Investigação nas Ciências Sociais de João Ferreira de Almeida. Editorial Presença. Lisboa, 1990, 163 págs. B.
Após uma caracterização global da chamada pratica teórica e das actividades de inter- venção epistemologica e metodológica, os autores procuram centrar a especificidade das ciências sociais ao nivel da linguagem, pensando-as na sua articulação com os sistemas das ideologias. A explicitação de alguns dos conceitos básicos da linguistica permite a pas- sagem à análise do conceito de conotação, por forma a torná-lo apto à intervenção operatória na detecção-denúncia dos sistemas semiológicos implicados nos discursos das ciencias sociais.
Novo Romance de Alfredo Margarido. Editorial Presença. Lisboa, 1962, 289 págs. B.
ATACADO por uns, generosamente recebido por outros, o Novo Romance começa a crescer, a derrubar fronteiras, elevando ao primeiro plano da literatura contemporânea os nomes dos seus chefes de fila. Já não se trata de caminhar no âmbito fluido e versátil de uma moda visto que críticos responsáveis e autores de nomeada como, entre outros, Moravia e Vittorini não recusaram o seu aplauso ao Novo Romance, mas quiçá de uma viragem do romance contemporâneo. E se um indiscutido Samuel Beckett, um Michel Butor, um Alain Robbe-Grillet nos surgem nitidamente diferenciados nos seus romances, não é menos certo que os liga uma atitude de recusa, de reacção contra os cânones de uma tradição romanesca que se arvorou em definitiva. As diversas partes que constituem o presente volume procuram assim dar ao leitor uma visão completa de toda a estrutura do «nouveau roman». Alfredo Margarido e Artur Portela Filho, dois escritores cujas pesquisas se têm processado na linha desta escola, dão à sua obra o seguinte desenvolvimento: um estudo dos fundamentos do Novo Romance e das características dos seus mais destacados representantes; a situação do Novo Romance na literatura actual; depoimentos de Michel Butor, Claude Simon e Nathalie Sarraute expressamente concedidos para esta edição; textos teóricos de Grillet, Butor e Sarraute em que definem os lineamentos gerais da sua obra; uma recolha de críticas nacionais feitas ao Novo Romance; e, finalmente, uma antologia de textos dos novos romancistas, devidamente comentados por Alfredo Margarido e Artur Portela Filho
André Malraux de Vergílio Ferreira. Editorial Presença. Lisboa, 1963, 247 págs. B.
“(…) Ora, Vergílio Ferreira, neste magnífico e original ensaio que uma vez mais evidencia a sua rara vocação para o ensaísmo, dá-nos precisamente essa diferenciação de planos, ao abordar a personalidade de Malraux, para seguidamente se deter na parte que mais nos importa — a obra do grande escritor francês. E fá-lo de um modo notável, equilibrando um penetrante poder de análise com uma profunda sensibilidade em relação ao fenómeno estético e, sobretudo, à mensagem humana que ele encerra, de tal modo que nos deixa nesta obra mais uma marca da sua excepcional capacidade criadora e… quiça a sugestão de que, tal como Malraux, essa capacidade venha a encontrar fora do ficcionismo o seu futuro campo de expressão”.
Princesas de Nova Iorque de Plum Sykes. Editorial Presença. Barcarena, 2004, 268 págs. B.
Plum Sykes estreia-se na literatura com um romance glamoroso que desvenda o universo da high society de Manhattan através dos olhos de “Moi”, uma herdeira que vive mergulhada em festas, alta-costura e tratamentos de beleza. Entre gelados em Louboutins e festas de caridade, ela e sua amiga Julie embarcam numa hilariante caça a maridos ideais. Uma sátira deliciosa sobre riqueza, vaidade e a descoberta inesperada de que até uma socialite tem coração.
Todos os dias Lou Suffern, um arquitecto bem-sucedido de Dublin, travava uma batalha inglória com o relógio, na tentativa vã de responder às múltiplas solicitações profissionais, familiares e sociais. Vivia a um ritmo vertiginoso. O seu desejo de sucesso afastou-o do que era realmente importante na sua vida. E assim foram correndo os dias até àquela gelada manhã de terça-feira em que resolveu oferecer um café a Gabe, o sem-abrigo que costumava sentar-se perto da entrada do seu escritório. À medida que o Natal se aproxima e que Lou vai privando mais de perto com Gabe, a sua perspectiva do tempo vai-se alterando… Emocionante e divertida, esta narrativa onde está sempre presente o espírito de Natal, faz-nos reflectir sobre a importância do tempo e rever as prioridades na nossa própria vida.
Introdução à Sociologia de Augusto Mesquitela Lima [Coord.]. Editorial Presença. Lisboa, 1987, 241 págs. B.
Na presente obra, procuraram os autores, de uma forma sucinta mas clara, trazer ao conhecimento dos leitores os principais problemas que se prendem com este ramo do Saber, com uma particular incidência nos mais modernos enfoques teóricos, como sejam os casos do Simbólico, da Sociologia das Organizações ou da Informática
Ao apresentar a tradução portuguesa desta HISTÓRIA DA FILOSOFIA do Professor Nicola Abbagnano, da Universidade de Turim, teve a EDITORIAL PRESENÇA como propósito prestar um contributo cultural, na medida em que esta obra constitui inegavelmente um dos panoramas mais vastos e exaustivos da história do pensamento humano ao longo dos séculos. O carácter eminentemente pedagógico do texto, o seu estilo claro e acessível, a ausência de toda a interpretação tendenciosa e a constante referência às fontes, fazem com que esta obra seja tão útil a professores como a estudantes e bem assim a todos aqueles que se interessam pela cultura
A Escola Jónica; A Escola Pitagórica; A Escola Eleática; Empédocles; Anaxágoras; Os Atomistas; A Sofística; Sócrates; Platão; Aristóteles.
Design Industrial e a sua Estética de Gillo Dorfles. Editorial Presença. Lisboa, 1978, 147 págs. B.
Estudioso e ensaísta, cuja vasta e prestigiosa obra analítica se debruça particularmente sobre as correntes estéticas da nossa época, Gillo Dorfles estuda aqui um tema particularmente actual e vivo – o design industrial. Abordando por forma sistemática os vários problemas relativos aos objectos industrialmente produzidos, nunca esquecendo a relação que através deles se estabelece entre indústria e público, esta obra de Dorfles constitui valioso contributo para a compreensão de um fenómeno recente, mas que marca e condiciona cada vez mais o nosso quotidiano.
Criação de Aves Exóticas de Sérgio Martel. Editorial Presença. Lisboa, 2001, 91 págs. B.
Este livro não pretende ser mais do que é: uma iniciação à criação de aves exóticas, para guia dos principiantes. Por vezes, agrupamos as aves em famílias ou em «grupos especiais» que mais convêm às necessidades do criador e de acordo com o que mais vulgarmente aparece no nosso mercado. Falaremos do modo como devemos cuidar das nossas aves, dos aviários onde vão viver, da alimentação, da higiene ou da doença. Escolhemos ainda algumas espécies, que descrevemos mais em pormenor. São elas as que julgamos poderem interessar mais ao leitor pela sua fácil adaptação, por já terem sido criadas em cativeiro ou por serem mais frequentes nas casas da especialidade. Sobre cada uma fornecemos o essencial para a sua reprodução e manutenção. Daí por diante, é um mundo de descobertas que constitui também um dos grandes prazeres da maravilhosa arte de criar aves.
Filhas Rebeldes de Manju Kapur. Editorial Presença. Lisboa, 2005, 295 págs. B.
Só muito raramente nos é dado apreciar nas páginas de um primeiro romance a mesma luminosidade e o mesmo fulgor da escrita que Manju Kapur nos oferece em “Filhas Rebeldes”, a obra que assinala a sua estreia literária. O halo poético que envolve a narrativa contrasta de forma agreste com o cenário sangrento e trágico em que ele se desenrola – O Punjab da década de 40 do último século, em plena época do movimento pela Independência e da Partição. A Índia está plenamente empenhada na luta pela liberdade e pela autonomia em relação ao domínio britânico é uma, é uma nação em busca da sua própria identidade. Virmati é uma jovem do Punjab que, à semelhança do seu próprio país, trava a mesma luta – pela emancipação relativamente a uma família tradicional e austera que não consegue imaginar outro futuro para a sua filha mais velha que não seja um casamento vantajoso. Mas Virmati aspira a uma vida livre, e rebela-se contra o seu destino. Apaixona-se ilicitamente por um homem casado, decide viver esse amor e condena, assim, toda a sua família à vergonha pública. O que Kapur nos traça neste livro belíssimo é o retrato poderoso e enternecedor de um país e de uma mulher à procura do seu lugar no mundo, e das vicissitudes e sofrimentos que acompanham, inevitavelmente, o grito pela liberdade.
Mobiliário do Século XVIII: França de Alessandra Ponte. Editorial Presença. Lisboa, 1990, 81 págs. B.
Colecção Artes e Estilos nº 7.
Ao dedicar esta obra ao estudo do mobiliário francês no século XVIII, Alessandra Ponte faz um percurso notável, dando um enquadramento histórico-social desde o início do século XVII. Época em que o fausto podia representar nobreza ou uma materialização da realeza (de que o palácio de Versalhes é emblemático), enquanto no século XVIII o objecto de luxo representa essencialmente um símbolo do poder económico. Onde antes estava o brasão ou a divisa encontra-se agora um espaço vazio; o emblema é simples elemento decorativo. É esta diferença que bem caracteriza a transição de uma sociedade seiscentista para uma sociedade setecentista. Assim, este livro estuda o estilo Luís XIV, o estilo Regência, o estilo Luís XV, o estilo de transição: início do gosto Neoclássico e o estilo Luís XVI. E são explicadas as técnicas de trabalho dos diversos materiais. Tudo isto apoiado por mais de noventa fotos de móveis e dos pormenores exemplares. Ainda neste livro encontramos um dicionário dos nomes mais conhecidos de «ebanistas» e marceneiros e das suas características. E ainda um pequeno glossário de vocábulos técnicos.
Artes Decorativas do Século XX de Carla Cerutti. Editorial Presença. Lisboa, 1990, 81 págs. B.
“Esta é uma obra sobre o movimento Art Déco nas suas várias formas artísticas em vários pontos da Europa. (…) Ainda neste livro encontramos um glossário extremamente útil para a compreensão do vocabulário técnico aqui empregue (…)”.— retirado do texto da badana.
O Planeta Azul de Louise B. Young. Editorial Presença. Lisboa, 1986, 243 págs. B.
O Planeta Azul de Louise B. Young une ciência e poesia para revelar a Terra como um sistema dinâmico em constante transformação. Com base em geologia e geofísica, a obra mostra como montanhas, oceanos e continentes se remodelam ao longo do tempo, desafiando nossa percepção de espaço e tempo. A autora destaca ainda a singularidade do nosso planeta no sistema solar, alertando para a finitude dos seus recursos. Uma reflexão profunda sobre o passado e futuro da Terra, que convida o leitor a repensar nossa relação com o mundo natural.
Alice eu Fui de Melanie Benjamim. Editorial Presença. Lisboa, 2010, 325 págs. B.
Alice Eu Fui é uma biografia romanceada de Alice Liddell, a criança que inspirou o grande clássico da literatura infanto-juvenil Alice no País das Maravilhas. É a primeira vez que a história é contada do ponto de vista irreverente da própria Alice – agora uma octogenária que olha em retrospectiva para o seu passado e reflecte sobre a jornada extraordinária que foi a sua vida para além do País das Maravilhas. Com uma intriga bem construída, esta narrativa explora a natureza elusiva e indecifrável do amor e da sexualidade, presentes na psique humana desde a infância e ajuda-nos, através dos factos narrados, a compreender os assombros e os abismos, as passagens para o outro lado do espelho. História de amor e mistério literário, esta obra entretece com brilhantismo factos e ficção para captar o espírito apaixonado de uma mulher verdadeiramente inspiradora.
Piedosas de Federico Andahazi. Editorial Presença. Lisboa, 1999, 140 págs. B.
Lord Byron sempre adorara humilhar o seu secretário privado John Polidori, um jovem tímido e e medianamente inteligente. Profundamente magoado, mas em silêncio, Polidori sentia crescer, no entanto, o seu desejo de vingança. O Verão de 1816, viria a apresentar-se como a altura ideal para finalmente o concretizar. O contexto não poderia ser mais adequado: Villa Diodatti, Suíça, local onde Byron decide reunir uma série de escritores ilustres lançando-lhes um provocador desafio – escrever a mais assustadora narrativa de toda a história da literatura. Atormentado por fortes sentimentos de inferioridade, Polidori rumina em vão a forma de surpreender com o conto ideal. É então que alguém lhe propõe um estranho pacto. Um pacto que lhe suga o «líquido da vida» em troca da obra literária perfeita. Por trás dele encontra-se afinal a irmã secreta das belas e voluptuosas gémeas Legrand, uma mulher cuja hedionda fealdade é directamente proporcional à sua inteligência acutilante e ao seu supremo talento. Fascinado, Polidori, aceita o diabólico trato e «produz» um dos mais famosos contos do século XIX. É então que descobre que não fora o único alvo daquela peculiar aproximação…
As Mentiras do Marketing de Seth Godin. Editorial Presença. Barcarena, 2006, 174 págs. B.
A revista Successful Meetings elegeu Seth Godin como um dos 21 melhores oradores do século XXI. Neste livro, dirigido a marketeers, o autor baseia-se na premissa de que o marketing consiste essencialmente na arte de contar histórias que o consumidor quer ouvir. Citando alguns casos, a obra prova que não é a qualidade do produto que conta, mas sim a história que sobre ele se conta. Tudo se trata de vender ideias que devem corresponder às vontades irracionais do comprador, mais do que às suas necessidades efectivas. Godin menciona o conceito de marketing honesto e desonesto, ambos construídos de forma a levar-nos a acreditar no produto que tentam vender. E vai mais longe, iniciando uma promessa com o leitor: proporciona-lhe uma história factual, consistente e autêntica, apresenta-a de forma subtil mas com impacto e acima de tudo atrai a sua atenção. Para todos os que trabalham na área do marketing e publicidade, esta é uma obra reveladora da estratégia por detrás da campanha de cada produto, que é comunicada ao consumidor. Para o público em geral representa o descortinar de uma realidade em marcha.
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