• Filha do Capitão, A

    Filha do Capitão, A

    José Rodrigues dos Santos

    8,00 

    A Filha do Capitão de José Rodrigues dos Santos
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2008, 634 págs. B.

    O capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o seu olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível.

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  • Condição Pós-Moderna de Jean-François Lyotard

    Condição Pós-Moderna

    Jean-François Lyotard

    7,00 

    Condição Pós-Moderna de Jean-François Lyotard.
    Gradiva Publicações. Lisboa, s.d., 129 págs. B.

    E em Portugal? Haverá um devir português para as propostas analíticas de Lyotard, que vão de A Condição Pós-Moderna ao Le Différend? É uma aposta que tem de ficar em aberto, mas que se afirma inevitável. Seja como for, a auspiciosa A Condição Pós-Moderna aqui está in corpore enter nós, interpelando o pensamento português, o qual só tornando-se outro poderá decifrar a irredutibilidade do seu idioma, que é a pátria de todos nós, como ensina a frase de Pessoa, frase que, muito repetida embora, só é banal para quem não consiga imaginar o risco de perder-se para se achar.
    José A. Bragança de Miranda

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  • Solidariedade Sustentada de António Correia de Campos

    Solidariedade Sustentada

    António Correia de Campos

    6,00 

    Solidariedade Sustentada: Reformar a Segurança Social de António Correia de Campos.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2000, 230 págs. B.
    Colecção: Trajectos Portugueses | 48

    A obra romântica Ciencia y Caridad, de Pablo Picasso (Museyu Picasso, Barcelona), que capeia este livro, executada aos 16 anos do artista, simbolicamente, documenta como, no final do século XIX, a sociedade pouco mais tinha que ciência e caridade para oferecer aos carenciados. No final do século XX, a caridade tinha evoluído para a solidariedade e a ciência organizou a prestação de serviços de forma universal, eficaz, justa e sustentada por todos. No dealbar do século XXI, o modelo universal dá sinais de fissuras na justiça distributiva e de a prazo vir a ter dificuldades de sustentação financeira. São essas fissuras que este livro analisa.

    O autor procura soluções que garantam sustentabilidade institucional e financeira ao modelo de protecção social universal, a que os países da Europa atribuem uma das mais altas prioridades da sua vida colectiva.

    Ao presidir quase dois anos à comissão que produziu o Livro Branco da Segurança Social, um trabalho a que comentadores de todos os sectores ideológicos atribuem elevada qualidade científica, técnica e política, o autor foi observador participante de um processo completo de decisão política até à aprovação da nova Lei de Bases da Segurança Social em Julho de 2000. Este livro documenta os pontos fortes e fracos de uma das reformas do Estado moderno, explicando as razões dos desajustamentos actuais, confrontando ambições com resultados, comparando reformas entre países próximos e relatando, a par e passo, as perdas e ganhos do processo político e legislativo.

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  • O Cemitério de Praga de Umberto Eco

    Cemitério de Praga, O

    Umberto Eco

    10,00 

    O Cemitério de Praga de Umberto Eco.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2011, 555 págs. B. Il.

    Durante o século XIX, entre Turim, Palermo e Paris, encontramos uma satanista histérica, um abade que morre duas vezes, alguns cadáveres num esgoto parisiense, um garibaldino que se chamava Ippolito Nievo, desaparecido no mar nas proximidades do Stromboli, o falso bordereau de Dreyfus para a embaixada alemã, a disseminação gradual daquela falsificação conhecida como Os Protocolos dos Sábios de Sião (que inspirará a Hitler os campos de extermínio), jesuítas que tramam contra maçonsmaçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam padres com as suas próprias tripas, um Garibaldi artrítico com as pernas tortas, os planos dos serviços secretos piemonteses, franceses, prussianos e russos, os massacres numa Paris da Comuna em que se comem os ratos, golpes de punhal, horrendas e fétidas reuniões por parte de criminosos que entre os vapores do absinto planeiam explosões e revoltas de rua, barbas falsas, falsos notários, testamentos enganosos, irmandades diabólicas e missas negras.

    Óptimo material para um romance-folhetim de estilo oitocentista, para mais, ilustrado com os feuilletons daquela época. Há aqui do que contentar o pior dos leitores. Salvo um pormenor. Excepto o protagonista, todos os outros personagens deste romance existiram realmente e fizeram aquilo que fizeram. E até o protagonista faz coisas que foram verdadeiramente feitas, salvo que faz muitas que provavelmente tiveram autores diferentes. Mas quando alguém se movimenta entre serviços secretos, agentes duplos, oficiais traidores e eclesiásticos pecadores, tudo pode acontecer. Até o único personagem inventado desta história ser o mais verdadeiro de todos, e se assemelhar muitíssimo a outros que estão ainda entre nós.

    Um romance fantástico, de um autor que uma vez mais mostra saber como nenhum outro combinar erudição, humor e reflexão.

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  • Ver é Ser Visto

    Ver é Ser Visto

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Verso é Ser Visto: Fragmentos Essenciais de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2021, 284 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço |Prefácio de José Tolentino Mendonça.
    Introdução e Selecção de Guilherme d’Oliveira Martins.

    Antologia dos principais textos de um dos mais marcantes pensadores da cultura portuguesa do século XX falecido no final de 2020, Ver é ser Visto de Eduardo Lourenço reúne ensaios dedicados às principais questões e autores sobres os quais Eduardo Lourenço reflectiu. Com prefácio de José Tolentino Mendonça, a obra que agora a Gradiva lança (editora que tem vindo a reunir e a publicar toda a produção ensaística do autor) resulta de um trabalho de selecção de Guilherme d’Oliveira Martins, um profundo conhecedor da obra do ensaísta e um dos seus amigos mais próximos.

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  • Tempo e Poesia de Eduardo Lourenço

    Tempo e Poesia

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Tempo e Poesia de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2003, 241 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço | 8

    «O que nem Filosofia nem Ciência nos concedem, um só verso, um daqueles que Mallarmé dizia “interminavelmete belo” no-lo oferece, porque nele regressamos e nele somos o Tempo que em tudo o mais esquecemos mas que jamais nos esquece. Este é o mistério, o lúcido e inexpugnável mistério da Poesia: o Tempo – nós como Tempo – tornado sensível, audível, dizível e através dessa aparição nos oferecendo a desesperada e alta eternidade, a familiar “luz perpétua” que nós próprios fabricamos ardendo e vendo-nos arder como árvores vivas no fogo temporal.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Tempo da Música, Música do Tempo de Eduardo Lourenço

    Tempo da Música, Música do Tempo

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Tempo da Música, Música do Tempo de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2017, 205 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço
    Organização e Prefácio de Barbara Aniello

    Novo livro da colecção «Obras de Eduardo Lourenço» que a Gradiva tem vindo a editar em estreita colaboração com o autor. Desta feita, trata-se de textos inéditos, retirados das páginas diarísticas do ensaísta – um conjunto de reflexões «ocasionais» suscitadas pela audição de peças musicais, seja em salas de concertos, em casa ou durante as suas numerosas deslocações. Aqui, o filósofo revela a sua sensibilidade aos estados de alma dos trechos musicais e a sua imensa erudição, que torna possível o estabelecimento de relações surpreendentes entre as várias formas de expressão artística. Da pintura à literatura, são invocados contrapontos e analogias pertinentes e iluminadores da essência musical e da alma humana. A selecção dos apontamentos e sua organização estiveram a cargo da historiadora da arte e musicóloga Barbara Aniello. O livro inclui ainda um apêndice com textos já publicados em locais dispersos sobre a mesma temática.

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  • Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista de Eduardo Lourenço

    Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Sentido e Forma da Poesia Neo-Realista de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2007, 255 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço | 16

    «O neo-realismo de que nos ocupamos é, antes de tudo, um fenómeno cultural, ideológico e literário, português. Quer dizer, encontra-se inserto como actor e sujeito de drama num contexto preciso que é o da nossa específica história desde 1936 até aos dias de hoje. Este dado é mais relevante que a referência, mesmo a menos abstracta e eivada de ilusões, a uma superestrutura ideológica condicionante. Para os autores neo-realistas (e não só para eles) essa casa habitável nunca existiu nem pôde existir senão como sonho recusado ou mito encarnado algures, sobre o qual a sua pessoal experiência de portugueses não tinha apoio algum.»

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  • Saias de Elvira e Outros Ensaios, As

    Saias de Elvira e Outros Ensaios, As

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    As Saias de Elvira e Outros Ensaios de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2006, 145 págs. B.
    Obras Eduardo Lourenço

    «O enigma de Eros transcende o campo e o imaginário da chamada civilização ocidental. Mas só o triunfo do Cristianismo, na sua versão pauliniana e agustiniana, fez desse enigma uma leitura que condicionou a expressão e a prática dos nossos rituais éticos, sociais e eróticos, tornando-os consubstanciais à nossa versão de existência como drama de Salvação. Desde há dois mil anos que “as saias de Elvira” alimentam o “vaudeville” divino da nossa ficção dividida entre Eros e Cristo.»

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  • Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade de Eduardo Lourenço

    Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Portugal como Destino seguido de Mitologia da Saudade de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2012, 179 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço

    A história chega tarde para dar sentido à vida de um povo. Só o pode recapitular. Antes da plena consciência de um destino particular — aquela que a memória, como crónica ou história propriamente dita, revisita –, um povo é já um futuro e vive do futuro que imagina para existir. A imagem de si mesmo precede-o como as tábuas da lei aos Hebreus no deserto. São projectos, sonhos, injunções, lembrança de si mesmo naquela época fundadora que, uma vez surgida, é já destino e condiciona todo o seu destino. Em suma, mitos.

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  • Poesia e Metafísica de Eduardo Lourenço

    Poesia e Metafísica

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Poesia e Metafísica de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2002, 251 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço | 7

    O que não somos como filósofos sê-lo-emos como poetas? Se assim é, ninguém como Camões, Antero e Pessoa teria ilustrado tão bela e convincentemente esta fatalidade cultural que nos faz preferir Orfeu à musa mais severa de Parménides. Acrescentemos à tríade abordada nestas páginas de há vinte anos o nome de Pascoaes e o panorama ficará completo. Que os leitores o façam por sua conta e risco.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Da Pintura de Eduardo Lourenço

    Pintura, Da

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Da Pintura de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2017, 307 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço
    Transcrição, Organização e Prefácio de Barbara Aniello

    Um novo livro da colecção «Obras de Eduardo Lourenço» que a Gradiva tem vindo a editar e que desta vez entra pelo mundo da arte, com a pintura em destaque. O percurso de Eduardo Lourenço na descoberta da arte é uma viagem abrangente, em que apresenta uma multiplicidade de pontos de vista e de abordagens, numa obra organizada em três secções: Estética, Exposições, Pintores.

    Tendo a pintura como pano de fundo, o filósofo revela uma enorme sensibilidade, uma elevadíssima capacidade de observação e de reflexão, um imenso talento para estabelecer analogias.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Pessoa Revisitado de Eduardo Lourenço

    Pessoa Revisitado

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Pessoa Revisitado: Leitura Estruturante do Drama em Gente de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2000, 213 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço | 4

    Livro-chave na bibliografia crítica de Fernando Pessoa, Pessoa Revisitado de Eduardo Lourenço, publicado pela primeira vez em 1973, veio abrir novos caminhos para a leitura crítica da poesia daquele que, nas suas palavras «foi uma espécie de aparição fulgurante descida de brumas culturais alheias ao nosso desterro azul, para nele inscrever em portuguesa língua o mais insubornável poema jamais erguido à condição exilada dos homens na sua própria pátria, o universo inteiro».

    Considerado um dos mais notáveis exemplos do ensaísmo de Eduardo Lourenço, Pessoa Revisitado é uma entrada privilegiada no universo pessoano por um dos ensaístas portugueses que mais e melhor o leu e sobre o qual tanto escreveu.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • A Nau de Ícaro de Eduardo Lourenço

    Nau de Ícaro, A

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    A Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 1999, 214 págs. B.
    Obras Eduardo Lourenço

    Vamos acabar este milénio, que é quase o da nossa vida de nação autónoma, e entrar no próximo, revisitando e reanimando esse passado a bordo da mesma nau da Índia e dos mares que tivemos de atravessar para lá chegarmos. A forma das nossas festas derradeiramente imperiais será a mais futurista e futurante que o país do século que somos, curioso de tudo e apostado em mostrar que está no presente e nos seus desafios mais exigentes, nos consentirá. Mas o conteúdo… será o da convocação de todos os nossos fantasmas e a sua sublimação. É sob esta forma, sobretudo, que o passado nos é caro.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • A Morte de Colombo de Eduardo Lourenço

    Morte de Colombo, A

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    A Morte de Colombo: Metamorfose e Fim do Ocidente como Mito de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2005, 165 págs. B.
    Obras de Eduardo Lourenço | 12

    «Recusando-se a celebrar Colombo no quinto aniversário da sua chegada às Antilhas, o continente por ele “descoberto” reescreve a sua própria História e remete-a para a hora-zero de uma “outra História”. Prefere ser o continente nu que era antes da chegada de Colombo e de Cabral no momento mesmo em que o Ocidente vestido só se não despe por razões de clima, empenhado como está em inventar uma inocência que nunca conheceu. Ao fim e ao cabo esta ocultação ressentida de Colombo tanto pode ser tida como “morte de Colombo” e de um Ocidente que tinha nele o seu Ulisses planetário, como a sua autêntica ressurreição, pois o que ele buscava era mesmo o Paraíso.»
    Do Prefácio

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Militares e o Poder de Eduardo Lourenço

    Militares e o Poder

    Eduardo Lourenço

    7,50 

    Militares e o Poder seguido de O Fim de Todas as Guerras e a Guerra Sem Fim de Eduardo Lourenço.
    Gradiva Publicações. Lisboa, 2012, 146 págs. B.
    Obras Eduardo Lourenço

    «Portugal é, neste momento, um país nu. Quer dizer, um país sem nenhum álibi histórico, entrincheirado na sua confinada faixa atlântica, sem possibilidades de sonhar outro sonho que o seu próprio, caseiro. Nós passámos séculos a fugir de nós mesmos enquanto apenas portugueses. Fuga simultaneamente estelar e criadora que não permitiu nunca que nos encontrássemos connosco mesmos. Fomos sempre outros. Essa fuga é agora impossível. Chegou a hora desse encontro secularmente adiado para o qual ninguém sabe até que ponto estamos colectivamente preparados. […] A nossa aventura histórica é a de um povo que viveu sempre em bicos dos pés, acima das suas possibilidades reais, esperando tudo de milagres que às vezes aconteciam, de dons sebastiões e de caldos de portaria, a ponto de converter esta existência pícara em segunda natureza. Quando os desastres aconteceram descobriu-lhes logo o antídoto, criando a especialidade lusitana por excelência de transfigurar os alcácer-quibires reais em aljubarrotas fictícias.»

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.