Velhos Marinheiros

Jorge Amado

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Velhos Marinheiros de Jorge Amado.
Publicações Europa-América. Lisboa, 1967, 324 págs. B.

Eu acho francamente belo o crescimento de um escritor como Jorge Amado, que vem desde um livro cheio de defeitos como «O País do Carnaval» até essa obra-prima que é A Morte e a Morte de Quincas Berro Dágua. Um crescimento verdadeiro como a vida, que vem de baixo para cima e sem se recusar às torpitudes; não um crescimento decorativo de araucária, mas de árvore que dá fronde e que dá frutos de polpa, que dá parasitas e dá passarinhos: uma gorda e resinosa mangueira.

«Saí da leitura dessa extraordinária novela, eu que andava no maior fastio de literatura, com a mesma sensação que tive, e que nunca mais se repetiu, ao ler os grandes romances e novelas dos mestres russos do século XIX. Pushkin, Dostoievski, Tolstoi, Gogol especialmente. Uma sensação de bem-estar físico e espiritual como só dão os prazeres do copo e da mesa, quando se está com sede ou fome, […]. Ela representa dentro da novelística brasileira, onde já há cimos consideráveis, um cume máximo».

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Descrição

Velhos Marinheiros de Jorge Amado.
Publicações Europa-América. Lisboa, 1967, 324 págs. B.

Informação adicional

Peso 305 g