• Quem Disse Que Era Fácil de Bernardo Ferrão.

    Quem Disse Que Era Fácil

    Bernardo Ferrão

    6,00 

    Quem Disse Que Era Fácil de Bernardo Ferrão.
    Porto Editora. Lisboa, 2015, 183 págs. B.

    O modo como António Costa avançou para a liderança do PS, em maio de 2014, quebrando um ciclo que em condições normais só deveria terminar com as legislativas de 2015, dividiu opiniões. Foi aplaudido pelos seus apoiantes «já não era sem tempo»), condenado pelos seus opositores («chegou ao poder através de um golpe de Estado»).

     

    Mas depois de desencadeado o processo já não teve volta: Costa encarnava a esperança, trazia um novo fôlego a um PS pouco entusiasmado com António José Seguro. E essa aura «salvífica» elegeu-o candidato a primeiro-ministro, num inédito processo de primárias, com os votos de mais de 120 mil militantes e simpatizantes – número nunca antes visto numa eleição partidária.

     

    Uma vez secretário-geral do PS, porém, o que se seguiu não foi o esperado «vini, vidi, vici». Teve de superar a detenção de José Sócrates, ultrapassar os contratempos na gestão de Lisboa (nos meses em que acumulou a presidência da Câmara com a chefia do partido), fazer orelhas moucas aos que lhe criticavam a demora em apresentar propostas, lidar com o agravamento da crise grega e, depois do entusiasmo inicial com a vitória do Syriza, constatar que a rebeldia na Europa não paga dívidas. Tudo isto acompanhado por uma estratégia de comunicação anacrónica e pouco eficaz. Quem disse que era fácil?

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Contribuição para o Estudo da Questão Agrária

    Contribuição para o Estudo da Questão Agrária

    Álvaro Cunhal

    10,00 

    Contribuição para o Estudo da Questão Agrária de Álvaro Cunhal.
    Edições Avante. Lisboa, 1976, 2 vols.
    Colecção: Reforma Agrária

    Baseando-se numa exaustiva elaboração de dados estatísticos, esta obra revela as leis do desenvolvimento capitalista na sociedade rural portuguesa, demonstra os níveis de expansão capitalista já atingidos e enuncia as linhas da sua progressão futura. E à medida que o vai fazendo, são as próprias teses marxistas-leninistas sobre a questão agrária que encontram nela a confirmação da sua validade.
    É esta superioridade metodológica que permite a Álvaro Cunhal contestar sem apelo certas «estatísticas» oficiais, elaboradas não para revelar mas encobrir a realidade.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Ciência Política à Portuguesa

    Ciência Política à Portuguesa

    Raquel Vaz Pinto

    10,00 

    Ciência Política à Portuguesa: A Disciplina Contadas pelos seus Protagonistas de Raquel Vaz Pinto [Org.]
    Imprensa de Ciências Sociais. Lisboa, 2020, 325 págs. B.

    A política é uma construção coletiva; a ciência política, também. Este livro é sobre alguns dos protagonistas que, em Portugal, abriram caminhos ou lideraram a caminhada no campo da Ciência Política. Mas não é apenas sobre eles, é também com eles. São os próprios que recordam o seu percurso, as suas dúvidas e os resultados atingidos.

    E quem puxa o fio à meada são cerca de trinta estudantes de pós-graduação das mais importantes instituições do país, que aceitaram o desafio colocado pelos coordenadores para entrevistarem algumas das figuras de referência na sua formação enquanto cientistas políticos.

    Neste livro, a história encontra-se com o futuro – e são os próprios protagonistas a relatarem esse encontro.

    Falha em termos editoriais nas duas primeiras páginas do livro. Não afecta o texto.

  • Sindicatos e Socialismo de Henri Krasucki de Henri Krasucki

    Sindicatos e Socialismo

    Henri Krasucki

    3,00 

    “Não basta regozijarmo-nos com o interesse apaixonado que grandes massas dedicam às ideias do socialismo. Para avançar concretamente neste caminho é também, e sobretudo, necessária a clareza nos espíritos de milhões e milhões de trabalhadores.
    Ora não falta confusão que é preciso dissipar, e a reflexão, o debate, devem prosseguir-se à luz do dia para vencer todos os obstáculos: é afinal da consciência e da vontade dos trabalhadores, do seu apoio de massa que depende a realização da unidade sobre bases claras, sérias, e portanto eficazes.
    Não basta falar de socialismo, é preciso ter dele uma ideia correcta e fazer o necessário para criar as condições da sua realização quando o país está sob o domínio das poderosas feudalidades económicas e financeiras.
    Foi para contribuir para esta clarificação necessária, para circunscrever de mais perto certas divergências, especialmente com a C. F. D. T., e responder a um certo número de questões, as mais importantes que se põem a tantos trabalhadores, que Henri Krasucki, secretário da C. G. T., escreveu na Vie Ouvrière uma série de artigos sobre o tema: «Sindicatos e socialismo».” in À Maneira de Apresentação

  • Progresso Coexistencia e Liberdade Intelectual

    Progresso Coexistencia e Liberdade Intelectual

    Andrei D. Sakhavork

    6,00 

    Progresso Coexistencia e Liberdade Intelectual de Andrei D. Sakhavork.
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1975, 115 págs. B.

    “A guerra, a pobreza e o terror constituem, por si só, a maior ameaça à liberdade da personalidade e ao significado da vida. Há, no entanto, outros perigos indirectos que só aparentemente serão mais remotos.

    Dentre estes podemos mencionar o entorpecimento do homem (o «homem cinzento», na expressão cínica dos prognosticadores burgueses) através de um sistema de divulgação cultural em massa, em que as tonalidades predominantes são o abaixamento de nível intelectual e de conteúdo (intencional ou motivado por interesses económicos), o carácter lúdico ou utilitário dessa mesma cultura e a respectiva censura cuidadosamente protectora.”

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Do 11 de Setembro à Crise do Iraque de Diogo Freitas do Amaral

    11 de Setembro à Crise do Iraque, Do

    Diogo Freitas do Amaral

    5,00 

    Do 11 de Setembro à Crise do Iraque de Diogo Freitas do Amaral.
    Bertrand Editora. Lisboa, 2002, 109 págs. B.

    «Justificar-se-á, por isso, uma guerra contra o Iraque?

    No estado actual do Direito Internacional, a resposta tem de ser negativa: não há legítima defesa, pois o Iraque não atacou os EUA, e não há qualquer acção militar punitiva, decidida pelo Conselho de Segurança da ONU.

    Mas já todos sabemos que a administração Bush, dominada e apoiada por extremistas, não se sente vinculada pelas regras do Direito Internacional. Vejamos então — sem admitir que o Direito Internacional possa ser posto de parte – se, no plano político, os EUA apresentam alguma justificação aceitável para a guerra contra o Iraque.

    A verdade é que, neste plano, o Presidente Bush e o seu Governo têm sido bastante incoerentes e contraditórios: primeiro, acusaram o Iraque de financiar ou apoiar a Al Qaeda – ainda não se provou; depois, disseram que o Iraque era produtor de armas químicas e biológicas de destruição maciça – mas não apresentaram provas; em terceiro lugar, afirmaram que o Iraque desestabilizava todo o Médio Oriente – mas a verdade é que, tirando Israel, ninguém se queixa; mais tarde, acusaram o Iraque de estar prestes a possuir a arma atómica.»

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Manifestos e Outras Documentos Políticos da Terceira Força nos Anos de 1970 e 1971

    Manifestos e Outras Documentos Políticos da Terceira Força nos Anos de 1970 e 1971

    Movimento Republicano Popular

    10,00 

    Volume constituído por oito manifestos políticos de oposição ao Marcelismo.

    Os manifestos são todos da autoria do escritor, político e advogado do Porto Pedro Veiga (Petrus):
    1.º Manifesto – 1970: Portugal às armas
    2.º Manifesto – 1970: Ser português não é ser corporativista

    3.º Manifesto – 1970: Nota sobre as relações de Portugal com a Santa Sé

    4.º Manifesto – 1970: África Nostra ou os dislates políticos do Snr. Dr. Mário Soares

    5.º Manifesto – 1970: Existe nação multicontinental ou não existe?

    6.º Manifesto – 1970: A demagogia política dos minipovos da ONU e os despautérios diplomáticos de Le petit U’thant, ou antes, de U’thant de petit, o novo escravo semigente dos gangs políticos africanos

    7.º Manifesto – 1970: Cabra-Bassa ou a chantagem racista dos nativos africanos

    8.º Manifesto – 1970: A civilização portuguesa, seus fundamentos e valores.

  • Desarmamento: Quem Está Contra?

    Desarmamento: Quem Está Contra?

    Partido Comunista Português

    5,00 

    Desarmamento: Quem Está Contra? de Partido Comunista Português
    Edições Avante. Lisboa, 1984, 108 págs. B.

    A mais imperiosa e mais urgente tarefa da humanidade é a manutenção da paz, a prevenção da guerra nuclear, que pode causar perdas irreparáveis à civilização terrestre e colocá-la à beira da catástrofe.

    Na presente brochura, revelam-se objectivamente as duas abordagens do problema da redução das armas nucleares e convencionais – a abordagem soviética e americana dos Estados do Tratado de Varsóvia e dos países da OTAN.

    Naturalmente, no centro da atenção encontram-se as posições da URSS e dos EUA.

    Comparando-as, o leitor imparcial encontrará respostas às questões: quem procura na realidade alcançar um acordo construtivo, e quem bloqueia as conversações; para quem é o desarmamento a pedra angular da politica externa, uma tarefa prática, e para quem uma retórica propagandistica, exortações gerais, um meio de mascarar a politica dirigida para a realização dos seus apetites agressivos.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Páginas Inoportunas de Marcelo Caetano

    Páginas Inoportunas

    Marcelo Caetano

    20,00 

    Páginas Inoportunas de Marcelo Caetano.
    Livraria Bertrand. Lisboa, s.d., 345 págs. B.

    Obra com antologia de reflexões políticas e históricas, publicada no final dos anos 40, contendo entre outros assuntos: a ocupação de Timor pelo japoneses e a sua devolução a Portugal, o significado das Cortes de Leiria, o município na reforma administrativa, o município em Portugal, vinte anos de experiência municipal, entre outros.

    O autor salienta a importância do poder local das Juntas de Freguesia e dos Municípios e o desassombro das suas posições ao longo da nossa história perante os poderes central e regional.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • MFA: Movimento Revolucionário de Galvão de Melo

    MFA: Movimento Revolucionário

    Galvão de Melo

    6,00 

    Contactado por dois oficiais da Força Aérea logo o Coronel Galvão de Melo aceitou tomar parte no Movimento que se avizinhava uma vez que tinha por finalidade a implantação da democracia em Portugal. MFA – Movimento Revolucionário é o vivo testemunho da sua inquebrantável vontade de servir.

  • Estimado Sr. Bush de Gabe Hudson

    Estimado Sr. Bush

    Gabe Hudson

    5,00 

    Estimado Sr. Bush apresenta uma panóplia de personagens cuja tentativa de sobreviver à experiência da guerra resulta nas situações mais tragicomicas: de um herói a quem nasce uma orelha no peito e escreve ao presidente Bush a pedir-lhe que o ajude a salvar o seu casamento até um desertor que se refugia num bunker iraquiano e, durante a noite, assume o papel de anjo-da-guarda na Estrada da Morte, Gabe Hudson retrata um grupo de homens e mulheres desequilibrados por uma contenda travada sem qualquer razão válida. Da guerra bacteriológica aos efeitos psicológicos de um confronto militar, do uso dos media como propaganda à hipocrisia da política externa dos Estados Unidos, este livro mostra o lado humano de um confronto a que o público assistiu como se de uma espécie de conflito virtual se tratasse.

  • Introdução à Política de Jean-Pierre Lassale

    Introdução à Política

    Jean-Pierre Lassale

    5,00 

    Introdução à Política de Jean-Pierre Lassale.
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1974, 169 págs. B.

    Democracia, liberdade, eleições, soberania do povo, ditadura do proletariado: vocabulário e realidades – O fenómeno político no mundo contemporâneo o que é a política papel e lugar do cidadão no universo político o Es tado omnipresente – Politização e televisão + tecnocracia e poder socialização e integração poder e desenvolvimento a política e o homem

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Problemas Ideológicos Contemporâneos

    Problemas Ideológicos Contemporâneos

    Bruno Frei

    5,00 

    Indice
    O beco sem saída do neo-anarquismo
    Porquê tanto barulho em torno do trotskismo?
    Vitalidade e actualidade do Marxismo-Leninismo

  • Introdução à Política II

    Introdução à Política II

    Fernando Luso Soares

    5,00 

    Quer a INTRODUÇÃO À POLÍTICA I, quer o segundo volume, A COMUNIDADE INTERNACIONAL, ambos estes livros constituem textos que, sem abdicarem da perspectiva ideológica do respectivo autor, manifestam, no entanto, uma isenção, no que respeita ao domínio pedagógico, a todos os títulos louvável. Mais do que a “imposição” de uma forma de pensar, estes livros iniciam o leitor em vários problemas da Ciência Política, quer a nível das ideias gerais e universais, quer nos parâmetros da história política portuguesa. Por isso mesmo, sendo indispensáveis instrumen-tos de consulta para os estudiosos daquela ciência, eles são, ao mesmo tempo, um contributo positivo para a parca bibliografia portuguesa nesse capítulo. Livros, pois, e ao mesmo tempo, de vulgarização e de abertura para o aprofundamento.

  • Atitudes Politicas de Alain Lancelot

    Atitudes Politicas

    Alain Lancelot

    5,00 

    A escolha de uma posição política é normalmente condicionada por um sem número de causas que habitualmente nos escapam. Não é fácil descobrir ou estabelecer quais os factores que maior influência exercem no desenrolar deste processo. Fala-se em tendências ou opções, mas estes termos nada nos dizem. (…) Alain Lancelot procurou apresentar-nos uma análise clara e convincente, na qual se encontram muitas das causas das nossas posições sociopolíticas.

  • Segunda Guerra da Indochina, A

    Segunda Guerra da Indochina, A

    Wilfred Burchett

    6,00 

    “…Washington tende a vê-la através da limitada óptica do «anticomunismo»; os povos da Indochina vêem-na através da óptica da sua luta secular pela completa independência e o fim da dominação estrangeira. Acima de tudo, é esta diferença de perspectiva que torna difícil o acordo. Quer fosse a chegada de missionários do Ocidente em proselitismo, quer se tratasse das diversas missões de «auxílio» económico dos E.U.A., os povos da Indochina foram usados sob osmais variados e inocentes pretextos para a imposição do domínio estrangeiro…”

    Obra da autoria do jornalista australiano, Wilfred Burchett, reconhecido pelas reportagens no Japão, após o ataque atómico a Hiroshima, e nas guerras da Coreia e Vietname. Neste livro, analisa a invasão do Camboja e do Laos pelas tropas Norte-Americanas.