Vida do Arcebispo de Frei Luiz de Sousa
Seara Nova. Lisboa, 1961, 96 págs. B. Colecção: Textos Literários
A Vida de Dom Frei Bartolomeu dos Mártires (frequentemente abreviada como Vida do Arcebispo) é uma das maiores obras-primas da prosa seiscentista portuguesa, escrita por Frei Luís de Sousa (nome religioso de Manuel de Sousa Coutinho). Publicada originalmente em 1619, a biografia relata a vida do arcebispo de Braga, D. Frei Bartolomeu dos Mártires, uma das figuras mais influentes da Igreja Católica e do Concílio de Trento
O Problema do Romance Português Contemporâneo de João Pedro de Andrade
Seara Nova. Lisboa, 1942, 57 págs. B.
“Conferência realizada na Voz do Operário em 8 de Junho de 1942” que foca, entre outros, Camilo, Eça, Aquilino, Ferreira de Castro, José Régio, Gaspar Simões, Torga, Almada, Redol.
Poesia Lírica Cultista e Conceptista de Hernâni Cidade [Pref.]
Seara Nova. Lisboa, 1958, 63 págs. B.
Antologia de poesias do século XVII, maioritariamente retiradas de Fénix Renascida. Considerada a mais significativa do seu género à época, reúne, sem qualquer sistematização, poesias líricas, heroicas, satíricas e burlescas, religiosas e puramente narrativas.
Corte na Aldeia de Francisco Rodrigues Lobo
Seara Nova. Lisboa, 1951, 65 págs. B. Colecção: Textos Literários
O desaparecimento de D. Sebastião em Alcácer Quibir e o advento dos Filipes deixou o reino mergulhado numa crise moral e económica. Corte na Aldeia é um retrato muito fiel e realista duma época sombria da história de Portugal, de luto pela perda da independência, de sebastianismo e isolamento voluntário a que a sociedade lusa se votou, ferida no seu orgulho nacional. Triunfa a ruralidade, regressa-se à pureza dos costumes, resiste-se contra a absorção castelhana, começa a crescer a esperança de poder cumprir Portugal.
«A Corte na Aldeia, uma das mais tardias e a mais amadurecida das obras de Rodrigues Lobo, é o melhor ponto de referência para o estudo da formação do estilo barroco na literatura portuguesa.»
A Floresta em Bremerhaven de Olga Gonçalves Seara Nova. Lisboa, 1975, 163 págs. B.
Quando este livro ia a imprimir alguém me disse: Há nele um excesso que reflete bem o tempo em que se vive. Isto não pode ser lido entre quatro paredes, com um tecto em cima, com luz eléctrica.
Esta leitura deve ser feita ao ar livre, no meio da rua. Então, desejei contá-lo ao leitor solitário. O.G.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. 📕 1ª Edição.
Portugal Depois da Revolução dos Capitães de Wilfred Burchett. Seara Nova. Lisboa, 1975, 317 págs. B.
O avião em que viajei de Paris para Lisboa no dia 28 de Abril de 1974, levava a bordo um sortido pouco habitual de passageiros: meia dúzia de intelectuais, duas os três pessoas que tanto podiam ser comerciantes como funcionários públicos e um grupo de gente humilde visivelmente contraída e preocupada.
Portugueses, sem a menor dúvida mas, para além disso, o quê? Exilados? Emigrantes? Re-fractários?
Duarte e os Prosadores da Casa de Aviz de Rodrigues Lapa. Seara Nova. Lisboa, 1972, 79 págs. B.
Desde 1350, e antes mesmo, o lirismo galego-português entrou em decadència e quase acabou por emudecer. Por 1250, o prestigio dessa lingua poética fora tão grande, que em todas as partes da Peninsula. axcepção da Catalunha, se serviam do português para as suas canções. Mas esse florescimento poético tinha sido uma espécie de moda, alimentada por cortes de principes, amigos da arte. Cansou, por fim, e os espíritos, atordoados por música e fantasia, viraram-se para as realidades da vida. Entrou-se numa época de prosa. Contudo, como último bruxulear de lâmpada, os temas e a linguagem desse antigo lirismo ainda continuaram a sua débil existência, em terras de Castela, de 1350 a 1450.
A Crise do Liberalismo e as primeiras manifestações das ideias socialistas em Portugal (1820-1852) de Victor de Sá. Seara Nova. Lisboa, 1974, 351 págs. B.
Se a princípio tive a intenção de estudar simplesmente a influência de o proudhonismo em Portugal, compreendi em dado momento que devia estudar de preferência as condições históricas e as primeiras manifestações do pensamento socialista em Portugal, para chegar finalmente ao assunto mais preciso da minha tese, a crise do liberalismo e as primeiras manifestações da ideias socialistas em Portugal (1820-1852).
Amadis de Gaula de Rodrigo Lapa. Seara Nova. Lisboa, 1968, 88 págs. B.
O texto aproveitado por nós é o da edição de Veneza, de 1533, republicado por Gayangos em 1875. Seleccionámos os episódios que nos pareceram mais característicos do romance e ligámo-los por um argumento, que se lê no começo de cada capítulo. Tivemos especial cuidado em cingir-nos ao texto e conservar a feição antiga da linguagem do Amadis.
Despertar da Revolução Brasileira de Márcio Moreira Alves. Seara Nova. Lisboa, 1974, 283 págs. B.
«Moreira Alves foi um dos primeiros cassados pelo AI-5, o ato que suspendeu os direitos civis durante o regime militar e concedeu poder irrestrito aos militares, como o direito à censura a meios de comunicação e ao fechamento do Congresso Nacional. Antes disso, o deputado Moreira Alves era uma das estrelas da oposição durante etapa inicial do regime militar, mais branda. Eleito em 1966 pelo MDB do Rio de Janeiro, quando era jornalista do jornal Correio da Manhã, destacou-se pela eloquência e combatividade na Câmara. Em 2 de setembro de 1968 proferiu o famoso discurso em que denunciou a repressão aos estudantes e sugeriu que as moças não namorassem militares.»
Obra fundamental da luta anticolonial, Unidade e Luta reúne textos políticos de Amílcar Cabral, fruto da sua prática revolucionária na independência da Guiné e Cabo Verde. Aborda política, ideologia, estratégia militar e desenvolvimento social, refletindo sobre a libertação como transformação global. A linha ideológica de Cabral articula-se em torno da dominação imperialista e da luta armada como ato cultural e político.
PALMA DA MÃO DE URBANO TAVARES RODRIGUES Seara Nova. Lisboa, 1974. 255 págs. B.
Colectânea de crónicas de Urbano Tavares Rodrigues escritas e publicadas durante o Estado Novo, numa época de censura e repressão política. O próprio autor reconhece, no volume, que muitos desses textos são condicionados pelas circunstâncias, recorrendo a meias frases, discurso elíptico e metáforas carregadas, como forma de dizer sem dizer directamente, em defesa dos esbulhados e contra a violência da ditadura.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Peso: 215g
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Vale de Josafat de Raul Brandão. Seara Nova. Lisboa, 1933, 286 págs. B.
As “Memórias”, talvez a par de “Húmus” e “Os Pescadores” são consideradas as obras maiores de Raul Brandão (1867-1930), militar e nome incontornável da literatura portuguesa das primeiras décadas do século XX.
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