Cicatrizes de Terra e Fogo de Joaquim Sequeira. Elivulu Editora. Luanda, 2025, 200 págs. B.
Cicatrizes de Terra e Fogo e O Continente dos Revoltosos – A Revolta dos Oprimidos são dois livros compostos em um. São mais do que ficção: é uma convocatória. Nasce de lutas ancestrais, de dores não esquecidas, de sonhos que resistiram ao naufrágio. Nestes livros, um novo Continente ergue-se das águas, feito de memória, de justiça, de ternura e rebeldia. Homens e mulheres, crianças e velhos, vindos de mil lugares, criam uma terra onde o saber se planta, onde os sentimentos se escutam, onde o futuro é tecido com as mãos e com o coração. Estes livros são cartas bordada ao que fomos e ao que ainda podemos ser. Um mapa imaginário. Um canto de cura. Um espelho de quem nunca deixou de lutar. Para todos os que ousam sonhar com mundos mais justos e os constroem.
“Aqui não há donos, há mãos.
Mãos que semeiam futuro onde antes só havia escuridão.
Angola 1977 de Manuel Tiago. Elivulu Editora. Luanda, 2024, 224 págs. B
«Angola 1977», coordenado por Manuel Tiago, é uma obra que reúne textos que reflectem o compromisso com a busca e esclarecimento da verdade, seja filosófica, literária, espiritual ou factual sobre os acontecimentos trágicos do 27 de Maio de 1977. Os autores, com as suas perspectivas e experiências únicas, guiam-nos por caminhos de reflexão e descoberta, incentivando-nos a questionar, a pensar criticamente e a ampliar os nossos horizontes. Ao folhearmos as páginas deste livro, somos convidados a embarcar numa jornada literária que confronta versões anteriores, revelando vozes críticas e experiências presentes na escrita de cada autor representado. Cada texto é uma porta de entrada para um mundo particular, carregado de significados, reflexões e emoções que ecoam para além das fronteiras do nosso país e conectam mentes.
Luena, Luanda, Lisboa de Branca Clara das Neves. Elivulu Editora. Luanda, 2024, 136 págs. B.
A narrativa pela voz da refugiada Maria Benta — “a fala conduzindo o exorcismo da guerra, nosso luto” — desdobra-se entre um passado colonial e um presente em Lisboa com curtas estadias em Luanda, onde os temas do exílio e da guerra, do racismo e dos dramas familiares da diáspora, da violência conjugal e dos desafios do quotidiano luandense são atravessados por esta personagem feminina central e pelos jovens que ela congrega, num tempo que oscila entre a sua ancestralidade lwena e a década de 1980. Diz a autora, numa entrevista à revista Il Tolomeo * “ na altura, a escrita deste livro significava iluminar aquele Leste, dar a ler os trânsitos que a guerra empurrou.”
Identidade Histórica e Cultural dos Cabindas de Raul Tati. Elivulu Editora. Luanda, 2024, 272 págs. B.
Este é um trabalho de pesquisa muito importante, da autoria do Professor Doutor Raul Tati. Como refere o autor, “o aforismo socrático ‘conhece-te a ti mesmo’ justifica esta afirmação na medida em que devíamos partir primeiro do autoconhecimento para depois empreendermos a grande odisseia do conhecimento do cosmos e dos fenómenos naturais e sociais doutras latitudes”. Este livro visa partilhar o conhecimento do mundo dos cabindas e para o reconhecimento da sua dignidade como povo distinto e inconfundível.
No prefácio, o Professor Doutor Martinho Nombo classifica esta obra como “uma pérola que vai, seguramente, deleitar investigadores em Ciências Sociais, comunidade académica, leitores comuns e o Povo Cabindês, pelo qual, há muito se bate estoicamente, pelo reconhecimento da sua real identidade e, por via dela, assegurar-lhe melhor defesa, garantia da sua dignidade e direito de existir ontologicamente enquanto nação, numa conjuntura em que a comunidade internacional, infelizmente, cada vez menos altruísta, renegou a sua própria existência”.
Prisão Política de Sedrick de Carvalho. Elivulu Editora. Luanda, 2021, 212 págs. B.
As editoras Elivulu (Angola) e Perfil Criativo (Portugal) no seguimento da publicação de várias edições dedicadas à questão da memória colectiva de Angola, trazem este ano (2021) o diário de cárcere de um jovem preso político angolano, Sedrick de Carvalho, do processo conhecido como 15+2, que nos revela os bastidores da sua detenção, prisão e julgamento.
O relato começa a 20 de Junho de 2015, na Vila Alice (Luanda) quando um grupo de jovens se encontrou no ILULA para realizar uma leitura colectiva da obra “Da Ditadura à Democracia”, de Gene Sharp. Estes jovens foram violentamente presos por uma força especial de intervenção rápida do Serviço de Investigação Criminal e, mais tarde, assistiram a um bizarro julgamento no qual foram acusados de terrorismo. Sofreram uma prisão prolongada até 29 de Junho de 2016, data em que foram libertados por ordem do Tribunal Supremo.
Lírica de Luís de Camões de Maria Vitalina Leal de Matos. Editorial Caminho. Lisboa, 2012, 253 págs. B.
Na fase atual das investigações sobre a lírica camoniana, impõe-se que se editem poemas cuja autoria não oferece dúvidas, anotados de forma a permitir ao leitor uma abordagem segura e bem apetrechada.
Nesta Lírica de Camões figuram todos os subgéneros líricos usados pelo poeta, uma Apresentação Crítica atualizada, notas aos poemas, Linhas de Leitura que acompanham alguns deles e um Glossário que vem resolver dificuldades levantadas pela língua do século XVI. Deste modo espera-se proporcionar um apoio útil aos alunos, professores e estudiosos de Luís de Camões e da sua obra.
Esta antologia tem a particularidade de dar a conhecer um texto de Camões praticamente esquecido, um «emblema» da edição das Rimas de 1598, recuperado pelo acaso de estudos sobre a biografia do poeta.
Camões: Comemoração do Centenário de «Os Lusíadas» de José Filgueira Valderde. Livraria Almedina. Coimbra, 1982, 390 págs. B.
Foi para resgatá-lo do ficheiro morto da Literatura Universal, e trazê-lo ao doce convívio das nossas letras que se escreveu este livro, mero guia para novos leitores de Camões. Ninguém espere encontrar revelações ou novidades nestas páginas. Não é obra de investigação directa nem tem, como hoje se diz, a preocupação de ser exaustiva. Se conseguir atingir os seus fins, apesar de ser tão pouco significativa e de tão curto fôlego, terá feito algo de grande em benefício dos seus leitores. O autor espera ser retribuído com a sua indulgência.
Alexandre Herculano de Cândido Beirante. Secretaria de Estado da Cultura. Lisboa, 1977, 83 págs. B.
Pequena antologia de textos de Alexandre Herculano com textos selecionados por Cândido Beirante e Jorge Custódio. Publicação lançada pela Comissão Coordenadora das Comemorações do Centenário da Morte por Alexandre Herculano que se realizou em 13 de Setembro de 1978.
Devagar Depressa dos Tempos: Notas de um Diário (1962-1969) de Marcello Duarthe Mathias.
Livraria Bertrand. Amadora, 1980, 206 págs. B.
Antologia do que de mais relevante Marcello Duarte Mathias escreveu nos seus Diários. Uma compilação de textos descritos com humor e perspicácia e que nos revelam as riquíssimas vivências de um diplomata e os seus encontros com figuras importantes ao longo da sua carreira.
Contributos para a História do Douro e do seu Vinho de Joaquim Gonçalves de Moura Fragmentos. Lisboa, 1999, 87 págs. B. Il.
“Honra e Glória aos vinhos do Douro, paz e saúde a quem os trabalha, parabéns a quem os sabe preferir, prazer e alegria a quem os sabe apreciar e beber.”
A Vida Louca dos Presidentes de Portugal: a história que faltava contar de Orlando Leite [et al.] Marcador. Lisboa, 2012, 241 págs. B.
De tudo se encontra neste livro. Poetas e escritores, crentes e ateus, bem casados e adúlteros, mal-amados e nas graças do povo, com uma legião de herdeiros e também com filhos ilegítimos, que destruíram as suas famílias, mas também aqueles que as souberam honrar e ainda as mulheres fortes que fizeram desses presidentes verdadeiras figurais políticas.
Descubra os homens que, desde 5 de outubro de 1910 até aos dias de hoje, construíram e erigiram a República portuguesa.
Vianna da Motta de Festival Gulbenkian de Música
Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa, 1968,
Exposição iconográfica e documental, integrada no XII Festival Gulbenkian de Música e organizada pelo Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian. Assinalou o primeiro centenário do nascimento do compositor português José Vianna da Motta (1868-1948), reunindo vários objetos da sua vida.
Ver e Tornar Visível: Formulações Básicas em Cinema e Vídeo de Rocha de Sousa.
Universidade Aberta. Lisboa, 1992, 209 págs. B. Il. Colecção: Temas Educacionais | 8
Este conjunto de textos foi elaborado para integrar a cadeira de «Comunicação vídeo» num Mestrado sobre «Comunicação Educacional Multimédia, da Universidade Aberta. Trata-se, em certos aspectos, de um trabalho de mera aproximação a problemas de ordem técnica e de índole expressiva, com base em conceitos ou procedimentos iniciadores, citados de aprendizagens conhecidas, de manuais publicados, de observações quase quotidianas
Todos os Nomes de José Saramago Círculo de Leitores. Lisboa, 1997, 277 págs. E.
O protagonista é um homem de meia-idade, funcionário inferior do Arquivo do Registo Civil. Este funcionário cultiva a pequena mania de colecionar notícias de jornais e revistas sobre gente célebre. Um dia reconhece a falta, nas suas coleções, de informações exatas sobre o nascimento (data, naturalidade, nome dos pais, etc.) dessas pessoas. Dedica-se portanto a copiar os respetivos dados das fichas que se encontram no arquivo. Casualmente, a ficha de uma pessoa comum (uma mulher) mistura-se com outras que está copiando. O súbito contraste entre o que é conhecido e o que é desconhecido faz surgir nele a necessidade de conhecer a vida dessa mulher. Começa assim uma busca, a procura do outro.
Testemunhas de um Facto: percurso de Natal de João Seabra
Tenacitas. Coimbra, 2017, 166 págs. B.
“Proponho com este livro um caminho de descoberta do sentido do Natal (…). Ao longo dos trinta e nove anos que levo de padre, vi, escutei e acompanhei muitas vidas, muitas famílias, o povo cristão e as andanças do mundo. Inúmeras foram as histórias e os momentos de pessoas que guardei na memória e evoquei mais tarde, a outros, em lugares diferentes, às vezes à distância de gerações. Sempre tive a intuição de que o ponto de partida para receber uma palavra como resposta à vida é que haja uma pergunta, uma necessidade, um drama humano. Testemunhas de um Facto fala do que me aconteceu no encontro com Cristo e do que vejo acontecer aos que Lhe pertencem, e diariamente me espanta e comove. Neste título vibra o âmago do Cristianismo, a sua irredutibilidade como Acontecimento central da História da Humanidade. Tudo o mais que se refere à vida cristã, valores, gestos solidários, moral, doutrina, brota do Facto, esse Facto acontecido há dois mil anos que celebramos em cada tempo de Natal e de que somos Testemunhas”.
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