HISTÓRIA DA PRIMEIRA REPÚBLICA DE FERNANDO ROSAS [COORD.] Tinta da China Edições. Lisboa, 2010, 614 págs. B.
Obra colectiva coordenada por Fernando Rosas, reunindo dezoito investigadores do Instituto de História Contemporânea, que cobre todas as vertentes da Primeira República Portuguesa: historiografia política, económica, social, cultural e religiosa. A tese central é que a República, longe de ser a aurora emancipadora que os seus apoiantes anunciavam, revelou-se a crise terminal do liberalismo português, abrindo caminho a meio século de ditadura. O volume percorre a transição da Monarquia, as aspirações e contradições do novo regime, a participação na Grande Guerra, o intervalo sidonista e o colapso final de 1926.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse
Peso: 970g ──────────────────
Estar vivo Aleija de Ricardo Araújo Pereira. Tinta da China. Lisboa, 2018, 150 págs. B.
Da crítica ao império dos telemóveis e das redes sociais ao elogio do silêncio, passando pela acérrima defesa da liberdade de expressão e pela metafísica do pecado, estes textos tanto falam de Cristiano Ronaldo como de Kierkegaard ou do Candy Crush.
Pelo caminho, desmonta-se o mito da auto-ajuda, discutem-se eternos problemas de linguagem que só a RAP apoquentam, questionam-se intolerâncias alimentares e o complexo de Édipo, e levantam-se questões prementes para os casais da sociedade actual, como a escolha entre ter filhos ou ser feliz para sempre.
Viagem a Tralalá de Wladimir Kaminer.
Tinta-da-China. Lisboa, 2012, 157 págs. E.
Wladimir Kaminer sentiu-se sempre atraído por terras estranhas porque, como ele próprio diz, «lá de onde eu venho a vida é imprópria para viver». Talvez o seu tio Boris tenha pensado o mesmo quando vivia banido no Cazaquistão, razão pela qual teve dificuldade em acreditar que mais tarde o considerassem um herói do trabalho e o deixassem sair da Rússia para ir conhecer Paris, a cidade do amor e da torre Eiffel. Mas o governo soviético cuidou de evitar que o tio Boris alimentasse ideias contraproducentes, e este acabou com os olhos arregalados ao descobrir o que verdadeiramente se passava naquela cidade. De olhos arregalados ficarão também dois turistas de Berlim na Crimeia, ao depararem com as botas chamuscadas de um Joseph Beuys cujo avião foi abatido sobre essa península durante a Segunda Guerra. Viagem a Tralalá é, na verdade, uma montanha russa de viagens loucas por todo o mundo que cortam a respiração até ao mais destemido leitor.
Boca do Inferno de Ricardo Araújo Pereira. Tinta da China. Lisboa, 2007, 294 págs. B.
Boca do Inferno é uma composição de peças humorísticas com a assinatura inconfundível de Ricardo Araújo Pereira. Das crónicas que pervertem os assuntos mais banais às que colocam na berlinda políticos de ponta, o traço comum é uma ironia certeira, um olhar sempre inesperado, que nos surpreende de cada vez que julgamos nada mais haver para inventar.
No Posfácio Relativamente Interessantíssimo, de Manuel Rosado Baptista, pode ler-se: “Falar deste conjunto de crónicas de Ricardo de Araújo Pereira é, acima de tudo, perder tempo. Nada se poderá dizer delas que o leitor não descubra logo à primeira leitura – ou ainda antes. No entanto, poucas coisas serão mais estimulantes para os ociosos do que uma tarefa fácil.
Falar é Fácil de José Diogo Quintela. Tinta-da-China. Lisboa, 2005, 271 págs. B.
«Estão aqui representadas algumas das minhas opiniões sobre vários assuntos. Tenho outras opiniões diferentes sobre os mesmos assuntos, mas achei que não fazia muito sentido estar a contradizer-me no próprio livro.»
José Diogo Quintela
Che o Argentino de Ernesto Che Guevara. Tinta da China. Lisboa, 2009, 350 págs. B.
As memórias de Che Guevara que constituem esta edição abarcam os dois anos que durou a epopeia da Sierra Maestra, desde o desembarque do iate Granma, no dia 2 de Dezembro de 1956, até à queda do ditador Fulgencio Batista, a 1 de Janeiro de 1959.
Episódio após episódio, desenha?se um cenário movimentado e realista, frequentemente dramático, da experiência da guerrilha cubana e do processo através do qual o exército revolucionário conseguiu alcançar uma vitória improvável.
De uma perspectiva individual, a fluência expressiva de Che Guevara – certamente resultado de uma formação cultural muito acima dos padrões médios da época – contribui para desvendar os traços da sua personalidade. Assim, os relatos dão a conhecer uma parte central da sua história de vida, desde que era ainda um médico argentino, empenhado mas inexperiente, até assumir maior protagonismo político e militar e se tornar no mais célebre revolucionário do mundo.
Sendo um registo individual e mantendo?se fiel ao princípio de descrever apenas os episódios em que participou directamente, os Relatos da Revolução Cubana são um documento de inquestionável valor histórico.
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