« Goetz : Je prendrai la ville. Catherine : Mais pourquoi ? Goetz : Parce que c’est mal. Catherine : Et pourquoi faire le Mal ? Goetz : Parce que le Bien est déjà fait. Catherine : Qui l’a fait ? Goetz : Dieu le Père. Moi, j’invente. »
“Et quel beau livre! Quelle somme! En le feuilletant on se souvient, on se reproche aussi d’avoir oublié des poètes. Il en faut tant pour dire toute la poésie. Choisir dans ses préférences c’est s’installer dans une ingratitude. Vous nous rappelez à la conscience des justices littéraires. Votre anthologie devrait être dans toutes les écoles..”…
L’Empire des signes est un récit de voyage de Roland Barthes publié en 1970, dans lequel l’auteur mélange le genre de la littérature des voyages et le discours scientifique avec des textes théoriques illustrés d’images du Japon, de la ville de Tokyo et de Japonaises.
C’est trop peu de dire que nous vivons dans un monde de symboles, un monde de symboles vit en nous. De la psychanalyse à l’anthropologie, de la critique d’art à la publicité et à la propagande idéologique ou politique, sciences, arts et techniques essaient de plus en plus aujourd’hui de décrypter ce langage des symboles,…
Un essai fondateur, qui décrypte les mythes de la vie quotidienne Au travers de la DS, du bifteck-frites, du strip-tease ou du plastique, les Mythologies ne sont pas seulement un formidable portrait d’une France entrant, avec les années 50, dans la culture de masse moderne, elles sont aussi l’invention d’une nouvelle critique de l’idéologie :…
« C’est parce qu’il n’y a pas de pensée sans langage que la Forme est la première et la dernière instance de la responsabilité littéraire, et c’est parce que la société n’est pas réconciliée que le langage institue pour l’écrivain une condition déchirée. » Roland Barthes
Une anthologie originale qui rassemble, en vers, en prose et en chansons, les plus précieux et les plus vivants trésors de la poésie française, des origines à 1940.
Poemas Portugueses de Charles Tomlinson. Relógio d’ Água. Lisboa, 1996, 43 págs. B.
É claro que não é apenas o granito do noroeste peninsular que me atrai a Portugal. Entre demolições e desenvolvimento indiferente, celebro num poema como “Rua do Carriçal” uma rua do Porto que, apertada entre vias de grande tráfego, de algum modo sustenta um sentido de continuidade, com algo do passado nos seus velho muros, e num particular quintal, que é suficiente para dar a um poeta um significado próprio. Se me retorquirem que muitas das coisas que admiro em Portugal pertencem cada vez mais ao seu passado, apenas posso responder que se o passado deixar de pertencer ao presente, se for deitado fora numa qualquer febre de desenvolvimento, então o presente tornar-se-á numa estéril terra devastada.»
Em boa verdade, o que temos em Rilke corresponde fundamentalmente a uma compreensão de que na arte moderna o essencial não tem a ver com a produção de objectos estéticos enquanto objectos ou com a produção de imagens capazes de se bastar a si mesmas ou capazes de esboçar um mundo “alternativo” (que seria sempre…
Antigo Egipto, Ano 2200 a.C. Durante o declive do Antigo Império que marcará o fim do Império Médio, Neferkara Pepi, que durante quase um século reinou sobre as «Duas Terras, está prestes a morrer. O reino encontra-se numa situação dramática, o povo está à beira da sublevação, mas os cortesãos ocultaram esta situação do faraó. No entanto, o sacerdote e tesoureiro Ipuwer, o homem com o coração honesto», irrompe no salão do trono para revelar ao soberano a dramática situação que vive o seu reino. O profundo dramatismo do relato de Ipuwer comove profundamente o ânimo do faraó que revive o seu passado desde que subiu ao trono com seis anos de idade.
Jeremy Pauling é um solteirão de 38 anos de idade, que nunca saiu de casa. Arrasta uma existência vazia de sentido, vencido pela inércia de solidão. A única paixão da sua vida é a escultura. As mulheres bonitas aterrorizam-no.
A morte da mãe deixa Jeremy a braço com a sua decrépita casa de hóspedes, e a chegada de uma nova ocupante vai constituir um desafio a que ele não tem condições para enfrentar. O nome dela é Mary Tell e o seu carácter forte e determinado vem dar uma nova alma àquela casa.
Anne Tyler, vencedora do Prémio Pulitzer com Exercícios de Respiração, consegue tornar as suas personagens totalmente convincentes, plenas de humanidade. Navegação Celestial é um romance tranquilo mas intenso, daqueles que se admiram e nunca mais se esquecem.
James (Jim) Dixon é um jovem professor universitário de história medieval aborrecido com o seu trabalho, e lutando por sobreviver a uma sociedade burguesa e provinciana. Nesta comédia do absurdo, toda a ação se desenvolve em torno do controle individual sobre o outro. Nas várias frentes – superiores hierárquicos, colegas, alunos, namoradas – os equívocos, as maquinações, os mal entendidos, os favoritismos (também exercidos pelo próprio) concorrem para o tormento de Jim, que fuma e bebe em demasia e se dirige à desfilada para um ponto de ruptura.
Jim terá a sorte de conseguir escapar às armadilhas das circunstâncias, libertar-se, sair por cima. Mas quão livre será o novo Jim?
Uma obra-prima sobre o homem em conflito com uma realidade ilegível, uma comunicação deteriorada por jogos, um ego imperscrutável, e uma sociedade repressiva do individual. Considerado por Christopher Hitchens o livro mais divertido da segunda metade do século XX e, por Toby Young, o melhor romance cómico do século XX, A Sorte de Jim é uma hilariante sátira da vida académica britânica e um marco da literatura dos pós-guerra.
De chapéu de coco e guarda-chuva escrupulosamente bem enrolado, dirigindo-se para o seu emprego na City – esta é Charlotte Bingham, 20 anos de idade, filha de um par do Reino e autora de um primeiro romance que tem provocado as mais vivas reacções, ao revelar certas verdades sobre a juventude do seu tempo
Em 1503 Sandro Botticelli pede ajuda ao seu amigo Leonardo. A situação é os herdeiros da Linhagem Sagrada caíram nas mãos do temível César Bórgia. Da Vinci porá o seu génio ao serviço do resgate dos herdeiros e do prevalecimento da justiça… Séculos mais tarde, o reinado do terror de Robespierre será o enquadramento histórico…
Ciociara de Alberto Moravia. Círculo de Leitores, 1973, 305 págs. B.
Pressionada pela miséria, Cesira refugia-se em Roma, fugindo de sua Ciociara natal. Obrigada pela guerra a voltar com sua filha para as montanhas, elas vêem, qual castelo de cartas, cair por terra seus sonhos, sua fé, sua inocência. Transformado em filme – valeu um Oscar de melhor atriz a Sofia Loren. A Ciociara está impregnado de comovente tragicidade, tão familiar aos romances e novelas de Alberto.
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