A MISSÃO DE FERREIRA DE CASTRO Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 349 págs. B.
Novela de Ferreira de Castro, publicada pela primeira vez em 1954, considerada obra ímpar na literatura portuguesa pelo problema ético que coloca, em verdadeira antecipação ao seu tempo: a responsabilidade da Igreja face à colectividade. Durante a Segunda Guerra Mundial, um convento francês que albergava treze pessoas poderia evitar ser bombardeado pelos alemães, bastando pintar a palavra «Missão» no telhado. A decisão que se segue confronta os princípios morais da fé com a sobrevivência material, num dos conflitos de deveres mais radicais que o autor colocou em toda a sua obra.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 300g ──────────────────
UM FERNANDO PESSOA E ANTOLOGIA DE RELEITURA DE AGOSTINHO DA SILVA Guimarães Editores. Lisboa, 1996, 189 págs. B.
Ensaio de Agostinho da Silva, filósofo e pensador português, sobre Fernando Pessoa, que decifra a heteronímia e a Mensagem a partir de um ângulo de leitura original, situando o poeta como vidente de uma utopia nacional. O ensaio é acompanhado de uma antologia documental de textos do próprio Pessoa, escolhida pelo critério do autor. Considerado um livro axial pela interpretação singular que propõe, “Um Fernando Pessoa” é um dos primeiros e mais influentes estudos críticos sobre o poeta.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 220g ──────────────────
ETERNIDADE DE FERREIRA DE CASTRO Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 323 págs. B. Il.
Juvenal Gonçalves, após a morte da esposa Helena, regressa à Madeira, sua terra natal, onde atravessa os vários estádios do luto e da solidão num cenário de natureza idílica. Revoltado com a fragilidade da condição humana, toma consciência das injustiças sociais que opõem a vida abastada dos burgueses do Funchal, entre os quais o seu irmão Álvaro, à dos camponeses e bordadeiras. A insurreição que encabeça é suprimida pelo governo, e a deportação para Cabo Verde traz consigo a notícia de uma gravidez, fruto da sua relação com Elizabeth, e uma renovada esperança no futuro. Publicado em 1933, logo após o êxito mundial de A Selva, Eternidade tem um forte pendor autobiográfico e é hoje reavaliado pela crítica como uma das maiores obras ficcionais do autor.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 280g ──────────────────
DENTES DE RATOS DE AGUSTINA BESSA-LUÍS Guimarães Editora. Lisboa, 2012, 63 págs. B Il. 🎨 Ilustrações de Mónica Baldaque
Conto infantil de Agustina Bessa-Luís, considerado um clássico moderno da literatura infantil portuguesa, com ilustrações da sua filha Mónica Baldaque. Lourença tem a alcunha de “Dentes de Rato” porque os seus dentes são pequenos e finos e porque tem o hábito de morder a fruta da fruteira e deixar lá os dentes marcados. A narrativa, de tom autobiográfico, acompanha o universo infantil da protagonista com a fluência e a sensibilidade que marcam toda a obra de Agustina.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 185 ──────────────────
Verdade do Amor de Vladimiro Soloviev
Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 142 págs. B. Colecção: Filosofia e Ensaios
Qual é o significado da emoção intensa do amor? ideal do amor divino, antecedente do nosso amor, contém em si o segredo da idealização do nosso amor.
Segundo Solovyov, o amor (…) tem um papel fundamental a desempenhar na transfiguração mística do mundo. O amor, que permite uma pessoa encontrar conclusão incondicional em outra, torna-se uma estratégia evolutiva para superar a desintegração cósmica, é a justificação e salvação da individualidade através do sacrifício do egoísmo.
Ensaios de Francisco Bacon Guimarães & Cª Editores. Lisboa, 1972, 251 págs. B. Colecção: Filosofia e Ensaios
Todas as obras de Francis Bacon são dignas de estudo pelos pensadores portugueses, porque contém alta doutrina de valor perene como as obras de Aristóteles; e para evitar que recorram a traduções estrangeiras os estudiosos impossibilitados de ler correctamente os textos ingleses do século XVII, se dá hoje começo à tradução portuguesa de uma obra, certamente famosa, autenticamente valiosa, se bem que mais admirada do que estudada. Os “Ensaios” foram pela primeira vez publicados em 1597, em livro de dez capítulos. Duas outras edições, respectivamente de 1612 e 1625, continham já a refundição dos primeiros dez textos e a inclusão de novos títulos, o que perfaz o total de cinquenta e oito ensaios completos. É útil ler, para apreciar os progressos de um espírito inquieto e de um escritor operoso como Francisco Bacon, os primeiros ensaios imperfeitos de 1597.
Defesa da Poesia de Percy Bysse Shelley
Guimarães Editores. Lisboa, 1957, 124 págs. B. Colecção: Textos Universitários | 2
Em Defesa da Poesia, Percy Bysshe Shelley, uma das figuras mais destacadas do romantismo europeu e um dos maiores poetas líricos britânicos, apresenta uma reflexão profunda sobre a natureza da criação artística e sobre o papel da poesia na cultura. Neste ensaio em prosa, o autor procura responder às críticas que desvalorizavam a poesia, afirmando a sua importância fundamental na formação da sensibilidade, da imaginação e do pensamento humano.
Ao longo do texto, Shelley discute muitos dos problemas estéticos ligados ao fenómeno do romantismo, defendendo que a poesia não deve ser entendida apenas como uma forma literária, mas como uma expressão essencial da capacidade criadora do espírito. Para o autor, o poeta ocupa um lugar singular na sociedade, pois através da linguagem e da imaginação contribui para renovar as ideias, ampliar a consciência moral e inspirar transformações culturais.
Lã e a Neve de Ferreira de Castro
Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 413 págs. B.
«Os homens passavamos dias e as noites dentro das fábricas só saindo aos Domingos, para esquecer o cárcere. Já não via mas ovelhas, nem ouviam o melancólico tanger dos seu chocalhos nos pendores da serra, ao crepúsculo; viam apenas a sua lã, lã que eles desensugavam, que eles lavavam, cardavam, penteavam, fiavam e teciam, lã porto da a parte.» Um jovem pastor sonha tornar-se operário fabril para melhorar as suas condições sociais. É neste ambiente de pobreza e vida hostil que se desenvolve a acção de A Lã e a Neve. Como em toda a obra de Ferreira de Castro, sobressai neste romance o sentido social e as preocupações pelas miseráveis condições devida dos mais humildes. Um dos melhores romances de Ferreira de Castro.
Os Quatro Rios de Agustina Bessa Luís
Guimarães Editores. Lisboa, 1964, 280 págs. B.
Romance inaugural da trilogia «As Relações Humanas», cujos exemplares, nesta sua primeira edição, são bastante invulgares. Como escreveu José Régio, “Onde quer que um livro de Agustina Bessa Luís apareça em competição com outros seus contemporâneos e nossos conhecidos — todos esses outros passam (ou deveriam passar) a segundo plano”.
📕 1ª Edição.
🟡 Lombada danificada e capa com vestígios de humidade.
O Povo na Literatura Portuguesa de João de Barros
Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 307 págs. B.
O Povo na Literatura Portuguesa, de João de Barros, reúne textos de autores dos séculos XV a XIX sobre a representação do povo na literatura portuguesa. A obra destaca a evolução social e cultural do país através de crónicas, poesia, teatro e romance. A obra inclui um longo e importante prefácio de João de Barros.
O Segredo Egípcio de Napoleão de Javier Sierra
Guimarães Editores. Lisboa, 2002, 294 págs. B.
O dia de 12 de Agosto de 1799 traz algo mais a um ano em terras do Egipto, Síria e Palestina. O jovem general Napoleão Bonaparte acede a uma proposta singular: passar uma noite no interior da Grande Pirâmide de Gizé. O que viveu lá dentro, e que nunca revelou aos seus biógrafos, tornou-se desde então objecto de especulação histórica. Este livro desvenda o mistério.
Cinco meses antes, Bonaparte havia passado uma noite na aldeia palestina de Nazaré; reuniu com representantes de diversas religiões e seitas, e embarcou num estranho projecto, que, ao que parece, teria a ver com a busca da imortalidade e a presença de Jesus no Egipto durante a sua infância. A sua peregrinação termina em Gize, onde enfrentará um segredo milenar.
Este thriller histórico, apoiado por sólida documentação, revelar-nos-á um Napoleão inédito, seguindo uma busca tão mítica como fascinante.
Ensaio do Homem de Ernst Cassirer
Guimarães Editores. Lisboa, 1960, 380 págs. B.
I PARTE – QUE É O HOMEM?
1. A Crise do Auto conhecimento do Homem
2. Uma chave para a Natureza do Homem:
o Símbolo
3. Das reações Animais às Respostas Humanas
4. O Mundo Humano do Espaço e do Tempo
5. Factos e Ideais
II PARTE – O HOMEM E A CULTURA
6. A Definição do homem em Termos de Cul-
tura Humana
7. O Mito e a Religião
8. A Linguagem
9. A Arte
10. A História
11. A Ciência
12. Resumo e Conclusão
Elogio da Filosofia de Maurice Merleau-Ponty Guimarães Editores. Lisboa, 1979, 88 págs. B.
Lição inaugural no Colégio de França, este ensaio é considerado uma súmula da sua obra. Em tradução de António Braz Teixeira. Merleau-Ponty, o pensador e companheiro de Sartre e de Simone de Beauvoir, apresenta-nos neste seu ensaio, pelo estilo e pela temática que versa, como que uma súmula da sua obra, de um modo especial da que se desenvolve desde 1953 até à sua morte prematura em 1960. Na verdade, os temas aqui sugeridos ou enunciados — a natureza ambígua da filosofia e as suas relações com a verdade, a religião, a história e a política, a meditação de Bergson, a consideração crítica da dialéctica de Hegel e Marx, a fenomenologia do sinal e da linguagem — foram retomados quer em Aventuras da Dialéctica (1955), quer nos vários escritos filosóficos e políticos reunidos sob o título geral de Sinais (1960). Da natureza do seu filosofar, talvez seja lícito descobrir marcas da lição cartesiana e da tradição moralista francesa, também pela sua perplexidade perante Bergson, perplexidade de quem pensa numa língua que, identificando o mesmo verbo ser e estar, levou a uma filosofia substancialista e estática, em face do pensamento de Bergson, o filósofo da evolução criadora, e do movimento no tempo e no espaço.
Iniciação Filosófica de Karl Jaspers. Guimarães Editores. Lisboa, 1978, 166 págs. B.
Karl Theodor Jaspers (Oldemburgo, 23 de fevereiro de 1883 — Basileia, 26 de fevereiro de 1969) foi um filósofo e psiquiatra alemão. Estudou medicina e, depois de trabalhar no hospital psiquiátrico da Universidade de Heidelberg, tornou-se professor de psicologia da Faculdade de Letras dessa instituição. Desligado de seu cargo pelo regime nazista em 1937, foi readmitido em 1945 e, três anos depois, passou a lecionar filosofia na Universidade de Basileia. O pensamento de Jaspers foi influenciado pelo seu conhecimento em psicopatologia e, em parte, pelo pensamento de Kierkegaard, Nietzsche e Max Weber. Sempre teve interesse em integrar a ciência ao pensamento filosófico na medida em que, para Jaspers, as ciências são por si sós insuficientes e necessitam do exame crítico que só pode ser dado pela filosofia. Esta, por sua vez, deve basear-se numa elucidação, a mais completa possível, da existência do homem real, e não da humanidade abstrata. O resultado das reflexões de Jaspers sobre o tema foi a primeira formulação de sua filosofia existencial.
Para proporcionarmos a melhor experiência possível, utilizamos tecnologias como cookies para armazenar e aceder a informações do dispositivo. O consentimento permite-nos processar dados como o comportamento de navegação ou identificadores únicos neste sítio. Não consentir, ou retirar o consentimento, pode afectar negativamente certas funcionalidades.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para o fim legítimo de permitir a utilização de um serviço expressamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou para o fim exclusivo de efectuar a transmissão de uma comunicação numa rede de comunicações electrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenamento de preferências não solicitadas pelo assinante ou utilizador.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico utilizado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, sem a colaboração voluntária do seu fornecedor de serviços de Internet, ou sem registos adicionais de terceiros, a informação armazenada ou recuperada apenas para este fim não permite, em geral, identificá-lo.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anónimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte do seu Fornecedor de Serviços de Internet ou registos adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico necessário para criar perfis de utilizador, enviar publicidade ou rastrear o utilizador num ou em vários sítios para fins de marketing.