Ressurreição é o último dos grandes romances de Lev Tolstói. Conta-nos a história de um príncipe russo, Dmítri Nekhliúdov e de uma jovem empregada doméstica, Máslova, que ele seduziu no passado, com consequências dramáticas para esta, que acaba por cair na prostituição, por ser acusada de um crime que não cometeu e por ser enviada como prisioneira para a Sibéria. Tolstói constrói aqui uma narrativa de grande intensidade psicológica, dominada pela visão que tem da redenção e do perdão inerentes ao amor, que é ao mesmo tempo uma descrição panorâmica e incisiva da vida social da Rússia czarista de finais do século XIX e uma crítica sarcástica às injustiças sociais, ao sistema judicial e ao regime russo.
A Mulher e o Prazer de Gilbert Tordjman. Círculo de Leitores. Lisboa, 1988, 368 págs. E.
Ora, a sexualidade das mulheres, complexa, plural e subtil, nunca poderia identificar-se pura e simplesmente com a do homem, embora possamos encontrar similitudes espantosas no plano fisiológico. Ao longo dos tempos, a sexualidade feminina foi modelada pelas condições culturais, pelo estatuto social, pelas estruturas económicas e políticas, que lhe impuseram uma variabilidade de expressão muito grande no tempo e no espaço. – in Prefácio.
Paixões Pelo Café de Patricia McCausland-Gallo. Círculo de Leitores. Lisboa, 2008, 175 págs. E. Il.
A palavra café deriva da cidade de Kaffa, onde teve a sua origem. Lendas do Médio Oriente falam de uma bebida escura que inspira amor e lealdade cura os doentes, dá força a quem está exausto e permite longas noites de oração. Este fruto vermelho, brilhante e chamativo é o protagonista da nossa história. Uma história real de muitos trabalhadores apaixonados por uma terra, por um cultivo e por um pequeno arbusto que, várias vezes por ano, lhes oferece, como símbolo da sua fraternidade, o pequeno fruto do café. Em Paixão pelo Café, Patricia McCausland-Gallo rende tributo a esse fruto com receitas reconfortantes para todos os momentos do dia. Aqui poderá encontrar bebidas clássicas e sofisticados pratos que combinam sabores típicos da América Latina com o maravilhoso aroma do café. Atreva-se a experimentar o café em inovadoras preparações, e descubra de novo o encanto do sabor que conquistou o mundo!
Autobiografia Política de Aníbal Cavaco Silva. Círculo de Leitores. Lisboa, 2002. 351 págs. E.
«Este livro não é uma história ou um trabalho sobre a actividade dos Governos a que presidi. É apenas a minha autobiografia política. Em relação ao meu tempo de primeiro-ministro, falo sobre o que se passou comigo, a minha própria acção, episódios em que participei, as minhas convicções e atitudes, como vi os problemas, quais os sentimentos que me atravessaram…»
Kira Georgievna de Victor Nekrassov. Círculo de Leitores. 1974. 169 págs. E.
«Após três ou quatro copinhos, começou-se a discutir questões de arte; e a discussão girou sobre diversos argumentos, até que se fixou neste: se se pode considerar realmente obra de arte um romance ou um conto não publicados. As opiniões estavam bem definidas; uns diziam que sim, outros diziam que não; cada qual usava vasta argumentação para defender a sua tese. A opinião mais persuasiva – pelo menos assim parecia – era a de Kira Georgievna. Pois não valia o mesmo que um conto fosse publicado ou ficasse manuscrito num caderno escolar? Existia, tinha surgido, nascera, isso bastava! Quantas pessoas viessem a lê-lo, era coisa que pouco importava. Podia até ter um só leitor, que fosse o próprio autor! O importante é que tivesse sido escrito.» (Excerto).
Domingo de Ramos de Clara Pinto Correia. Círculo de Leitores. 1994. 247 págs. E.
Romance sobre a juventude da Revolução de Abril e a sua evolução.
Reflexões e memórias no reencontro entre dois adultos, após 20 anos, aquando do nascimento a Sofia de uma bebé em 25 abril de 1994 em que por coincidência o médico obstetra é o antigo amigo e apaixonado Mário Rosa.
Nos três livros (Lírica de João Mínimo, Fábulas e Contos, Odes Anacreônticas) em que se divide a LÍRICA estão as três primeiras épocas da existência do mancebo. As impressões e aspirações da infância que desponta à puberdade, os instintos da glória, do amor e do patriotismo suspiram no primeiro livro, que se sente escrito no sossego da casa paterna à repousada sombra das faias e das laranjeiras da sua ilha no meio do Atlântico,” e logo depois às margens clássicas do Mondego, nas horas vagas dos estudos superiores. O segundo livro é nova era para o poeta e para o patriota. Alceu imberbe, tribuno de dezasseis anos, levanta-se com a revolução, destitui todos os ídolos velhos, e não canta senão hinos à liberdade. O profundo sentimento monárquico lá ressumbra todavia sempre dos mais exaltados cantos com que se insurge a sua musa revolucionária. Vê-se que, apesar de todo o impeto que leva essa carreira, jamais há-de precipitá-lo na anarquia. O irreconciliável inimigo dos déspotas e dos hipócritas não há-de ser nunca o amigo dos demagogos, nem blasfemará jamais contra Deus e contra a religião em nome da liberdade que adora como emanação do seio divino.
Em Outubro Será Tarde de Fred Hoyle. Círculo de Leitores. 1987. 224 págs. E.
O famoso cientista John Sinclair e seu velho amigo de escola Richard, um compositor célebre, estão desfrutando de uma expedição de escalada nas Highlands escocesas quando Sinclair desaparece sem deixar vestígios por treze horas. Quando ele ressurge sem explicação para seu desaparecimento, ele sofreu uma alteração estranha: uma marca de nascença nas costas desapareceu. Mas eventos mais estranhos ainda estão por vir: as coisas são normais o suficiente na Grã-Bretanha, mas na França é 1917 e a Primeira Guerra Mundial está em fúria, a Grécia está na Idade de Ouro de Péricles, a América parece ter revertido para o século 18, e Rússia e China são milhares de anos no futuro.
Nesse cenário macabro de esferas de tempo coexistentes, os dois jovens arriscam suas vidas para desvendar a verdade. Mas a verdade está na mente de quem vê, e quem pode dizer qual dessas linhas do tempo é a ‘real’? Em outubro, o primeiro é tarde demais (1966), o astrofísico mundialmente famoso Sir Fred Hoyle (1915 a 2001) explora conceitos fascinantes de tempo e consciência na forma de uma emocionante aventura de ficção científica que está entre as melhores.
Sentimentos e emoções constituem um mundo que tem tanto de fascínio como de ambiguidade. Um mundo feito de conflitos, desejos, medos, sonhos, dúvidas e, acimda de tudo, interrogações:
Eu Bem Vi Nascer o Sol de Alice Vieira. Círculo de Leitores. Lisboa, 1994, 160 págs. E.
Estamos perante uma selecta de poemas da tradição oral destinada aos mais pequenos. Razão por que a escolha privilegia o folclore rimado infantil, não deixando, porém, de incluir romances tradicionais (como “A Nau Catrineta”, “O Conde Torres”, “O Conde Nilo” e “A Condessinha”), canções e outras poesias de origem popular sem destinatário específico. Selecção ampla que procurou abranger uma considerável diversidade de géneros e que foi efectuada com base num razoável número de recolhas de estudiosos da nossa literatura popular, as quais aparecem referenciadas no final.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 👨🏻🎨 Ilustrações de Catarina da Fonseca.
Napoleão de Ernesto Ferrero. Círculo de Leitores. Lisboa, 2002, 292. E.
Prémio Strega (o mais importante dos prémios literários italianos) em 2000, este livro relata os dez meses que Napoleão Bonaparte passou na ilha de Elba até ao seu regresso a França, onde os Bourbons haviam chegado ao poder.
Napoleão, idolatrado por uns, odiado por outros. Amado e seguido por centenas de milhar de franceses que por ele, e com ele, dariam a vida. Pela liberdade. Pela igualdade. Pela fraternidade. Pela França.
“Este ‘N – Napoleão’ é um dos melhores livros do ano.”
Zahir de Paulo Coelho. Círculo de Leitores. Lisboa, 2006, 316 págs. E.
O Zahir conta a história de um escritor de sucesso com uma vida confortável e um casamento estável; um homem satisfeito.
Até que, sem qualquer motivo ou explicação, Esther, a sua mulher, desaparece. Este acontecimento inexplicável leva-o a repensar toda a sua vida e tudo aquilo a que dava valor. Pouco a pouco, a sua necessidade de compreender o sucedido transforma-se numa obsessão. Uma obsessão que o leva a partir numa viagem para se reencontrar com Esther… e consigo próprio.
O seu estilo fluido e cativante faz de O Zahir, uma das obras mais reveladoras de Paulo Coelho, uma reflexão autêntica e ponderada acerca do amor, da liberdade e do destino.
Gigante Milenário de Caroline Blunden. Círculo de Leitores. Lisboa, 1992, 230 págs. E. Il.
Em termos de continuidade de cultura, a China é a mais antiga civilização viva do Mundo e é uma das grandes potências internacionais dos nossos dias. Para tirar algum sentido do seu complexo presente, é essencial uma precisa e bem focada compreensão do seu passado.
As Profecias Maias de Gerald Benedict. Círculo de Leitores. Lisboa, 2011, 176 págs. B.
Os Maias previram a emergência do Cristianismo, a ascensão de Hitler ao poder… e o fim do Mundo como o conhecemos em 2012. Confirmar-se-á, a 21 de Dezembro, a previsão indicada pelos sofisticados calendários maias? Será essa a data do apocalipse, ou o princípio de uma nova era de ouro para o ser humano?
A Camareira Real de Claude Pujade-Renaud. Círculo de Leitores. Lisboa, 1998, 318 págs. E.
Duas mulheres que nunca se viram cruzam-se uma noite de Dezembro numa praça-forte em Castela. Uma, Ana Maria de la Trémoille, princesa dos Ursinos, com um poder imenso junto do rei Filipe V de Espanha, veio receber a outra, Isabel Farnese, a nova esposa do soberano, com quem casou por procuração. A noite, a neve, uma escolta, uma carruagem onde é preciso entrar à pressa e que rola a toda a velocidade em direcção a França: em poucos instantes de um encontro sem testemunhas, a nova rainha fez saber a Ana Maria dos Ursinos que caíra em desgraça.
Berços da Civilização de Annette Carter. Círculo de Leitores. Lisboa, 1996, 128 págs. E. Il. Enciclopédia Ilustrada da Humanidade | 5
A Enciclopédia Ilustrada da Humanidade apresenta as últimas descobertas de duzentos académicos e cientistas espalhados por todo o mundo. Cada volume contém mais de meia centena de fotografias a cores e dezenas de ilustrações, diagramas e reconstruções.
O resultado é uma história épica da evolução humana ao longo de quatro milhões de anos, desde a origem da espécie até um estudo sobre a vida dos povos tradicionais do mundo moderno.
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