Giorgione de Virgilio Lilli.
Rizzoli Editore. Lisboa, 1966, 101 págs. E. Il.
I volumi mensili della presente collana sono impegnati ad analizzare in base a un informazione compiuta, aggiornata e minuziosa – individualità, compless e momenti della civiltà artistica, nella determinabile totalità delle opere e sotto il duplice aspetto: estetico e storico-critico. Ciascuno di essi è, pertanto affidato alla competenza di due autori: un’alta personalità internazionale della cultura, per una presentazione interpretativa, rispecchiante la sensibilità e gusto di oggi, e uno studioso di chiara fama, specializzato nell’indagine del tema di ogni monografia, per l’inquadramento critico e gli apparati storici e filologic La varietà degli scritti – distribuiti intorno a un denso nucleo di grandi tavole a colori, e accompagnati dalle fotografie d’assieme delle opere e da ogni altra significativa testimonianza iconografica rende la collezione accessibile e attraente per ogni categoria di lettori, garantendo insieme, nei suoi vari aspett un bilancio plenario, sicuro e, per oggi, definitivo dei singoli argomenti trattat
Futuro da Natureza Humana: A Caminho de uma Eugenia Liberal? de Jurgen Habermas.
Edições Almedina. Coimbra, 2006, 143 págs. B.
O livro de Habermas é um excelente contributo para a discussão gerada pelas possibilidades de selecção e modificação genéticas.
(…) Possa esta obra contribuir para o debate necessário em tempo de decisões.
A sua oportunidade vai muito para lá da conjuntura legislativa.
No fundo, a tentativa de Habermas de sublinhar a autonomia filial contra a instrumentalização “parental” pode expressar-se com a profundidade do olhar do poeta. Na verdade, Khalil Gibran disse-o notavelmente em O Profeta:
“Os Vossos filhos não são vossos filhos./ (…) Apesar de estarem convosco, não vos pertencem/ (…) Podeis esforçar-vos por ser como eles: mas não tenteis fazê-los como vós. Porque a vida não vai para trás, nem se detém com o ontem”. João Carlos Loureiro
I. O que significa moralização da natureza humana?
II. Dignidade humana versus dignidade da vida humana.
III. A inscrição da moral na ética da espécie
IV. O natural e o artificial
V. Interdição de instrumentalização, natalidade e poder de ser ¿eu próprio¿
VI. Limites morais da energia
VII. Precursores de uma auto-instrumentalização da espécie?
O Flagelo dos Céus de Ursula K. Le Guin. Publicações Europa-América. Mem Martins, s.d., 139 págs. B. Ficção Científica | 61
George Orr é um homem moderado e pouco notável que constata que o mundo é bem menos do que prazeroso para se viver: sete biliões de pessoas apertam-se em busca de comida e espaço para sobreviver. Mas os sonhos que George sonha de facto mudam a realidade – e ele não possui meios para controlar esse poder extraordinário. Dr. William Haber, um psiquiatra, resolve então oferecer ajuda. Em um primeiro momento posicionando-se cepticamente em relação aos poderes de George, aos poucos começa a maravilhar-se e a acreditar. Porém, quando ele permitir que a ambição sobreponha a ética, é George quem se encontrará encurralado em uma situação de perigo aterrador.
A Filha do Barqueiro de Dilly Court. Quinta Essência. Alfragide, 2019, 407 págs. B.
Essie Chapman tem vinte anos e vive com o pai nas miseráveis docas de Londres, onde trabalha como barqueira. O pai não pode trabalhar e a subsistência de ambos recai inteiramente sobre ela.
Estamos em 1854 e o mundo é cruel para uma jovem como Essie. O trabalho é duro, a recompensa é quase nula e o perigo é constante. Espera-a um futuro tão sombrio e insípido quanto as águas do rio que ela tão bem conhece. Até à noite em que transporta um homem envolto em mistério…
Ela sabe apenas que ele se chama Raven. Mas quando descobre que o pai lhe arrendou um quarto em sua casa, Essie fica curiosa e segue-o. A jovem está longe de imaginar as dramáticas consequências da sua decisão. Pois de repente, dá por si num navio rumo às colónias penais da Austrália.
Regressará ela alguma vez à terra que a viu nascer?
E se regressar, será a mesma pessoa?
Na Feira dos Mitos: Idéias e Factos de António Sardinha.
Edições Gama. Lisboa, 1942, 315 págs. B.
“(…) Ora porque, depois de Deus, fôram decerto os meus Mortos que me alcançaram na alma a semente inextinguível da Esperança, eu não os quero olvidar, à face do presente volume, onde recôlho, melhor ou pior forjadas, segundo as necessidades do combate, as minhas primeiras páginas de voluntário da Reacção. Ao confessar-me coram populi voluntário da Reacção,proclamo, dentro daquele justo desvanecimento que até a Religião abençôa como estímulo humano necessário, o mais belo títuo da minha inteligência de estudioso e da minha sensibilidade de comunicativo (…)”. — retirado de Eu , Pecador, me Confesso…
Falsafa: Breve Introdução à Filosofia Arábico-Islâmica de Mário Santiago de Carvalho.
Ariadne Editora. Coimbra, 2006, 162 págs. B. Colecção: Sophia | 4
Esta breve introdução à filosofia (falsafa) arábico-islâmica foi concebida sob o signo de um urgente diálogo e na convicção de que a filosofia ainda é um programa actual e antidoto a toda e qualquer situação conflitual dominada pelas forças subjectivas da violência e do terror. Uma razão que não radique na tradição é vaga, tal como será cego todo o projecto que, assentando as suas bases na tradição, pretenda expulsar a força crítica da racionalidade. Pelos filósofos cujo pensamento se convoca nestas páginas perpassa viva ainda uma palavra de libertação do Islão de hoje. É a própria história da filosofia que no-lo ensina: se a latinidade europeia aprendeu com o Islão a apreço pela racionalidade que autonomiza o ser humano e o liberta de pesados atavismos, resta ainda torná-lo naquilo que ele sempre deveria ter sido, pura e simplesmente mais humano.
A Espuma dos Dias de Boris Vian.
Ulisseia Editores. Lisboa, 1983, 222 págs. B. Clássicos do Romance Contemporâneo | 23
«Chamaram-lhe, alguns, a obra-prima do autor. E num prefácio que andou durante muito tempo colado ao seu Arranca-corações, Raymond Queneau não hesitava perante um rótulo hierarquizante e audacioso: “o mais pungente dos romances de amor contemporâneos”. Nos anos sessenta, A Espuma dos Dias circulou com estas difíceis responsabilidades.
Enfrentou-as mostrando a singularidade de um universo ainda não conhecido com tanto talento na literatura; que se comprazia a impor aos homens e aos objectos leis novas, interdependentes. De facto, os objectos que lá existiam tinham um comportamento emotivo e implacavelmente ligado aos estados de alma de quem os utilizava. O que já antes parecia sugerido por Edgar Allan Poe em A Queda da Casa Usher, assumia ali uma evidência despudorada que corria em dois sentidos, de sol e sombra, e nos informava muito mais sobre o interior das personagens do que qualquer alusão directa que o texto chegasse a fazer.»
Ensaios: da Filosofia para a História de Alberto Ferreira. Textos Vértice. Coimbra, 1962, 251 págs. B.
A minha geração, como tudo quanto é da mesma idade mas não de idêntica formação, divide-se em várias tendências e orientações filosóficas. Porém, aqui, variedade não é simples divisão morfológica. Aqui o vário confronta-se e diverge. Entra em conflito e agrupa-se pela razão simples e clara de que o que é vário no homem visa a unidade. Toda a dificuldade consiste em cada um encontrar um pólo unitário em que se firme. Não é concebendo o tempo como simples série de gerações em conflito que se explica e compreende a falta de homogeneidade de ideias, sentimentos e acções duma sociedade num momento dado da sua vida histórica.
Em Teu Ventre de José Luís Peixoto. Quetzal Editores. Lisboa, 2015, 163 págs. B.
«Mãe, atravessas a vida e a morte como a verdade atravessa o tempo, como os nomes atravessam aquilo que nomeiam.» Numa perspetiva inteiramente nova, Em Teu Ventre apresenta o retrato de um dos episódios mais marcantes do século XX português: as aparições de Nossa Senhora a três crianças, entre maio e outubro de 1917. Através de uma narrativa que cruza a rigorosa dimensão histórica com a riqueza de personagens surpreendentes, esta é também uma reflexão acerca de Portugal e de alguns dos seus traços mais subtis e profundos. A partir das mães presentes nesta história, a questão da maternidade é apresentada em múltiplas dimensões, nomeadamente na constatação da importância única que estas ocupam na vida dos filhos. O sereno prodígio destas páginas, atravessado por inúmeros instantes de assombro e de milagre, confere a Em Teu Ventre um lugar que permanecerá na memória dos leitores por muito tempo.
História das Inquisições: Portugal, Espanha e Itália de Francisco Bethencourt. Círculo de Leitores. Lisboa, 1994, 397 págs. E. Il.
“O espaço compreendido pela nossa pesquisa vai da Península Itálica e da Península Ibérica até aos territórios ultramarinos dos impérios hispânicos que foram submetidos à jurisdição inquisitorial em matéria de delitos de fé. O periodo escolhido prolonga-se de 1478 até 1834, datas do estabelecimento e da abolição definitiva da Inquisição espanhola, respectivamente. Durante este periodo funcionou igualmente a Inquisição portuguesa (entre 1536 1821), bem como a Inquisição romana (reorganizada em 1542 e abolida entre 1746 e 1800 no quadro de diversos Estados italianos). Esta delimitação não impede o recurso frequente às informações disponíveis sobre a Inquisição medieval para compreender a evolução das estruturas de funcionamento e do processo penal.” – in Introdução.
Elementos para a Leitura dos Textos Filosóficos de Frédéric Cossuta.
Martins Fontes. Brasil, 2001, 254 págs. B.
O objectivo desta obra é guiar o estudante na abordagem de textos filosóficos, provocando uma reflexão metodológica que permite a cada um familiarizar-se com as técnicas da escrita filosófica, sem dispensar nem substituir o trabalho de análise. Para ilustrar o método de abordagem, ao final de cada capítulo são propostos exercícios, temas de pesquisa e de dissertação.
Malthus e os Dois Marx: o problema da fome e da guerra no mundo de Alfred Sauvy.
Estúdios Cor. Lisboa, 1965, 319 págs. B.
Em Malthus e os dois Marx, o economista e sociólogo francês Alfred Sauvy analisa as teorias populacionais de Thomas Malthus e as interpretações de Karl Marx e Friedrich Engels sobre o crescimento demográfico e suas implicações sociais e econômicas. Sauvy, reconhecido por cunhar a expressão “Terceiro Mundo”, propõe uma reflexão crítica sobre como diferentes abordagens teóricas influenciam a compreensão dos problemas globais, como a fome e a guerra, no contexto do século XX. A obra oferece uma análise comparativa que enriquece o debate sobre os desafios demográficos e suas consequências políticas e econômicas.
Discurso Filosófico da Modernidade de Jurgen Habermas.
Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1990, 350 págs. B. Nova Enciclopédia | 1
Tem-se escrito muito, em anos recentes, a respeito do aparente fim da «modernidade» e da exaustão de um certo número de ideias provenientes do iluminismo europeu. Habermas reconduz as críticas contemporâneas da modernidade às suas origens filosóficas, mostrando como o trabalho de diversos pensadores foi em certa medida uma resposta às ideias de razão e de auto-compreensão reflexiva.
A Curva da Estrada de Ferreira de Castro.
Guimarães Editores. Lisboa, 1951, 320 págs. B.
«… o directório é constituído por arrivistas ambiciosos, que não querem outra coisa senão trepar à custa dos velhos militantes. Não cessam de prometer às massas aquilo que eles sabem muito bem que não lhes podem dar e não hesitam em caluniar aqueles que lhes podem fazer sombra… Para eles, só eles próprios são socialistas verdadeiros; os outros são todos uns reaccionários….» Ferreira de Castro (1898-1974) é um dos mais significativos romancistas portugueses, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala a língua portuguesa.
Alguns dos seus romances retratam um Brasil apaixonante, misterioso e revelador, outros penetram no húmus português e outros ainda ocupam-se dos problemas trágicos de um mundo dilacerado que procura descobrir a sua verdade.
O que descobrimos, porém, em qualquer dos romances de Ferreira de Castro é a mesma profunda paixão pelo destino do homem, o seu apego a uma verdade fundamental que se alicerça na conquista de um ideal de liberdade humana.
Não é possível pensar no romance português deste século sem, de imediato nos referirmos a Ferreira de Castro como precursor do neo-realismo, ao seu nome e à sua obra, de tal modo nos surgem como essenciais para a pesquisa do quotidiano.
Contra a Interpretação e Outros Ensaios de Susan Sontag.
Gótica. Lisboa, 2004, 367 págs. B.
«Contra a interpretação» é um dos mais célebres ensaios de Susan Sontag e o que dá título à sua primeira coletânea de ensaios e recensões, publicada em 1966. Sobre estes escritos, Sontag observou que escrevia «com fervorosa parcialidade, acerca de problemas que […] suscitavam certas obras de arte, maioritariamente contemporâneas, de géneros diferentes: queria revelar e clarificar os pressupostos teóricos subjacentes a determinados juízos de valor e gostos». Entre eles, encontram-se «A morte da tragédia», «Notas sobre o camp», «Marat/Sade/Artaud» e «Sobre o estilo» (publicados na Partisan Review); «Os Cadernos de Camus» e «Ionesco» (New York Review of Books); «O artista como sofredor exemplar» (The Second Coming); «Uma cultura e a nova sensibilidade» (Mademoiselle); e «A imaginação da catástrofe» (Commen-tary), para nomear apenas alguns.
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