Apresentamos neste volume os poemas mais importantes de Álvaro de Campos, que a introdução situa de um ponto de vista histórico, poético e heteronimico, de modo a determinar as linhas de força mais específicas desta construção lirica – que podemos ver ainda prolongadas em alguns textos de prosa da mesma personalidade aqui também incluidos.
Homem em Processo: Malraux, Sartre, Camus e Saint-Exupéry de Pierre Henri Simon. Portugália Editora. Lisboa, 1967, 203 págs. B.
O homem em processo na obra de quatro pilares da cultura ocidental da nossa época: quatro autores que encetaram uma reflexão e um diálogo sobre o homem de hoje na totalidade da sua configuração. Diálogo e reflexão espinhosos, visto equacionarem precisamente os sintomas visiveis do seu face a face com uma condição critica que o subjuga; mas redentores também, pois, se a missão que estes escritores se fixaram foi a de «declarar a noite do mundo», igualmente se empenharam em «sugerir um modo de a vencer – segundo a definição de Vergilio Ferreira. Um modo, ou vários modos, pois nas direcções específicas que individualizam a obra de cada um (romance, filosofia, teatro, ensaio, história da Arte) há um traço de identidade que consiste, em sumária análise, no terem afirmado com singular gravidade o drama do homem do tempo presente drama moral, crise de valores transplantada para o plano geral da Cultura.
Quem Tem Farelos? de Gil Vicente de Vanda Anastácio. Editorial Comunicação. Lisboa, 1985, 90 págs. B.
A farsa Quem Tem Farelos? merece nesta edição um cuidado exame crítico que parte do necessário apolo documental, beneficiando de um estudo descritivo em que os tipos, a estrutura e certas relações intertextuais são analisados de forma atenta e empenhada.
DA POESIA DE MANUEL DA FONSECA OU A DEMANDA DO PARAÍSO – Maria de Lourdes Belchior SOBRE O FOGO E AS CINZAS DE MA- NUEL DA FONSECA – Maria Isabel Rocheta O ROMANCE RURAL NA PERSPECTIVA NEO-REALISTA: «SEARA DE VENTO» DE MANUEL DA FONSECA Maria Alzira Seixo Subsídios para o estabelecimento de uma bibliogra- fia…
Imagens da Obra do Padre Manuel Bernardes de Lucília Gonçalves Pires. Editorial Comunicação. Lisboa, 1978, 145 págs. B.
Uma antologia diferente do Padre Manuel Bernardes: novos textos em foco, cuidadosamente anotados e comentados, mostram que a obra de Bernardes tem como ponto fulcral a angústia pro- vocada pela incerteza da salvação»; temática, crítica social e ligação ao barroco são os aspectos estudados na apresentação críticas.
Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett de Alberto Carvalho. Editorial Comunicação. Lisboa, 1979, 225 págs. B.
Obra fundamental na prosa portuguesa, as Viagens são criteriosamente apresentadas, nesta antologia, em função do enquadramento na estética romântica, dando-se a maior atenção à sua articulação narrativa, ao seu diálogo com o tempo e a especificidades de escrita de sentido determinado. Bibliografia e cronologia estabelecidas com rigor completam o ensaio que constitui a apresentação crítica.
A lúcida panorâmica da vida e da obra de Shakespeare que nos dá Peter Alexander, professor catedrático de Língua e Literatura Inglesa na Universidade de Glasgow e membro da British Academy, constitui, sem dúvida, não apenas um tributo de um erudito, mas também uma introdução, plena de autoridade, para todos aqueles que pretendem estudar a…
Carlos de Oliveira, um dos mais importantes escritores do nosso século xx, vê aqui a sua poesia tratada com um rigor de análise e uma preocupação de situação histórica que não excluem a sua consideração fascinada. Desenvolvidas linhas de leitura ajudam o leitor a percepcionar os mecanismos de composição de um trabalho poético representativo da melhor das nossas modernidades.
História do Teatro de Robert Pignarre. Publicações Europa-América. Lisboa, 1963, 130 págs. B.
Poucas serão as artes que, tanto como o Teatro, nos permitam seguir, através delas, o caminho percorrido pela humanidade desde os tempos mais remotos. Nascido da magia e do rito litúrgico, vem o Teatro excercendo sobre o homem, pelos séculos fora, um poder de encantamento que atingiu amplitude excepcional em certas épocas áureas, como o grande século da tragédia grega e, mais perto de nós, o chamado Século de Ouro do Teatro, esse século XVII que viu nascer a comédia espanhola e os autos sacramentais de Lope e de Calderón, o drama isabelino dominado pela figura impar de Shakespeare, a commedia dell’arte italiana ou o teatro clássico de um Racine, de um Corneille ou de um Molière. Poder de encantamento, esse, que, de resto, ainda hoje persiste e que, contra o que chegou a pensar-se, o nascimento do seu irmão mais novoo Cinema – não conseguiu desvanecer.
Tradição e Modernidade em Camilo (A Queda Dum Anjo) de Túlio Ramires Ferro. Parceria A. M. Pereira. Lisboa, 1966, 137 págs. B.
A Queda dum Anjo, «novela longa» de Camilo, foi publicada primeiramente em folhetins no Jornal do Comércio, desde 30 de Abril até 12 de Agosto de 1865, e depois em volume em fins de Dezembro desse ano.
“O sr. Campos Júnior, conhecido livreiro editor desta cidade, anuncia a Revolução de Setembro em 29 de Dezembro de 1865, acaba de editar o lindo romance de Camilo Castelo Branco “A Queda dum Anjo.”
Este volume faz parte de uma série de estudos breves, cada um dos quais trata um único conceito fundamental, ou um grupo de dois ou três conceitos fundamentais, do nosso vocabulário critico. A finalidade da série é diferente da que têm em vista os glossários típicos de termos literários. Há muitos termos que, nas breves…
Lírica do Luís de Camões de Maria Vitalina Leal de Matos. Editorial Comunicação. Lisboa, 1979, 200 págs. B.
Não se trata de mais uma antologia da lírica camoniana; trata-se de uma selecção que, não esquecendo os textos mais belos e famosos da produção lírica de Camões, integra ainda outros poe- mas menos conhecidos que darão uma visão mais correcta e aprofundada da obra do autor. Uma cuidada introdução estuda a dialéctica temática da lírica, centrada nos núcleos de significação do amor e do destino, situando-se com justeza no ambiente poético do Renascimento.
A obra-prima do teatro português merece aqui um estudo atento que relaciona o texto com as concepções dramáticas de Almeida Garrett e, muito particularmente, com as que se revelam na «Memória ao Conservatório Real». A sua interpretação especificamente literária é-nos dada numa leitura analítica que clarifica perante o leitor a organização discursiva da peça.
Depois do Auto da india e do Auto da Alma, impunha-se a edição do Auto da Barca do Inferno, que nos é apresentado neste volume com os necessários cuidados de ordem filológica; o estudo interpretativo do texto é orientado a partir do tema da viagem e do seu entendimento alegórico através de um enquadramento literário…
” Ce n’est pas l’œuvre littéraire elle-même qui est l’objet de la poétique : ce que celle-ci interroge, ce sont les propriétés de ce discours particulier qu’est le discours littéraire. Toute œuvre n’est alors considérée que comme la manifestation d’une structure abstraite et générale dont elle est une des réalisations possibles. L’œuvre se trouve alors…
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