Lã e a Neve de Ferreira de Castro
Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 413 págs. B.
«Os homens passavamos dias e as noites dentro das fábricas só saindo aos Domingos, para esquecer o cárcere. Já não via mas ovelhas, nem ouviam o melancólico tanger dos seu chocalhos nos pendores da serra, ao crepúsculo; viam apenas a sua lã, lã que eles desensugavam, que eles lavavam, cardavam, penteavam, fiavam e teciam, lã porto da a parte.» Um jovem pastor sonha tornar-se operário fabril para melhorar as suas condições sociais. É neste ambiente de pobreza e vida hostil que se desenvolve a acção de A Lã e a Neve. Como em toda a obra de Ferreira de Castro, sobressai neste romance o sentido social e as preocupações pelas miseráveis condições devida dos mais humildes. Um dos melhores romances de Ferreira de Castro.
Os Quatro Rios de Agustina Bessa Luís
Guimarães Editores. Lisboa, 1964, 280 págs. B.
Romance inaugural da trilogia «As Relações Humanas», cujos exemplares, nesta sua primeira edição, são bastante invulgares. Como escreveu José Régio, “Onde quer que um livro de Agustina Bessa Luís apareça em competição com outros seus contemporâneos e nossos conhecidos — todos esses outros passam (ou deveriam passar) a segundo plano”.
📕 1ª Edição.
🟡 Lombada danificada e capa com vestígios de humidade.
O Povo na Literatura Portuguesa de João de Barros
Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 307 págs. B.
O Povo na Literatura Portuguesa, de João de Barros, reúne textos de autores dos séculos XV a XIX sobre a representação do povo na literatura portuguesa. A obra destaca a evolução social e cultural do país através de crónicas, poesia, teatro e romance. A obra inclui um longo e importante prefácio de João de Barros.
O Segredo Egípcio de Napoleão de Javier Sierra
Guimarães Editores. Lisboa, 2002, 294 págs. B.
O dia de 12 de Agosto de 1799 traz algo mais a um ano em terras do Egipto, Síria e Palestina. O jovem general Napoleão Bonaparte acede a uma proposta singular: passar uma noite no interior da Grande Pirâmide de Gizé. O que viveu lá dentro, e que nunca revelou aos seus biógrafos, tornou-se desde então objecto de especulação histórica. Este livro desvenda o mistério.
Cinco meses antes, Bonaparte havia passado uma noite na aldeia palestina de Nazaré; reuniu com representantes de diversas religiões e seitas, e embarcou num estranho projecto, que, ao que parece, teria a ver com a busca da imortalidade e a presença de Jesus no Egipto durante a sua infância. A sua peregrinação termina em Gize, onde enfrentará um segredo milenar.
Este thriller histórico, apoiado por sólida documentação, revelar-nos-á um Napoleão inédito, seguindo uma busca tão mítica como fascinante.
Ensaio do Homem de Ernst Cassirer
Guimarães Editores. Lisboa, 1960, 380 págs. B.
I PARTE – QUE É O HOMEM?
1. A Crise do Auto conhecimento do Homem
2. Uma chave para a Natureza do Homem:
o Símbolo
3. Das reações Animais às Respostas Humanas
4. O Mundo Humano do Espaço e do Tempo
5. Factos e Ideais
II PARTE – O HOMEM E A CULTURA
6. A Definição do homem em Termos de Cul-
tura Humana
7. O Mito e a Religião
8. A Linguagem
9. A Arte
10. A História
11. A Ciência
12. Resumo e Conclusão
Elogio da Filosofia de Maurice Merleau-Ponty Guimarães Editores. Lisboa, 1979, 88 págs. B.
Lição inaugural no Colégio de França, este ensaio é considerado uma súmula da sua obra. Em tradução de António Braz Teixeira. Merleau-Ponty, o pensador e companheiro de Sartre e de Simone de Beauvoir, apresenta-nos neste seu ensaio, pelo estilo e pela temática que versa, como que uma súmula da sua obra, de um modo especial da que se desenvolve desde 1953 até à sua morte prematura em 1960. Na verdade, os temas aqui sugeridos ou enunciados — a natureza ambígua da filosofia e as suas relações com a verdade, a religião, a história e a política, a meditação de Bergson, a consideração crítica da dialéctica de Hegel e Marx, a fenomenologia do sinal e da linguagem — foram retomados quer em Aventuras da Dialéctica (1955), quer nos vários escritos filosóficos e políticos reunidos sob o título geral de Sinais (1960). Da natureza do seu filosofar, talvez seja lícito descobrir marcas da lição cartesiana e da tradição moralista francesa, também pela sua perplexidade perante Bergson, perplexidade de quem pensa numa língua que, identificando o mesmo verbo ser e estar, levou a uma filosofia substancialista e estática, em face do pensamento de Bergson, o filósofo da evolução criadora, e do movimento no tempo e no espaço.
Iniciação Filosófica de Karl Jaspers. Guimarães Editores. Lisboa, 1978, 166 págs. B.
Karl Theodor Jaspers (Oldemburgo, 23 de fevereiro de 1883 — Basileia, 26 de fevereiro de 1969) foi um filósofo e psiquiatra alemão. Estudou medicina e, depois de trabalhar no hospital psiquiátrico da Universidade de Heidelberg, tornou-se professor de psicologia da Faculdade de Letras dessa instituição. Desligado de seu cargo pelo regime nazista em 1937, foi readmitido em 1945 e, três anos depois, passou a lecionar filosofia na Universidade de Basileia. O pensamento de Jaspers foi influenciado pelo seu conhecimento em psicopatologia e, em parte, pelo pensamento de Kierkegaard, Nietzsche e Max Weber. Sempre teve interesse em integrar a ciência ao pensamento filosófico na medida em que, para Jaspers, as ciências são por si sós insuficientes e necessitam do exame crítico que só pode ser dado pela filosofia. Esta, por sua vez, deve basear-se numa elucidação, a mais completa possível, da existência do homem real, e não da humanidade abstrata. O resultado das reflexões de Jaspers sobre o tema foi a primeira formulação de sua filosofia existencial.
A Era da Suspeita: Ensaio sobre o Romance de Nathalie Sarraute
Guimarães Editores. Lisboa, 1963, 138 págs. B. Colecção: Ideia Nova
Nathalie Sarraute é autora de uma obra romanesca muito significativa. Procurando descobrir a verdade profunda dos movimentos, das palavras, das certezas e das dúvidas das personagens, preocupa-se sobretudo em descrever um mundo que obscuramente todos transportamos dentro de nós.
Nestes ensaios, Nathalie Sarraute empenha-se em explicar a sua própria posição perante a criação romanesca, e em destrinçar o que é vivo e o que é morto no romance clássico.
Descobrindo nas formas romanescas tradicionais uma habituação, uma subsistência de valores ultrapassados, Sarraute empenha-se em chamar a atenção para a necessidade de abrir novos caminhos ao romance.
Dando como ponto de partida do romance moderno a obra de Dostoievsky, Nathalie Sarraute mostra a linha de evolução que, vinda do autor russo, passa por Kafka e por Joyce e termina nas correntes romanescas mais avançadas dos nossos dias.
A Curva da Estrada de Ferreira de Castro. Guimarães Editores. Lisboa, s.d., 328 págs. B.
«… o directório é constituído por arrivistas ambiciosos, que não querem outra coisa senão trepar à custa dos velhos militantes. Não cessam de prometer às massas aquilo que eles sabem muito bem que não lhes podem dar e não hesitam em caluniar aqueles que lhes podem fazer sombra… Para eles, só eles próprios são socialistas verdadeiros; os outros são todos uns reaccionários….» Ferreira de Castro (1898-1974) é um dos mais significativos romancistas portugueses, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala a língua portuguesa.
Alguns dos seus romances retratam um Brasil apaixonante, misterioso e revelador, outros penetram no húmus português e outros ainda ocupam-se dos problemas trágicos de um mundo dilacerado que procura descobrir a sua verdade.
O que descobrimos, porém, em qualquer dos romances de Ferreira de Castro é a mesma profunda paixão pelo destino do homem, o seu apego a uma verdade fundamental que se alicerça na conquista de um ideal de liberdade humana.
Não é possível pensar no romance português deste século sem, de imediato nos referirmos a Ferreira de Castro como precursor do neo-realismo, ao seu nome e à sua obra, de tal modo nos surgem como essenciais para a pesquisa do quotidiano.
Emigrantes de Ferreira de Castro Livraria Editora Guimarães. Lisboa, 1940, 325 págs. E.
Uma obra prima do realismo social, Ferreira de Castro narra a desventura de um emigrante português, analfabeto de Oliveira de Azeméis, que se endivida para partir para o Brasil. As promessas brasileiras nunca se concretizam, é explorado e chega a envolver-se vagamente em movimentos políticos.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados. ❗Encadernação amadora.
A Curva da Estrada de Ferreira de Castro.
Guimarães Editores. Lisboa, 1951, 320 págs. B.
«… o directório é constituído por arrivistas ambiciosos, que não querem outra coisa senão trepar à custa dos velhos militantes. Não cessam de prometer às massas aquilo que eles sabem muito bem que não lhes podem dar e não hesitam em caluniar aqueles que lhes podem fazer sombra… Para eles, só eles próprios são socialistas verdadeiros; os outros são todos uns reaccionários….» Ferreira de Castro (1898-1974) é um dos mais significativos romancistas portugueses, traduzido e lido em todo o mundo e também dos mais apreciados em toda a vasta comunidade onde se fala a língua portuguesa.
Alguns dos seus romances retratam um Brasil apaixonante, misterioso e revelador, outros penetram no húmus português e outros ainda ocupam-se dos problemas trágicos de um mundo dilacerado que procura descobrir a sua verdade.
O que descobrimos, porém, em qualquer dos romances de Ferreira de Castro é a mesma profunda paixão pelo destino do homem, o seu apego a uma verdade fundamental que se alicerça na conquista de um ideal de liberdade humana.
Não é possível pensar no romance português deste século sem, de imediato nos referirmos a Ferreira de Castro como precursor do neo-realismo, ao seu nome e à sua obra, de tal modo nos surgem como essenciais para a pesquisa do quotidiano.
Origem da Tragédia de Nietzche.
Guimarães Editora. Lisboa, 2002, 188 págs. B.
Dedicada a Richard Wagner, A Origem da Tragédia, de Friedrich Nietzche, fez furor logo na altura da primeira edição. Corria o ano de 1871. Desde então, tornou-se uma das obras seminais da cultura europeia.
A primeira obra de Nietzche exemplifica magnificamente o entusiasmo do autor pela literatura grega, especialmente a tragédia, por Schponhauer e pela ópera de Wagner Tristão e Isolda.
A ideia central é a de que “a existência e o mundo só são justificáveis como um fenómeno estético”. Elaborando a sua célebre distinção entre o espírito apolínio e o dionisíaco, o autor interroga-se porque razão fazemos derivar o prazer da arte trágica, e qual é relação entre as nossas experiências de sofrimento na vida e na arte.
Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista de António Quadros. Guimarães Editores. Lisboa, 2001, 411 págs. B.
Porque a poesia é o insinuado lugar do mito, o Autor desenvolve a tese sebastianista, exposta em toda a sua pureza, através das trovas, dos poemas do teatro e da ficção poética de uma gama polifacetada de escritores portugueses e brasileiros que exprimem e assumem o mito ou o meditam num ou noutro sentido, mas também as lendas, os rituais e as epopeias sebastianistas do nordeste brasileiro e de alguns dos seus escritores.
Numa segunda parte desta obra, é abordada a polémica, história e teoria do mito, o que é ou o que foi a sua antítese, representada pela crítica racionalista contemporânea (a de António Sérgio na polémica com Teixeira de Pascoaes e Carlos Malheiro Dias). A síntese que o Autor elabora, estabelece finalmente dois planos, o histórico e o filosófico, substanciando a nível nacional e universal os mitos portugueses.
O Instinto Supremo de Ferreira de Castro.
Guimarães Editores. Lisboa, 322 págs. B.
Último livro publicado por Ferreira de Castro, O Instinto Supremo constitui um regresso do autor à Amazónia, cenário do seu livro-monumento A Selva. Ganha, com o tempo, estatuto de clássico e, a forma como a crueza do processo de pacificação dos índios convive nas suas páginas com o virtuosismo das descrições da floresta, torna-o um livro necessário e único.
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