As Armas nos Lusíadas de J. de Oliveira Simões. Publicações Alfa. Mem Martins, 1986, 163 págs. E.
O autor transcreve todos os passos dos Lusíadas em que são referidas armas de guerra e explica as respectivas características com recurso a reproduções de gravuras antigas e fotografias de peças conservadas em museus e colecções particulares.
The Complete Brigadier Gerard de Artur Conan Doyle. Canongate. Edinburgh, 2001, 387 págs. B.
Sir Arthur Conan Doyle’s Brigadier Gerard stories surely constitute the finest series of historical short stories in literature, mingling the comedy and the tragedy, the pathos and the irony, or, in Napoleon’s phrase, the sublime and the ridiculous. It is Napoleon and his Europe, his dedicated followers and the awakened nationalisms of the peoples they enraged, possessing our minds in savage realism and enrapturing romance. And in Brigadier Etienne Gerard, Arthur Conan Doyle created a hero worthy to take his place in the great line stretching from Homer’s Odysseus to George MacDonald Fraser’s Flashman, nearest of all perhaps to Stevenson’s Allan Breck and Wodehouse’s Bertie Wooster.
Loures, Concelho desde 1886, dá os primeiros passos a ouvir a Portugueza, grito de alma e brado de revolta de um povo empobrecido pela corrupção e incompetência dos seus governantes, subjugado pelo analfabetismo e pela miséria e humilhado pelo Ultimatum, a recordar a nobreza e valentia dos seus heróis do mar e a sonhar com o prestígio perdido e colocar Portugal na senda da liberdade e do progresso.
De Convento a Conventinho de Paulo Silva. Câmara Municipal de Loures. Loures, 2009, 217 [3]. B. Il.
Construído no século XVI, foi morada de ordens religiosas e posteriormente de personalidades como o Conde de Tomar, Costa Cabral, entre muitas outras individualidades, ao longo da sua existência. A diversidade destas individualidades, que habitaram este Museu, fazendo dele a sua casa, deu origem a um legado arquitectónico, cultural e paisagístico, muito característico, que se traduz numa identidade peculiar.
As portas da China estão abertas aos estrangeiros, incluindo os Portugueses. O autor desembarcou com um cartão de estudante, disposto a trocar dinheiro no câmbio negro e aproveitar a ingenuidade sincera que ainda caracteriza os Chineses. As personagens são imaginárias, mas as situações rigorosamente verdadeiras. A China é suficientemente criativa para dispensar ficção. O livro…
A Alta Nobreza e Fundação do Estado Índia de João Paulo Oliveira e Costa.
Centro de História de Além-Mar. Lisboa, 2004, 261 págs. B.
A pequena fidalguia e a baixa nobreza desempenharam nas águas do Índico, ao longo da centúria quinhentista, a liderança global do estabelecimento luso na região, assumindo simultaneamente o controlo do comércio, a condução da diplomacia, a administração da Justiça e das Finanças, a capitania das armadas e das fortalezas e, obviamente, o comando da guerra. Esta intervenção multi-facetada decorreu do impacto que a Expansão Ultramarina gerou na sociedade portuguesa, num processo que se iniciou com as campanhas em Marrocos e as viagens de exploração do Oceanao. Mau graúdo a forte dimensão comercial que o processo expansionista adquiriu rapidamente, a prossecução do trato régio, Aquém e Além-Mar, coube sempre a membros da nobreza, ao abrigo das leios monopolistas estabelecidas pelo infante D. Pedro, enquanto regente, e que foram mantidas e aumentadas pelos reis quatrocentistas.
A Minha Vida é Um Esgoto de Ana Cortesão. Baleia Azul. Lisboa, 1999, 56 págs. B.
Uma banda desenhada não é uma banda sonora. Mas se a música pode despertar imagens, a força evocativa destes cotnos de Ana Cortesão (Lisboa, 1970) trona-os genuínas composições, algures entre o caústico e o melancólico, entre o grito e a melodia. A crónica destes anos, aliás, não podia ser feita alheada dos sons da cidade nem das batidas da discoteca, do crepitar da televisão ou do arrastar dos fados. Sim dos fados, porque é nesse teatro choroso das misérias, nesse cabaré onde as mulheres gritam desgraçadas, que mergulha raízes a feroz ironia deste trabalho. Ou não fosse o fado avô do underground. Longe de felecidades diurnas, todo o realismo é abjecto. Os corpos e as coisas são vistos através de qualquer coisa: um vidro de copo-de-três, de vampores etílicos, de espelhos raspados, de ecrãs, de lágrimas. Os corpos e as coisas são distorcidas, pelo tempo, pelos sentimentos, pela música.
Classic Horror Stories de Mary Shelley [et al.] Runing Press. 2001, 1045 págs. E.
Welcome to the macabre worlds and dark genius of Mary Shelley, Bram Stoker, H. G. Wells, and other masters of classic horror. What happens when man attempts to control nature? What are the consequences of trying to suppress the human psyche? Find out in this blood-curdling collection of classic horror stories. Greedy vampires (Dracula), the dark conflict of good versus evil in the average man (Dr. Jekyll and Mr. Hyde), and man made miscreants (Frankenstein) are stealing away between the covers of this volume. This compilation of literature’s most frightening monsters and madmen will spook even the staunchest of readers! These writers have stirred the imagination of readers for generations and captivated audiences with their creative and powerful storytelling. These tales and stories will continue to bring hours of edge-of-your-seat enjoyment to the young and old alike as they discover the terrifying results of Dr. Moreau’s experiments and the chilling possibilities of a man haunted by his own thoughts in “Markheim”! “The Library of Classic Horror Stories” is an essential volume for any horror collection and the perfect gift for the inquisitive, young reader.
Índice: Frankenstein – Mary Shelley | Dr. Jekyll and Mr. Hyde – Robert Louis Stevenson | Dracula – Bram Stoker | The Island of Dr. Moreau – H. G. Wells | The Body Snatcher – Robert Louis Stevenson | Markheim – Robert Louis Stevenson | The Fall of the House of Usher – Edgar Allan Poe | The Murders in the Rue Morgue – Edgar Allan Poe | The Mask of the Red Death – Edgar Allan Poe | The Pit and the Pendulum – Edgar Allan Poe | The Gold-Bag – Edgar Allan Poe | The Cask of Amontillado – Edgar Allan Poe
A Catira de Camilo José Cela. Editora Ulisseia. Lisboa, s.d., 267 págs. B
(…)”La Catira” que pela crueza do assunto quase levou ao corte de relações diplomáticas entre a Espanha e a Venezuela, que o autor atinge, pelo seu virtuosismo, a consagração definitiva. Nas palavras de Paul Llie “é um romance da terra, de sua grande permanência entre agitação e a morte, e uma fonte de fertilidade genuína contra a civilização sobreposta e decadente”, e seu significado refere-se a “o que é espontâneo da vida” mais valioso. Novela da planície e da selva, subjugando a incursão na fala, a vida cotidiana e o cenário mítico das terras venezuelanas.
Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett. Editorial Verbo. Lisboa, 1983, 255 págs. E. Il. 📷 Ilustrado Lima de Freitas
Esta é a odisseia que Almeida Garrett fez pelas terras do seu país. Aí visitou as ruas e os cafés, as igrejas e os túmulos, ouvindo pelo caminho uma história de amor em tempos de guerra, vivida por Carlos, que luta pelos liberais, e sua prima, Joaninha, a menina dos rouxinóis. Neste impressionante relato sem igual na história da literatura portuguesa, o autor não deixa dúvida sobre os seus intentos: «protesto que de quanto vir e ouvir, de quanto eu pensar e sentir se há-de fazer crónica». Quanto tempo permeia então uma ida de Lisboa a Santarém? Quanto tempo baste para se percorrer uma e outra vez as Viagens na Minha Terra. Publicado em volume em 1846, com este texto Almeida Garrett desenhou não só uma deambulação entre as duas cidades portuguesas, mas pelo Portugal dos homens e das ideias do século XIX.
De Longe a China – Tomo I de Carlos Pinto Santos. Instituto Cultural de Macau. Macau, 1988, 378 págs. B.
Intitula-se esta obra De Longe à China (Macau na Historiografia e na Literatura Portuguesas). O primeiro critério que lhe presidiu foi o de se levantarem e republicarem textos de natureza histórica e literária que dissessem respeito a Macau. Deste modo se excluíram, algumas vezes, os escritos que, embora referentes, episodicamente, à China e aos chineses não mencionavam Macau.
História Muda de Blanquet. Edições Polvo. Lisboa, 2000, 14 págs. Mole.
Histoire Muette [História Muda], mostrando um amplo espectro da perversão humana, desde a crueldade infantil até a frustração sexual. Se os personagens de Mon Placard são lentamente levados a um final trágico, em Histoire Muette Blanquet coloca-os em situações extremas, onde as coisas acontecem tão rápido que os personagens estão sempre correndo entre os momentos de tristeza esmagadora e imenso prazer que se alternam.
Desenhar bandas desenhadas tem sido a minha principal atividade desde que aprendi a escrever um pouco. Desde 1987, incentivado pela atitude punk rock “faça você mesmo”, tenho autopublicado o meu trabalho, até que foi reconhecido por editoras nos Países Baixos e no estrangeiro. Em 2008, o meu romance gráfico Inferno foi premiado e, em 2015, recebi o Stripschapprijs, um prémio nacional de carreira. Além disso, sou editor da revista Zone 5300 desde 1994, escrevendo artigos e críticas.
Coitas de Amor de Magnus Bergstrom. Empresa Nacional de Publicidade. Lisboa, 1937, 200 págs. B.
O Tempo, sempre a fugir, sobre ruínas, vitórias e benções de santidade, conseguiu construir o monumento que aos homens indica o Passado, com as suas misérias e grandezas, – a História. Nas páginas desta ficam estampadas as tempestadas da alma humana, desde a ambição de glória que foi vertigem, até àquelas alucinadas paixões que, transformadas em lágrimas de saudade, orvalham as velhas campas do Amor.
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