Introdução à Política do Homem: Argumentos Políticos de Edgar Morin. Companhia Editora Forense. Brasil, 1965, 346 págs. B.
Integrando o ponto de vista de Marx e associando-o ao de Freud, mas desintegrando o marxismo dogmático e a psicanálise escolástica, Edgar Morin nos convida a reconsiderar as múlti plas dimensões do homem. Ele retoma o problema da revolução. Para que a revolução selvagem do século XX dê origem a um novo homem, torna-se necessário apelar para a ciência e para o amor, e reinterpretar a mensagem surrealista.
Propõe-se uma política do desenvol vimento integral do homem: ela é con frontada com os desenvolvimentos que estão ocorrendo no mundo. Procura-se definir uma política imediata, uma po lítica a meio-têrmo, uma política de longo alcance. Procura-se encontrar no Este, no Oeste, no Terceiro Mundo os esteios da sociedade futura.
Orgulho Imperial de Michael Scheuer. Edições Sílabo. Lisboa, 2005, 405 págs. B.
Finalmente em Portugal, Orgulho Imperial — o bestseller polémico escrito pelo ex-chefe da unidade anti-bin Laden da CIA, Michael Scheuer.
Com quase 20 anos de experiência no combate ao terrorismo, o autor desmonta a narrativa oficial e defende que os EUA e o Ocidente estão a perder a guerra contra o terror. Uma análise incisiva, incómoda e indispensável para compreender o mundo pós-11 de Setembro.
Estratégia Merkel: O Projecto Implacável da Chanceler de Ferro Que Põe em Perigo a União Europeia de Gertrud Hohler. Esfera dos Livros, 2013, 269 págs. B.
«Portugal olha com razão para a Chancelaria de Berlim, quando procura respostas para a questão do seu destino. Há muito que os cidadãos perceberam que os seus políticos estão paralisados: ironicamente, aquela que nunca se viu como europeia, faz dos portugueses vítimas dos seus interesses de poder europeus, que a longo prazo não são os interesses da Europa.» In Introdução à edição portuguesa.
Como é que Angela Merkel se tornou a mulher mais poderosa do mundo? Porque é que a Europa depende das suas decisões? Porque comanda os destinos de países como Portugal? O seu plano passa pela imposição de austeridade, a destruição dos postos de trabalho e a paralisação das economias mais fracas? Gertrud Höhler, uma das vozes mais críticas da chanceler na Alemanha, disseca de forma escrupulosa, a personagem-chave do cenário europeu actual e chega à definição de uma verdadeira «estratégia M». Uma estratégia que segue uma autêntica política de poder, sem olhar a meios democráticos ou legais, e vazia de quaisquer valores. Este livro – um verdadeiro bestseller na Alemanha e em Itália – põe a nu a chanceler vinda da ex-República Democrática e o sistema de escândalos que marcou a «sua» Alemanha. Mediante uma análise meticulosa e desapiedada da sua carreira – iniciada sob a égide de Helmut Kohl – Höhler desvenda o segredo do sucesso de Angela Merkel. A mulher que não governa em prol de uma Europa com futuro, mas apenas em prol de uma Europa sob Merkel A autora alerta ainda para o risco de uma subsequente permanência no poder que poderia ter consequências letais para a manutenção do euro e da União Europeia, além daquelas que dizem respeito à boa saúde da democracia na Alemanha.
A Nova Rússia de Henri Massis. Livraria Tavares Martins. Porto, 1945, 264 págs. B.
Ensaio de Henri Massis sobre a União Soviética, publicado originalmente sob o título Découverte de la Russie, que parte do contraste entre as duas imagens antagónicas que a opinião francesa fazia da Rússia soviética nas décadas anteriores à Segunda Guerra Mundial: por um lado, modelo civilizacional e farol dos povos; por outro, território de miséria, fome e tirania prestes a ruir. É a partir deste confronto de percepções contraditórias que o autor desenvolve a sua análise do país.
────────────────── Características do Exemplar ✏️ Sublinhados a lápis. ──────────────────
Propriedade e Trabalho de Eberhard Welty. Editorial Aster. Lisboa, 1966, 585 págs. B.
Apresentamos agora aos lei tores de Portugal e do Brasil o terceiro volume do MANUAL DE ÉTICA SOCIAL, de Eberhard Welty, inteira mente dedicados aos dois problemas mais controvertidos da doutrina e da organização da sociedade: o trabalho e a propriedade.
Os desvios ideológicos e práticos que reduziram a propriedade ao capital e o trabalho a mero factor da produção quebraram os laços genéticos que unem a propriedade ao trabalho, o objecto ao agente. Para os reatar e a partir desses vínculos humanizantes repensar as duas mais vastas regiões da vida económica e social de hoje, o autor não se refugia na torre de marfim das formulações abstratas que se satisfazem na sua coerência lógica e nela se esgotam também.
POR UMA ABERTURA A LESTE DE VERGÍLIO FERREIRA [ET AL.] Editorial Arcádia. Lisboa, 1973. 184 págs. B.
Invulgar e importante documento histórico e político publicado no dealbar do fim do Estado Novo (plena Primavera Marcelista). Esta obra reúne quatro depoimentos de enorme relevância intelectual e económica, onde figuras de quadrantes ideológicos opostos — desde a literatura (Vergílio Ferreira) e o jornalismo de oposição (Raul Rêgo) até ao grande capital e indústria (Manuel Vinhas) — convergem na urgência histórica de romper o isolamento diplomático de Portugal, defendendo a abertura das relações aos países do Bloco de Leste (comunistas). Inclui ainda um pormenorizado estudo técnico-económico que fundamenta a viabilidade da tese. Uma peça fundamental para o estudo da evolução política pré-25 de Abril e da oposição intelectual ao regime.
────────────────────────────────── Características do Exemplar ✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 210g
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A Guerrilha do Che de Regis Debray. Assírio & Alvim. Lisboa, 1975, 142 págs. B.
E se fosse a mesma coisa no caso da revolução boliviana? E Se a Bolívia de 1950 pudesse ser alcunhada, como a Rússia de 1905, de «prenha de duas revoluções, incapaz de engendrar a primeira, a nacional-burguesa, sem desencadear a segunda, a socialista», não há razão nenhuma para ficarmos no meio da comparação e nos abstermos de sustentar que, como na Rússia de 1905, a questão da transformação de um começo de revolução nacional -burguesa em revolução socialista-proletária, depende do lugar que será dado respectivamente ao campesinato pobre e à pequena-burguesia urbana empobrecida em relação à hegemonia proletária.
Fidel na comemoração do XXI aniversário do assalto ao quartel Moncada
Raul Castro no encerramento do seminário para os delegados do Poder Popular
Blas Roca no acto de constituição da Assembleia Provincial do Poder Popular
Resoluções tomadas pelo Comité Executivo ampliado do Conselho de Ministros, na sua reunião extraordinária de 19 de Julho de 1974, sobre a transferência de actividades para os órgãos de Poder
Popular em Matanzas e suas implicações
Faculdades delegáveis e indelegáveis da Assembleia Popular
A prestação de contas
Da revogação
As responsabilidades do delegado
As comissões de trabalho
Raúl Castro sobre a estrutura do aparelho do Comité Central e seus mecanismos de funcionamento
Comunicado do secretariado do Comité Central do Partido
Comunista de Cuba sobre as relações entre o aparelho do Comité Central e os organismos centrais do Estado
Regulamento para as eleições aos órgãos de Poder Popular em Matanzas
História da Revolução de Agosto de Maria Isabel Pinto Ventura. Edições Maria da Fonte. s.d., 1976, 170 págs. B.
Agosto de 1945.
Agosto de 1970.
Vinte e cinco anos são passados.
Durante este período histórico, o nosso povo, à custa de muitas dificuldades e sacrifícios, edificou uma obra gloriosa.
Orgulhamo-nos do nosso Partido e do nosso presidente Ho Chi Minh, dirigente genial e grande educador do nosso povo. Sob a sua direcção, a nossa classe operária e a nossa nação fizeram triunfar a Revolução de Agosto e restauraram o Vietname no mapa do mundo. A vitória da Revolução de Agosto, e as da resistência contra os colonialistas franceses antigamente e da resistência anti-americana do presente, glorificaram a nossa Pátria, elevaram o prestígio do nosso Partido e do nosso povo, assim como a posição do nosso país numa arena internacional.
Marx de Henri Lefebvre. Publicações Dom Quixote. 1974, 157 págs. B.
Doutrina posta em prática, por vezes de modo diferente, em numerosos países, inspiração e directriz para a acção de poderosas organizações políticas, método de análise do evoluir económico e social, concepção global do homem e da história; o marxismo exerce uma influência que desde a morte do seu fundador não deixou de se alargar. É necessário, por isso, conhecer Marx e o marxismo. O rigor da análise, a clareza da exposição, o apoio dos extractos da obra de Marx que constituem a pequena antologia incluída no livro, a clarificação sistemática de alguns dos principais conceitos marxistas, fazem com que esta obra responda exemplarmente à necessidade de nos documentarmos sobre o marxismo.
Actualidade das Missões de Adriano Moreira. Bertrand. Lisboa, 1961, 23 págs. B.
Discurso proferido pelo Prof. Adriano Moreira, Subsecretario de Estado da Administração Ultramarina, no dia 22 de Outubro de 1960, na Sessão de Encerramento dos “Dias de Estudos Missionários”
Conferência proferida pelo Subsecretario de Estado da Administração Ultramarina Prof. Dr. Adriano Moreira, na Casa do Infante, na Cidade do Porto, no dia 17 de Março de 1961.
A competição ideológica que caracteriza a balança de poderes, e em que temos insistido repetidas vezes, traduziu-se em mais de um conflito armado, de âmbito geograficamente limitado, depois da fundação das Nações Unidas. E essas manifestações somadas aos muitos conflitos resolvidos sem o recurso a esse meio extremo são já em número suficiente para exigirem dos responsáveis uma reflexão aprofundada e corajosa sobre a excelência dos métodos a que têm confiado a defesa dos valores que dizem servir. Isto porque é sem dúvida tempo de discutir e decidir se a forma de organização internacional em que depositaram tantas esperanças aqueles mesmos que, em 6 de Abril de 1945, data do primeiro bombardeamento atómico, revelaram possuir a então arma absoluta, tem servido e pode continuar a servir o interesse de todos os que confiaram na autenticidade dos ideais proclamados.
O Caminho para o Derrubamento do Fascismo de Álvaro Cunhal. Avante. Lisboa, 1997, 205 págs. B.
“O IV Conbresso do Partido Comunista Português” salienta-se no Prefácio, “realizado em Junho de 1946, teve importância e significado muito particulares. Por três razões. Por se realizar num momento crucial da história do século XX. Por traduzir um dos períodos de mais força e influência do PCP na luta contra a ditadura. Pelas múltiplas experiências e lições que resultam das suas análise, orientações e decisões. Justifica-se a edição dos materiais do Congresso, tanto pelo seu valor como elemento apra o estudo da história como epla validade e actualidade de alguns dos seus ensinamentos.”
Revolução em Perigo de Carlos Dugos. Acrópole. Alfragide, 1975, 126 págs. B.
O que me levou a iniciar esta ANÁLISE SUMÁRIA E INDEPENDENTE À IIIª REPUBLICA PORTUGUESA foi o ter sentido a necessidade de contribuir com este estudo para melhorar o esclarecimento de uma opinião pública por demais confundida. Confundida pela rapidez contraditória com que tem decorrido a vida portuguesa, nestes catorze meses de revolução – depois do marasmo político e social das últimas décadas. Confundida pela multiplicidade das correntes de opinião, onde até há pouco apenas uma imperava. Confundida ainda pela propaganda partidária, pela demagogia e por outras formas tendentes a levar à aceitação pública menos receptiva, a revolução tal como foi e é entendida por alguns por aqueles que a orientam.
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