Entrevista com o Vampiro de Anne Rice Publicações Europa-América. Mem Martins, 2006, 276 págs. B.
Obra já clássica no seu género, Entrevista com o Vampiro é o primeiro volume da saga «Crónicas dos Vampiros» e granjeou o estatuto de livro de culto, comparável a Drácula de Bram Stoker.
Das plantações oitocentistas do Luisiana aos becos sombrios e cenários sumptuosos de Paris, do Novo Mundo à Velha Europa, Claudia e Louis fogem de Lestat, o seu criador e companheiro imortal. E o cruel vampiro que tirara partido do desespero de Louis e da fragilidade da órfã Claudia, no bairro francês da Nova Orleães assolada pela peste, move-lhes uma perseguição sem tréguas no submundo parisiense, entre a trupe Théâtre des Vampires do misterioso Armand e criaturas das trevas.
É com esta mescla de sangue, violência e erotismo ímpares, no pano de fundo da reflexão sobre a condição trágica que é a do vampiro condenado à imortalidade, que Anne Rice narra uma extraordinária história em que a crueldade e os sentimentos tenebrosos que percorrem as páginas resultam numa maravilhosa sinfonia poética que viria a inspirar muitos escritores, como Stephenie Meyer.
Drácula de Bram Stoker Publicações Europa-América. Mem Martins, 2010, 416 págs. B. Colecção: Livros de Bolso Europa-América | 563
Uma verdadeira obra-prima, Drácula transcendeu gerações, linguagem e cultura para tornar-se um dos romances mais populares alguma vez escritos. É por excelência uma história de suspense e horror, que ostenta um dos personagens mais terríveis que já nasceram na literatura: o conde Drácula, um espectro trágico e noturno que se alimenta do sangue dos vivos, e cujas paixões diabólicas depredam os inocentes, os desamparados, e os belos. Mas Drácula também se destaca como uma saga alegórica de um ser eternamente amaldiçoado cujas atrocidades noturnas refletem o lado sombrio da era extremamente moralista em que foi originalmente escrito – e os desejos corruptos que continuam a atormentar a condição humana moderna.
Doutor Jivago de Boris Pasternak Sextante Editora. Lisboa, 2008, 554 págs. E.
Doutor Jivago é a grande saga épica e maravilhosa da Rússia da primeira metade do século XX, narrada através da inesquecível história da vida e dos amores de um poeta, filósofo e médico nos dias turbulentos da revolução. Iuri Andréievitch Jivago decide levar a família de Moscovo para os montes Urais, na expectativa de aí encontrar maior segurança, mas acaba por se ver não só no centro da batalha entre as frentes branca e vermelha mas também dividido entre a sua casa e o amor desmedido pela bela enfermeira Lara.
Este que é considerado o maior romance da Rússia pós-revolucionária foi publicado originalmente em 1957, um ano antes da atribuição do Prémio Nobel da Literatura ao seu autor, mas, banido pela censura do Partido Comunista, teria de aguardar trinta anos para ser lido no país de Pasternak.
Conde Belisário de Robert Graves. Estúdios Cor. Lisboa, 1964, 489 págs. B.
Colecção: Latitude | 57
Este é um romance histórico é uma biografia ficcional do general bizantino Belisário, baseada em fontes históricas como a “História das Guerras de Justiniano” e a “História Secreta” de Procópio. A história é narrada por Eugenio, um eunuco e servo da esposa de Belisário, Antonina. A obra retrata Belisário como um homem de grande honra e lealdade ao imperador Justiniano I, apesar das intrigas e traições ao seu redor.
Código Davinci de Dan Brown Bertrand Editora. Lisboa, 2004, 539 págs. B.
Robert Langdon, conceituado simbologista, está em Paris para fazer uma palestra quando recebe uma notícia inesperada: o velho curador do Louvre foi encontrado morto no museu, e um código indecifrável encontrado junto do cadáver. Na tentativa de decifrar o estranho código, Langdon e uma dotada criptologista francesa, Sophie Neveu, descobrem, estupefactos, uma série de pistas inscritas nas obras de Leonardo da Vinci, que o pintor engenhosamente disfarçou. Tudo se complica quando Langdon descobre uma surpreendente ligação: o falecido curador estava envolvido com o Priorado de Sião, uma sociedade secreta a que tinham pertencido Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Da Vinci, entre outros.
Oliver ou os Tesouros Templários de Juliette Benzoni Bertrand Editora. Lisboa, 2004, 413 págs. B.
Para apaziguar a cólera de São Luis e para salvar a vida, Renaud de Courtenay casa com Sancie de Signes em São João de Acra. Desse casamento precipitado, em breve transformado num grande amor, nasce um filho, Olivier.
Diante da criança abre-se uma vida de glória e felicidade e, quando o jovem anuncia aos pais que decidiu tornar-se templário, é a desolação e o sofrimento.
O Templo, expulso da Terra Santa, corre para a sua perda. A morte na fogueira do Grão-Mestre Jacques de Molay, a louca
revolta dos construtores, as intrigas na corte do Rei, todas as infelicidades e tumultos vão fazer correr o sangue e acumular ruínas, retardando o desabrochar da flor da esperança…
Carpinteiro do Vale dos Fenos de George Eliot Editorial Inquérito. Lisboa, 1943, 411 págs. B. Colecção: Centauro | 3
Esta obra, que marcou o início da sua carreira na ficção, foca-se na vida rural, com o protagonista Adam Bede a personificar valores de integridade, trabalho árduo e moralidade no contexto de uma comunidade vitoriana.
Buddenbrook: Decadência de uma Família de Thomas Mann Relógio d’Água Editores. Lisboa, 2020, 664 págs. B.
Considerado um dos melhores primeiros romances da história da literatura, Os Buddenbrook foi publicado tinha Thomas Mann vinte e seis anos, em 1901, e marcaria indelevelmente as letras alemãs do século xx. Saga familiar que acompanha quatro gerações de uma família burguesa do norte da Alemanha no advento da modernidade, este é o retrato de um mundo em mudança, onde o respeito pelas ligações familiares e pelas tradições começa a ruir, a prosperidade dá lugar à decadência, a estabilidade moral se desfaz em perversão e loucura. Sucedem-se os nascimentos e os funerais, os casamentos e os divórcios, as festas e os investimentos cada vez mais questionáveis nesta história inspirada pelo ambiente em que o próprio Thomas Mann cresceu, aqui narrado com a musicalidade e a envolvência apenas ao alcance de um mestre da escrita.
Bar da Ressaca de Olivier Rolin Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1989, 164 págs. B. Colecção: Ficção Universal | 59
O Bar da Ressaca tenta pois o exercício de transcrição das obsessões da memória, a fixação do jogo de sentimentos que por vezes liga, de forma assaz misteriosa, o fascínio das cidades, dos livros ou dos rostos. E, ao mesmo tempo, narra-nos de modo subtil a história de uma quase iniciação, a tentativa de uma aproximação do Aleph, que faz o narrador participar do movimento infindável dos céus, dos sonhos, da água e das linguagens em que tudo isso finalmente se exprime.
O Bar da Ressaca: um romance lírico e encantatório, que confirma o seu autor como uma das vozes mais interessantes e inovadoras da moderna ficção francesa.
Avalon de Stephen Lawhead Bertrand Editora. Lisboa, 2000, 492 págs. B.
A hora esperada chegou finalmente! Eduardo IX, detestado Rei de Inglaterra, está morto, e uma orgulhosa e venerável instituição – a monarquia – corre o risco de ser enterrada com ele. Uma nova ordem política encorajada por um primeiro-ministro ambicioso e desejada por um povo fatigado com toda uma sucessão de escândalos reais prepara-se para tornar obsoleta a antiga ordem. É quase certo que a monarquia britânica não irá sobreviver ao século XXI.
Porém, nas Terras Altas da Escócia, um jovem faz uma descoberta que irá mudar o percurso aparentemente inalterável do seu país em colapso. Isto porque o capitão James Arthur Stuart não é o plebeu que sempre pensou ser, mas sim um membro da família real. Mais espantoso ainda, o futuro monarca não só partilha o nome do lendário Rei do País do Verão… como é, de facto, o Rei Artur renascido.
Contudo, reclamar o trono é uma coisa mas mantê-lo é outra completamente diferente. O caminho será perigoso, cheio de obstáculos… e poderosos inimigos, espreitam em todas as esquinas, assim como um poder muito mais antigo e maléfico, porque Artur não foi o único que regressou, com ele vieram as forças da feitiçaria negra que sobreviveram aos séculos…
Antes Que o Galo Cante de Cesare Pavese Editora Arcádia. Lisboa, 1959, 287 págs. E.
«ANTES QUE O GALO CANTE» parece-me um êxito perfeito, constituindo um exemplo de narração concreta e livre, o que me leva a pensar que se conseguiu um equilíbrio perfeito entre natureza e estilo, entre vontade e liberdade. O livro justifica todo o trabalho feito por Pavese na sua carreira. As modas passam, encantam por pouco tempo, e se Pavese fosse um escritor dedicado a exercícios de modas, o seu lugar seria muito modesto; porém, encontramo-nos perante um texto muito significativo, que explica as obras anteriores e propõe imagens novas». Carlo Bo
Ankor de Jorge Angel Livraga Ésquilo Edições. Lisboa, 2005, 206 págs. B.
Na Ilha de Poseidónis, último fragmento do mítico continente atlante, encontramos Ankor, um príncipe e filósofo que será a última Serpente Solar daquela civilização portentosa. A sua aventura iniciática comove todo aquele que interroga os mistérios mais profundos da alma humana e do Universo.
Uma obra ímpar, já publicada em mais de sete línguas, que nos transporta para um mundo pleno de beleza e sabedoria.
Mas, conseguirá Ankor, depois da sua iniciação, cumprir a grande missão da sua vida, com o fito de que esse mundo não se perca totalmente?
Todos os Nomes de José Saramago Planeta DeAgostini. Lisboa, 2000, 279 págs. E.
O protagonista é um homem de meia-idade, funcionário inferior do Arquivo do Registo Civil. Este funcionário cultiva a pequena mania de colecionar notícias de jornais e revistas sobre gente célebre. Um dia reconhece a falta, nas suas coleções, de informações exatas sobre o nascimento (data, naturalidade, nome dos pais, etc.) dessas pessoas. Dedica-se portanto a copiar os respetivos dados das fichas que se encontram no arquivo. Casualmente, a ficha de uma pessoa comum (uma mulher) mistura-se com outras que está copiando. O súbito contraste entre o que é conhecido e o que é desconhecido faz surgir nele a necessidade de conhecer a vida dessa mulher. Começa assim uma busca, a procura do outro.
Tempo de Solidão de Manuel da Fonseca Editorial Caminho. Lisboa, 1985, 159 págs. B.
Ao analisarmos os contos de Tempo de Solidão, vamos encontrar um Manuel da Fonseca totalmente urbano, perdido no progresso rápido da tecnologia, inserido no dia a dia da cidade e nas latitudes suburbanas ao redor dos grandes centros. Devemos analisar com a visão da mudança dos tempos, pois o conto Tempo de Solidão foi editado pela primeira vez em 1969. Nele vamos encontrar a solidão de um casal, separado pelo dia a dia, pelo trabalho na cidade. Os despojos do dia, os acessórios do cotidiano, a casa no subúrbio, a creche do filho, o telefone, a secretária, os escritórios; enfim, um mundo de transição entre o fim do regime salazarista e das mudanças contidas pré-1974.
A Sibila de Agustina Bessa-Luís Babel. Lisboa, 2014, 291 págs. B.
No norte de Portugal, em finais do século xix, na propriedade da Vessada, há já muito tempo que são as mulheres que, perante a indolência e os sonhos de evasão que os homens alimentam, asseguram como podem a gestão da propriedade. Quina era uma adolescente franzina e inculta, que desde cedo participava nos trabalhos do campo ao lado dos trabalhadores. Com a morte do pai, com a propriedade quase em abandono, Quina passa a ter que ter uma ainda maior responsabilidade na administração da mesma. Graças ao seu esforço a todos os níveis, começa a acumular de novo a riqueza que seu pai desperdiçara, o que lhe vale a admiração da sociedade. Quina era uma pessoa lúcida, astuta e sempre em demandas, o que faz com que esta se torne conhecida por Sibila…
O Salto de Cavalo de Luís Cajão
Edições Ágora. Lisboa, 1973, 259 págs. E.
Tradutor de literatura policial, romancista, compositor e letrista, nascido em 1920, na Figueira da Foz, José Luís Cajão frequentou a Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra, tendo exercido a função de engenheiro agrário em S. Tomé e Príncipe. Tendo-se dedicado também ao estudo da música, entrou para a RDP como assistente de programas musicais, tendo posteriormente exercido o cargo de diretor do setor de Língua Portuguesa no Departamento de Programas Internacionais. A sua ficção conjuga o realismo social com a perspetiva cinematográfica do romance de aventura.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 📕 1ª Edição.
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