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  • Assim Falava de Zaratustra de Nietzche

    Assim Falava de Zaratustra

    Nietzche

    10,00 

    Assim Falava de Zaratustra de Nietzche.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1985, 368 págs. B.

    A terrível força vital que se desprende de cada uma das páginas escritas por Nietzsche, continua ainda hoje a influir nos caminhos do pensamento contemporâneo. Desde que em Assim Falava Zaratustra foi enunciada a teoria mística do «super-homem», grande parte do pensamento europeu não fez outra coisa que não fosse procurar afirmar na realidade a visão fantástica do filósofo alemão. Na verdade, se examinarmos o quadro evolutivo da poesia europeia (e mundial), é o super-homem que encontramos a latejar em cada verso, um super-homem nietzscheano na sua essência, mas que não consegue encontrar a musculatura e o sistema nervoso mais adaptados à sua função. É este terrível desencontro ocorrido na poesia que devemos alargar às outras formas de pensamento, para podermos desenhar o gráfico da influência exercida por Nietzsche.

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  • Terra Fria de Ferreira de Castro

    Terra Fria

    Ferreira de Castro

    6,00 

    Terra Fria de Ferreira de Castro
    Guimarães & Cª Editores. Lisboa, s.d.,

    Publicado originalmente em 1934, Terra Fria suscita, desde logo, o entusiasmo da crítica («não se pode duvidar, cremos bem sinceramente, de que muitos portugueses o hão-de ler amanhã, e depois, e depois…»), vindo a ocupar um dos lugares cimeiros do universo ficcional de Ferreira de Castro e na literatura portuguesa do século xx.

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  • Emigrantes de Ferreira de Castro

    Emigrantes

    Ferreira de Castro

    5,00 

    Emigrantes de Ferreira de Castro.
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 304 págs. B.

    Uma obra prima do realismo social, Ferreira de Castro narra a desventura de um emigrante português, analfabeto de Oliveira de Azeméis, que se endivida para partir para o Brasil. As promessas brasileiras nunca se concretizam, é explorado e chega a envolver-se vagamente em movimentos políticos.

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  • Utopia de Tomás Morus

    Utopia

    Tomás Morus

    6,00 

    Utopia de Tomás Morus.
    Guimarães Editores. Lisboa, 2003, 172 págs. B.

    Mais de 500 anos após a sua publicação, Utopia mantém o seu fascínio intacto e continua a desafiar e a iluminar milhares de leitores em todo o mundo. No prefácio a esta edição, Francisco Louçã refere que se trata de «um inventário crítico devastador dos costumes e dos poderes, marcado pelo desejo de um mundo melhor. Esta obra desafia as convicções e as tradições.»

    Ao descrever a sociedade perfeita, forjada com base na razão humana, Thomas More recorre ao princípio da racionalidade política, por um lado, mas, por outro, alimenta-se da imaginação e da fuga para um mundo irreal. Nesta ilha não há propriedade privada, os governantes são escolhidos pelo voto popular, existe o direito ao divórcio e à eutanásia, os hospitais são gratuitos e a liberdade religiosa é uma realidade.

    Inspirada nos ideais socráticos e platónicos, esta obra revelou-se extraordinariamente importante ao longo dos anos, e a sua influência continua a fazer-se sentir. Basta dizer que o vocábulo «utopia», que significa «nenhures», em grego, passou, desde então, a designar um lugar ou uma sociedade com uma perfeição impossível de atingir.

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  • Iniciação Filosófica de Karl Jaspers

    Iniciação Filosófica

    Karl Jaspers

    6,00 

    Iniciação Filosófica de Karl Jaspers.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1972, 203 págs. B.

    Uma introdução aos conceitos fundamentais da filosofia, explorando as ideias e pensadores que moldaram o pensamento ocidental. É uma obra que busca incentivar a reflexão filosófica e fornecer as bases para uma compreensão mais profunda da filosofia.

     

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  • Máscaras, As

    Máscaras, As

    Maria, Rainha da Roménia

    6,00 

    As Máscaras de Maria, Rainha da Roménia.
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 212 págs. B.

    Maria de Saxe-Coburgo-Gota (1875–1938), neta da rainha Vitória e do czar Alexandre II, casou-se em 1893 com Fernando I da Roménia, tornando-se rainha em 1914. Destacou-se na Primeira Guerra Mundial pelo apoio à causa aliada e pelo trabalho humanitário. Foi figura influente na modernização da Roménia e na diplomacia europeia. Após a morte do marido, retirou-se da vida pública e morreu no castelo de Pelişor.

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  • Erro Próprio

    Erro Próprio

    António Maria Lisboa

    30,00 

    Erro Próprio de António Maria Lisboa.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1962, 87 págs. B.

    Na obra de António Maria Lisboa (como na literatura surrealista de um modo geral) a distinção entre poemas e manifestos revela-se artificial, dado o recurso em ambos os discursos a uma linguagem de tipo metafórico, metaforismo que, para Fernando J. B. Martinho (op. cit., 1996, p. 62), “não é senão a face visível da impossibilidade, numa prática literária como a de António Maria Lisboa, de restringir o pensamento, o inteligível aos manifestos e o sensível aos poemas”, sendo que tanto a reflexão poética e filosófica podem estar presentes no poema, como o texto argumentativo pode evoluir, sem transição, para o registo poético. Considerado um dos principais manifestos do surrealismo, e situado no ponto de chegada de várias polémicas e ataques entre os grupos surrealistas, o Erro Próprio de que nos fala António Maria Lisboa é o erro surrealista, o equívoco sobre o que deve ser o surrealismo, sobre o caminho que o surrealismo deveria ter tomado. Ora, para António Maria Lisboa, o erro não reside em ter enveredado por uma ou outra perspetiva, mas em os surrealistas não terem visto que “qualquer que seja a conduta humana não é falsa nem verdadeira”, e que a essência mesma do surrealismo é a sua absoluta liberdade: “posto a funcionar, [depressa] se criaram as diversas cores Surrealistas (sem no entanto negar os seus princípios… claro!) e de tal forma, e tanto mais feroz, que o Movimento ou passa a ser a cauda dum Pontífice Inadmissível ou cai na ofensa e na querela inútil do EU SOU tu não és, a não ser que outro caminho se tenha adivinhado. E de facto assim foi: LIVRE, nem mesmo um agrupamento de indivíduos Livres pode estar ligado Umbilicalmente. […] o Compromisso do Poeta é com o AMOR e o ato um ato LIVRE no TEMPO-ÚNICO!” (p. 37).

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  • Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões de António Telmo.

    Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões

    António Telmo

    7,50 

    Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões de António Telmo.
    Guimarães Editores. Lisboa.

    (…) Empregámos a palavra maniqueismo como um sinal da gnose camoneana, não no sentido de corrente espiritual fundada pelo persa Mani. Poderíamos ter escrito «cátaros» ou «priscilianistas», em vez de «maniqueus». Este último termo é mais popular e é, sobretudo, à volta dele que se cristalizam as opiniões.

    Desculpe-se o título do livro com a sua sugestão de uma aventura de piratas, mas se soubermos transpor aquilo que é imediatamente nele dado para o plano das significações, o plano onde as imagens são para além de si, a sugestão infantil tornar-se-á acutilante, logo capaz de se cruzar dolorosamente com os problemas dos homens (…).

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Climas

    Climas

    André Maurois

    5,00 

    Climas de André Maurois
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 243 págs. B.

    Philippe, um industrial introvertido, relata à segunda esposa a frustração do seu primeiro casamento com Odile, jovem frívola e suspeita de infidelidade. Anos depois, Isabelle confessa no diário o fracasso com Philippe, que a trata com a mesma crueldade e egoísmo que ele sofrera antes. Em Climas, André Maurois retrata a instabilidade humana e as contradições do casal. A sua obra-prima mostra a inútil busca de uma felicidade perfeita no amor.

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  • Batalha nas Sombras de Manuel Ribeiro.

    Batalha nas Sombras

    Manuel Ribeiro

    10,00 

    Batalha nas Sombras de Manuel Ribeiro.
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 290 págs. B.

    Este interessante romance de costumes decorre em Beja, no Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição.

    📝 Assinatura de posse.
    📕 3ª Milhar.

  • Meninos de Ouro de Agustina Bessa-Luís

    Meninos de Ouro, Os

    Agustina Bessa-Luís

    7,50 

    Meninos de Ouro de Agustina Bessa-Luís.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1984, 315 págs. B.

    «Esse homem fatal, José Matildes, é, a dado passo, definido como um Orfeu, dividido entre o resgate e a dissolução. Mas aonde regressará, e o que é que o desfaz? O caso amoroso com Marina certamente não o define no domínio moral, mas apenas no campo político. É por causa de Marina que José faz política, anda com ela ao lado como nas campanhas eleitorais, como se a conjugalidade fosse um comício. José é perspicaz, mesmo quando não se apercebe disso. Entendeu que os portugueses se desiludiram com a Revolução, que não foi apenas a libertação de um jugo mas uma promessa infundada de felicidade. Como escreve Agustina, o simbolismo afectivo da Revolução fracassou, e isso activou o velho fundo messiânico. Quem encarna esse Sebastião de gravata é José Matildes, príncipe de cortesia algo tensa, democrata sofista, jogador sem vícios. Ousado sem ser original, José detesta compromissos, cedências, afasta os aliados, seduz os adversários. Não é essencialmente um governante, nem um tribuno, é alguém que carrega uma angústia, que se sente culpado sem ter feito nada de mal, que vê os obstáculos como castigos.»

    📕 5ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • António Nobre de Albino Forjaz de Sampaio

    António Nobre

    Albino Forjaz de Sampaio

    10,00 

    António Nobre de Albino Forjaz de Sampaio.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1931, 127 págs. B.

    Ensaio biobibliográfico dedicado ao Poeta do Só, estimado por uns, denegrido por outros, porquanto, nem sempre as opiniões do seu autor enfileirarem no juízo crítico positivo que é feito à obra de António Nobre.

    “(…) António Nobre foi um moço rico, inteligente e é um poeta excelente se considerarmos como um caso isolado, único, original, por isso mesmo não destituído de interesse. Outra é a nossa opinião se o analisarmos, ou compararmos, o considerarmos como um poeta que influiu na turba e pesa nefastamente na multidão. Com um poeta para ler sem maior cuidado está bem. Com poeta para ter altar, embora lateral, no culto literário, achamos mau. (…) Se detidamente analisarmos o que é o , veremos que o  e ele apenas. É a infância de Anto, as misérias, a suas superstições, a tísica. Livro de carpideira de não de apetrechada manha, nada tem de miguelanjices com que lhe atribuem. É um livro pessoal, uma autobiografia, um desabafo inverso.”

    📕 2ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Mar Novo de Sophia de Mello Breyner Andresen

    Mar Novo

    Sophia de Mello Breyner Andresen

    80,00 

    Mar Novo de Sophia de Mello Breyner Andresen.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1958, 77 págs. Encadernado.

    Um dos mais notáveis e invulgares livros da autora, figura singular da poesia portuguesa contemporânea. Inserido na colecção Poesia e Verdade.

    ✍🏻 Edição assinada pela autora.
    ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Casa de Bonecas de Enrique Ibsen

    Casa de Bonecas

    Enrique Ibsen

    10,00 

    Nora vive o sonho burguês do final do século XIX: casada com um quadro superior num banco, tem 3 filhos e vive uma vida desafogada. No entanto, esconde um segredo que, se descoberto, pode destruir este idílio e atirá-la para as mãos da justiça, condenando assim a família à desgraça. O terror anunciado chegará através de um homem sinistro, impondo uma revolução indesejada, mas inevitável, na vida e na consciência desta mulher.



    Levada à cena pela primeira vez em 1879, Casa de Bonecas chocou a sociedade da época pela exploração realista que faz do lugar da mulher na sociedade e na família, e pela denúncia da falsa moralidade que lhe é imposta. A discussão em torno da ação transbordou dos palcos para os jornais e salões da época e confirmou Ibsen, obreiro de uma extraordinária modernização do teatro, como um dos dramaturgos mais influentes da literatura ocidental.

  • Esta é a Minha História

    Esta é a Minha História

    Judith Navarro

    7,50 

    Esta é a Minha História de Judith Navarro.
    Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 264 págs. B.

    Em Esta é a Minha História, a autora combina ficção e realismo, criando um retrato da vivência feminina e do carácter da mulher portuguesa no século XX.

    📕 2ª Edição.
    📝 Assinatura de posse.

  • Flores

    Flores

    José Duro

    10,00 

    Flores de José Duro.
    Guimarães Editores. Lisboa, 1931, 30 págs. B.

    José Duro (1875–1899) teve uma vida breve e boémia, marcada pela influência de autores como Baudelaire, Poe, Cesário Verde e António Nobre. Frequentou a Escola Politécnica de Lisboa e começou a publicar discretamente em 1896, com Flores. O seu único livro, Fel, foi publicado pouco antes da sua morte por tuberculose. Esta obra reflete uma forte carga de angústia, decadência e desespero, revelando uma poesia marcada por sentimentos sombrios e intensos. As opiniões sobre o seu valor literário dividem-se: há quem o coloque ao nível de grandes nomes como Cesário Verde, e quem lhe negue originalidade. Apesar de não ter tido tempo para amadurecer como poeta, Fel é considerado um testemunho humano profundamente pungente.

    📕 2ª Edição.
    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.