Desafios e Esperança é um desses raros achados. O Bispo John Tong, Bispo Auxiliar de Hong Kong e director do Holy Spirit Study Centre, escreveu um livro conciso e cativante, com base nas suas próprias experiências em primeira mão na Igreja Chinesa. Do sacerdote que viu na tortura da água a oportunidade para baptizar, à carta de uma religiosa de idade que escreve sobre os seus ideais e experiências como supe riora de um convento, o livro do Bispo Tong vai fasci nar, ensinar e tocar todos os que têm uma afinidade com esta Igreja sofredora do Oriente.
Jesus-Christo Vida da Alma de Columba Marmion União Gráfica. Lisboa, 1926, 446 págs. E.
As conferencias de que se compõe a presente obra são o fructo de muitos annos de reflexão e de oração. Foram feitas em cir cumstancias muito varias; o autor, porém, não tencionando publical-as, nunca as redigira por escrito. Alguns dos ouvintes, julgando que ellas poderiam fazer bem às almas, tinham tomado abundantes notas e pe diram ao autor licença para as imprimir. Taes quaes foram pronuncia das, com todas as imperfeições de uma improvisação feita numa lingua que não era a lingua materna do autor (1), não podiam ser entregues á publicidade.
«Então Jesus, cheio do Espírito Santo, partiu do Jordão e foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo demónio. E tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, teve fome. Aproximando-se, disse-lhe o tentador: «Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.»
Há pouco mais de um ano, Jean Egen publicava em Le Monde Diplomatique uma reportagem sobre Os Jesuítas na Hora da Contestação, que provocou as mais violentas controvérsias e que deu ao seu autor merecido renome e grande repercussão Internacional, especialmente nos meios religiosos e diplomáticos da Europa. Estudo neutral, que ao relatar factos não usa de nenhum fanatismo mas os aviva da necessária emotividade, o trabalho de Jean Egen constitui, na íntegra, o n. 4 da coleção A PAR DO TEMPO, lançada pela Editorial O Seculo. Demorando-se um pouco mais na análise à personalidade do Padre Arrupe, geral da Ordem, que entrevistou, o autor faz o retrato daquele que comanda hoje um exército de 30 mil jesuítas, espalhados por todo o mundo. Jean Egen procura responder, em suma, a perguntas tais como: o espírito contestatário que sopra na Igreja, insinuou-se na Companhia de Jesus. Alguns Jesuítas tomaram posições mais ou menos contrárias à obediência. Outros abandonaram a Ordem. Outros, ainda, foram expulsos. Haverá, realmente, motivos para alarme? Interrogado pelo cronista de Le Monde Diplomatique, o padre Arrupe argumenta: «A política não é o nosso mister. A nossa missão é religiosa. E essa missão dá-nos o direlto de intervir, onde quer que nos encontremos, ante uma situação Injusta ou desumana. Els, pois, uma afirmação do geral da Ordem, onde até a Contestação pode caber… Isso é o que Jean Egen se esforça por esclarecer através da sua interessante peregrinagem entre os Jesuítas da hora presente.
Histoire des Livres de l’ Ancien Testamet de L. Dennefeld. Libraire Bloud & Gay. França, 1929, 176 págs. E.
L ‘objet de cette étude n’est pas l’histoire de la littérature de l’Ancien Testament. Elle n’a pas pour but d’examiner un à un dans leur suite chronologique les livres sacrés des Juifs pour en faire connaître les auteurs, en dégager le contenu, en préciser l’intention et le genre litté raire, mais bien d’étudier l’histoire de ces écrits en tant qu’ils forment l’ensemble des documents inspirés et renferment la révélation accordée par Dieu aux hommes avant l’avénement du Christ. En face de ces Ecritures prises ainsi dans leur totalité, deux questions se posent. Premièrement celle de savoir quels sont exactement ces écrits. Le concile de Trente les a fixés au nombre de quarante-cinq. Cependant la Bible hébraïque actuelle n’en contient que trente-neuf et les Juifs ainsi que, à leur suite, les protestants rejettent comme « apocryphes » ceux qui ne s’y trouvent pas. Pour s’expliquer l’origine de cette différence et voir quelle est la liste exacte des livres inspirés, il faut se rendre compte des circonstances dans lesquelles le recueil des Saintes Ecritures s’est constitué et conservé.
A Filha de Sião e o Anúncio do Povo de Deus de M. Isidro Alves. Didaskalia. S.L., 1987. B.
A investigação teológica no campo da mariologia orienta-se hoje por princípios metodológicos de interpretação adequados à linguagem bíblica, que com frequência representa a colectividade num dos seus membros, o qual se torna figura e tipo de uma realidade de alcance mais vasto. No que se refere a Maria, os Evangelistas concebem-na não tanto na sua individualidade, mas enquanto personificação do povo eleito, solidária com o género humano ainda não redimido, ocupando um lugar único no mistério de Cristo, que é simultaneamente o mistério de Israel e o mistério da Igreja ¹. É nesta perspectiva que nos últimos cinquenta anos se tem orientado considerável número de exegetas, católicos e protestantes, na investigação relativa ao título Filha de Sião, aplicado à Virgem Maria. Estes estudos têm revelado grande interesse no diálogo interconfessional entre Cristãos e Judeus.
Os Jesuítas – O Regresso de Jean Lacouture. Editorial Estampa. Lisboa, 1992, 611 págs. E.
Na obra Os Jesuítas – Volume II, Jean Lacouture descreve-nos a prodigiosa aventura colectiva desde o renascer da Companhia de Jesus em 1814 até aos nossos dias, dando-nos a multibiografia dos homens de negro, companheiros e herdeiros de Inácio de Loyola.
Com o título de Inquietação Humana e Fé Cristã, a Faculdade de
Teologia dedicou a Semana de Estudos Teológicos de 1995 à análise desta questão. Em diálogo com os vários ramos da cultura, procurou-se entender até que ponto é ou não possível articular a perplexidade cultu ral de uma época de crise com a segurança da proposta evangélica, ou seja, onde se identificam hoje sinais daquela experiência que levou a mística renana do séc. XIII, Hadewijch de Anvers, a afirmar que «a inquietação do Amor é lugar seguro».
A relação do Papa João Paulo II com Nossa Senhora de Fátima, por quem o Pontífice tinha uma muito especial devoção, é a nota dominante deste livro em que Aura Miguel aborda todos os aspectos da mensagem de Fátima e os relaciona com a biografia e o extraordinário legado espiritual daquele Papa. Para tanto, utiliza…
Em vésperas de perfazer trinta e oito anos de Patriarca de Lisboa, é já tempo de olhar para trás, considerando o caminho percorrido. Não quereria falar particularmente do caminho percorrido por mim, parte mínima da marcha da Igreja. O horizonte, porém, é o de toda a vida da Igreja na época em que, sendo o último, fui, pela misteriosa providência de Deus, o primeiro servo dos servos de Deus em Portugal. Se aparecço eu, para confusão minhas, mais vezes à ribalta da história, é apenas porque comigo está de certo modo representado o Episcopado. Creio que este me aprova, ao declarar que, na «resposta a muitas questões», a minha voz é também a dele.
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