando o metro é absolutamente claro – e outros casos em que o metro se encontra completamente num plano secundário. Tive uma experiência com Klopstock, poeta do séc. XVII. Descobri que a maneira de o ler era acentuar o seu metro anormalmente. Klopstock punha – (etc.) no princípio dos seus poemas. Ao ler os seus poemas deste novo modo, disse: “Ah, agora sei porque é que ele fez isto.” Que tinha acontecido? Tinha lido já esta espécie de coisas e tinha- me aborrecido sofrivelmente, mas quando li daquele modo especial, intensamente, sorri e disse: ” Isto é grandioso”, etc. Mas poderia não ter dito nada. O importante é que eu voltei a ler e a reler. Ao ler estes poemas fiz gestos e expressões faciais que seriam aquilo a que se chama gestos de aprovação. Mas o importante é que li os poemas de um modo inteiramente diferente, mais intensamente, e disse a outros: ” Vejam! Assim é que devem ser lidos.” Os adjectivos estéticos não tiveram quase nenhum papel.
Assassinato de Pitágoras de Marcos Chicot Editorial Presença. Barcarena, 2015, 590 págs. B.
Mistério, enigmas, intriga, paixão, erotismo… e muito suspense num fascinante thriller histórico, baseado em factos reais, que nos transporta até à Grécia Antiga e à vida de Pitágoras, uma figura incontornável que muito contribuiu para o avanço da humanidade. Corre o ano de 510 a. C. em Crotona, uma das colónias da Magna Grécia, no mar Jónico. Pitágoras, com 70 anos, está prestes a escolher o seu sucessor entre os melhores dos seus discípulos quando, de súbito, estes começam a ser assassinados… Para resolver o caso, Pitágoras contrata os serviços de Akenon, um famoso investigador egípcio e, juntamente com a filha mais nova de Pitágoras, Ariadna, vão tentar descobrir a identidade e a motivação do misterioso assassino que ameaça toda a comunidade pitagórica e a vida do seu próprio mestre.
Anotações sobre as Cores de Ludwig Wittgenstein.
Edições 70. Lisboa, 1987, 141 págs. B.
Nesta obra, Wittgenstein utiliza os jogos de linguagem para discorrer sobre as cores e a perceção que delas temos. No cerne da sua reflexão surge-nos a tese central do seu pensamento: a análise descritiva da linguagem que transformou a filosofia analítica num instrumento cada vez mais dúctil e aberto para melhor compreender e elucidar os problemas humanos.
O Achado Perfeito de Tia Williams.
Topseller. Amadora, 2023, 383 págs. B.
Um amor proibido nem sempre é um amor impossível.
Um romance imperdível da autora de Sete dias em junho.
Jenna Jones, ex-editora de moda, está falida e desesperada por uma segunda oportunidade — na carreira e na vida. Depois de ter sido despedida da revista onde trabalhava e abandonada pelo noivo de longa data, a sua única saída parece ser um emprego na StyleZine.com, uma publicação online gerida por Darcy Vale, uma antiga colega que não lhe deixou boas recordações.
Mas o que parece ser a sua boia de salvação logo se transforma num fardo muito pesado. Confrontada com um mundo laboral e pessoal dominado pelas ferramentas digitais e as redes sociais, onde os seus colegas são millennials com quase metade da sua idade, Jenna vê-se compelida a exibir uma mentira no que toca ao seu estilo de vida, para tentar manter o estatuto.
Contudo, o que ela não esperava era ter de trabalhar com Eric Combs, o videógrafo destacado para filmar os seus vídeos para o site. Apesar de ele ser quase demasiado delicioso para resistir, Jenna rapidamente se apercebe de que uma maior aproximação entre eles poderá pôr tudo aquilo que alcançou em risco.
Nos Trilhos da Pedagogia de Joaquim Carreira Tapadinhas.
Câmara Municipal do Montijo. Montijo, 2008, 284 págs. B.
“Este estudo faz o inventário das principais situações de ensinança que foram acontecendo, no concelho de Montijo, ao longo dos tempos: escolas régias e seus mestres de ler, escrever e contar, decisões de ensino público, aventuras de ensino privado, revelações de professores e alunos, cursos e variedades curriculares. Por isso, estamos na presença de pilar incontornável para a história do enriquecimento académico desta terra transtagana.”
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