“Manuela Nogueira, sobrinha de Fernando Pessoa, e escritora de mérito, sóbria e firme, focaliza o que, deste livro, mostra a profunda importância dos laços familiares no percurso biográfico particular e relacional de Fernando Pessoa ao longo de toda a sua vida.” Maria Aliete Galhoz “Algumas das imagens deste generoso compêndio, organizado por Manuela Nogueira a…
Camões: Revista de Letras e Culturas Lusófonas nº 9 e 10 de Abril-Setembro 2000.
O presente volume contém artigos de autores como, por exemplo, «Eça de Queirós, cônsul e escritor», por José Calvet de Magalhães; «Psicanálise de Eça de Queirós», por Pedro Luzes; «Tormes, o mais ‘alto sítio’ da geografia queirosiana», por A. Campos Matos; «A cultura músico-teatral na crónica e na ficção queirosianas: pistas para a definição de um perfil estético», por Mário Vieira de Carvalho; «Eça de Queirós e o Islão: questões do Oriente/questões do Ocidente», por AbdoolKarim Vakil
Dicionário de Camões de Manuel dos Santos Alves. Universitária Editora. Lisboa, 1994, 348 págs. B.
O Dicionário, que agora se reedita e amplia, é trabalho de alguns anos, que, em princípio se destina a toda a sorte de leitores, mas nunca somente aos de cultura especializada, conquanto mesmo para estes se considere de utilidade.
Como a intenção desta obra se alonga para o que o poeta escreveu, e, por isso, se chama «Dicionário de Camões»; inclui também, a Lírica, o Teatro e as Cartas, além de Os Lusíadas.
Camilo Pessanha: Prosador e Tradutor de Daniel Pires [Org.]. Instituto Português do Oriente. Macau, 1992, 311 págs. B
Trabalho de grande importância para o estudo deste poeta com organização, prefácio e notas de Daniel Pires. Ilustrado com reproduções de documentose fotografias.
André Malraux de Vergílio Ferreira. Editorial Presença. Lisboa, 1963, 247 págs. B.
“(…) Ora, Vergílio Ferreira, neste magnífico e original ensaio que uma vez mais evidencia a sua rara vocação para o ensaísmo, dá-nos precisamente essa diferenciação de planos, ao abordar a personalidade de Malraux, para seguidamente se deter na parte que mais nos importa — a obra do grande escritor francês. E fá-lo de um modo notável, equilibrando um penetrante poder de análise com uma profunda sensibilidade em relação ao fenómeno estético e, sobretudo, à mensagem humana que ele encerra, de tal modo que nos deixa nesta obra mais uma marca da sua excepcional capacidade criadora e… quiça a sugestão de que, tal como Malraux, essa capacidade venha a encontrar fora do ficcionismo o seu futuro campo de expressão”.
Vozes do Romance de Oscar Tacca. Livraria Almedina. Coimbra, 1983, 191 págs. B.
Toda a busca ou análise de estruturas será um desígnío muito modesto, e ainda menor se se perder de vista a sua verdadeira finalidade: mostrar a passagem de uma desordem para uma ordem, como diz, com acerto, Jean Rousset, a passagem do não-significante para a coerência das significações, do informe para a forma, do vazio para a plenitude, da ausência para a presença. Presença de uma linguagem organizada, presença de um espírito numa forma. – in Prologo.
José Cardoso Pires e o Leitor Desassossegado de Marco Neves. Guerra e Paz Editores. Lisboa, 2018, 175 págs. B.
Um crime: eis o que nos apresenta cada romance de José Cardoso Pires, convidando-nos logo a entrar na investigação. Quando de lá saímos, percebemos que nos tornámos cúmplices do próprio crime – tudo não passou dum saboroso e sofisticado jogo literário que o autor usou para caçar e desassossegar o leitor. Neste ensaio, a nossa atenção vira-se para o peculiar crime literário de Cardoso Pires, revelando as estratégias de que o autor se serve para tornar o leitor refém dos seus romances.
Tem nas mãos, no fundo, uma investigação literária e policial: vamos à procura do que nos quis dizer uma das maiores vozes do romance do século XX português.
O texto livre é uma técnica pedagógica de livre expressão escrita, inventada por Célestin Freinet, fundador da Escola Francesa Moderna. Este livro estuda o texto livre e situa-o no seu enquadramento teórico e prático: uma pedagogia revolucionária que permite à criança assenhorear-se da escrita e, graças a ela, desenvolver-se plenamente. As produções infantis são verdadeiras…
Prazer do Texto de Roland Barthes. Edições 70. Lisboa, 1976, 119 págs. B.
Nesta obra se apresenta a história dos dezasseis primeiros séculos do cristianismo, até ao tempo das Reformas. Começa-se por uma indicação dos grandes factos da política e das condições da vida social, a título de sumário, sem dúvida, mas também para recordar que a Igreja, feita de homens, está incarnada numa história que a marca e que ela marca. Vêm, em seguida, os aspectos principais da vida eclesial, a sua expansão, a sua organização e os seus ritos, a história do papado e a do monaquismo, as correntes de pensamento e os escritores. Estas páginas, de grande utilidade, permitirão apreender como que num só olhar a evolução da Igreja.
«… nasci, por acaso, em Lisboa, em 1938, Separel-me muito cedo (aos nove anos) do agregado familiar. E a vida levou-me de volta às origens: à Beira Alta, à Guarda. Ali, no meio da neve e das frieiras, conquistei a minha identidade: no Café Mondego e no Cristal e na Papelaria do senhor Felisberto que…
Itinerários Literários: Viajando Pela Literatura Portuguesa de Elvira Manuel Pardinhas Azevedo. Edições ASA. Porto, 1998, 128 págs. E.
Organizar e planificar visitas de estudo no âmbito da Literatura Portuguesa, sobretudo no Ensino Secundário, é uma tarefa que intimida alguns professores. Os Itinerários aqui apresentados poderão ser o ponto de partida para motivarmos os alunos para o estudo das obras de leitura integral. Estas propostas poderão ainda ser utilizadas no âmbito da Área-Escola.
A Parte I do presente livro analisa Sá de Miranda nesta perspectiva. Ressalta que ele foi extremamente independente de espírito. Tal como vários outros escritores portugueses que foram fortemente infuenciados por culturas estrangeiras, não permitiu que as suas preocupações nacionais e pessoais fossem abaladas pelo que tinha lido. […] A parte II deste livro é…
Maria Amália Vaz de Carvalho de Antero de Figueiredo. Livrarias Aillaud e Bertrand. Lisboa, 1918, 59 págs. B.
PRINCIPIO por falar dos trabalhos críticos da Senhora Dona Maria Amália, obra extensa e variada, abrangendo um período de trinta anos, obra em que mais aspectos se mostram da sua cultura, da sua sensibilidade, do seu talento tão sagaz, do seu coração tão formoso.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Discurso pronunciado na Sessão Solene realizada na Academia das Sciências de Lisboa, na noite de 17 de Março de 1918.
História do Teatro Italiano de Gino Saviotti. Edições Cosmos. Lisboa, 1944, 192 págs. B.
Biblioteca Cosmos 64-65
2ª Secção – Artes e Letras – Nº: 11/12
Teatro
Desde a «lauda representativa» (séc. XIII) à «fábula mitológica» (séc. XV); O teatro clássico no séc. XVI; O «drama pastoril» (séc. XVI); A «commedia dell’arte» (séc. XVII e XVIII); Desde o melodrama e a técnica teatral (séc. XVIII) ao teatro romântico; O teatro contemporâneo.
Felicidade em Albert Camus: aproximação à sua obra de M. Duarte Mathias. Livraria Bertrand. Amadora, 1978, 274 págs. B.
A Felicidade em Albert Camus, de Marcello Duarte Mathias foi publicado pela primeira vez no Rio de Janeiro em 1975 e reeditado em Portugal em 1978, tendo então recebido o Prémio de Ensaio da Academia das Ciências de Lisboa.
No ano em que se comemora o centenário do nascimento de Albert Camus, prémio Nobel da Literatura em 1957, a D. Quixote publica a terceira edição do ensaio de Marcello Mathias sobre este autor, acrescida de um novo Prefácio e novos textos.
📝 Assinatura de posse. ❗ Capa com um rasgão usada fita-cola no interior.
Fundamentos Filosóficos da Obra de Fernando Pessoa (Vol. I) de António Pina Coelho. Editorial Verbo. Lisboa, 1971, 331 págs. B.
A abordagem filosófica da obra pessoana é tão legítima e válida como seria a linguística, a estética, a psicológica, a político-sociológica, a religiosa, etc. Nenhuma destas visões abrange a obra em toda a sua plenitude, revelando-a como é, mas cada uma delas chama a atenção para este ou para aquele nível, explicitando nele o que era implícito ou virtual. A clarificação geral é meta da colaboração das diversas inteligências empenhadas no aprofundamento e na focagem, em diversos ângulos, da mesma obra. Pessoa tem muito de implícito e de virtual, que se pressente, mas com dificuldade se racionaliza, e precisaria de estudiosos da categoria de um K. Barth, de um Heidegger, de um Jaspers, que tão profunda e largamente explicitaram o que profeticamente estava contido no silenciado Kierkegaard. O campo está aberto e a atenção às intuições dos artistas e dos místicos é factor eficiente para o avanço da própria filosofia, pelo que nelas há de antecipação. […] Pessoa é talento e ao mesmo tempo esforço. A sua obra tem a gratuidade do incompromisso e o alto preço de uma vida consumida no estudo. As novas gerações sentem-se justamente atraídas e perplexas perante a sua profundidade e transcendência. Poeta actual tanto na rapidez estilizadora das imagens, no ritmo da linguagem, como na sinceridade da indefinição e da relatividade das coisas. Optimista ou pessimista? Tem o optimismo e o pessimismo próprios dos trágicos, dos místicos que não se contentam com a quotidianidade e a superfície das coisas. Ele será o Pessoa, o máscara esfíngico, sempre novo, sempre questionador, tràgicamente de olhos fixos num além indefinido.
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