Constança Telles da Gama: Fio-de-prumo de Maria João da Câmara Oficina do Livro. Alfragide, 2024, 511 págs. B.
Nascida em 1877 no seio de uma família tradicional portuguesa, Constança Telles da Gama teve uma vida tão intensa e rica como agitada e surpreendente. Mulher enérgica e de espírito firme, foi o fio-de-prumo da sua família em tempo de grande agitação política em Portugal e no mundo. E foi uma protagonista inesperada na sociedade portuguesa nos anos seguintes à implantação da República – que a levou à prisão, mas também a conhecer o amor da sua vida.
Após ter escrito Vera Lagoa – Um Diabo de Saias, a historiadora Maria João da Câmara regressa com a biografia desta mulher notável que foi Constança Telles da Gama. Escrita em forma de memórias imaginadas e tendo por base um importante acervo documental até agora desconhecido, a história desta mulher interpela o leitor pelo seu lado profundamente humano e tocante, dando também a conhecer o país na viragem do século XX, afinal menos conhecido do que julgamos.
Pavlov de Hillary Cuny
Círculo de Leitores. Lisboa, 1976, 198 págs. B. Colecção: Conhecer |
Ivan Pavlov (1849–1936) foi um fisiologista russo que abandonou a via religiosa para estudar Ciências e Medicina em São Petersburgo. Dirigiu o Departamento de Fisiologia do Instituto de Medicina Experimental, onde investigou as secreções digestivas e formulou a teoria do reflexo condicionado a partir de experiências com cães, influenciando profundamente as correntes comportamentais da psicologia no início do século XX. Recebeu o Prémio Nobel da Fisiologia e da Medicina em 1904 e distinções como o doutoramento honoris causa de Cambridge e a Legião de Honra
A Morte no Monte: Catarina Eufémia de José Miguel Tarquini
Emp. Tip. Casa Portuguesa. Lisboa, 1974, 148 págs. B. Il.
A vida de Catarina Eufémia Baleizão é pouco conhecida:
A realidade foi superada pela lenda e, em muitos casos, a lenda é a única realidade. Os factos aqui relatados têm como base essa lenda e os dados recolhidos na aldeia em que viveu e morreu. Os personagens que intervêm são reais, na sua grande maioria. Em muitos casos, tiveram contacto com o autor. No entanto, os seus perfis foram vincados de tal forma que o livro transmite, à maneira de caricatura, só os mais salientes. Em todo o caso, este livro não poderia servir como prova judicial, num eventual processo das atitudes tomadas pelos participantes. Ele é apenas um eco da lenda reproduzida jornalisticamente. As falhas que, por acaso, possa conter, são, umas vezes, de entendimento e outras um produto das deformações do tempo. O leitor deverá ter em conta que o presente livro é um testemunho histórico, o produto de uma tradição oral que pode ser fal seada ou fortificada pelas mesmas paixões que deram origem à morte da lendária camponesa.
Maria Stuart de Stefan Zweig. Círculo de Leitores. Lisboa, 1974, 351 págs. E.
Maria Stuart é uma obra biográfica da autoria do notável escritor Stefan Zweig sobre a rainha da Escócia (1542-1587), também rainha consorte de França entre 1559-60 e pretendente ao trono inglês, enquanto descendente de Henrique VII. Condenada por traição e presa durante 22 anos por ordem de sua prima Elizabeth I, rainha de Inglaterra, Maria Stuart ascendeu ao trono com apenas seis dias de idade e viveu uma vida repleta de intrigas políticas.
Marcello Caetano de Joaquim Vieira Círculo de Leitores. Lisboa, 2002, 199 págs. E. Il.
«Um governante não chega ao poder para lhe ser entregue uma folha de papel em branco onde escreva o que quiser. Não: recebe uma determinada estrutura histórica, política, social, um conjunto de hábitos, de costumes, de maneiras de viver, e é a partir daí que ele tem de governar.» in Entrevista a António Alçada Baptista, in Conversas com Marcello Caetano, 1973
Leonardo o Primeiro Cientista de Michael White
Publicações Europa-América. Mem Martins, 2004, 306 págs. B. Il.
Mas quem de facto foi Leonardo da Vinci? Homem da Ciência? Das Artes? Do Pensamento? Da Engenharia? Da Arquitectura? Da Óptica? Da Medicina? Do Futuro? Como pôde um homem ser tantas coisas em tão pouco tempo? Como pôde ele descobrir teorias que só séculos mais tarde seriam redescobertas e aplicadas?
Neste livro, as suas ideias científicas têm prioridade. Viajaremos com o génio nas suas máquinas pelas cidades do seu tempo, conheceremos a história das caras por detrás dos quadros, suas amizades, seus medos. Impelido por uma necessidades quase psicótica de tudo descobrir, de tudo investigar e experimentar – um homem com uma visão holística do Universo, o mistério da vida – Leonardo foi um homem de pensamento tão vasto que do Renascimento se estende até aos nossos dias.
Federico Garcia Lorca de Andre Belamich Círculo de Leitores. Lisboa, 1978, 196 págs. E. Il.
Federico García Lorca foi um poeta e dramaturgo espanhol, nascido em 1898, que se destacou pela sua obra marcada por temas como a morte e a tragédia. Abandonou o curso de Direito para se dedicar às artes e ganhou notoriedade com poesia e teatro, incluindo obras como Bodas de Sangre, Yerma e A Casa de Bernarda Alba. Foi assassinado em 1936, no início da Guerra Civil espanhola.
Cinco Homens de Estado de Luís Beiroco
Livros do Brasil. Lisboa, 2003, 172 págs. B. Colecção: Vida e Cultura | 169
«O autor começa por fazer uma evocação biográfica de cinco grandes líderes europeus do século XX. Todos são ou foram figuras marcantes na história política do seu país – e da Europa. Todos menos um começaram a afirmar-se como Homens de Estado antes da 2ª Guerra Mundial; todos menos um se afirmaram como tais depois dela. O único que ainda está vivo continua a exibir as suas altas qualidades, embora tenha ganho as esporas de ouro como estadista nos anos 80 do século XX. Apesar das muitas diferenças que os separam, vários traços comuns os aproximam aos pares: Churchill e De Gaulle foram heróis de guerra; De Gaulle e Salazar foram construtores de sistemas constitucionais específicos; Salazar e Mitterrand (a despeito de inúmeras divergências) foram ambos amantes do Poder, das suas relações de influência e do seu exercício florentino; De Gaulle e Juán Carlos defenderam, com êxito, a Democracia contra golpes militares.» Diogo Freitas do Amaral
Cardeal Cerejeira de Joaquim Vieira Círculo de Leitores. Lisboa, 2002, 199 págs. E. Il.
Fotobiografia do Cardeal Cerejeira, numa edição de grande qualidade tendo como responsável gráfico Fernando Rochinha Diogo. A pesquisa iconográfica é da responsabilidade de Cristina Faria, Irene Pimentel, Júlia Leitão de Barros e Margarida Cunha Belém, sendo responsável pela pesquisa genealógica Luís Filipe Marques da Gama.
António Spínola de Joaquim Vieira Círculo de Leitores. Lisboa, 2002, 199 págs. E. Il.
António Sebastião Ribeiro de Spínola (1910–1996) foi um militar e político português, primeiro Presidente da República após o 25 de Abril de 1974. Destacou‑se como comandante na guerra colonial, sobretudo na Guiné, onde defendeu uma solução política para o conflito. Autor de “Portugal e o Futuro”, tornou‑se figura central da transição, mas demitiu‑se meses depois e liderou a tentativa de golpe de 11 de Março de 1975, acabando exilado.
António Silva de Joaquim Vieira Círculo de Leitores. Lisboa, 2002, 199 págs. E. Il.
António Maria da Silva (1886–1971), conhecido como António Silva, foi um dos mais populares atores portugueses do século XX, com mais de 50 anos de carreira em teatro e cinema. Destacou‑se especialmente nas comédias da “era de ouro” do cinema português, em filmes como “A Canção de Lisboa”, “O Pátio das Cantigas”, “O Costa do Castelo” e “As Pupilas do Senhor Reitor”, criando tipos lisboetas inesquecíveis que marcaram várias gerações
Olhar para Trás de Lou Andreas Salomé Relógio d’ Água Editores. Lisboa, 1987, 215 págs. B.
Nesta sua auto-biografia, Lou Andreas-Salomé fala-nos da sua vida e por isso também de Nietzsche, Rilke e Freud, a quem esteve ligada por paixão ou amizade e pela colaboração intelectual.
E lendo este livro depressa nos apercebe-mos que mais do que a lúcida descrição da sua existência que se situou para além do bem e do mal e em muitos aspectos antecipou as reivindicações femininas mais recentes – Lou Andreas-Salomé busca um sentido para a sua existência, reflecte sobre uma vida que foi profundamente religiosa no sentido etimológico do termo.
Minha Vida nos Garimpos de António de Padua Morse Edições Melhoramentos. Lisboa, 1968, 133 págs. B. 👨🏻🎨 Ilustrações de J. G. Villin
Relato autobiográfico sobre a vida nos garimpos brasileiros, onde o autor descreve o quotidiano duro, a busca do ouro e as relações humanas num ambiente marcado por risco, ambição e aventura. Um testemunho directo de um mundo pouco retratado na literatura.
De Gaulle Mon Père de Philippe de Gaulle
Plon. França, 2003, 2 vols. B. Il.
Quel portrait plus fidèle que celui qu’un fils peut faire de son père ? Voici donc la suite des entretiens que Philippe de Gaulle a accordés à Michel Tauriac. Au moment où s’ouvre ce second tome, le Général vient d’entrer à l’Elysée, et bientôt, à Alger, va éclater la tragédie. Dix années vont se succéder, au cours desquelles nous suivons Charles de Gaulle. Nous vivons avec lui en famille, prenons part à ses réflexions intimes. Nous sommes à ses côtés quand les généraux se révoltent, quand on tire sur sa voiture au Petit-Clamart, quand il nomme Pompidou Premier ministre, quand il perd le référendurn et se retire dans son village. Ces événements dramatiques ont bouleversé le cours de l’histoire contemporaine et plus de trente ans après sa disparition, Charles de Gaulle n’en finit pas de déchaîner les passions. Dans la bouche de son fils, cette figure incontournable du patrimoine français se révèle être ” père et mari envers et contre tout “, un être capable de susciter l’amour exceptionnel d’une femme qui se serait fait tuer pour lui.
De Gaulle de Max Gallo Éditions Robert Laffont. Paris, 1998, 4 vols. B
A biografia de De Gaulle, escrita pelo historiador e romancista Max Gallo, não é apenas um relato de datas e factos; é uma narrativa épica que trata a vida do General como um grande romance histórico. Gallo utiliza um estilo literário vibrante — muitas vezes escrevendo no tempo presente — para transportar o leitor para o centro das decisões que moldaram o século XX.
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