História Breve da Literatura Brasileira de José Osório de Oliveira. Editorial Inquérito. Lisboa, 1939, 120 págs. B.
Baptismop Literário
Simples Espectadores
Factores de uma Literatura
O Factor Principal
Perídos da Literatura Brasileira
O primeiro Poeta?
Outros Primeiros Poetas
Plêiade Mineira
Modinha
Introdutores do Romantismo
Gonçalves Dias
Outros Poetas Românticos
José de Alencar
Outros Romancistas Românticos
Parêntesis Sobre a Diferenciação Linguística
Outros Romancistas Românticos (continuação)
Castro Alves
Machado de Assis
Espíritos Europeus
Romance Naturalista
Descobridor do Sertão
Parnasianismo
Simbolistas
Inspiração Folclórica
Libertação do Modernismo
Conquista Definitiva do Carácter Nacional
Conquista da Alegria: Estratégia Apologética no Romance Apuleio de Cláudia Teixeira.
Edições 70. Lisboa, 2000, 157 págs. B.
O Asinus aureus narra as aventuras de um jovem, Lucius, que, devido à sua obsessão pela «ars magica» é metamorfoseado num burro, mantendo da sua condição humana a faculdade da razão. Após uma longa odisseia de aventuras e sofrimento, durante a qual conhece uma variedade de caracteres e situações, Lucius é redimido da sua condição animal por uma deusa egípcia: Ísis. O mosaico de episódios resultantes desta viagem tem uma vastidão temática que atravessa o sobrenatural, histórias de ladrões, adultério, homicídio, erotismo e sátira social, bem como histórias caracterizadas por outras influências, tais como a lenda de Cupido e de Psique e a história de Caritas e Tlepolemus. Através da análise desta novela, a autora tentará demonstrar que na aparente dispersão temática da mesma existe uma linha unificadora que pode estar directamente ligada à apologia da religião isíaca, e defender que, subjacente à elaboração da obra, presidiu verdadeiramente um objectivo de apologia proselítica.
I Introdução: Simbolismo e Decadentismo 11 Uma poética do vago e da sugestão 111 Surto e desvios do Simbolismo em Portugal IV O coleamento plástico da frase» V Entre a expressão paródica e a poética da al?eridade VI De Max Nordau a Fernando Pessoa: crítica ou valorização do Simbolismo?
Ora é sob o duplo ponto de vista artístico e humano que vamos considerar a obra de Carlos Queiroz, esforçando-nos por determinar até que ponto ele se realizou. Claro que o nosso objectivo não é primacialmente o de uma classificação dos factos estéticos e dos fenómenos que granjearam para a poesia do «Desaparecido uma já apreciável, se bem que diminuta, audiência. No entanto, sendo essa poesia um instrumento de fuga à realidade e, ao mesmo tempo, de identificação com ela; um torvelinho de imagens em que rodopia todo o inconforme dramatismo do homem e do esteta, forçoso nos é aliar à interpretação dessa mesma poesia, de inalienável conteúdo humano, a forma em que se extravasou, de modo a podermos chegar a uma conclusão aceitável ou, pelo menos, plausível, na qual os laços entre o objectivo e o subjectivo nos dêem uma imagem, tanto quanto possível fiel, do mundo em que o poeta gravitou.
Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira: Biográfico, Crítico e Bibliográfico de José Paulo Dias [Org.]. Editora Cultrix. São Paulo, 1957, 277 págs. B.
A poucos livros se poderá aplicar, com tanta propriedade quanto a este PEQUENO DICIONÁRIO DE LITERATURA BRASILEIRA, o velho, mas sempre útil, chavão de que se trata de obra que vem preencher uma grande lacuna no gênero. Efetivamente, não é de hoje que se faz sentir nas bibliotecas públicas e escolares, nas salas de aula de curso médio ou superior de Letras, nas redações de jornais e revistas, nas estantes dos estudiosos ou simples aficionados de literatura brasileira a falta de um dicionário que, Je forma prática, concisa e fidedigna, ofereça ao consulente informações essenciais acêrca dos principais autores, obras, etapas históricas e aspectos gerais da nossa literatura. Tal lacuna é finalmente corrigida com a publicação dêste livro, que a Editora Cultrix ora se orgulha de poder oferecer ao público ledor de língua portuguêsa, certa de estar prestando contribuição das mais significativas à causa da nossa cultura.
Obra Poética do Dr. José Anastácio da Cunha de Hernâni Cidade. Imprensa da Universidade. Coimbra, 1930, 214 págs. E
No trabalho que ora apresentamos aquele desenho completar-se há. Vão estudar-se, pela primeira vez, com um cuidado que possa suprir à penetração crítica que seria para desejar, as composições publicadas e as composições até agora inéditas do malogrado poeta. E a propósito de quanto a poesia do Norte pôs de novo e intenso nas suas páginas, procurar-se há investigar, dilucidar quanto, através da crosta de indiferença sedimentada por hábitos seculares, dela transfiltrou para a vida espiritual da nossa élite. E assim se completará o capítulo, forçadamente rápido, relativo às traduções – o último do citado Ensaio, além de se contribuir para o estudo, por fazer, de relações intelectuais que mostram não termos sido, por integrados na alma latina, indiferentes a quanto, para além dela, inquietou e sublimou outras almas.
O Novo Romance de Alfredo Margarido e artur portela filho. Editorial Presença. Lisboa, 1962, 289 págs. B. 🗂️ Colecção: Divulgação e Ensaio | 6
Estudo de Alfredo Margarido e Artur Portela Filho sobre o nouveau roman francês, reunindo uma análise dos fundamentos e principais representantes do movimento, designadamente Samuel Beckett, Michel Butor e Alain Robbe-Grillet, ao lado de depoimentos inéditos de Michel Butor, Claude Simon e Nathalie Sarraute, concedidos especificamente para esta edição portuguesa. Inclui ainda textos teóricos dos próprios autores do movimento, uma recolha da crítica nacional sobre o Novo Romance e uma antologia comentada de excertos dos novos romancistas.
────────────────── ✅ Assinatura de posse de anterior proprietário na folha de guarda, sem outras marcas. ──────────────────
Mundo Iluminado: Uma Leitura dos Clássicos à Procura de um Sentido num Mundo Secular de Hubert Dreyfus. Lua de Papel. Alfragide, 2011, 287 págs. B.
Uma leitura dos clássicos à procura de um sentido num mundo secular
Vivemos num mundo desprovido de heróis ou referências. O panteão dos deuses gregos é hoje uma curiosidade histórica, e o Deus omnipresente da Idade Média já não nos comanda as acções. Onde encontrar, então, um sentido para as nossas escolhas? Para a nossa existência? Hubert Dreyfus e Sean Dorrance Kelly procuraram respostas nos grandes clássicos da literatura ocidental. De Homero a David Foster Wallace, os autores propõe-nos uma releitura das obrasprimas onde se enraíza a nossa cultura. Em pinceladas breves e incisivas, revisitam Melville e a maníaca perseguição a Moby Dick descem ao inferno de Dante, revêm Descartes ou Kant. E redescobrem um antídoto para o niilismo contemporâneo, para o nosso inflexível individualismo. Um Mundo Iluminado é uma obra desconcertante, de dois académicos que ousam descer da cátedra para reflectir sobre o modo como vivemos. E que nos devolvem o sentido da procura (e a procura de sentido), que são os desígnios da filosofia.
Uma extensa fotobiografia daquele que Manuel Antunes considerou o escritor mais completo do século XX português. Poeta, romancista, dramaturgo, ensaísta, Régio foi também um grande coleccionador (não propriamente pelo espírito de colecção mas porque tinha um profundo amor pelas coisas, como o referiu num artigo o seu amigo Manoel de Oliveira), colaborador constante de jornais e revistas e fundador da Presença.
Este livro, organizado pela investigadora regiana, Isabel Cadete Novais, divide-se em seis parte (“Os antecedentes familiares”, “Vila do Conde – nascimento, infância e adolescência”, “Coimbra – vida académica e o princípio da obra”, Portalegre – a consagração do escritor; o coleccionador de Antiguidades”, “O retorno à terra natal” e “O escritor não morre”. Com numerosos documentos, muitos inéditos, fotografias, cartas, fac-símiles dos originais, desenhos de Régio, etc.. E ainda textos do autor de “Poemas de Deus e do Diabo”, correspondência e testemunhos vários. Com um prefácio de Eugénio Lisboa.
História da Literatura Alemã de Helen Watanabe-O’Kelly. Editorial Verbo. Lisboa, 2003, 694 págs. B.
Os colaboradores desta História da Literatura Alemã – autores, críticos e professores de língua e literatura alemã nos EUA, Alemanha e Inglaterra – definem o termo «literatura» do modo como julgam mais pertinente para os diferentes períodos da História alemã. Assim, lado a lado com o que tradicionalmente se tem concebido como formas literárias, discutem as formas escritas ligadas a encantamentos e feitiços, a panfletos, cartas, sermões e peças radiofónicas.Esta História da Literatura é mais uma obra narrativa do que uma enciclopédia, um manual ou uma obra de referência. Nela os autores procuram descrever a dinâmica do período que abordam e mostram, com olhar retrospectivo, o desenvolvimento das principais tendências nele existentes, transmitindo o seu próprio entusiasmo e fascínio pelo período sobre o qual escrevem.O estudo da literatura de um povo não é um luxo, mas a via mais segura para compreender as pessoas que a produziram. E quem pode dizer, no início do século xxi, que não precisa de entender os alemães?
Reunem-se neste voluminho, por obséquio da livraria Atlântida, algumas das conferências e discursos que em várias ocasiões e lugares pronunciámos. Pareceu-nos razoável acres- centar-lhes dois ou três artigos que, embora de arquitectura divergente, lhes são, pela matéria associáveis: O ROMANTISMO DAS VIAGENS DE ALMEIDA GARRETT LATINO COELHO ANTERO DE QUENTAL E BAUDELAIRE ANTERO-FILOSOFO DA SANTIDADE…
«Com esta Fotobibliografia pretendeu-se trazer à ribalta o itinerário, o mais completo possível e essencialmente pela imagem, do que foi a obra publicada por Fernando Pessoa no decurso da sua vida: nos jornais, em revistas, em livros (próprios ou alheios), em folhas soltas. Com toda a carga, aí implícita, de muitos gestos voluntários, mas também…
Fernando Pessoa: o Insincero Verídico de Adolfo Casais Monteiro. Editorial Inquérito. Lisboa, 1954, 41 págs. B.
Trabalho prefaciado por Eduardo Lourenço, de apreciável importância para a bibliografia passiva de Fernando Pessoa, publicado em edição de limitada tiragem.
Fernando Pessoa: Escorço Interpretativo da sua Vida e Obra de João Gaspar Simões. Editorial Inquérito. Lisboa, s.d., 116 págs. B.
Publicando agora em português esse breve trabalho, devo advertir o leitor de que o elaborei utilizando, por vezes textualmente, as páginas da minha longa biografia crítica do grande poeta, publicada em 1951 sob o título de Vida e Obra de Fernando Pessoa. Trata-se, pois, de uma síntese ou resumo desse trabalho, até à data, não obstante as criticas que lhe foram feitas, a única biografia completa do criador dos heterónimos. A advertência ai fica.
“Manuela Nogueira, sobrinha de Fernando Pessoa, e escritora de mérito, sóbria e firme, focaliza o que, deste livro, mostra a profunda importância dos laços familiares no percurso biográfico particular e relacional de Fernando Pessoa ao longo de toda a sua vida.” Maria Aliete Galhoz “Algumas das imagens deste generoso compêndio, organizado por Manuela Nogueira a…
Camões: Revista de Letras e Culturas Lusófonas nº 9 e 10 de Abril-Setembro 2000.
O presente volume contém artigos de autores como, por exemplo, «Eça de Queirós, cônsul e escritor», por José Calvet de Magalhães; «Psicanálise de Eça de Queirós», por Pedro Luzes; «Tormes, o mais ‘alto sítio’ da geografia queirosiana», por A. Campos Matos; «A cultura músico-teatral na crónica e na ficção queirosianas: pistas para a definição de um perfil estético», por Mário Vieira de Carvalho; «Eça de Queirós e o Islão: questões do Oriente/questões do Ocidente», por AbdoolKarim Vakil
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