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  • Fel

    Fel

    José Duro

    10,00 

    Fel de José Duro.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1971, 83 págs. B.

    José Duro (1875–1899) teve uma vida breve e boémia, marcada pela influência de autores como Baudelaire, Poe, Cesário Verde e António Nobre. Frequentou a Escola Politécnica de Lisboa e começou a publicar discretamente em 1896, com Flores. O seu único livro, Fel, foi publicado pouco antes da sua morte por tuberculose. Esta obra reflete uma forte carga de angústia, decadência e desespero, revelando uma poesia marcada por sentimentos sombrios e intensos. As opiniões sobre o seu valor literário dividem-se: há quem o coloque ao nível de grandes nomes como Cesário Verde, e quem lhe negue originalidade. Apesar de não ter tido tempo para amadurecer como poeta, Fel é considerado um testemunho humano profundamente pungente.

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  • Todos os Anos, pela Primavera de Luís de Sttau Monteiro

    Todos os Anos, pela Primavera

    Luís de Sttau Monteiro

    6,00 

    “Dedico esta peça — sem espírito de camaradagem, mas com uma fortíssima gargalhada — a todos os que, pela própria natureza do regime prisional a que estejam, ou venham a estar sujeitos, se considerem, em consciência, obrigados a proibi-la.”

  • Conquista da Felicidade de Bertrand Russell

    Conquista da Felicidade, A

    Bertrand Russell

    7,00 

    Conquista da Felicidade de Bertrand Russell.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1966, 210 págs. B.

    «A Conquista da Felicidade é uma fascinante cápsula do tempo, uma mistura que inclui observações eternas que são tão claras para nós hoje como foram para os primeiros leitores, e problemas e atitudes antiquados que pelos padrões da atualidade são ofensivos quando não são engraçados. Uma boa maneira de ler este livro é considerá-lo um telescópio temporal que nos permite ver quão longe chegámos. O próprio Russell merece algum crédito por mudar a nossa imaginação moral das ortodoxias obsoletas para um lugar melhor, mas aqui encontramos uma viagem em curso, pois ele está ainda absorto em preconceitos que lhe toldam a visão. Talvez a conclusão moral a tirar deste confronto seja que provavelmente devemos esperar que os nossos netos se sintam tão incomodados com algumas das nossas atitudes como nós nos sentimos com algumas de Russell.»

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  • Curva da Estrada, A

    Curva da Estrada, A

    Ferreira de Castro

    6,00 

    A Curva da Estrada de Ferreira de Castro.
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 328 págs. B.

     «… o directório é constituído por arrivistas ambiciosos, que não querem outra coisa senão trepar à custa dos velhos militantes. Não cessam de prometer às massas aquilo que eles sabem muito bem que não lhes podem dar e não hesitam em caluniar aqueles que lhes podem fazer sombra… Para eles, só eles próprios são socialistas verdadeiros; os outros são todos uns reaccionários….» Ferreira de Castro (1898-1974) é um dos mais significativos romancistas portugueses, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala a língua portuguesa.

    Alguns dos seus romances retratam um Brasil apaixonante, misterioso e revelador, outros penetram no húmus português e outros ainda ocupam-se dos problemas trágicos de um mundo dilacerado que procura descobrir a sua verdade.
    O que descobrimos, porém, em qualquer dos romances de Ferreira de Castro é a mesma profunda paixão pelo destino do homem, o seu apego a uma verdade fundamental que se alicerça na conquista de um ideal de liberdade humana.
    Não é possível pensar no romance português deste século sem, de imediato nos referirmos a Ferreira de Castro como precursor do neo-realismo, ao seu nome e à sua obra, de tal modo nos surgem como essenciais para a pesquisa do quotidiano.

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  • Curva da Estrada, A

    Curva da Estrada, A

    Ferreira de Castro

    30,00 

    Curva da Estrada de Ferreira de Castro.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1950, 338 págs. Dura.

    Don Álvaro Soriano, advogado, viúvo e respeitado deputado socialista, deixa-se contaminar, a pouco e pouco, pelo conforto e pelos prazeres da vida que o dinheiro e o prestígio trazem. À volta dele, os conservadores, a gente rica, procuram seduzi-lo, convencendo-o a abraçar a sua causa.

     

    Essa mesma divisão parece instalada no seio familiar: Enrique, um dos filhos de Soriano, educado segundo os ideais socialistas, exige-lhe que permaneça fiel ao seu passado de revolucionário, enquanto Paco, o filho mais novo, admirador de Primo de Rivera, ideólogo do fascismo espanhol, pressiona-o a mudar para o Partido Nacionalista.

     

    Dilacerado pela dúvida, pelo desencanto com a velhice e pela escolha entre duas visões contrastantes da sua própria vida, Soriano terá de tomar uma decisão… Romance cuja acção se desenrola em Espanha, numa sociedade profundamente dividida e traumatizada pela Guerra Civil, A Curva da Estrada permanece uma das obras mais intemporais de Ferreira de Castro. Ancorado na moral e na psicologia humana, foi originalmente publicado em 1950, no auge da carreira de Ferreira de Castro, escritor consagrado quer em Portugal quer no estrangeiro, onde vê as edições das suas obras multiplicarem-

    📕 1ª Edição.
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  • Causa da Decadência dos Povos Peninsulares de Antero de Quental

    Causa da Decadência dos Povos Peninsulares

    Antero de Quental

    3,00 

    Causa da Decadência dos Povos Peninsulares de Antero de Quental.
    Guimarães Editores. Lisboa, 2001, 62 págs. B.

    Causas da Decadência dos Povos Peninsulares…, de Antero de Quental (1842-1891), representa o texto mais significativo das denominadas Conferências Democráticas do Casino Lisbonense, realizadas em Maio e Junho de 1871.

    Precedido de uma «Introdução», nela é exposto um breve historial das Conferências e dos acontecimentos imediatos que se seguiram.

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  • Emigrantes

    Emigrantes

    Ferreira de Castro

    10,00 

    «A sua obra fecha um ciclo que a Peregrinação do Fernão Mendes Pinto abrira. E inicia outro que os nossos filhos verão cumprir-se. Ao otimismo expansivo do Mendes Pinto, os Emigrantes opuseram a reflexão pungente que a abordagem do real hoje suscita. À ascensão, a depressão. Aos damascos opulentos, a lã ancestral dos tosquiadores de Viriato.»
    Mário Sacramento

  • Manuscrito na Garrafa de Daniel Filipe

    Manuscrito na Garrafa

    Daniel Filipe

    15,00 

    Manuscrito na Garrafa de Daniel Filipe.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1960, 156 págs. B.

    O autor, jornalista e poeta natural de Cabo Verde, colaborou nos «Cadernos do Bloqueio», «Távola Redonda» e «Seara Nova». Primeira e cremos que única edição desta curiosa novela de Daniel Filipe, afastada das livrarias pela polícia política da época aquando do seu aparecimento. Livro dado a lume na «Colecção Horas de Leitura».

     

    📕 1ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
    📖 Exemplar por abrir

  • Bens Adquiridos

    Bens Adquiridos

    Margarida Futscher

    10,00 

    Bens Adquiridos de Margarida Futscher.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1974, 66 págs. B.

    Segundo de Livro de poesia de Margardia Futscher (1920-1981) que contou com a ajuda de Ruy Cinatti a quem a poetisa dedicada cinco poemas.

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    📖 Exemplar por abrir

  • Meridianos Críticos (Terceira Série) de Manuel Anselmo

    Meridianos Críticos (Terceira Série)

    Manuel Anselmo

    7,50 

    Do índice: I – Sobre as ideias económicas, sociais e políticas do marxismo; II – Genealogia espiritual do Gabirú, da Mouca, da Luísa, do Gêbo e das demais personagens de “Os Pobres” de Raul Brandão; III – Considerações não proféticas sobre o enigma alemão; IV – Psitacismo diplomático de Steinbroken; V – Balada emocional do meu regresso à terra; VI – Monarquia e mono-arquia; VII – Timida reflexão sobre as liberdades; VIII – A crise da cultura e o abandono dos homens; IX – Homenagem ao Dr. Manuel Ferreira Caldas, Médico de Monção; X – Os horizontes azuis e as searas; XI – Monarquia contemplativa, monarquia livresca e monarquia viva; XII – Educação, cultura popular e analfabetismo; XIII – A reconciliação das gerações; XIV – A longanimidade com o pecado; XV – Sobre a interpretação marxista da história e do Estado; XVI – Álvaro Marques, exemplo de nobreza mental e moral; XVII – Monarquia e liberdade; XVIII – Salazar e o futuro; XIX – Crítica a dois livros de política; XX – Alguns eventos políticos nacionais; XXI – Mensagem a Salazar.

  • Coleccionador de Angústias

    Coleccionador de Angústias

    Fidelino de Figueiredo

    7,00 

    Coleccionador de Angústias de Fidelino de Figueiredo.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1953, 321 págs. B.
    Colecção: Filosofia e Ensaios

    Fidelino de Figueiredo, historiador literário e pensador português, professor da Universidade de São Paulo e antes em várias universidades euro peias e americanas dá-nos em Um Coleccionador de Angústias a reconstituição de uma vida humana, impregnada de emoção e de ansie dade filosófica. E não por meio de uma biografia, de um romance, de uma confisssão ou de uma exposição de memórias. O autor conta episódios e anedotas exemplares» e junta-lhes alguns ensaios breves, com que tece a história de um homem angustiado pelas contingências da vida e pela crise espiritual contemporânea. Tudo segundo um rigoroso fio cronológico, desde a infância e das primeiras letras, através de variadas e graves situações, até à morte.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Todos os Anos Pela Primavera de Luis Sttau Monteiro

    Todos os Anos Pela Primavera

    Luis Sttau Monteiro

    6,00 

    “Dedico esta peça — sem espírito de camaradagem, mas com uma fortíssima gargalhada — a todos os que, pela própria natureza do regime prisional a que estejam, ou venham a estar sujeitos, se considerem, em consciência, obrigados a proibi-la.”

  • Fim da Ortografia de António Emiliano

    Fim da Ortografia, O

    António Emiliano

    6,00 

    Fim da Ortografia de António Emiliano.
    Guimarães Editores. Lisboa, 2008, 157 págs. B.

    Em “O Fim da Ortografia”, adaptação de um parecer entregue em mãos em Junho de 2008 ao Presidente da República, o linguista António Emiliano propõe um «comentário razoado» do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990). Usando um estilo expositivo claro e simples, o Autor analisa os fundamentos do Acordo Ortográfico, apontando as suas múltiplas deficiências e mostrando por que razão o mesmo não deve ser aplicado. Não sendo um comentário exaustivo de pormenor, é, no entanto, uma análise profunda e implacável.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Fel de José Duro

    Fel

    José Duro

    7,00 

    «Terminou-se. O leitor que abra o livro e leia um dos maiores esquecidos que a Dor fez desabrochar sob o céu de Portugal e que foi a enterrar numa fria e chuviscosa manhã de Janeiro. Já lá vão dezasseis anos, dezasseis espantosos anos de esquecimento.»

  • Viúvas de Vivos

    Viúvas de Vivos

    Joaquim Lagoeiro

    15,00 

    Viúvas de Vivos de Joaquim Lagoeiro.
    Guimarães & Cª Editores. Lisboa,  1947, 276 págs. B.

    Joaquim Henriques Pereira, de seu verdadeiro nome, nasceu e cresceu em terras de emigrantes e foi educado num seminário, factos que lhe influenciaram, naturalmente, a obra literária.

     

    Com Viúvas de Vivos, Madre Antiga e Milagre em São Bartolomeu, construiu o chamado «tríptico de Terra» sobre a emigração; com Os Fraldas, Corda Bamba, Almas Danadas e Santos Pecadores, contou a vida dos que a sociedade considera sub-homens; com Mosca na Vidraça, Manto Diáfano e As Castigadas, retrata a estada numa grande capital.

     

    Para Urbano Tavares Rodrigues, «em Madre Antiga mostra-nos o seu domínio da linguagem rural, a sua familiaridade com provérbios e sentenças, a sua capacidade para colorir a frase e confeccionar um diálogo vivo, lesto, com rompantes de violência, assomos picarescos e estos de sensibilidade.»

    📕 1ª Edição.

  • Poética

    Poética

    Aristóteles

    7,50 

    Poética de Aristóteles.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1964, 210 págs. B.

    A POÉTICA de Aristóteles, que abre a colecção, é uma dessas «fontes». Nenhum moderno teorizador da literatura poderá dispensar-se de regressar à problemática do Filósofo, antes de tentar um passo ao encontro de novas soluções dos problemas da poesia. Nem tampouco o simples estudioso deve desconhecer uma obra que, estando na origem da cultura grega e europeia, continua a ter hoje a actualidade que lhe vem de ser o mais profundo pensamento de toda a criação poética, em especial da tragédia.

    📝 Assinatura de posse.