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  • Esplendor do Caos, O

    Esplendor do Caos, O

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    O Esplendor do Caos de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1998, 125 págs. B.

    «[…] incorporámos o inferno no quotidiano do mais fascinante e atroz dos séculos. Basta passar em revista o imaginário deste fim de século — da ficção à música, do cinema ao teatro, da biologia à tecnologia — para ter uma ideia do ponto a que chegou um mundo onde o horror se tornou invisível, consumido como pura virtualidade, para ter uma ideia da metamorfose da cultura humana. Pode discutir-se se a desordem em que estamos mergulhados — desde a económica até à da legalidade e da ética — releva ou não, em sentido próprio, do conceito de caos. Do que não há dúvidas é de que o habitamos como se fosse o próprio esplendor.»

    📝 Assinatura de posse.

  • Destroços: O Gibão de Mestre Gil e Outros Ensaios de Eduardo Lourenço

    Destroços: O Gibão de Mestre Gil e Outros Ensaios

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Destroços: O Gibão de Mestre Gil e Outros Ensaios de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2004, 201 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço

    «Em consonância com a visão bíblica da vida como milícia, escrever à margem do puro canto, entrar na batalha das opiniões, das crenças, da ideologia de uma época, por conta do presente ou do passado (ou mesmo do futuro), é ceder à inevitável tentação polémica inscrita no coração dos homens, da sua vida como combate de que a Cultura, mesmo a mais sublimante, é apenas máscara ou imaginário refúgio. Caí nela e não estou arrependido.»
    Eduardo Lourenço

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Crónicas Quase Marcianas (1993-2007)

    Crónicas Quase Marcianas (1993-2007)

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Crónicas Quase Marcianas (1993-2007) de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2016, 197 págs. B.
    Obras Eduardo Lourenço

    «A América que está ou tem tendência — mormente sob o ponto de vista tecnológico — a estar em toda a parte e a intervir cada vez mais abertamente no destino do planeta como um todo, não só presume das suas forças como não pode levar a cabo a sua ‘missão’ providencial sem o consentimento implícito e o apoio da Europa, por mais subalternizada que esteja ou pareça. Vendo bem, esta América tão fora dela e tão dominadora do mundo não está certa de um futuro tão ‘americano’, como agora o imagina e nós europeus temos tendência a crer, hipnotizados pelo exemplo dos exemplos, o do Império Romano.»

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Correspondência com Jorge de Sena

    Correspondência com Jorge de Sena

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Correspondência com Jorge de Sena de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2003, 206 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço
    Organização e Notas de Mécia de Sena

    «O que não hesito chamar amizade, ainda que apenas epistolar, destes dois camaradas de letras iniciou-se, creio, com o envio, por Jorge de Sena, do inquérito sobre André Gide que se destinava e foi publicado em Unicórnio, em Maio de 1951. Quando ou como se conheceram pessoalmente não sei exactamente, mas sei que se dedicaram amizade, respeito e admiração mútua por cerca de 28 anos. Para mim, Eduardo Lourenço começou por ser o ‘Faria’, ainda meu contemporâneo na Faculdade de Letras de Coimbra, finalista quando eu, tardiamente ‘caloira’, começava a minha via-sacra de aluna ‘voluntária’, enquanto ele se desenhava já como diferente dos demais.»
    Mécia de Sena, «Acerca desta correspondência»

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  • Do Colonialismo como Nosso Impensado de Eduardo Lourenço

    Colonialismo como Nosso Impensado, Do

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Do Colonialismo como Nosso Impensado de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2016, 348 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço
    Organização e Prefácio de Margarida Calafate Ribeiro e Roberto Vecchi.

    «Deste naufrágio de uma raça toda a gente se lembra, excepto os portugueses. Das epopeias que perduram neste país tão folclórico nem uma página o relembra. A História trágico-marítima é a dos portugueses devorados pelo mar e pelos autóctones. Este espantoso silêncio esconde a aventura colonial, a mais pura de toda a história. Tão pura que hesitamos chamá-la colonialista. E, no entanto, ela é certamente uma entre outras, a primeira e a última ainda de pé, sob a indiferença dos trópicos e o esquecimento do mundo. Este esquecimento faz-nos pensar, mas explica-se. Portugal não foi o único país a deixar-se esquecer desta maneira. No tempo das Grandes Descobertas a importância cósmica desta aventura escondia aos olhos da Europa o colonialismo nascente. Mais tarde, a mesma Europa teve também demasiado interesse em esconder, em conjunto, este colonialismo.»

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  • O Canto do Signo: Existência e Literatura (1957-1993) de Eduardo Lourenço

    Canto do Signo: Existência e Literatura (1957-1993), O

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    O Canto do Signo: Existência e Literatura (1957-1993) de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2017, 490 págs. B.
    Obra Completa de Eduardo Lourenço | 25

    “Entre Crítica e Literatura não há nem concorrência, nem oposição, nem convergência. Há comparticipação na mesma liturgia do ‘Imaginário’ que ambas celebram, uma criando-a, a outra lendo-o e recriando-o numa espécie de infelicidade sublime a meio caminho entre o eco e a metáfora.”
    Esta passagem de «O Canto do Signo» é emblemática do pensamento que constitui o fio condutor ao longo de todas as páginas deste volume. Aqui se reúnem artigos e ensaios que se encontravam dispersos, escritos entre os anos 50 e 90. As três grandes partes ocupam-se, a primeira, da crítica literária e da sua relação com o texto; a segunda, constituída por textos mais propriamente “críticos”, analisa obras de importantes autores portugueses, de Eça a Vergílio Ferreira, de Camilo a Agustina e a Jorge de Sena, entre vários outros; a terceira parte faz um balanço sobre a literatura portuguesa, nomeadamente a partir dos anos 40, situando-a em relação a novas (e inovadoras) formas de pensar os problemas da criação literária.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Do Brasil: Fascínio e Miragem

    Do Brasil: Fascínio e Miragem

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Do Brasil: Fascínio e Miragem de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2015, 269 págs. B.
    Obras Eduardo Lourenço
    Organização e Prefácio de Maria de Lourdes Santos

    O Brasil, na sua unicidade, é plural. Assim é este novo livro, em que habita o ensaio, a carta, o diário, o discurso, a entrevista. E onde o autor percorre temas como a filosofia, o ensino, a literatura, o cinema, bem como as relações entre Brasil e Portugal.

    Os textos, parte deles inéditos, situados entre 1945 e 2012, acolhem uma visão conhecedora de quem pensa há várias décadas aquele imenso país que o mar juntou à história de Portugal. «Pensar o Brasil, a imensidão do seu espaço, permite pensar o ser português […]», refere, no Prefácio, Maria de Lourdes Soares, organizadora deste volume. Quando fala dos outros, é também a nós que se refere.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Antero ou a Noite Intacta de Eduardo Lourenço

    Antero ou a Noite Intacta

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Antero ou a Noite Intacta de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2007, 162 págs. B.

    «Não há na nossa literatura, nem mesmo Camões, poeta tão naturalmente universal como Antero de Quental, dada a natureza ideal e intemporal da sua inspiração e o conflito que a alimenta, pura interpretação do espírito por si mesmo no meio de um mundo incompreensível. Nenhum objecto empírico, natural ou histórico, é, ao menos nos Sonetos, matéria determinante da sua poesia. Os Açores como qualquer outro. É como se estivesse só no Universo, ilha pura, sem qualquer arquipélago.»

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Um Modo de Ser: Ensaios de João Lobo Antunes

    Um Modo de Ser: Ensaios

    João Lobo Antunes

    6,00 

    Um Modo de Ser: Ensaios de João Lobo Antunes.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1997, 203 págs. Mole.

    O progresso científico e tecnológico das últimas décadas, o controlo cada vez mais vigilante dos políticos, dos media e dos próprios doentes, e a necessidade de trabalho em equipa, tiveram repercussões marcadas no ensino e na práctica da Medicina.

    Neste volume de extremo interesse para os especialistas, mas igualmente acessível a leigos, o autor reflecte o modo pessoal de viver a Medicina, inspirado numa filosofia humanista que pretende preservar valores essenciais da profissão. Nestes ensaios abordam-se temas tão diversos como o ensino da ética, o erro, a alma, a dor, o hospital onde se ensina, a comunicação entre médico e doente, tomando como referência uma novela de Tolstoi, os males que afligem essa comunicação. Partindo da sua experiência, o autor medita ainda sobre o ensino e aprendizagem da sua especialidade e faz o elogio de algumas personalidades que o marcaram. De particular interesse histórico são uma breve nota sobre os encontros entre Cushing, pai da Neurocirugia, e Reynaldo dos Santos, cirurgião iminente e historiador de Arte, e a correspondência inédita de Egas Moniz para o seu discípulo Almeida Lima.

    ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Vaticanum de José Rodrigues dos Santos

    Vaticanum

    José Rodrigues dos Santos

    8,00 

    Vaticanum de José Rodrigues dos Santos.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2016, 600 págs. B.

    Um comando do estado islâmico entra clandestinamente no Vaticano e o Papa desaparece. Horas depois surge na internet um vídeo em que os terroristas mostram o Sumo Pontífice em cativeiro e fazem um anúncio chocante: O PAPA SERÁ DECAPITADO EM DIRECTO À MEIA-NOITE. O relógio começa a contar. O rapto do Papa desencadeia o caos. Milhões de pessoas saem à ruas, os atentados sucedem-se, mutiplicam-se os confrontos entre cristãos e muçulmanos, vários países preparam-se para a guerra.

    Apanhado no epicentro da crise quando trabalha nas catacumbas da Basílica de São Pedro, Tomás Noronha vê-se envolvido na investigação para descobrir o paradeiro do Papa e cruza-se com um nome enigmático: OMISSIS. A pista irá conduzi-lo ao segredo mais sombrio da Santa Fé.

    Usando informação genuína para nos revelar o que se esconde nos bastidores do Vaticano, o escritor preferido dos portugueses está de regresso com o thriller do ano. Com Vaticanum José Rodrigues dos Santos mostra mais uma vez por que razão é considerado mestre do mistério real.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Jardim dos Animais com Alma de José Rodrigues dos Santos

    Jardim dos Animais com Alma, O

    José Rodrigues dos Santos

    8,00 

    O Jardim dos Animais com Alma de José Rodrigues dos Santos.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2021, 501 págs. B.

    O cadáver de um etólogo aparece num tanque do Oceanário. Pistas comprometedoras são descobertas na posse da sua colaboradora Maria Flor. A Judiciária decide prendê-la. Só uma pessoa a pode ajudar: Tomás Noronha.

    Para ilibar a mulher, Tomás terá de encontrar o verdadeiro autor do crime. Isso implica compreender o trabalho secreto da vítima. E decifrar uma misteriosa pintura esotérica de Hieronymus Bosch. No fim do caminho está um dos mais maravilhosos segredos da natureza.

    A inteligência, a emoção e a consciência animal.

    Quem é o verdadeiro assassino? Porque foi morta a vítima? Qual a relação entre o homicídio e a pintura mística de Bosch? E, sobretudo, que ligação existe entre o crime e o genocídio que os seres humanos lançaram contra a vida no nosso planeta?

    Quem são as verdadeiras bestas? Nós ou os animais?

    Com O Jardim dos Animais com Alma, o escritor favorito dos portugueses está de volta com uma aventura que coloca o Homem diante da natureza e nos mostra quão bestas são os humanos e quão humanas são as bestas.

    Baseando-se na pesquisa científica mais avançada, José Rodrigues dos Santos revela-nos as grandes descobertas recentes sobre os animais e confronta-nos com a sua verdadeira natureza.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Imortal de José Rodrigues dos Santos

    Imortal

    José Rodrigues dos Santos

    8,00 

    Imortal de José Rodrigues dos Santos.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2019, 510 págs. B.

    Um cientista chinês anuncia de surpresa o nascimento de dois bebés geneticamente modificados. Logo a seguir é raptado. A imprensa internacional interroga-se, os serviços secretos mexem-se.

    Tomás Noronha é interpelado em Lisboa por um desconhecido. Pertence à agência americana de tecnologia, DARPA, e revela-lhe um projeto secreto inspirado no Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci.

    De repente, o apartamento onde ambos se encontram explode e o metro para onde fogem sofre uma colisão mortífera. O mundo parece enlouquecer e Tomás torna-se testemunha do maior acontecimento da história da humanidade.

    Transcendência.

    A nova aventura do grande herói das modernas letras portuguesas mostra-nos o momento em que a máquina supera o homem. A Singularidade.

    Estará a humanidade à beira do fim?
    Ou perante um novo início?

    Baseado na pesquisa científica mais avançada, José Rodrigues dos Santos mostra-nos como a ciência está perto do seu maior feito: acabar com a morte.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Líderes do Século

    Líderes do Século

    Manuel José Homem de Mello

    5,00 

    Líderes do Século de Manuel José Homem de Mello. Gradiva Publicações. Lisboa, 1998, 173 págs. B.

    A escolha dos protagonistas políticos, estrangeiros e nacionais, que constam desta obra não teve a pretensão nem a intenção de ser exaustiva ou moralmente valorizada. A selecção resultou apenas do critério pessoal do autor, que pretendeu pôr à disposição dos leitores uma relação dos nomes e das trajectórias daqueles que, segundo o seu ponto de vista, mais se destacaram, positiva ou negativamente, no exercício da actividade política que desenvolveram. Uma espécie de manual vocacionado para a consulta rápida, incisiva, linear ainda que opinativa.

    Quanto aos portugueses, o autor optou por incluir apenas os chamados «quatro grandes», aqueles que, segundo considera, foram os verdadeiros protagonistas políticos do nosso século xx: Afonso Costa; Oliveira Salazar, Cavaco Silva; Mário Soafes.

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  • Eu e os Políticos

    Eu e os Políticos

    José António Saraiva

    6,00 

    Eu e os Políticos de José António Saraiva.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2016, 263 págs. B.

    Este livro de José António Saraiva traz à luz do dia um conjunto de episódios polémicos, vividos na primeira pessoa, com diversos políticos e personalidades que ocupam as páginas da história recente do nosso país: Alberto João Jardim, Álvaro Cunhal, Ângelo Correia, Aníbal Cavaco Silva, António Costa, António Guterres, António Horta-Osório, António Ramalho Eanes, Daniel Proença de Carvalho, Diogo Freitas do Amaral, Domingos Duarte Lima, Ernâni Lopes, Fernando Nogueira, Francisco Pinto Balsemão, Hélder Bataglia, Henrique Medina Carreira, João Soares, Jorge Braga de Macedo, Jorge Jardim Gonçalves, Jorge Sampaio, José Luís Arnaut, José Manuel Durão Barroso, José Pacheco Pereira, José Sócrates, Leonor Beleza, Luís Filipe Menezes, Luís Marques Mendes, Luís Valente de Oliveira, Manuela Ferreira Leite, Manuel Dias Loureiro, Manuel Maria Carrilho, Manuel Monteiro, Marcelo Rebelo de Sousa, Margarida Marante, Mário Soares, Miguel Portas, Nuno Morais Sarmento, Paulo Portas, Pedro Passos Coelho, Pedro Santana Lopes, Rui Machete, Vítor Constâncio.

    Ao longo de mais de 40 anos como comentador e jornalista — 23 dos quais como director do Expresso e nove como director do Sol —, o autor conheceu pessoalmente quase todos os políticos de primeira linha. No momento em que deixa profissionalmente o jornalismo — embora não a colaboração na imprensa — José António Saraiva considera ter chegado o momento de divulgar aquilo que não pôde (ou não quis) escrever até hoje.

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  • Época dos Descobimentos 1400-1600, A

    Época dos Descobimentos 1400-1600, A

    David Arnold

    6,00 

    A Época dos Descobimentos 1400-1600 de David Arnold.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1994, 78 págs. B.
    Colecção Panfletos | 4

    A Época dos Descobrimentos é um estudo sintético, isto é, uma visão panorâmica que nos dá elementos gerais do político, do económico, do cultural, etc. Não pode (nem quer) satisfazer a curiosidade do especialista neste ou naquele problema ou época, mas consegue plenamente alcançar o seu fim pedagógico e essencial, que é, através dum esboço genérico das grandes linhas de força do fenómeno da expansão europeia, cativar a atenção do leitor e abrir o seu apetite para um melhor conhecimento de um dos fenómenos mais decisivos na vida humana passada e com largas repercussões e presenças no nosso quotidiano dos finais do século XX. – Luís Filipe Barreto

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  • Caos: A Construção de uma Nova Ciência

    Caos: A Construção de uma Nova Ciência

    James Gleick

    7,50 

    Caos: A Construção de uma Nova Ciência de James Gleick.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1989, 420 págs. B. Il.

    No início era o caos. Não se sabe como vai ser o fim do caos. São precisas mais algumas iterações para se ver. Que o computador é útil, está confirmado. Que as imagens do caos suscitam emoções e adesões, ninguém duvida. Que as regularidades matemáticas na transição da ordem para o caos se realizam na natureza, é um facto experimental indesmentível (pode-se verificar até com o gotejar de uma torneira!). No entanto, se o caos constitui um novo paradigma, no sentido de Kuhn, ou um epifenómeno de fim de século, num sentido qualquer, está ainda por averiguar. A evolução das ideias científicas, a substituição do velho pelo novo, é não linear e por isso imprevisível.

    Muitas vezes quando se anuncia o novo – e, a propósito do caos, Gleick toca as trombetas da revolução científica – há tendência para esquecer o velho. A continuidade é, contudo, essencial a qualquer ruptura. Uma nova ciência deve ser a continuação da velha por outros meios. Por exemplo, foi Poincaré‚ embora sem dispor de um rato de computador para explorar os céus e resolver o famoso problema dos três corpos, quem lançou, no início do século, as raízes do moderno caos. Referiu-se atrás o diálogo entre Napoleão e Laplace. A seguinte história de um outro imperador e de um outro astrónomo é, a respeito do novo e do velho, exemplar. Frederico Guilherme IV da Prússia foi um dia visitar o Observatório Astronómico de Bonn. Cumprimentou nessa ocasião Argelander, o prestigioso astrónomo da corte, e perguntou-lhe um tanto displicentemente: «Então, o que há de novo nos céus?». Resposta do velho sábio: «Será que Vossa Majestade já conhece o que há de velho?».

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.