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  • A Misteriosa Padaria na Rue Paris de Evie Woods

    Misteriosa Padaria na Rue Paris, A

    Evie Woods

    7,50 

    A Misteriosa Padaria na Rue Paris de Evie Woods
    Porto Editora. Porto, 2025, 285 págs. B.

    Aninhada no meio das ruas empedradas de Compiègne, havia uma padaria em nada igual às outras. Pela cidade corriam rumores de que os seus bolos tinham um sabor mágico capaz de expulsar até a mais sombria mágoa. Uma mera dentada num croissant poderia trazer sorte, desbloquear uma memória preciosa há muito esquecida ou revelar desejos ocultos…
    Depois de uma importante perda, Edith Lane sente que a sua vida precisa de uma mudança. Ao ver um anúncio de emprego, candidata-se à vaga que a faz viajar da Irlanda para Paris, onde se encontra a encantadora padaria para a qual foi contratada. Porém, quando se trata de Edie, a receita para o desastre não precisa de muitos ingredientes: uma quantidade pouco saudável de ilusões e uma pitada de desespero são suficientes para gerar o caos. É o que acontece quando percebe que não irá trabalhar na cidade dos seus sonhos, e que a padaria fica a uma hora de comboio da capital. Ao chegar lá, são muitos os dias em que pensa ter feito a escolha errada, sem perceber os mistérios daquele estranho lugar e o encanto que exerce sobre todos os que provam as suas iguarias. Contudo, o tempo e um segredo escondido sob as tábuas do soalho revelam-lhe não apenas uma história antiga cuja pista vale a pena seguir, mas também o caminho para encontrar o lugar a que verdadeiramente pertence.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • A Mãe da Noiva de Samantha Hayes

    Mãe da Noiva, A

    Samantha Hayes

    7,50 

    A Mãe da Noiva de Samantha Hayes
    Alma dos Livros. S. L., 2025, 351 págs. B.

    O fenómeno internacional

    Um thriller psicológico tenso e impossível de largar da autora bestseller N.º1 da Amazon.

    Prepare-se para segredos de família, obsessões perigosas e reviravoltas que o vão deixar a questionar tudo — até à última página.

    O dia do meu casamento devia ser o mais feliz da minha vida. Mas, com a minha mãe por perto, pode tornar-se num verdadeiro pesadelo. Ela controla tudo — o vestido, o bolo e até os meus sentimentos. No fundo, sinto que não quer que me case. Quer manter-me dela… para sempre.

    Quando o grande dia finalmente chegar, será que me deixará partir? No ano passado, a minha irmã esteve prestes a casar, mas o noivo foi assassinado no dia do casamento. Pior ainda, encontrei o ramalhete da minha mãe junto ao corpo… Agora, caminho em direção ao altar com um sorriso radiante — mas por dentro, o pânico aperta-me o peito e uma voz interior grita «FOGE!».

    O Owen, o meu futuro marido, é tudo para mim — cabelo cor de areia, olhos azuis cintilantes. Insiste que está tudo bem, mas o olhar frio da minha mãe, entre os convidados, diz o contrário. Rezo para que esteja certo enquanto deslizo, com mãos trémulas, a aliança dourada pelo dedo dele.

    Este devia ser o dia mais feliz da minha vida. Só espero estar errada acerca da minha mãe e que o Owen esteja em segurança! Mas, quando o padre pergunta se alguém se opõe, viro-me para trás, e todos olham em frente, menos ela. Por baixo da aba do chapéu, os olhos gélidos estão cravados em mim.

    Será que a vida do meu marido está em perigo? Ou será a minha…?

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • A Leste do Paraíso de John Steinbeck

    Leste do Paraíso, A

    John Steinbeck

    10,00 

    A Leste do Paraíso de John Steinbeck
    Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 2 vols.
    Colecção: Dois Mundos | 132 e 132-A

    Os solos férteis do vale de Salinas, na Califórnia, são o cenário deste grande fresco histórico que acompanha os destinos de duas famílias, os Trask e os Hamilton, desde os dias da Guerra Civil Americana ao pós-Primeira Guerra Mundial.

    A inexplicabilidade do amor e as consequências criminosas da sua ausência estão no centro deste romance, publicado originalmente em 1952, onde John Steinbeck apresenta algumas das suas personagens mais cativantes. Enfrentando um percurso pejado de luta e de sofrimento que atravessa gerações, nas suas histórias ouve-se ecoar irremediavelmente a tragédia das palavras bíblicas e assiste-se a uma reencenação da queda de Adão e Eva e da rivalidade destrutiva entre Caim e Abel.

    “A Leste do Paraíso” é uma obra de maturidade e de grande fôlego, uma história brutal e apaixonante, sobre a qual escreveu o próprio autor:
    «O assunto é o mesmo que cada homem tem utilizado como tema: a existência, o equilíbrio, a batalha e a vitória, na eterna guerra entre a sabedoria e a ignorância, a luz e a treva, o bem e o mal.»

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Lenz de George Buchner

    Lenz

    George Buchner

    6,00 

    Lenz de George Buchner
    Hiena Editora. Lisboa, 1986, 48 págs. B.
    Colecção: Cão Vagabundo | 12

    Novela clássica de Georg Büchner, considerada precursora da prosa modernista europeia. Retrata três semanas na vida do dramaturgo Jakob Michael Reinhold Lenz e a sua descida à loucura, combinando ficção e documentos históricos numa inovadora exploração psicológica.

    📝Sublinhados a lápis

  • Lady Susan de Jane Austen

    Lady Susan

    Jane Austen

    6,00 

    Lady Susan de Jane Austen.
    Relógio d’Água Editores. Lisboa, 2014, 107 págs. B.

    Lady Susan é uma novela epistolar e a primeira obra completa escrita por Jane Austen.

    Bela, provocante, e viúva recente, Lady Susan Vernon procura um novo e vantajoso casamento. Ao mesmo tempo, tenta manter uma relação com um homem casado e persuadir a filha a comprometer-se com um jovem que detesta. Através de hábeis manobras, Lady Susan preenche a sua agenda com longas visitas a familiares e alguns conhecidos — em busca da realização do seu plano.

    Com o desenrolar da acção, as personagens vão sendo conhecidas e o suspense aumenta, tudo através de cartas trocadas entre Lady Susan, a sua família, amigos e inimigos.

    Descrita pelos seus rivais como a «mais refinada coquete de Inglaterra», dotada de uma «certa dose de artifício que é cativante», Lady Susan mostra-se uma figura notável — com intrigas e maquinações que conduzem a desastrosos resultados.

    Lady Susan é uma novela sofisticada do ponto de vista da sua construção. Aborda os costumes e tradições do período da Regência e tornou-se uma das obras favoritas dos leitores de Jane Austen.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Isto Pode Doer de Stephanie Wrobel

    Isto Pode Doer

    Stephanie Wrobel

    7,50 

    Isto Pode Doer de Stephanie Wrobel
    Planeta. Lisboa, 2022, 390 págs. B.

    Um thriller sombrio e eletrizante sobre duas irmãs: uma presa nas garras de um culto, a outra na teia das suas próprias mentiras.

    Natalie Collins não tem notícias da irmã há mais de meio ano. Da última vez que falaram, Kit arrastava-se entre dias de trabalho entediantes, noites de borga e crises de choro no duche pela morte da mãe. Nessa altura, Kit disse-lhe que tinha a certeza de que a vida tinha algo mais para lhe oferecer…

    E depois Kit encontrou Wisewood.

    Numa ilha privada na costa do Maine, os hóspedes de Wisewood comprometem-se a estadias de seis meses. Durante este período, estão proibidos de contactar com o mundo exterior: não há Internet, não há telemóveis, não há exceções. As regras têm uma razão de ser: manter os hóspedes focados em libertarem-se dos seus medos, para que possam alcançar o seu Eu Maximizado. Natalie acha que é uma má ideia e desaconselha a irmã a ir, mas Kit está farta do cinismo dela e desaparece do mapa.

    Seis meses depois, Natalie recebe um e-mail de uma conta de Wisewood a ameaçar revelar o segredo que ela tem escondido de Kit. Em pânico, Natalie ruma a norte, para encontrar a irmã e trazê-la para casa. Mas está prestes a descobrir que não é assim tão fácil sair de Wisewood.

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  • Uma Grande História de Amor de Susana Tamaro

    Grande História de Amor, Uma

    Susana Tamaro

    7,00 

    Uma Grande História de Amor de Susana Tamaro
    Editorial Presença. Lisboa, 2021, 213 págs. B.

    Edith e Andrea – ela, uma jovem progressista; ele, um capitão muito rigoroso – encontram-se por acaso num ferryboat entre Veneza e a Grécia. O que parece um evento insignificante muda a vida de ambos… para sempre.
    Primeiro, vem a recusa: como podem eles, pessoas tão diferentes, sentir-se atraídos um pelo outro? Depois, as várias fases de um amor inicialmente clandestino, as aventuras de uma longa separação, o perigo de um segredo, uma felicidade inesperada e uma grande provação. E, por fim, a ilha cheia de vento e de luz, para onde os dois se mudam depois de recuperarem uma velha casa abandonada. A ilha onde agora Andrea se encontra sozinho. Porém, os diálogos verdadeiramente importantes nunca se esgotam: enquanto cuida do jardim e das abelhas da amada mulher, Andrea continua a falar com Edith. Conta-lhe, com ternura e paixão, a grande história de amor que os uniu. E promete-lhe que encontrará a filha, Amy, que há muito cortou relações com os pais. Será possível recomeçar, redescobrir a família, apesar da tristeza e das verdades difíceis?

    Quando parece que perdemos a capacidade de nos surpreender, de procurar a luz, de cuidar, será que o nosso coração se calou ou seremos nós que não sabemos ouvi-lo? Um romance poderoso e pleno de sabedoria – capaz de apontar o caminho para o renascimento que todos procuramos.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Dilema de Shakespeare de Harry Turtledove

    Dilema de Shakespeare, O

    Harry Turtledove

    7,00 

    O Dilema de Shakespeare de Harry Turtledove
    Saída de Emergência. São Pedro do Estoril, 2011, 477 págs. B.

    Em 1588, a Invencível Armada de Filipe, rei de Espanha e Portugal, zarpou de Lisboa para conquistar Inglaterra. Mas uma série de tormentas e o génio de Francis Drake desbarataram-na, salvando assim Inglaterra. O que aconteceria se essas tormentas nunca tivessem acontecido e Francis Drake não tivesse a sorte do seu lado? É isso que descobrimos neste fabuloso romance de Harry Turtledove. Onde dez anos depois do desembarque dos espanhóis, os ingleses vivem subjugados pela inquisição que atira os heréticos para a fogueira. William Shakespeare é apenas mais uma vítima. Não tendo qualquer interesse na política, a sua paixão é escrever para o teatro onde as suas palavras provocam gargalhadas e lágrimas na população oprimida. Mas agora é dada a Shakespeare a oportunidade de escrever a sua maior obra… Um drama que incite os ingleses a levantarem-se contra os opressores e a mudar o curso da história.

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  • A Eneida de Virgílio

    Eneida, A

    Virgílio

    6,00 

    A Eneida de Virgílio
    Amigos do Livro. Lisboa, s.d., 297 págs. E. Il.

    Entre ruínas e profecias, um herói exilado carrega nos ombros o destino de um novo império.

    Eneida, de Virgílio, composta no século I a.C., narra a jornada de Eneias, príncipe troiano que, após a queda de Troia, parte em busca de uma nova terra onde possa cumprir o destino que os deuses lhe reservaram. Guiado por sinais divinos e confrontado por tempestades, guerras e paixões trágicas, Eneias percorre o Mediterrâneo até chegar à península Itálica, onde terá de enfrentar novas batalhas para fundar o povo que dará origem a Roma.

    Inspirada nos grandes poemas de Homero, a obra combina aventura épica, mitologia e ideal político, celebrando as virtudes do heroísmo, do dever e do sacrifício em nome de um destino coletivo. Ao mesmo tempo, Virgílio constrói um poema de grande beleza literária, onde o drama humano, a intervenção dos deuses e a visão do futuro de Roma se entrelaçam numa narrativa grandiosa que marcou profundamente toda a tradição clássica.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Deus da Floresta de Liz Moore

    Deus da Floresta, O

    Liz Moore

    10,00 

    O Deus da Floresta de Liz Moore
    Edições ASA. Alfragide, 2024, 541 págs. B.

    Há quem diga que foi trágico o que aconteceu à família Van Laar.
    Há quem diga que foi merecido.
    Que nem sequer agradeceram às pessoas que passaram cinco noites na floresta gelada a tentar encontrar o filho deles.
    Há quem diga que houve uma razão para a família ter demorado tanto tempo a pedir ajuda. que os Van Laar, na verdade, sabiam de antemão o que tinha acontecido ao rapaz.
    Agora, quinze anos depois, a filha que nasceu durante o luto acaba de desaparecer na mesma floresta que o irmão.
    Há quem diga que os dois desaparecimentos não estão relacionados.
    Há quem diga que estão.

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  • Delito de Dançar o Chá-Chá-Chá de Guilherme Cabrera Infante

    Delito de Dançar o Chá-Chá-Chá

    Guilherme Cabrera Infante

    5,00 

    Delito de Dançar o Chá-Chá-Chá de Guilherme Cabrera Infante
    Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1997, 94 págs. B.
    Colecção: Ficção Universal | 179

    Os três contos deste livro são feitos de recordações. Dois decorrem no apogeu do bolero, o terceiro depois da queda no abismo histórico. É evidente que o tempo é diferente, mas o espaço, a geografia (ou, se preferirem, a topografia: todos os caminhos conduzem ao amor) é o mesmo.

    Os personagens são intermutáveis, mas no terceiro conto o homem é mais decisivo do que a mulher, na única narração na primeira pessoa que não parece sê-lo. Apesar de as suas reflexões – observando-se viver num espelho dialéctico – serem todas literárias ou referidas a um único livro. A cidade é sempre a mesma. Preciso de dizer que se chama Havana?

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  • A Cozinheira de Castamar de Fernando J. Múñez

    Cozinheira de Castamar, A

    Fernando J. Múñez

    8,00 

    A Cozinheira de Castamar de Fernando J. Múñez
    Porto Editora. Porto, 2020, 615 págs. B.

    Clara Belmonte é uma jovem de uma família abastada que, após a morte do patriarca, um dos mais prestigiados médicos de Madrid, se vê cair na mais completa pobreza.
    Apesar da educação primorosa que recebeu, Clara precisa de uma forma de sustento e acaba por se candidatar a um trabalho nas cozinhas do palácio ducal de Castamar, que conquista graças ao talento para a culinária que herdou da mãe.
    Clara não é bem recebida nos primeiros tempos. A sua eloquência, bem como o rigor na limpeza das cozinhas e a ousadia no requinte dos pratos, depressa a elevam na atenção dos habitantes da casa e no ciúme dos colegas de trabalho.
    Mas é Dom Diego, o duque de Castamar, quem Clara mais impressiona. Arrancando-o à apatia absurda em que vive desde o estranho falecimento da mulher, a jovem cozinheira fá-lo derrubar todas as barreiras, despertando-lhe o palato, o intelecto e, por fim, o coração.

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  • A Ciociara de Alberto Moravia

    Ciociara, A

    Alberto Moravia

    5,00 

    A Ciociara de Alberto Moravia
    Portugália Editora. Lisboa, s.d., 306 págs. B.
    Colecção: Romances Universais | 26

    Durante a Segunda Guerra Mundial, uma mulher e a sua filha enfrentam a brutalidade da guerra e a fragilidade da vida em busca de um refúgio seguro. A relação entre mãe e filha torna-se o centro de uma luta pela sobrevivência, onde o amor e a proteção se tornam ainda mais preciosos em tempos de incerteza.

    À medida que os horrores do conflito se desenrolam, a protagonista é confrontada com escolhas difíceis que a levarão a questionar não apenas as suas convicções, mas também a essência da sua própria humanidade. A narrativa cruza os limites do sofrimento e da esperança, revelando as facetas da resistência e da vulnerabilidade.

    Este relato profundo e tocante explora a complexidade das relações familiares em cenários extremos, capturando a essência da luta pela vida e pelo amor mesmo nas circunstâncias mais adversas. Uma leitura que nos faz refletir sobre o que significa ser humano em tempos de crise.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Capitão e o Inimigo de Graham Greene

    Capitão e o Inimigo, O

    Graham Greene

    5,00 

    O Capitão e o Inimigo de Graham Greene
    Publicações Europa-América. Mem Martins, 1989, 186 págs. B.
    Colecção: Século XX | 305

    Tenho agora vinte e dois anos e, contudo, o único aniversário que distingo claramente de todos os outros é o dos doze, porque foi naquele dia húmido e enevoado de Setembro que conheci o Capitão. Ainda me lembro das pedras molhadas sob os meus sapatos de ginástica no pátio do colégio e de como as folhas mortas tornavam escorregadio o claustro junto da capela quando corria imprudentemente para fugir aos meus inimigos entre uma aula e a seguinte. Escorreguei e fiz uma paragem brusca enquanto os meus perseguidores se afastavam assobiando, porque no meio do pátio se encontrava o nosso temível director, conversando com um homem alto que usava um chapéu de coco, um espectáculo raro já nessa altura, que o fazia parecer-se com um actor – impressão esta não muito errada, porque nunca mais o vi de chapéu de coco.

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  • Brantome

    Brantome

    Anne-Marie Cocula Vaillière

    7,00 

    Brantome: amoure et gloire au temps des Valois de Anne-Marie Cocula Vaillières
    Albin Michel. Paris, 1986, 477 págs. B.

    Pierre de Bourdeille, seigneur de Brantôme, a surtout mérité les faveurs de la postérité par ses Dames galantes, chef-d’œuvre de la littérature gaillarde qui a piqué la curiosité de générations de lecteurs. Mais on aurait tort de limiter la contribution de Brantôme à ces pages où la verte truculence le dispute à la pure et simple fanfaronnade. Rien ne paraissait impossible pour un cadet des Bourdeille, ivre d’aventure et d’ambition, tout jeune promu abbé de Brantôme. Il lui suffisait de suivre la voie tracée par son père et ses frères aînés pour gagner la gloire sur les champs de bataille. Hélas ! il ne récoltera que tourments en combattant d’autres Français durant le cycle impitoyable des guerres de Religion. II lui restait la cour et la quête du pouvoir et de l’amour l’ombre de Catherine de Médicis et de l’escadron volant de ses dames et filles d’honneur. Hélas ! il ne connaîtra que le sort des courtisans obscurs, voués au service des Grands, toujours inquiets de la faveur des princes et toujours épris des filles de la reine pour le plus grand bien de la galanterie. Brantôme a accompli plus de vingt ans ce parcours périlleux du courtisan jusqu’au jour de sa disgrace. Alors, le spectateur discret de l’intimité des derniers Valois se transforme en témoin audacieux et féroce. Dans sa retraite périgourdine il se repaît d’Histoire et d’histoires. Au bout de la plume, il distille sa vengeance et prépare sa revanche. Le résultat est étonnant. Dans son oeuvre ressuscite toute une génération : celle des contemporains de Charles IX et d’Henri III, celle des derniers chevaliers d’une impossible gloire à l’aube de l’absolutisme monarchique des Bourbons.

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  • Batalha Incerta de John Steinbeck

    Batalha Incerta

    John Steinbeck

    7,00 

    Batalha Incerta de John Steinbeck
    Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 346 págs. B.
    Colecção: Dois Mundos | 133

    Nos campos de Torgas Valley, na Califórnia, os apanhadores de maçãs estão decididos a pôr fim às práticas gananciosas impostas pelo pequeno grupo de proprietários rurais e a greve é declarada. No meio da insurreição, Jim Nolan, rapaz solitário desesperado por dar um sentido à sua existência, rapidamente se vê à frente das operações. Mas à medida que a luta cresce, a violência impõe-se de um modo implacável e a defesa pelo reconhecimento dos direitos fundamentais dos trabalhadores transforma-se num fanatismo cego, que ameaça esmagar a vida daqueles que se entregaram ao seu serviço. Romance empolgante que é ao mesmo tempo um olhar admirável sobre a agitação social e política e a história comovente de um jovem que procura definir a sua identidade, Batalha Incerta foi um dos primeiros títulos escritos por John Steinbeck, lançado em 1936, e desde logo revelador de alguns dos temas que mais marcariam a sua obra: o comportamento de grupo, a luta de classes, a injustiça social e a falta de solidariedade entre os homens.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.