Que mulheres são bonitas e quem decide o que é belo? Estas perguntas tão simples levaram gerações de filósofos, estetas e artistas à elaboração de grandes teorias sobre o ideal e a imitação, o belo e o sublime, a beleza natural ou artificial. Uma vista de olhos sobre os ideais de beleza do corpo feminino de épocas passadas chega porém para nos mostrar como as nossas representações são fugazes e mutáveis.
Os capítulos e os quadros deste livro contam a história da beleza das mulheres, que começa com as medidas do corpo ideal na Antiguidade. Cada época interpretou este ideal à sua maneira: os quadros mostram o que os seus contemporâneos consideravam um corpo ou um rosto bonitos. As opiniões sobre a naturalidade ou a maquilhagem também foram mudando. Enquanto as camadas de pó eram obrigatórias na sociedade do século XVII, depois da Revolução Francesa deu-se o regresso a uma simplicidade que se manifestou numa maquilhagem despretensiosa, vestidos largos e singelos e penteados juvenis. A mudança verificou-se também tanto nos penteados como na preferência por determinadas cores de cabelo. E claro que aconteceu o mesmo no que diz respeito ao vestuário: crinolinas largas, vestidos pesados, corpetes, tecidos e acessórios. O último capítulo, que ilustra a lenta aproximação da água até à invenção da casa de banho privada, mostra como a moda influenciou a redescoberta do banho.
As Areias do Tempo de Sidney Sheldon. Círculo de Leitores. Lisboa, 1989, 311 págs. D.
Espanha. Terra de paixões eternas, das paisagens infinitas… e de incessante derramamento de sangue.
Que poderão ter em comum quatro freiras vindas de um dos mais restritivos conventos cistercienses e um grupo de terroristas bascos?
Nada, aparentemente. Mas quando um impiedoso perseguidor comum os junta numa fuga desesperada, tudo pode acontecer…
Uma história poderosa e sensual na ardente Espanha dos anos 70, povoada dos fantasmas da guerra civil, dos fantasmas dos ódios, dos fantasmas de Guernica…
“Neste volume de Portugal, Vinhos — Cultura e Tradição vamos descobrir um território marcado culturalmente pelos fenícios, pela romanização e mais tarde pela presença árabe desde os Castelos de Palmela, Sesimbra e Álcacer do Sal, na península de Setúbal, até Mértola no Baixo Alentejo. (…) No plano da produção de vinho, para além dos lagares de granito onde provavelmente se fabricava também o azeite, a sul do rio Tejo ainda hoje se utilizam as ânforas de barro para a fermentação do mosto, nomeadamente em Vila de Frades, na Vidigueira. (…) Neste tomo damos particular relevância à influência romana no nosso processo civilizacional, sobretudo no Alentejo (…) Acompanhamos as rotas do pão, do azeite e do vinho que remonta à época romana, desde a cidade de Ammaia, no Marvão, à villa de São Cucufate, na Vidigueira. Eugénio de Andrade e Fialho de Almeida desvendam-nos o seu Alentejo, onde os monges da Caruxa se instalaram, em Évora, e Soror Mariana Alcoforado escreveu as suas cartas no Convento da Conceição, em Beja.”
Estão entre dois fogos». São «a geração sanduíche. Provavel mente, estas são as expressões que melhor definem a idade madu ra. O homem e a mulher de meia-idade encontram-se enredados nos seus conflitos interiores. Perdida está a ilusão de que ainda po dem fazer tudo na vida e que viverão eternamente. Estão a atra vessar as mudanças físicas e psicológicas próprias do envelhecimen to e nem sempre lhes agrada aquilo em que se estão a tornar. Toda a vida trabalharam duramente. Estão desejosos de terem um pou co de tempo para si. Contudo, é com algum desalento que se vêem verdadeiramente «ensanduichados pelas necessidades e proble mas, quer dos filhos em crescimento, adolescentes ou jovens adul tos à procura de independència, quer dos seus pais, à medida que estes, ao invés, se vão tornando mais dependentes. As pessoas de meia-idade sentem-se igualmente pressionadas porque tentam, ao mesmo tempo, estar disponíveis para o companheiro e dar resposta às exigências da profissão. E, à medida que se envolvem numa luta corpo a corpo com estas realidades, frequentemente se questionam acerca do sentido da vida.
No centro de todos os momentos decisivos da História estão as pessoas. Quer sejam indivíduos, ou grupos específicos ou nações, as grandes figuras da História surgem por vezes a partir de um simples acontecimento fortuito ou de alterações mais vastas que abalam a sociedade. Estas pessoas deram um contributo significativo para o desenvolvimento do mundo, tal como hoje o conhecemos. Oriundos de áreas como a religião, a política ou a ciência, o poder suas convicções, filosofias ou criatividade moldou as sociedades através das dos séculos. A História é um assunto vivo; certas figuras que estão hoje vivas serão as grandes figuras da História de amanhã.
A consciência de um século XIX aberto e moderno, de um século de progresso e civilização começa a desenhar-se com a revolução de sensibilidades do romantismo.
Mas é uma revolução essencialmente urbana e radica-se nas metrópoles de Lisboa e Porto.
A Noite e o Riso de Nuno Bragança. Círculo de Leitores. Lisboa, 1985, 239 págs. E.
A Noite e o Riso, primeiro romance de Nuno Bragança, afirma-se como uma obra decisiva da modernidade literária portuguesa. Publicado em 1969, conjuga linguagem poética, experimentação formal e traços de surrealismo, dialogando com as experiências do nouveau roman francês. Trata-se de um romance de formação, onde a ironia funciona como princípio estruturante do percurso de crescimento e aprendizagem do protagonista.
1989: Pânico na Bolsa de Paul Erdman. Círculo de Leitores. Lisboa, 1987, 285 págs. E.
Paul Mayer, um dos principais especialistas mundiais em problemas bancários, agora numa semi-reforma na Universidade de Georgetown, em Washington, é chamado de novo à actividade pelo presidente do Fundo da Reserva Federal. Está-se em Dezembro de 1988 e o mandato do presidente Reagan aproxima-se do fim, enquanto o novo presidente eleito, um democrata, aguarda a tomada de posse. Apesar do dólar se encontrar bem valorizado, há um crescente ambiente de apreensão em Washington. Surgem especulações acerca do segundo maior banco da América se encontrar com problemas e Mayer é enviado para Londres para descobrir se os rumores são verdadeiros.
O sexo pode ser mágico expressa algo que mais nada pode expressar, e está no centro de uma relação feliz e apaixonada. Ler A Magia do Sexo é efectuar uma viagem de descoberta… que explora os nossos pensamentos e sensações mais íntimos e ajudará o casal a introduzir essa magia na sua vida amorosa.
DESDE O NASCIMENTO DO PLANETA AD MUNDO COMPLEXO DO SÉCULO XXI, EIS UM MUNDO DE INFORMAÇÃO Conciso embora extremamente abrangente, este levantamento dos conceitos mais importantes da humanidade é a grande obra de referência para as mentes curiosas. O Livro do Conhecimento: Tudo o Que Precisa de Saber para Sobreviver no Século xe apresenta milhares de anos de pensamento e de conquistas, explica como se encontra ligados e porque são importantes, e reúne tudo num único e elegante volume.
Está organizado em dezassete capítulos vastamente ilustrados, complementados por caixas informativas, remissões e barras laterais. Seja lido de seguida ou consultado por temas, o resultado é um olhar rápido ao passado, ao presente e ao futuro.
Todo o livro é, sobretudo, uma descoberta do eu que mergulha através das constantes modificações oferecidas pelo tempo e pelo mundo, dividido em quatro partes, que se encadeiam mais logicamente do que à primeira vista parece. Na primeira parte, designada por “As Delícias de Cambrai”, o autor propõe-nos um breve romance de juventude, inacabado e…
Livro do Riso e do Esquecimento de Milan Kundera. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1986, 215 págs. B.
O Livro do Riso e do Esquecimento é uma narrativa entrecortada de erotismo e imagens oníricas. Em sete partes aparentemente autónomas, o autor lança um olhar agudo e amargo sobre o quotidiano da República Checa após a invasão russa de 1968: as desilusões da juventude, a desorientação dos intelectuais, a prepotência dos líderes políticos, tudo converge para o esquecimento, imposto ou voluntário, individual ou coletivo.
Como em A Insustentável Leveza do Ser, o mais famoso romance do autor, Kundera articula de forma admirável, muitas vezes invisível, o destino individual dos personagens e o destino coletivo de um povo, a vida ordinária de pessoas comuns e a vida extraordinária da História.
Monge de Cister de Alexandre Herculano. Círculo de Leitores. Lisboa, 1986, 2 vols. E
Romance histórico, de Alexandre Herculano, esboçado em 1840, mas publicado oito anos depois, que constitui o segundo volume do Monasticon, retomando, portanto, a problemática ético-religiosa do celibato que já inspirara Eurico, o Presbítero. A intriga, que decorre no reinado de D. João I, em pleno período de convulsões políticas, gira em torno de Frei Vasco, um cavaleiro que se fez monge, mas em quem o hábito não apagou os sentimentos de ódio e de vingança, movido por um duplo desiderato: castigar o seu rival, Lopo Mendes, que desposara a sua amada, Leonor, durante a sua ausência, e vingar a honra de seu pai e de sua irmã, Beatriz, ultrajados por um cavaleiro que se lhes apresentara sob uma falsa identidade.
Obra típica da criação camiliana, cujo herói é o amor. Retrato de mulher; retrato de uma época.<
A fidelidade recompensada, a dignidade da espera sem esperança-Chaves de um enevoado enredo camiliano.
Camões de Almeida Garrett. Círculo de Leitores, 1984, 394 págs. E.
A obra «Camões» de Almeida Garret é um poema lírico-narrativo, escrito provavelmente durante o primeiro exílio do escritor e é considerada a primeira obra romântica da história da literatura portuguesa. O tema desta obra é a vida de Luís de Camões, em particular, os momentos em que Camões escreveu «Os Lusíadas».
Poema lírico-narrativo, datado do primeiro exílio de Garrett, em 1826, que aborda um episódio lendário da história nacional relacionado com a época evocada no título (D. Branca ou a conquista do Algarve): a história de amor infeliz entre a infanta D. Branca e o rei mouro Aben-Afan. Repudiando a mitologia greco-latina e druídica em favor do “maravilhoso” popular nacional, Garrett terá pretendido, como confirma numa nota à “Memória ao Conservatório Real”, de 1844, escrita a respeito do Frei Luís de Sousa, convidar os jovens escritores a “entrar por sua antiga história a descobrir campo, a colher pelas ruínas de seus tempos heroicos os tipos de uma poesia mais nacional e mais natural”. D. Branca, a par do poema Camões, publicado um ano antes, é considerada uma das obras fundadoras do gosto romântico na literatura portuguesa.
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