Manhã de verão. O trem de sete horas ainda não desceu. Certamente descarrilou em Paripe, ou senão faltou energia. Ou senão alguém botou um despacho na curva de Paripe. Ninguém sabe o que aconteceu ao trem das sete. Também aqui na sede da CIT (Companhia dos Inimigos do Trabalho) ninguém está interessado em saber. Aliás, ninguém pintou por aqui. Nem Dau, que madruga todos os dias. Nem Dau. Dez horas e Toinho nem se fala. Só chegam aqui quando o sol já está bastante quente. Caminham devagar, olhando o mundo e pensando no futuro que eles aguardam.
Naquela manhã antiga acordei com medo. medo de acordar, dormir novamente, braços cruzados, escutando a chuva. De camisola. Semi-morta. Acordei com a mão acordadno a outra mão, com medo de ter acordado mais tarde.
Baseado em documentos autênticos, este teledrama não tem a pretensão de ser a reconstituição exacta e rigorosa do segmento da vidade de Camilo preenchido pelos onze anos que decorreram entre o conhecimento de Ana Augusta Plácido e o desfecho do julgamento a que ambos foram submetidos pelo crime de adultério e que rematou pela absolvição….
O Perigo na Aviação Comercial de Capitão X. Liber. Lisboa, 1976, 296 págs. B.
Este livro é um documento escrito do ponto de vista do piloto aviador e abrange os aspectos da aviação comercial capazes de dar a conhecer ao leitor que o avião é um meio de transporte muito mais perigoso do que geralmente imagina. Muitos dos assuntos ventilados nesta obra nunca foram abordados por ninguém em qualquer livro sobre segurança aérea. No decorrer da leitura ficaremos elucidados sobre temas vitais até agora menosprezados. Na realidade o Capitão X, assim se subscreve o autor, não receia expor nas suas páginas a pobreza do equipamento da maior parte dos aeroportos; as irregularidades que as Companhias cometem, não obrigando a cumprir os regulamentos de segurança que elas próprias determinam e aprovam… e outras denúncias congéneres, de incontestável importância.
(…) São ondas poéticas que o absorvem neste passado/presente no qual se envolve, já que a História, essa, não se afunda: ‘em sagres depositei o coração de um império/ nas muralhas de diu/…/recortei eu a alma ou ‘valeu a pena morrer por ormuz’; mas, também de imediato, sente o presente na desvinculação entre o viver…
O coleccionável 80 Vidas que a Morte não Apaga recria retratos históricos a partir de pistas legadas pelo passado, como a vida de Frei Luís de Sousa, imortalizada por Almeida Garrett. Não é um manual de história, mas uma galeria de vidas relidas com olhar romanesco. A escolha das 80 figuras foi inevitavelmente subjetiva — houvesse espaço, seriam 800. Inclui uma cronologia para contextualizar cada época. Numa era sem referências estáveis, esta edição celebra o poder duradouro das histórias. Boa leitura!
As Armas nos Lusíadas de J. de Oliveira Simões. Publicações Alfa. Mem Martins, 1986, 163 págs. E.
O autor transcreve todos os passos dos Lusíadas em que são referidas armas de guerra e explica as respectivas características com recurso a reproduções de gravuras antigas e fotografias de peças conservadas em museus e colecções particulares.
The Complete Brigadier Gerard de Artur Conan Doyle. Canongate. Edinburgh, 2001, 387 págs. B.
Sir Arthur Conan Doyle’s Brigadier Gerard stories surely constitute the finest series of historical short stories in literature, mingling the comedy and the tragedy, the pathos and the irony, or, in Napoleon’s phrase, the sublime and the ridiculous. It is Napoleon and his Europe, his dedicated followers and the awakened nationalisms of the peoples they enraged, possessing our minds in savage realism and enrapturing romance. And in Brigadier Etienne Gerard, Arthur Conan Doyle created a hero worthy to take his place in the great line stretching from Homer’s Odysseus to George MacDonald Fraser’s Flashman, nearest of all perhaps to Stevenson’s Allan Breck and Wodehouse’s Bertie Wooster.
Loures, Concelho desde 1886, dá os primeiros passos a ouvir a Portugueza, grito de alma e brado de revolta de um povo empobrecido pela corrupção e incompetência dos seus governantes, subjugado pelo analfabetismo e pela miséria e humilhado pelo Ultimatum, a recordar a nobreza e valentia dos seus heróis do mar e a sonhar com o prestígio perdido e colocar Portugal na senda da liberdade e do progresso.
De Convento a Conventinho de Paulo Silva. Câmara Municipal de Loures. Loures, 2009, 217 [3]. B. Il.
Construído no século XVI, foi morada de ordens religiosas e posteriormente de personalidades como o Conde de Tomar, Costa Cabral, entre muitas outras individualidades, ao longo da sua existência. A diversidade destas individualidades, que habitaram este Museu, fazendo dele a sua casa, deu origem a um legado arquitectónico, cultural e paisagístico, muito característico, que se traduz numa identidade peculiar.
As portas da China estão abertas aos estrangeiros, incluindo os Portugueses. O autor desembarcou com um cartão de estudante, disposto a trocar dinheiro no câmbio negro e aproveitar a ingenuidade sincera que ainda caracteriza os Chineses. As personagens são imaginárias, mas as situações rigorosamente verdadeiras. A China é suficientemente criativa para dispensar ficção. O livro…
A Alta Nobreza e Fundação do Estado Índia de João Paulo Oliveira e Costa.
Centro de História de Além-Mar. Lisboa, 2004, 261 págs. B.
A pequena fidalguia e a baixa nobreza desempenharam nas águas do Índico, ao longo da centúria quinhentista, a liderança global do estabelecimento luso na região, assumindo simultaneamente o controlo do comércio, a condução da diplomacia, a administração da Justiça e das Finanças, a capitania das armadas e das fortalezas e, obviamente, o comando da guerra. Esta intervenção multi-facetada decorreu do impacto que a Expansão Ultramarina gerou na sociedade portuguesa, num processo que se iniciou com as campanhas em Marrocos e as viagens de exploração do Oceanao. Mau graúdo a forte dimensão comercial que o processo expansionista adquiriu rapidamente, a prossecução do trato régio, Aquém e Além-Mar, coube sempre a membros da nobreza, ao abrigo das leios monopolistas estabelecidas pelo infante D. Pedro, enquanto regente, e que foram mantidas e aumentadas pelos reis quatrocentistas.
A Minha Vida é Um Esgoto de Ana Cortesão. Baleia Azul. Lisboa, 1999, 56 págs. B.
Uma banda desenhada não é uma banda sonora. Mas se a música pode despertar imagens, a força evocativa destes cotnos de Ana Cortesão (Lisboa, 1970) trona-os genuínas composições, algures entre o caústico e o melancólico, entre o grito e a melodia. A crónica destes anos, aliás, não podia ser feita alheada dos sons da cidade nem das batidas da discoteca, do crepitar da televisão ou do arrastar dos fados. Sim dos fados, porque é nesse teatro choroso das misérias, nesse cabaré onde as mulheres gritam desgraçadas, que mergulha raízes a feroz ironia deste trabalho. Ou não fosse o fado avô do underground. Longe de felecidades diurnas, todo o realismo é abjecto. Os corpos e as coisas são vistos através de qualquer coisa: um vidro de copo-de-três, de vampores etílicos, de espelhos raspados, de ecrãs, de lágrimas. Os corpos e as coisas são distorcidas, pelo tempo, pelos sentimentos, pela música.
Classic Horror Stories de Mary Shelley [et al.] Runing Press. 2001, 1045 págs. E.
Welcome to the macabre worlds and dark genius of Mary Shelley, Bram Stoker, H. G. Wells, and other masters of classic horror. What happens when man attempts to control nature? What are the consequences of trying to suppress the human psyche? Find out in this blood-curdling collection of classic horror stories. Greedy vampires (Dracula), the dark conflict of good versus evil in the average man (Dr. Jekyll and Mr. Hyde), and man made miscreants (Frankenstein) are stealing away between the covers of this volume. This compilation of literature’s most frightening monsters and madmen will spook even the staunchest of readers! These writers have stirred the imagination of readers for generations and captivated audiences with their creative and powerful storytelling. These tales and stories will continue to bring hours of edge-of-your-seat enjoyment to the young and old alike as they discover the terrifying results of Dr. Moreau’s experiments and the chilling possibilities of a man haunted by his own thoughts in “Markheim”! “The Library of Classic Horror Stories” is an essential volume for any horror collection and the perfect gift for the inquisitive, young reader.
Índice: Frankenstein – Mary Shelley | Dr. Jekyll and Mr. Hyde – Robert Louis Stevenson | Dracula – Bram Stoker | The Island of Dr. Moreau – H. G. Wells | The Body Snatcher – Robert Louis Stevenson | Markheim – Robert Louis Stevenson | The Fall of the House of Usher – Edgar Allan Poe | The Murders in the Rue Morgue – Edgar Allan Poe | The Mask of the Red Death – Edgar Allan Poe | The Pit and the Pendulum – Edgar Allan Poe | The Gold-Bag – Edgar Allan Poe | The Cask of Amontillado – Edgar Allan Poe
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