A Mulher na Igrejade Anne Carr. Círculo de Leitores. Lisboa, 1994, 332 págs. E.
A teologia feminista é hoje o fruto de um grupo cada vez mais numeroso e qualificado de mulheres, que desenvolvem a reinterpretação da tradição da fé cristã (Bíblia, concílios, padres da Igreja, teólogos e história cristã das mulheres) segundo um novo paradigma. (…) Deus não é masculino nem feminino: está para além das diferenças sexuais.” In Introdução à edição portuguesa de Frei Bento Domingues
A Vida de Jesus: As Origens do Cristianismo de Ernesto Renan. Lello & Irmão – Editores. Porto, 1969, 418 págs. B.
Um dos maiores escritores e historiadores franceses do século XIX, Ernest Renan investiu grande parte da sua vida na perseguição de um grande objectivo: a definição das origens do cristianismo. Uma obra que, quando concluída, atingiu os sete volumes. O primeiro deles é, precisamente, este A Vida de Jesus. Debatendo-se com a tradicional dificuldade em se munir de fontes credíveis (tendo em conta que muitas das fontes originais foram destruídas assim que Constantino assumiu as rédeas do Império Romano), Renan tenta ler nas entrelinhas. Procurando em alguns dos evangelhos menos conhecidos, vasculhando nos poeirentos legados do Império Romano, o historiador leva a efeito uma investigação ímpar e extremamente minuciosa, capaz de nos trazer uma luz totalmente inovadora sobra a personagem histórica de Jesus Cristo. É então que entra em campo o escritor: envolvendo-se na narrativa, Renan arrasta consigo; como se, a determinado momento, também nós tivéssemos calcorreado os caminhos da Galileia, pescado nas margens do lago Tiberíades ou assistido em directo ao Sermão da Montanha. Acima de tudo, rejeitando a divinização de Jesus (posto que se trata de uma questão do foro da fé e não propriamente da história), Ernest Renan apresenta-nos um Jesus humano: um homem repleto de ideais que contratavam com muitos dos valores dominantes no seu tempo.
Biblia Sagrada: Antigo Testamento de Pedro Gómez Carrizo.
Correio da Manha. Lisboa, 2005, 2 vols. E.
A Sociedade Biblica de Portugal tem o prazer de apresentar aos leitores de língua portuguesa a BIBLIA SAGRADA (Antigo Testamento) na Tradução Interconfessional em Português Corrente, editada pela primeira vez em 1993, Esta tradução foi preparada sob a orientação das Sociedades Bíblicas Unidas de acordo com as mais modernas e eficientes regras de tradução, Nela colaboraram, num salutar espírito de compreensão interconfessional, ao longo de cerca de quinze anos, biblistas portugueses católicos e protestantes, todos eles professores universitários e teólogos de reconhecido mérito, que, ultrapassando as suas preocupações confessionais, procuraram ser, no plano histórico-filológico, totalmente fiéis aos mais fidedignos manuscritos hebraicos e aramaicos.
Mensagem de um Peregrino de Paulo VI. Livraria Bertrand. Amadora, 1967, 104 págs. B.
Textos oficiais para Meditação da Juventude de Portugal.
Este livro contém a mensagem que o Papa Paulo VI proferiu a treze de Maio de 1967, em Fátima, a convite do cardeal Cerejeira, chefe da Igreja portuguesa do Estado Novo. Contém ainda uma ampla reportagem fotográfica.
Assinalando os 90 anos das Aparições e o centenário do nascimento da Irmã Lúcia, trata-se de um livro fundamental para todos os peregrinos de Fátima. Em A Mensagem da Irmã Lúcia o autor procura ajudar a conhecer melhor o pensamento da última vidente de Fátima e, com isso, auxiliar todos os que rezam o Terço…
Capítulo fundamental para a história da Teologia em Portugal, construído sobre a figura de Frei António de São Domingos e suas obras, nascido em Coimbra por volta de 1531 e em cuja Universidade foi Mestre. Trabalho dado a lume na colecção «Universitatis Conimbrigensis Studia ac Regesta».
Índice I – Adriano II – Recontrucção de Jerusalém III – Tolerância Relativa de Adriano – Primeiros Apologistas IV – Os EscriptosJoannicos V – Começo de uma Philosophia Christã. VI – Progressos do Espiscopado VII – Falsos Escriptos Apostolicos – A Biblia Christã VIII – O Millenarismo – Papias IX – Iníncio do Gnosticismo X…
Neste livro, pequenas mensagens do Papa Francisco facilmente compreendidas pelas crianças são acompanhadas por histórias da Bíblia e ilustrações apelativas que realçam o seu significado.
Tronos de Santo António 2015 de Pedro Teotónio Pereira [Coord.]. EGEAC. Lisboa, 2015, 66 págs. B. Il.
Registo fotográfico dos 66 tronos que se espalharam pelas portas e janelas da cidade, construídos por lojistas, associações, escolas e grupos desportivos, durante as Festas de Lisboa’15, recuperando-se assim uma tradição e expressão popular tão singular que remonta ao séc. XVIII.
Papa Bento XVI: O Guardião da Fé de Andrea Tornielli. Editorial Presença. Lisboa, 2005, 189 págs. B.
Joseph Ratzinger, eleito Papa Bento XVI em um dos conclaves mais rápidos da história, surge como uma figura complexa: reformador ou guardião da ortodoxia? Esta biografia revela o percurso do teólogo que, do progressismo no Vaticano II à liderança da Congregação para a Doutrina da Fé, manteve profundas contradições. Homem de intelecto – que sonhava com o isolamento académico na Floresta Negra – surpreendeu o mundo com um pontificado marcado por humildade e apelo à unidade cristã. Andrea Tornielli desvenda através de testemunhos exclusivos e documentos fundamentais a vida do 265º Papa, mostrando como um “panzer-cardinal” se revelou pastor sensível.
Jesus o Deus Surpreendente de Gérard Bessière. Edições Quimera. Lisboa, 2003, 191 págs. B.
Sexta-feira, três horas da tarde, Jesus morreu. Alguns dias antes, for a visto a entrar em Jerusalém. For a visto a expulsar os mercadores do Templo, for a visto perante Pilatos. Sim, for a visto. Cada acontecimento for a acompanhado nos mínimos pormenores. Os episódios conhecidos, certificados. A biografia traçada por Gérard Bessière é percorrida pelo fio das certezas. As dúvidas e as interrogações são colocadas, as questões sem resposta deixadas ao sabor dos tempos e da fé. Os grandes gestos de Jesus, os gestos fundadores, estão todos aqui, revelando o Filho do Homem na sua realidade histórica. Jesus continua hoje o inesgotável motor da liberdade e da humanidade: o deus sempre surpreendente.
Apóstolos aos Papa João Paulo II de Quidnovi. Quidnovi. Matosinhos, 2005, 12 vols. E.
Quase dois mil anos depois de Jesus Cristo ter afirmado “também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, foram mais de duas centenas e meia os homens chamados a dar continuidade na Terra à obra iniciada pelo primeiro dos papas.
Do apóstolo São Pedro a Karol Woytila, o Trono de São Pedro acolheu hebreus, portugueses, espanhóis e, sobretudo, italianos. Todos eles se encontram referenciados ao longo das páginas dos 12 volumes de “Das Apóstolos ao papa João Paulo II”, mas nenhum merece tamanho destaque como o Pontífice vindo do Leste, eleito no já longínquo Conclave de Outubro de 1978.
Dos concílios aos conclaves, das doutrinas aos cismas, “Dos Apóstolos ao papa João Paulo II – O Trono de São Pedro”, sendo uma obra que reúne informação sobre todos os bispos de Roma, acaba por ser o relato dos dois milénios de história da Santa Sé.
Para um Diálogo com o Sr. Cardeal Patriarca de Raul Rego. Ed. Autor. Lisboa, 1968, 44 págs. B.
A palestra de D. Manuel Gonçalves Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa, na altura do aniversário da sua entronização no sólio patriarcal, transmitida pelos emissores da rádio e da tele- visão, e depois publicada em volume, sob o titulo de «Na Hora do Diálogo», não suscitou reacções na imprensa, a não ser os elogios habituais a tudo quanto dizem pessoas altamente colocadas. Os cargos eminentes estão a ser autênticos altares onde só os fumos do incenso chegam. Intitulando-se de diálogo pareceu-me que havia observações a fazer a Sua Eminência e apresentei-lhas em carta que saíu longa; eu não vejo que pudesse ter sido mais curta. A resposta de Sua Eminência voltei a replicar. São essas duas cartas que ora publico.
Immense montagnes, vastes plaines, moiteur des deltas, sécheresse des plateaux : l’Inde est un pays d’extrêmes. Violente et douce à la fois, elle déroute ceux fixés sur sa misère mais insensibles à sa beauté, au sourire des enfants et à la grâce de ses femmes.
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