Diários da Meia-Noite de Boris Yeltsin. Livros do Brasil. Lisboa, 2002, 445 págs. B.
O leitor poderá aqui testemunhar, quase como se estivesse a assistir a esses dias turbulentos, como foi o início da crise da Tchetchénia, que avaliação fez Yeltsin dos principais generais do período pós-soviético (como o general Lebed, por exemplo), como se desenvolveram e falharam as tentativas de reforma económica da Rússia, a relação tumultuosa e instável de Yeltsin com vários dos seus primeiros-ministros, o auxilio que lhe foi prestado por sua filha Tanva, a relação com os diversos lideres das grandes potências do mundo e nomeadamente a sua amizade com Chirac e com Kohl, o colapso do rublo, os problemas suscitados pelo agravamento do seu estado de saúde, o processo de impeachment, as dificuldades criadas pela criminalidade e pelo separatismo, o drama do Kosovo, e, enfim, a secreta e rapidíssima decisão de abdicar, tomada pelo próprio durante as derradeiras horas de 1999.
No rescaldo da Segunda Guerra Mundial, o coronel americano Richard Cantwell aporta em Veneza – e é aí que viverá as suas últimas vinte e quatro horas. Entre o terror da memória e a debilidade provocada por uma saúde em declínio, surge inesperado um amor vertiginoso por uma jovem condessa italiana, um sentimento capaz de superar a razão, os medos, a implacabilidade do fim iminente. Uma homenagem ao amor espontâneo, à resiliência do espírito humano e à beleza da cidade que os inspira, Na Outra Margem, entre as Árvores surge como uma resposta de esperança e de afeto aos gestos de desumanização provocados pela guerra. Livro enternecedor e trágico, publicado em 1950, levou o escritor John O’Hara a considerar Ernest Hemingway «o mais importante autor desde Shakespeare».
Florentyna Kane, a primeira mulher eleita presidente dos Estados Unidos, é o alvo de um assassino.
Depois de anos de grandes sacrifícios e adversidades, Florentyna torna-se presidente, mas, no dia em que toma posse, forças poderosas movimentam-se para lhe tirar a vida. O FBI tem uma fonte fidedigna que sinaliza a tentativa de assassinato. São 19h30 e é a 1572.ª ameaça do ano. Às 20h30, uma hora depois, cinco pessoas conhecem todos os pormenores do atentado. Às 21h30, quatro delas estão mortas.
O único sobrevivente, o agente especial Mark Andrews, sabe que para evitar o ataque tem 6 dias, 13 horas e 37 minutos. Começa a corrida para tentar salvar a presidente.
Americanas de Henry Thomas e Dana Lee Thomas. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 318 págs. B.
Neste tempo, em que as populações começam a consciencializar-se do factor civilização-que os direitos do homem, representam-esta obra de Dana e Henry Thomas, ergue-se como um padrão, na historia da conquista da liberdade. E adquire realçada importancia por, ao amalgamar a historia do povo ame ricano e a biografia dos seus pioneiros, nos propicia uma lúcida meditação sobre a perene esperança da democracia e a sobrevivencia de uma tiranocracia, que, embora caduca, ainda perdura bipolarizando antagonicamente os grandes estados do mundo.
O Cimo do Monte de Irwin Shaw. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 328 págs. B.
” O Cimo do Monte” narra a história de um homem, Michael Storr, que atraído pelos desportos arriscados, abandona a monotonia da vida nova-iorquina e, na sua paixão pelo perigo, acaba por perder a mulher que ama. Ao tentar viver, então, uma existência mais pura e primitiva, vê-se embrenhado numa aventura tumultuosa, fantástica, mortífera…
Vida Quotidiana em Portugal ao Tempo do Terramoto de Suzanne Chantal. Livros do Brasil. Lisboa, 2005, 301 págs. B.
No dia 1 de Novembro de 1755, por uma bela manhã de Sol, quando os sinos tocavam para a missa, Lisboa foi sacudida por um violento terramoto. A catástrofe emocionou o Mundo e despertou o País do sonho das suas grandezas: o comércio na mão dos ingleses, os ofícios abandonados, as terras em pousio. Neste panorama sombrio ergue-se a figura de Pombal. A vida organiza-se nas ruínas e o ministro de D. José decide dar-lhe novas bases: libertar Portugal da tutela do estrangeiro, de uma nobreza decadente e de um clero todo-poderoso. O quotidiano permanecia, porém, marcado pela sensualidade, pelas superstições e pelo culto do segredo, sendo uma fonte de admirações para os viajantes. Festas galantes alternavam com intrigas tenebrosas e processos cujas proporções trágicas chocavam as consciências. Contudo, a vida quotidiana seguia um ritmo amável e cerimonioso, despreocupado, contraditório: a maior frugalidade aliava-se a uma gulodice refinada, o fausto adaptava-se também ao desconforto, e a dignidade continuava viva, tanto no coração do nobre como no do plebeu. Quadro colorido e aliciante, esta obra vem descrever, com inteligência, sensibilidade e simpatia o dia-a-dia dos homens de todas as classes e condições, num dos períodos mais fecundos da história portuguesa.
Os Novos Poderes de Alvin Toffler. Livros do Brasil. Lisboa, 1991, 597 págs. B.
Tal como O Choque do Futuro e A Terceira Vaga, cuja influência inovadora tem perdurado ao longo dos anos, também Os Novos Poderes é uma obra que veicula o resultado do pensamento implacavelmente lucido de Alvin Toffler e de mulher Heidi, encerrando um ciclo de três volumes. Explica o autor: «Cada um destes livros pode ser lido como uma obra independente de qualquer das outras. Mas, juntos, formam um todo intelectualmente coeso. O tema central de todos eles é a mudança – o que acontece as pessoas quando toda a sua sociedade se transforma abruptamente em qualquer coisa nova e ines perada. Os Novos Poderes prossegue a análise anterior e concentra-se no advento de um novo sistema de poder que substitui o do passado industrial.» Completa-se, deste modo, a vasta análise, iniciada há vinte e cinco anos, das espantosas mudanças que nos estão a encaminhar para o século XXI.
Juizo Final de Daniel Easterman. Livros do Brasil. Lisboa, 2000, 374 págs. B.
Tudo começa na Sardenha, um lugar aparentemente tranquilo. Aryeh Levin acorda no meio da noite, e a primeira coisa que nota é o silêncio. Um silêncio desusado, excessivo. Então após alguns segundos, um grito enche de súbito a casa. Papa, Papa, auito! E simultaneamente, a porta do quarto abre-se para deixar passar dois encarapuçados que agridem Aryeh e a sua mulher.
De manhã, quando a criada liberta o casal, o seu filho desaparecera. Os Levin, que haviam deixado Israel para fugirem ao clima de ódio e de racismo aí generalizado, mergulhavam de novo do medo (…)
Biografias de Filosofos: Platão. Aristóteles. Epicuro. Marco Aurélio. S. Tomás de Aquino. Francis Bacon. Descartes. Espinosa. Locke. Hume. Voltaire. Kant. Hegel. Schopenhauer. Emerson. Spencer. Nietzsche. William James. Bergson. Santayana.
Uma rapariga humilde que conquista pela bondade a estima de pobres e ricos, um rei que descobre entre camponeses o tesouro da sua pátria, um músico arrogante que encontra a redenção nas palavras de uma velha misteriosa, dois irmãos inseparáveis fascinados pelos voos de Júlio Verne. São estas e muitas outras as personagens que Selma Lagerlöf transporta da memória do mundo rural da província de Värmland da sua infância para os nove contos reunidos em O Livro das Lendas, título originalmente publicado em 1908. Histórias simples, repletas de ensinamento e inspiração, onde se dilui a fronteira entre sonhos e realidade.
A neutralidade benévola que deve caracterizar o relacionamento de um psicanalista com os seus pacientes tem uma exceção importante neste romance. A narrativa, repleta de humor, ironia e suspense psicológico, lembra os filmes de Hitchcock. O enredo apresenta um encontro inesperado entre um discípulo de Freud e um admirador de Landru, que confessa ter assassinado a mulher.
Quando surgem as primeiras dúvidas, como pode o psicanalista suspeitar que reagiu tarde e que já caiu numa armadilha? A própria pessoa vai aprender, com o tempo, que nunca deveria ter superestimado as suas capacidades para tratar os outros. Embora alguns pacientes possam revelar-se uma fonte de riqueza muito apreciável…
Dos Marinheiros no Tempo do Rei-Sol de Jean Merrien. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 340 págs. B.
A vida aventurosa dos marinheiros, numa das épocas culminantes da História da monarquia francesa é, só por si, um assunto susceptível de empolgar o leitor. Mas, para lá desse aspecto do tema, cumpre ter em conta os ensinamentos úteis que que proporciona aos leitores curiosas dos temas de História geral e, em especial, da História da Marinha.
Diário de Anne Frank: Versão Definitiva de Anne Frank. Livros do Brasil. Lisboa, 2004, 439 págs. B.
Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.
Todos os que se encontravam naquele pequeno anexo secreto acabaram por ser presos em agosto de 1944, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, a escassos dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário tornar-se-ia um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, testemunho incomparável do terror da guerra e do fulgor do Espírito humano.
A Revolução da Arte Moderna de Hans Sedlmayr. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 241 págs. B.
“A obra de Verlust der Mitte tratou daquilo que a ate de estes últimos séculos torna evidente acerca do destino do espírito humano nesta época e, apenas de passagem, daquilo que é. O presente trabalho trata do que esta arte — cujos extremos se colocam entre 1905 e 1925 — é no fundo, o que com ela aconteceu e, igualmente só de passagem, como surgiu. Só quando estas respostas forem devidamente respondidas se poderá intentar escrever uma história da arte da nossa época. As poucas ilustrações deste livro não mostram obras-primas da arte moderna mas sim obras em que se pode afirmar que aparecem ampliadas as suas tendências típicas.”
Regresso ao Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Livros do Brasil. Lisboa, s.d., 244 págs. B.
Conjunto de ensaios sobre diversos temas abordados em Admirável Mundo Novo, a presente obra foi publicada em 1958. Na sua génese está a inquietante noção de que a sociedade ficcional descrita no livro mais famoso de Aldous Huxley se tornava a passos largos uma realidade. Comparando aspectos da vida moderna e o terrível quotidiano imaginado, o autor elabora uma reflexão profunda sobre as principais ameaças à humanidade e os limites da desumanização, porque «o pesadelo da organização total emergiu do futuro remoto e está agora à nossa espera, mesmo ao virar da esquina».
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