Távola Redonda de João Bigotte Chorão [Pref.]. Contexto. Lisboa, 1989, 172 págs. B
Edição facsimilada dos 20 números originalmente publicados entre 1950 e 1954, nos quais colaboraram António Manuel Couto Viana, Fernanda Botelho, Luiz de Macedo, David Mourão Ferreira, Sebastião da Gama, e Sophia de Mello Breyner, entre muitos outros.
Castriana: Estudos Sobre Ferreira de Castro e a sua Geração de Ricardo António Alves. Centro de Estudos Ferreira de Castro. Ossela, 2002, 207 págs. B.
A revista Castriana – Estudos sobre Ferreira de Castro e a Sua Geração quer responder à necessidade – sentida por muitos dos que estudam o autor de A Selva – de um lugar de debate que divulgue e aprofunde as diversas abordagens que o corpus castriano suscita. Sem idolatrias nem amesquinhamentos – deles nos podemos todos queixar ao longo das últimas décadas queremos que a Castriana seja um fórum privilegiado duma discussão incessante, viva, inteligente e objectiva vivacidade, inteligência, objectividade e competência que merece um legado ímpar na literatura e na cultura portuguesas do século XX.
Política Internacional 5 de João Ferreira de Sousa [Dir.]. CIDEC. Lisboa, 1992, 133 págs. B.
A Comunidade Europeia entrou num novo período de turbulência. Num ano difícil, em que os efeitos da recessão económica se conjugam com as incertezas decorrentes dos acontecimentos do Leste, o debate acerca do Tratado de Maastricht tem revelado as reticências de uma parte da opinião pública europeia ao aprofundamento da integração. O resultado do referendo na Dinamarca não fez mais do que confirmar a capacidade de que dispõem hoje as heterogéneas coligações anti-Maastricht para per- turbarem o processo de ratificação do Tratado.
Toucador: Periódico sem Política de Almeita Garrett. Vega Gabinete de Edições. Lisboa, 1993, 127 págs. B.
É eesta a primeira reedição duma obra, hoje raríssima, escrita há cento e trinta e cinco anos, e do seu mesmo título parece evolar-se o indefinível aroma, a graça triste, das coisas esquecidas. Periódico sem política dedicado ås Senhoras portuguesas, «O Toucador, que tratava de modas, namoro, bailes, teatro, jogo, passeios e variedades, foi, cremos poder afirmá-lo, o primeiro jornal do género que se publicou em Portugal. Isto bastaria para justificar a reedição presente, que, todavia, para muitos olhos, não iria além duma curiosidade bibliográfica. Mas… aos seus versos, e não sabemos ao certo a que porção da sua prosa, está ligado o nome glorioso de Almeida Garrett, e aquele dom, que lhe era exclusivo, de valorizar e transfigurar tudo aquilo em que tocava a sua pena.
Persona de Arnaldo Saraiva. Centro de Estudos Pessoanos. Porto, 1977, 11 vols. B.
Revista literária de grande destaque no panorama cultural da vida portuguesa contemporânea, com inéditos de numerosos e consagrados autores para além de Fernando Pessoa, e estudos dos mais considerados autores portugueses e estrangeiros de hoje. Com numerosas reproduções de fotografias e de originais autógrafos. Colecção completa.
Exílio de Augusto Santa-Rita. Contexto Editora. Lisboa, 1982, 48 págs. B.
Revista surgida em abril de 1916, entre Orpheu (1915) e Portugal Futurista (1917), fundada por Augusto Santa-Rita, Pedro Meneses (pseudónimo de Alfredo Guisado), António Ferro e Cortes-Rodrigues, e que compreende as rubricas de Literatura, Música e “Sciencia, Philologia e Critica”. No âmbito da história do primeiro modernismo, esta revista corresponde a um momento de retração e de tentativa de criação de um espaço eclético que acolheria tendências literárias e ideológicas diversas. É assim que vemos no primeiro e único número, ao lado de Augusto Santa-Rita e de Pedro Menezes, de Fernando Pessoa ou de Cortes-
Camões: Revista de Letras e Culturas Lusófonas nº 9 e 10 de Abril-Setembro 2000.
O presente volume contém artigos de autores como, por exemplo, «Eça de Queirós, cônsul e escritor», por José Calvet de Magalhães; «Psicanálise de Eça de Queirós», por Pedro Luzes; «Tormes, o mais ‘alto sítio’ da geografia queirosiana», por A. Campos Matos; «A cultura músico-teatral na crónica e na ficção queirosianas: pistas para a definição de um perfil estético», por Mário Vieira de Carvalho; «Eça de Queirós e o Islão: questões do Oriente/questões do Ocidente», por AbdoolKarim Vakil
Athena – Revista de Arte de Fernando Pessoa [Dir.]. Contexto Editora. Lisboa, 1982, 205 págs. B.
Athena dirigida por Fernando Pessoa e Ruy Vaz, publicou colaboração em prosa e verso de Fernando Pessoa (original e traduzida) e seus heterónimos ‘Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro’, Henrique Rosa, Almada, António Botto, Mário de Sá-Carneiro, Raul Leal, Augusto Ferreira Gomes, Gil Vaz, Luis de Montalvor, Mário Saa, Cardoso Martha, Carlos Lobo de Oliveira, António de Séves, etc.
Com numerosas estampas impressas nas páginas de texto e em separado, reproduzindo algumas delas trabalhos de Almada Negreiros, Mily Possoz, Lino António, etc.
Edição facsimilada reproduzindo com os maiores cuidados a primeira, incluindo as capas da brochura. Desta edição faz parte um trabalho inédito de Teresa Sousa de Almeida intitulado ATHENA OU A ENCENAÇÃO NECESSÁRIA.
Pretendemos continuar a oferecer aos nossos leitores uma revista de qualidade gráfica acima da média, constituída em larga percentagem por histórias completas, embora sem abdicar das séries de continuação, seleccionadas, umas e outras, entre as obras dos melhores autores da actual BD europeia (e não só). E como qualquer revista deste género deve também contemplar uma função didáctica e informativa, recorremos a um criterioso grupo de colaboradores para satisfazer esse quesito.
As “Selecções BD, I Série” (1988-1991) tiveram como Director Orlando Campos; Director-Adjunto: Natália Severino; Director Artístico: Luís Macieira; Assistente Editorial Maria José Magalhães Pereira; Grafismo: Rui Campos e como colaboradores permanentes: Geraldes Lino; Miguel Duarte e Rui Garcia.
As “Selecções BD, I Série” (1988-1991) tiveram como Director Orlando Campos; Director-Adjunto: Natália Severino; Director Artístico: Luís Macieira; Assistente Editorial Maria José Magalhães Pereira; Grafismo: Rui Campos e como colaboradores permanentes: Geraldes Lino; Miguel Duarte e Rui Garcia.
As “Selecções BD, I Série” (1988-1991) tiveram como Director Orlando Campos; Director-Adjunto: Natália Severino; Director Artístico: Luís Macieira; Assistente Editorial Maria José Magalhães Pereira; Grafismo: Rui Campos e como colaboradores permanentes: Geraldes Lino; Miguel Duarte e Rui Garcia.
Ficções de Humor de Luísa Costa Gomes. Edição Tinta Permanente. Lisboa, 2003, 186 págs. B.
Este número fora de série da revista Ficções é dedicado ao conto humorístico. Nele se apresentam contos representativos de vários géneros de humor – de Boccaccio a Alexandre O’Neill e alguns contos humorísticos de autores como o Marquês de Sade ou Dostoievski, que não são conhecidos propriamente como humoristas. Temos, então, os grandes clássicos do humor inglês, Jerome K. Jerome, Saki e P. G. Wodehouse; temos o pai dos contistas americanos, O. Henry, inventor do conto curto contemporâneo com as suas histórias sempre com final inesperado; o também americano e popularíssimo James Thurber, criador da personagem Walter Mitty; Ring Lardner, jornalista desportivo e crónico do baseball; e o fresco Woody Allen dos anos setenta. Curiosamente, o nonsense aparece representado não por ingleses mas pelos autores franceses Raymond Queneau e Boris Vian, este último com o conto inédito em português A Festa-Surpresa de Léobille, uma orgia muito pouco ortodoxa. Inclui-se ainda um dos maiores humoristas de Espanha, hoje praticamente desconhecido em Portugal, Enrique Jardiel Poncela, o aclamado autor de Mas… Terá Alguma Vez Havido Onze Mil Virgens?; um conto bastante desconcertante do clássico húngaro Kosztolányi e um pequeno conto precioso do autor uruguaio Benedetti. A antologia fecha, e patrioticamente, com uma crónica-conto do nosso próprio Alexandre O’Neill, O Citadino Pipote.
Ficções 7 de Luísa Costa Gomes. Tinta Permanente. Lisboa, 2003, 127 págs. B.
Neste número da Ficções incluímos dois contos de Guy de Maupassant com uma particularidade curiosa: têm o mesmo título, La Peur (O Medo) e foram publicados em dois jornais, com dois anos de distância, em 1882 e 1884. Com uma estrutura similar, estas duas pequenas pérolas apresentam-se como declinações da paixão maior de Maupassant: o medo, protagonista de muitas das suas histórias. A tradução é de Ana Cardoso Pires. De Katherine Mansfield, História de Um Homem Casado, com tradução de Clara Rowland, é um texto inacabado mas de uma beleza e de um arrojo formal que fazem dele um marco importante na escrita contística. O mesmo e mais se poderá dizer da extraordinária novela de Robert Musil, A Portuguesa, com tradução de Maria Antónia Amarante. Tendo como pano de fundo uma Idade Média simbólica, A Portuguesa é um texto eminentemente moderno, fundado no contraste entre a construção alucinadamente detalhada das paisagens exteriores e as sombras vagas e suspensivas das paisagens interiores dos personagens. De Georges Perec, José Lima traduziu A Viagem de Inverno, delícia metaficcional que parece vir preencher o que terá ficado por explicar sobre a questão das influências literárias no século XIX… De Maria Ondina Braga, recentemente falecida, a Ficções retoma Estação Morta, conto que dá o título ao seu livro de 1980. E do jovem autor brasileiro André Ricardo Aguiar chegam-nos, de surpresa, os Pequenos Terremotos.
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