De Longe a China – Tomo I de Carlos Pinto Santos. Instituto Cultural de Macau. Macau, 1988, 378 págs. B.
Intitula-se esta obra De Longe à China (Macau na Historiografia e na Literatura Portuguesas). O primeiro critério que lhe presidiu foi o de se levantarem e republicarem textos de natureza histórica e literária que dissessem respeito a Macau. Deste modo se excluíram, algumas vezes, os escritos que, embora referentes, episodicamente, à China e aos chineses não mencionavam Macau.
História Muda de Blanquet. Edições Polvo. Lisboa, 2000, 14 págs. Mole.
Histoire Muette [História Muda], mostrando um amplo espectro da perversão humana, desde a crueldade infantil até a frustração sexual. Se os personagens de Mon Placard são lentamente levados a um final trágico, em Histoire Muette Blanquet coloca-os em situações extremas, onde as coisas acontecem tão rápido que os personagens estão sempre correndo entre os momentos de tristeza esmagadora e imenso prazer que se alternam.
Desenhar bandas desenhadas tem sido a minha principal atividade desde que aprendi a escrever um pouco. Desde 1987, incentivado pela atitude punk rock “faça você mesmo”, tenho autopublicado o meu trabalho, até que foi reconhecido por editoras nos Países Baixos e no estrangeiro. Em 2008, o meu romance gráfico Inferno foi premiado e, em 2015, recebi o Stripschapprijs, um prémio nacional de carreira. Além disso, sou editor da revista Zone 5300 desde 1994, escrevendo artigos e críticas.
Coitas de Amor de Magnus Bergstrom. Empresa Nacional de Publicidade. Lisboa, 1937, 200 págs. B.
O Tempo, sempre a fugir, sobre ruínas, vitórias e benções de santidade, conseguiu construir o monumento que aos homens indica o Passado, com as suas misérias e grandezas, – a História. Nas páginas desta ficam estampadas as tempestadas da alma humana, desde a ambição de glória que foi vertigem, até àquelas alucinadas paixões que, transformadas em lágrimas de saudade, orvalham as velhas campas do Amor.
4 Peças para Octávio Framboa de Lazare Katsimbalis. Polvo. Lisboa, 1988, 16 págs. Mole.
Lazare Katsimbalis, pseudónimo artístico do francês Alain Corbel. Teve um papel importante nas revistas de banda desenhada de Bruxelas. Depois de criar Moka, lançou Pelure amère, uma verdadeira revista de transição onde se descobriam pela primeira vez em França desenhadores belgas, portugueses e espanhóis. Escale à Kerbarbo, publicado pelas edições Amok em 1996, reunia os relatos de viagens que ele tinha espalhado por várias revistas. Desde então, assinou 4 peças para a Framboa sob o nome de Lazare Katsimbalis, bem como a Fosse, uma participação nos Récits de ville das edições Fréon. Vive em Portugal, onde realiza numerosos livros para a juventude.
Lisboa 24H00 de David Soares. Bedeteca. Lisboa, 2000, 27 págs. Mole.
David Soares é autor dos romances Batalha, uma história que discorre sobre o fenómeno religioso a partir do ponto de vista dos animais, O Evangelho do Enforcado, que conta a história dos painéis de São Vicente de Fora, Lisboa Triunfante, uma história mágica sobre a capital portuguesa, e A Conspiração dos Antepassados, sobre o encontro do poeta Fernando Pessoa com o mago inglês Aleister Crowley. Publicou quatro livros de contos, dez livros de banda desenhada, dois livros de ensaio e dois discos de spoken word.
Na sua carreira como autor de banda desenhada (publicado em França), foi premiado com quatro troféus para Melhor Argumentista Nacional e uma bolsa de criação literária, atribuída pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e pelo Ministério da Cultura.
Um Instante ao Vento de André Brink. Saída de Emergência. Parede, 2010, 271 págs. B.
Uma mulher branca e um homem negro perdidos na selva do interior sul-africano. Ela é uma mulher educada e totalmente indefesa no meio da selva; ele é um escravo foragido, o elemento mais baixo aos olhos da sociedade do século XVIII. Ambos se conhecem apenas a si mesmos… e vão percorrer um longo caminho de regresso à civilização.
As Recordações de David Foenkinos Editorial Presença. Lisboa, 2013, 213 págs. B.
No seu lugar, eu refugiar-me-ia numa recordação.” Sim, foi isso que ele disse e, depois, acrescentou: “Iria para um lugar onde tivesse sido feliz. Na sua idade, era certamente o que eu faria.”
Quando a avó do narrador foge do lar onde se encontra a viver, este sabe que não pode ficar de braços cruzados à espera de ver as autoridades agirem. Afinal, se se arrependera de não ter passado mais tempo com o avô antes de ele morrer, não quer
agora desistir de uma pessoa que ainda pode ter tanto para Lhe dar. Mas que sabemos nós das recordoações das outras pessoas?..
Numa narrativa que conjuga matizes de humor e poesia, David Foenkinos oferece-nos uma reflexão plena de sensibilidade sobre o tempo, a memória, a velhice, o conflito de gerações, o amor conjugal, o desejo de criar e a beleza do acaso.
A Cidade Probida de Pedro Avelar [Com.] Fundação Oriente. Lisboa, 1992, 250 págs. E. Il.
[…]a Fundação Oriente apresenta em Lisboa a exposição
A Cidade Proibida – A Cultura na Corte dos Imperadores Chineses (1644-1911) que a República Popular da China, por intermédio do Museu do Palácio de Pequim, teve a gentileza de nos ceder.
As cerimónias imperiais, os preceitos e rituais, as viagens de inspecção e caçadas, os inte resses artísticos, o estilo de vida na corte, a cultura e os passatempos no Palácio Imperial são dados a conhecer através de um conjunto de cem peças de vestuário, de acessórios e ornamentos, de mobiliário, de armaduras e de pinturas dos legados da Dinastia Qing que constituem as raras e magníficas colecções do Museu do Palácio de Pequim.
Sinica Lusitana 1: Fontes Chinesas em Bibliotecas e Arquivos Portugueses [1668-1871] Biblioteca da Ajuda; Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa; Arquivo Histórico Ultramarino; Biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa Sinica Lusitana 2: Fontes Chinesas em Bibliotecas e Arquivos Portugueses [1726-1855?] Biblioteca Pública de Évora; Biblioteca Municipal do Porto; Biblioteca da Sociedade de Geografia…
Ter-se-ia Eça de Queiroz comprazido com uma obra destas? Com vida devassada talvez não, mas respondo com segurança, afirmativamente, se estiver em causa a espécie de livro. A fotografia (assim como as incipientes formas de produção de imagens que iriam gerar cinema moderno) interessaram-no sobremaneira, sendo prova de tal atracção os testemunhos familiares. Pelo menos em determinado momento da sua vida. Como se, nos anos de maturidade, quisesse fixar a própria imagem, de familiares seus dos amigos, a fim de compensar a ausência dos primeiros anos. Possuía na sua residência de Neuilly, pelo menos numa delas, um gabinete de revelação de fotografias e, fossem as suas ou as do amigo Frazão, visconde de Alcaide, apressava-se em as remeter à mulher e filhos, aduzindo comentários nas cartas que as acompanhavam. Aliás, pelo menos numa obra ficcional, A Ilustre Casa de Ramires, a fotografia é citada:
«O velho riu, num riso lento e desdentado, mirando com gosto os sórdidos farrapos que lhe trapejavam nas canelas, mais denegridas secas que galhos de inverno: ‘Rotinhas, rotinhas… Mas o senhor Doutor Júlio diz que me ficam bem. O senhor Doutor Júlio, quando lá passo, sempre me tira o retrato na máquina. Ainda na semana passada… Até com uns pedaços de grilhões
After the Barbarians II de Teresa Canepa. Jorge Welsh Books. Lisboa, 2008, 354 págs. E.
Exhibition catalogue, introduction and entries by Teresa Canepa, articles by Alexandra Curvelo, Christian J.A.Jörg, Pedro Cancela de Abreu, Miho Kitagawa; This impressive catalogue explores 48 exceptional pieces of namban art made for Western markets. Many of the namban objects discussed are of important historical relevance. They illustrate the short, but eventfull period of the Western presence in Japan. Several are previously unrecorded. This catalogue won the ArtWorldDealers 2008 Award in the category of ‘Antiques & Works of Art’ at the European Fine Art Fair (TEFAF) Maastricht in 2008.
Bijou de Ceinture de George Soulié de Morant. Kwon On. Paris, 1993, 175 págs. E.
La réédition de Bijou-de-ceinture, ou le Jeune Homme qui porte robe, se poudre et se farde fera enfin mieux connaître un roman dont le plaisir était devenu réservé à quelques sinologues et bibliophiles amateurs de curiosa. Ceux-là appréciaient jalousement l’espirit libertin, l’enthousiasme sinophile et la réussite de ce tableau du monde de l’opéra de Pékin, des jeunes acteurs travestis et prostitués, et de la capitale d’un empire en déréliction.
O Sistema Marcial Asiático ficou, infelizmente inédito, relegado ao conhecimento de umas poucas pessoas, não pela falta de potencialidades ideológicas e literárias da obra, mas muito provavelmente porque, por um lado, o declínio de Marquês de Pombal desviou a atenção dos sucessores da obra do antigo protegido, e porque por outro, o vice-rei D. José…
Título: O Prémio
Autor: Irving Wallace
Edição: Círculo de Leitores
Ano: 1973
Páginas: 746
Encadernação: Dura
Tradução: Maria Isabel Morna Braga
Título Original: The Prize
Depósito Legal: B. 47622-1972
In a period of ten years, Shakespeare wrote a series of tragedies that established him, by universal consent, in the front rank of the world’s dramatists. Critics have praised either Hamlet or King Lear as the greatest of these; Ernst Honigmann, in the most significant edition of the play for a generation, asks: why not Othello? The third of the mature tragedies, it contains, as Honigmann persuasively demonstrates, perhaps the best plot, two of Shakespeare’s most original characters, the most powerful scene in any of the plays and poetry second to none. Honigmann’s cogent and closely argued introduction outlines the reasons both for a reluctance to recognize the greatness of Othello and for the case against the play.This edition sheds new light on the text of the play as we have come to know it, and on our knowledge of its early history. Honigmann examines the major critical issues, the play in performance and the relationship between reading it and seeing it. He also explores topics such as its date, sources and the conundrum of ‘double time’.’Honigmann’s extensive knowledge illuminates this play at every turn, making this the best edition of Othello now available.’ Brian Vickers, Review of English Studies
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