Pela primeira vez, as cartas de Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz são apresentadas em edição conjunta. Uma edição conjunta é a forma mais adequada para apresentar uma correspondência, que pressupõe sempre um diálogo, uma interação, a existência concreta de dois interlocutores. Cada carta é, em si mesma, ou a resposta a outra carta ou pretexto…
André Malraux de Vergílio Ferreira. Editorial Presença. Lisboa, 1963, 247 págs. B.
“(…) Ora, Vergílio Ferreira, neste magnífico e original ensaio que uma vez mais evidencia a sua rara vocação para o ensaísmo, dá-nos precisamente essa diferenciação de planos, ao abordar a personalidade de Malraux, para seguidamente se deter na parte que mais nos importa — a obra do grande escritor francês. E fá-lo de um modo notável, equilibrando um penetrante poder de análise com uma profunda sensibilidade em relação ao fenómeno estético e, sobretudo, à mensagem humana que ele encerra, de tal modo que nos deixa nesta obra mais uma marca da sua excepcional capacidade criadora e… quiça a sugestão de que, tal como Malraux, essa capacidade venha a encontrar fora do ficcionismo o seu futuro campo de expressão”.
O interesse da biografia parece opor-se directamente a um projecto geral mas ela própria tem como pano de fundo o mundo histórico no qual o indivíduo está integrado.
D. Nuno Álvares Pereira é o maior cavaleiro da nossa D História. O Reino deve-lhe a independência, que ele conquistou à frente de pequenos exércitos contra as hostes de Castela. Venceu todas as batalhas de finais do século XIV e início do século XV. Aos 62 anos, desfez-se de todos os bens e entrou, humilde…
Luz no Mundo: Vida do Servo de Deus Monsenhor Josemaria Escrivá de Balaguer de Hugo de Azevedo. Edições Prumo. Lisboa, 1998, 403 págs. E. Il.
O presente livro ambiciona sobretudo oferecer aos leitores portugueses um resumo rigorosamente cronológico da vida do Servo de Deus. Julgamos que uma obra deste género é fundamental para o conhecimento básico da sua personalidade e da sua missão, de inegável transcendência eclesial.
José Cardoso Pires e o Leitor Desassossegado de Marco Neves. Guerra e Paz Editores. Lisboa, 2018, 175 págs. B.
Um crime: eis o que nos apresenta cada romance de José Cardoso Pires, convidando-nos logo a entrar na investigação. Quando de lá saímos, percebemos que nos tornámos cúmplices do próprio crime – tudo não passou dum saboroso e sofisticado jogo literário que o autor usou para caçar e desassossegar o leitor. Neste ensaio, a nossa atenção vira-se para o peculiar crime literário de Cardoso Pires, revelando as estratégias de que o autor se serve para tornar o leitor refém dos seus romances.
Tem nas mãos, no fundo, uma investigação literária e policial: vamos à procura do que nos quis dizer uma das maiores vozes do romance do século XX português.
Amanhã à Mesma Hora: Diário de uma Stripper Portuguesa de Leonor Sousa. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2005, 515 págs. B.
O que sente uma mulher de trinta e um anos, sem emprego e sem dinheiro, que decide mostrar o rabo e as mamas para pagar a conta do visa e a renda de casa? E o que sente essa mulher se não tiver namorado e for amante de um homem que está noivo de outra? E o que acontece se a esta salada juntarmos um bando de clientes chatos, com mau hálito e sempre a pedirem um número de telefone; um punhado de mulheres a competirem entre si como cabras do inferno e um futebolista com cheiro a bebé? O resultado é o diário de uma mulher como todas as outras, com problemas e a casa para limpar, mas que à noite dança e encanta ao som de AC/DC. E que, nos bastidores, é uma cabra com tomates, capaz de vos ir à cara se se meterem com ela…
Depois de muitos anos de submissão, sendo usada quase exclusivamente como máquina de ter filhos e tendo sofrido duas depressões, a “venda” de Zana e Nadia deu a Miriam a coragem necessária para empreender uma campanha para salvar as filhas da miséria e sordidez em que ambas eram obrigadas a viver. Sem Piedade! é um…
Factos e Enredos: Quatro Anos no Ministério das Finanças de Miguel Cadilhe. Edições ASA. Porto, 1990, 347 págs. E.
“Para quem lê o livro, os argumentos de Cadilhe são demolidores e fica-se muito próximo de acreditar que efectivamente interesses estranhos se moveram contra o ex-ministro, denegrindo a sua figura pública, por forma a arredálo das funções que ocupou. durante quatro anos.”.
Cleopatra de Auguste Bailly. Estúdios Cor. Lisboa, 1963, 195 págs. B.
De todos os nomes que nos vêm aos lábios, o de Cleopatra é um dos mais prestigiosos. Não é preciso muita imaginação para que aquelas sílabas nos despertem um conjunto de sensações poderosas e confusas tanto mais poderosas quanto mais confusas: céus e perfumes do Oriente, galeras de velas púrpura deslizando sobre um mar cintilante, o esplendor de um corpo banhado em aromas, em carícias misteriosas e irresistíveis, em ternuras e perfidias. apelos e recusas, tentações e abandonos, um enorme material decorativo e psicológico que o romantismo tem exagerado e exaltado. Fosse qual fosse a verdadeira morte de Cleopatra, e supondo que poderiamos chegar a uma certeza a esse respeito, ser-nos-ia impossível renunciar ao seio nu, a essa imperceptivel picada de serpente, achado verdadeiramente genial que junta o prestigio da morte a uma imagem de voluptuosidade e evoca de modo insidioso a satisfação de um desejo supremo e bizarro. Rodeada por todos os símbolos da lenda, Cleopatra não poderia ter outra morte. e o historiador, neste caso, tem de inclinar-se ante o poeta.
DECORRERAM quinhentos anos sobre o nascimento de Pedro Álvares Cabral e no entanto o seu nome, resistindo à implacável lei do esquecimento que a morte sempre traz, impôs-se ao tempo. E perdurou no fascínio de um feito que alargou as dimensões do Mundo de então; ligado ao símbolo da religião cristã, erguido numa praia atlântica…
«Pessoa: Uma Biografia é um casamento feito no céu intelectual, a equilibrada união entre o génio literário de Fernando Pessoa e os poderes analíticos do seu biógrafo. Zenith consegue não apenas revelar convincentemente que Pessoa era um grande (e estranho) poeta como também um espantoso dramaturgo e filósofo. Pessoa é um triunfo de erudição e verve que é difícil de parar de ler.» – António Damásio
Chiara Lubich: a Obra de uma Mulher de Jim Gallagher. Editora Cidade Nova. Parede, 1998, 249 págs. B.
O livro do biógrafo inglês Jim Gallagher, Chiara Lubich A Obra de uma Mulher, é uma janela aberta para todos os que desejarem conhecer esta fascinante mulher e figura do nosso século. Numa narrativa inteligente, o Autor conseguiu, subtilmente, que fosse Chiara mesma a narrar os principais factos da sua vida e da Obra que fundou.
Possesso: A Verdadeira História de um Exorcismo de Thomas B. Allen. Bertrand Editora. Venda Nova, 1994, 270 págs. B. Enigmas de Todos os Tempos | 1
O diário secreto de um sacerdote jesuíta, guardado por décadas num hospital psiquiátrico de St. Louis, revela o mais bem documentado exorcismo da história – o mesmo que inspirou O Exorcista de Blatty. Thomas B. Allen investigou o caso, ouvindo testemunhas dos rituais realizados em 1949 num jovem de Maryland, envolvendo padres e até um pastor luterano. O relato, assustadoramente real, prova que a verdade por vezes supera a ficção. Uma leitura indispensável.
Páginas de Jornalismo de Gabriela Castelo Branco. Imprensa Artística. Lisboa, 1954, 375 págs. B.
Gabriela Castelo Branco ainda há pouco publicou um livrinho de versos, no qual reuniu um capital precioso: os sonhos que sonhou e as suas viagens na Via Láctea. Agora vai falar-nos dos caminhos que percorreu na Terra, quando teve de fugir à imaginação, para se sujeitar exclusivamente à acção.
Na sua obra há duas partes distintas: o ideal e o real, a poesia e a prosa o que se adivinha e o que se observa. Poetisa e jornalista, eleva-se à plenitude do azul, onde as miragens a acalentam, nos seus braços ligeiros como plumas; mete-se no torvelinho das cidades, interroga os homens, perscruta os seus segredos e dirige-lhes estas perguntas: Para onde vais? Que fazes e pensas? Em que te ocupas? Quais as tuas crenças e quais os teus negócios? És anjo ou demónio? Asceta ou pecador? Amas a virtude ou o pecado?», etc., etc.
Maria Amália Vaz de Carvalho de Antero de Figueiredo. Livrarias Aillaud e Bertrand. Lisboa, 1918, 59 págs. B.
PRINCIPIO por falar dos trabalhos críticos da Senhora Dona Maria Amália, obra extensa e variada, abrangendo um período de trinta anos, obra em que mais aspectos se mostram da sua cultura, da sua sensibilidade, do seu talento tão sagaz, do seu coração tão formoso.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Discurso pronunciado na Sessão Solene realizada na Academia das Sciências de Lisboa, na noite de 17 de Março de 1918.
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