• Elogio da Filosofia de Maurice Merleau-Ponty

    Elogio da Filosofia

    Maurice Merleau-Ponty

    7,00 

    Elogio da Filosofia de Maurice Merleau-Ponty
    Guimarães Editores. Lisboa, 1979, 88 págs. B.

    Lição inaugural no Colégio de França, este ensaio é considerado uma súmula da sua obra. Em tradução de António Braz Teixeira. Merleau-Ponty, o pensador e companheiro de Sartre e de Simone de Beauvoir, apresenta-nos neste seu ensaio, pelo estilo e pela temática que versa, como que uma súmula da sua obra, de um modo especial da que se desenvolve desde 1953 até à sua morte prematura em 1960. Na verdade, os temas aqui sugeridos ou enunciados — a natureza ambígua da filosofia e as suas relações com a verdade, a religião, a história e a política, a meditação de Bergson, a consideração crítica da dialéctica de Hegel e Marx, a fenomenologia do sinal e da linguagem — foram retomados quer em Aventuras da Dialéctica (1955), quer nos vários escritos filosóficos e políticos reunidos sob o título geral de Sinais (1960). Da natureza do seu filosofar, talvez seja lícito descobrir marcas da lição cartesiana e da tradição moralista francesa, também pela sua perplexidade perante Bergson, perplexidade de quem pensa numa língua que, identificando o mesmo verbo ser e estar, levou a uma filosofia substancialista e estática, em face do pensamento de Bergson, o filósofo da evolução criadora, e do movimento no tempo e no espaço.

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  • Iniciação Filosófica de Karl Jaspers

    Iniciação Filosófica

    Karl Jaspers

    6,00 

    Iniciação Filosófica de Karl Jaspers.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1978, 166 págs. B.

    Karl Theodor Jaspers (Oldemburgo, 23 de fevereiro de 1883 — Basileia, 26 de fevereiro de 1969) foi um filósofo e psiquiatra alemão. Estudou medicina e, depois de trabalhar no hospital psiquiátrico da Universidade de Heidelberg, tornou-se professor de psicologia da Faculdade de Letras dessa instituição. Desligado de seu cargo pelo regime nazista em 1937, foi readmitido em 1945 e, três anos depois, passou a lecionar filosofia na Universidade de Basileia. O pensamento de Jaspers foi influenciado pelo seu conhecimento em psicopatologia e, em parte, pelo pensamento de Kierkegaard, Nietzsche e Max Weber. Sempre teve interesse em integrar a ciência ao pensamento filosófico na medida em que, para Jaspers, as ciências são por si sós insuficientes e necessitam do exame crítico que só pode ser dado pela filosofia. Esta, por sua vez, deve basear-se numa elucidação, a mais completa possível, da existência do homem real, e não da humanidade abstrata. O resultado das reflexões de Jaspers sobre o tema foi a primeira formulação de sua filosofia existencial.

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  • A Era da Suspeita de Nathalie Sarraute

    Era da Suspeita, A

    Nathalie Sarraute

    7,50 

    A Era da Suspeita: Ensaio sobre o Romance  de Nathalie Sarraute
    Guimarães Editores. Lisboa, 1963, 138 págs. B.
    Colecção: Ideia Nova

    Nathalie Sarraute é autora de uma obra romanesca muito significativa. Procurando descobrir a verdade profunda dos movimentos, das palavras, das certezas e das dúvidas das personagens, preocupa-se sobretudo em descrever um mundo que obscuramente todos transportamos dentro de nós.

    Nestes ensaios, Nathalie Sarraute empenha-se em explicar a sua própria posição perante a criação romanesca, e em destrinçar o que é vivo e o que é morto no romance clássico.

    Descobrindo nas formas romanescas tradicionais uma habituação, uma subsistência de valores ultrapassados, Sarraute empenha-se em chamar a atenção para a necessidade de abrir novos caminhos ao romance.

    Dando como ponto de partida do romance moderno a obra de Dostoievsky, Nathalie Sarraute mostra a linha de evolução que, vinda do autor russo, passa por Kafka e por Joyce e termina nas correntes romanescas mais avançadas dos nossos dias.

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  • A Curva da Estrada de Ferreira de Castro

    Curva da Estrada, A

    Ferreira de Castro

    6,00 

    A Curva da Estrada de Ferreira de Castro.
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 328 págs. B.

     «… o directório é constituído por arrivistas ambiciosos, que não querem outra coisa senão trepar à custa dos velhos militantes. Não cessam de prometer às massas aquilo que eles sabem muito bem que não lhes podem dar e não hesitam em caluniar aqueles que lhes podem fazer sombra… Para eles, só eles próprios são socialistas verdadeiros; os outros são todos uns reaccionários….» Ferreira de Castro (1898-1974) é um dos mais significativos romancistas portugueses, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala a língua portuguesa.

    Alguns dos seus romances retratam um Brasil apaixonante, misterioso e revelador, outros penetram no húmus português e outros ainda ocupam-se dos problemas trágicos de um mundo dilacerado que procura descobrir a sua verdade.
    O que descobrimos, porém, em qualquer dos romances de Ferreira de Castro é a mesma profunda paixão pelo destino do homem, o seu apego a uma verdade fundamental que se alicerça na conquista de um ideal de liberdade humana.
    Não é possível pensar no romance português deste século sem, de imediato nos referirmos a Ferreira de Castro como precursor do neo-realismo, ao seu nome e à sua obra, de tal modo nos surgem como essenciais para a pesquisa do quotidiano.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Emigrantes de Ferreira de Castro

    Emigrantes

    Ferreira de Castro

    6,00 

    Emigrantes de Ferreira de Castro
    Livraria Editora Guimarães. Lisboa, 1940, 325 págs. E.

    Uma obra prima do realismo social, Ferreira de Castro narra a desventura de um emigrante português, analfabeto de Oliveira de Azeméis, que se endivida para partir para o Brasil. As promessas brasileiras nunca se concretizam, é explorado e chega a envolver-se vagamente em movimentos políticos.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
    Encadernação amadora.

  • A Curva da Estrada de Ferreira de Castro

    Curva da Estrada, A

    Ferreira de Castro

    6,00 

    A Curva da Estrada de Ferreira de Castro.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1951, 320 págs. B.

    «… o directório é constituído por arrivistas ambiciosos, que não querem outra coisa senão trepar à custa dos velhos militantes. Não cessam de prometer às massas aquilo que eles sabem muito bem que não lhes podem dar e não hesitam em caluniar aqueles que lhes podem fazer sombra… Para eles, só eles próprios são socialistas verdadeiros; os outros são todos uns reaccionários….» Ferreira de Castro (1898-1974) é um dos mais significativos romancistas portugueses, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala a língua portuguesa.
    Alguns dos seus romances retratam um Brasil apaixonante, misterioso e revelador, outros penetram no húmus português e outros ainda ocupam-se dos problemas trágicos de um mundo dilacerado que procura descobrir a sua verdade.
    O que descobrimos, porém, em qualquer dos romances de Ferreira de Castro é a mesma profunda paixão pelo destino do homem, o seu apego a uma verdade fundamental que se alicerça na conquista de um ideal de liberdade humana.
    Não é possível pensar no romance português deste século sem, de imediato nos referirmos a Ferreira de Castro como precursor do neo-realismo, ao seu nome e à sua obra, de tal modo nos surgem como essenciais para a pesquisa do quotidiano.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Origem da Tragédia de Nietzche

    Origem da Tragédia

    Nietzche

    6,00 

    Origem da Tragédia de Nietzche.
    Guimarães Editora. Lisboa, 2002, 188 págs. B.

    Dedicada a Richard Wagner, A Origem da Tragédia, de Friedrich Nietzche, fez furor logo na altura da primeira edição. Corria o ano de 1871. Desde então, tornou-se uma das obras seminais da cultura europeia.

    A primeira obra de Nietzche exemplifica magnificamente o entusiasmo do autor pela literatura grega, especialmente a tragédia, por Schponhauer e pela ópera de Wagner Tristão e Isolda.

    A ideia central é a de que “a existência e o mundo só são justificáveis como um fenómeno estético”. Elaborando a sua célebre distinção entre o espírito apolínio e o dionisíaco, o autor interroga-se porque razão fazemos derivar o prazer da arte trágica, e qual é relação entre as nossas experiências de sofrimento na vida e na arte.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista de António Quadros

    Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista

    António Quadros

    8,00 

    Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista de António Quadros.
    Guimarães Editores. Lisboa, 2001, 411 págs. B.

    Porque a poesia é o insinuado lugar do mito, o Autor desenvolve a tese sebastianista, exposta em toda a sua pureza, através das trovas, dos poemas do teatro e da ficção poética de uma gama polifacetada de escritores portugueses e brasileiros que exprimem e assumem o mito ou o meditam num ou noutro sentido, mas também as lendas, os rituais e as epopeias sebastianistas do nordeste brasileiro e de alguns dos seus escritores.

    Numa segunda parte desta obra, é abordada a polémica, história e teoria do mito, o que é ou o que foi a sua antítese, representada pela crítica racionalista contemporânea (a de António Sérgio na polémica com Teixeira de Pascoaes e Carlos Malheiro Dias). A síntese que o Autor elabora, estabelece finalmente dois planos, o histórico e o filosófico, substanciando a nível nacional e universal os mitos portugueses.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Instinto Supremo de Ferreira de Castro

    Instinto Supremo, O

    Ferreira de Castro

    6,00 

    O Instinto Supremo de Ferreira de Castro.
    Guimarães Editores. Lisboa, 322 págs. B.

    Último livro publicado por Ferreira de Castro, O Instinto Supremo constitui um regresso do autor à Amazónia, cenário do seu livro-monumento A Selva. Ganha, com o tempo, estatuto de clássico e, a forma como a crueza do processo de pacificação dos índios convive nas suas páginas com o virtuosismo das descrições da floresta, torna-o um livro necessário e único.

    📖 Exemplar por abrir

  • Assim Falava de Zaratustra de Nietzche

    Assim Falava de Zaratustra

    Nietzche

    10,00 

    Assim Falava de Zaratustra de Nietzche.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1985, 368 págs. B.

    A terrível força vital que se desprende de cada uma das páginas escritas por Nietzsche, continua ainda hoje a influir nos caminhos do pensamento contemporâneo. Desde que em Assim Falava Zaratustra foi enunciada a teoria mística do «super-homem», grande parte do pensamento europeu não fez outra coisa que não fosse procurar afirmar na realidade a visão fantástica do filósofo alemão. Na verdade, se examinarmos o quadro evolutivo da poesia europeia (e mundial), é o super-homem que encontramos a latejar em cada verso, um super-homem nietzscheano na sua essência, mas que não consegue encontrar a musculatura e o sistema nervoso mais adaptados à sua função. É este terrível desencontro ocorrido na poesia que devemos alargar às outras formas de pensamento, para podermos desenhar o gráfico da influência exercida por Nietzsche.

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  • Terra Fria de Ferreira de Castro

    Terra Fria

    Ferreira de Castro

    6,00 

    Terra Fria de Ferreira de Castro
    Guimarães & Cª Editores. Lisboa, s.d.,

    Publicado originalmente em 1934, Terra Fria suscita, desde logo, o entusiasmo da crítica («não se pode duvidar, cremos bem sinceramente, de que muitos portugueses o hão-de ler amanhã, e depois, e depois…»), vindo a ocupar um dos lugares cimeiros do universo ficcional de Ferreira de Castro e na literatura portuguesa do século xx.

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  • Emigrantes de Ferreira de Castro

    Emigrantes

    Ferreira de Castro

    5,00 

    Emigrantes de Ferreira de Castro.
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 304 págs. B.

    Uma obra prima do realismo social, Ferreira de Castro narra a desventura de um emigrante português, analfabeto de Oliveira de Azeméis, que se endivida para partir para o Brasil. As promessas brasileiras nunca se concretizam, é explorado e chega a envolver-se vagamente em movimentos políticos.

    📖 Exemplar por abrir

  • Utopia de Tomás Morus

    Utopia

    Tomás Morus

    6,00 

    Utopia de Tomás Morus.
    Guimarães Editores. Lisboa, 2003, 172 págs. B.

    Mais de 500 anos após a sua publicação, Utopia mantém o seu fascínio intacto e continua a desafiar e a iluminar milhares de leitores em todo o mundo. No prefácio a esta edição, Francisco Louçã refere que se trata de «um inventário crítico devastador dos costumes e dos poderes, marcado pelo desejo de um mundo melhor. Esta obra desafia as convicções e as tradições.»

    Ao descrever a sociedade perfeita, forjada com base na razão humana, Thomas More recorre ao princípio da racionalidade política, por um lado, mas, por outro, alimenta-se da imaginação e da fuga para um mundo irreal. Nesta ilha não há propriedade privada, os governantes são escolhidos pelo voto popular, existe o direito ao divórcio e à eutanásia, os hospitais são gratuitos e a liberdade religiosa é uma realidade.

    Inspirada nos ideais socráticos e platónicos, esta obra revelou-se extraordinariamente importante ao longo dos anos, e a sua influência continua a fazer-se sentir. Basta dizer que o vocábulo «utopia», que significa «nenhures», em grego, passou, desde então, a designar um lugar ou uma sociedade com uma perfeição impossível de atingir.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Iniciação Filosófica de Karl Jaspers

    Iniciação Filosófica

    Karl Jaspers

    6,00 

    Iniciação Filosófica de Karl Jaspers.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1972, 203 págs. B.

    Uma introdução aos conceitos fundamentais da filosofia, explorando as ideias e pensadores que moldaram o pensamento ocidental. É uma obra que busca incentivar a reflexão filosófica e fornecer as bases para uma compreensão mais profunda da filosofia.

     

    📝 Assinatura de posse.

  • Máscaras, As

    Máscaras, As

    Maria, Rainha da Roménia

    6,00 

    As Máscaras de Maria, Rainha da Roménia.
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 212 págs. B.

    Maria de Saxe-Coburgo-Gota (1875–1938), neta da rainha Vitória e do czar Alexandre II, casou-se em 1893 com Fernando I da Roménia, tornando-se rainha em 1914. Destacou-se na Primeira Guerra Mundial pelo apoio à causa aliada e pelo trabalho humanitário. Foi figura influente na modernização da Roménia e na diplomacia europeia. Após a morte do marido, retirou-se da vida pública e morreu no castelo de Pelişor.

    📝 Assinatura de posse.

  • Erro Próprio

    Erro Próprio

    António Maria Lisboa

    30,00 

    Erro Próprio de António Maria Lisboa.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1962, 87 págs. B.

    Na obra de António Maria Lisboa (como na literatura surrealista de um modo geral) a distinção entre poemas e manifestos revela-se artificial, dado o recurso em ambos os discursos a uma linguagem de tipo metafórico, metaforismo que, para Fernando J. B. Martinho (op. cit., 1996, p. 62), “não é senão a face visível da impossibilidade, numa prática literária como a de António Maria Lisboa, de restringir o pensamento, o inteligível aos manifestos e o sensível aos poemas”, sendo que tanto a reflexão poética e filosófica podem estar presentes no poema, como o texto argumentativo pode evoluir, sem transição, para o registo poético. Considerado um dos principais manifestos do surrealismo, e situado no ponto de chegada de várias polémicas e ataques entre os grupos surrealistas, o Erro Próprio de que nos fala António Maria Lisboa é o erro surrealista, o equívoco sobre o que deve ser o surrealismo, sobre o caminho que o surrealismo deveria ter tomado. Ora, para António Maria Lisboa, o erro não reside em ter enveredado por uma ou outra perspetiva, mas em os surrealistas não terem visto que “qualquer que seja a conduta humana não é falsa nem verdadeira”, e que a essência mesma do surrealismo é a sua absoluta liberdade: “posto a funcionar, [depressa] se criaram as diversas cores Surrealistas (sem no entanto negar os seus princípios… claro!) e de tal forma, e tanto mais feroz, que o Movimento ou passa a ser a cauda dum Pontífice Inadmissível ou cai na ofensa e na querela inútil do EU SOU tu não és, a não ser que outro caminho se tenha adivinhado. E de facto assim foi: LIVRE, nem mesmo um agrupamento de indivíduos Livres pode estar ligado Umbilicalmente. […] o Compromisso do Poeta é com o AMOR e o ato um ato LIVRE no TEMPO-ÚNICO!” (p. 37).

    📝 Assinatura de posse.