A Criação de P. W. Atkins. Editorial Presença. Lisboa, 1985, 127 págs. B.
“A Criação” é uma obra única, diferente, renovadora do panorama da ciência dos nossos dias.
Nesta obra, o autor demonstra que, sob a aparente complexidade dos fenómenos, esconde-se uma estrutura básica assombrosamente simples. esta permite-nos pensar racionalmente sobre o que até agora tem permanecido como um mistério insondável: a emergência do tempo, a origem do espaço e da própria criação. Demostrar esta extrema simplicidade é também provar também que nada existe que não possa criar-se a si próprio pondo simultaneamente em questão a imagem de um Criador que se terá tornado desnecessário.
Rapariga do Tambor de John Le Carré.
Editorial Presença. Lisboa, s.d., 371 págs. B.
Charlie, uma jovem atriz inglesa, está habituada a desempenhar diversos papéis. Mas quando o misterioso Joseph, com as suas cicatrizes de batalha, a recruta para os serviços secretos israelitas, ela entra no perigoso teatro do real. Ao desempenhar o seu papel num intrincado plano de alto risco para prender e matar um terrorista palestino, este seu novo desempenho ameaça consumi-la.
Situado na trágica arena do conflito do Médio Oriente, esta emocionante história de amor e lealdades traídas desenrola-se com uma guerra impossível de vencer em pano de fundo.
Um emocionante romance de espionagem e traição ambientado no Médio Oriente, adaptado a série de televisão, com Florence Pugh, Alexander Skarsgård e Michael Shannon nos principais papéis.
Memórias de uma Gueixa de Arthur Golden. Editorial Presença. Barcarena, 2006, 487 págs. B.
Quioto, anos 30. Sayuri tem olhos cor de espelho e é uma das mais famosas gueixas do Japão. Acompanha cidadãos japoneses abastados, enverga deslumbrantes quimonos de seda mas tem de pagar pela sua própria liberdade até conhecer um danna que a sustente e pague todas as suas despesas. Na sua vida, tal como na de todas as gueixas, não há lugar para o amor, mas Sayuri apaixona-se… Um romance ímpar e contagiante que demorou dez anos a escrever.
Décimo Dom de Jane Johnson.
Editorial Presença. Barcarena, 2010, 409 págs. B.
Com diversas obras publicadas, tanto de ficção como não-ficção, Jane Johnson chega agora a Portugal estreando-se com um romance onde o amor, a paixão e a traição são tópicos fundamentais. Num restaurante de Londres, Julia Lovat recebe um presente de despedida do seu amante casado: um livro publicado em 1625, uma verdadeira relíquia sobre a arte de bordar jacobiana e que pertenceu à jovem Catherine Ann Tregenna. Desgostosa, Julia refugia-se na leitura do livro, mas depressa descobre que nas margens do texto estão anotadas as entradas do diário de “Cat”, raptada por piratas muçulmanos, na costa da Cornualha, com mais sessenta homens, mulheres e crianças, para serem vendidos como escravos em Marrocos. Como se uma voz a chamasse, Julia parte para o Norte de África na esperança de descobrir algo sobre aquele mistério.
Alma do Mundo de Susanna Tamaro. Editorial Presença. Lisboa, 1997, 261 págs. B.
Este novo romance de Susanna Tamaro explora a conexão entre o mundo e a busca pela compreensão, refletindo sobre dilemas da existência e a importância de entender nossas emoções. A narrativa provoca uma introspecção profunda, levando o leitor a questionar as verdades que cercam a vida.
Pais e Filhos de Turgueniev. Editorial Presença. Lisboa, 1963, 285 págs. B.
Pais e Filhos é um romance de conflito entre duas gerações: o passado conformista representado pelos velhos, de quem Turgueniev nos dá algumas das melhores páginas desta obra, e o futuro expresso pelo vigor do jovem Bazarov, intérprete de uma nova problemática.
Eu e as Mulheres da Minha Vida de Tiago Rebelo. Editorial Presença. Barcarena, 2009, 208 págs. B.
Trinta e cinco anos. A relação com o espelho começava a deteriorar-se. Zé, um jovem que em tempos tinha sido atlético, charmoso e divertido transformava-se agora num homem com contornos abaulados e uma calvície que o desesperava. Um bancário mediano, casado há uma década, com um belo carro e férias no Algarve todos os anos. Mas a vida era só isto? Zé questionava-se. Até que um dia a sua existência pacata foi invadida por Belluci, a mulher mais bonita, sexy e simpática do banco. Era um mundo fascinante que se abria diante dos seus olhos. O planeta estava repleto de mulheres lindas e sensuais e só agora Zé tinha começado a reparar nisso. De repente, descobria-se um outro homem, mais atraente, interessante, um sedutor nato. Mas por outro lado havia o casamento e o seu filho que não podiam ser abalados, sofrendo as consequências da sua nova forma de encarar a vida. O que ele nunca imaginou é que um dia tudo pudesse escapar ao seu controlo e se visse no papel, não de encenador, mas de protagonista de uma peça tragicocómica. Uma obra que nos faz pensar que, de um momento para o outro, a vida pode dar muitas voltas.
📕 3ª Edição ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
Relatório Minoritário de Philip K. Dick.
Editorial Presença. Barcarena, 2002, 85 págs. B.
Em Washington D.C. decorre o ano de 2054 e o crime foi eliminado. O futuro é previsto e os culpados penalizados antes mesmo dos crimes serem cometidos. Numa unidade da elite do Departamento da Justiça denominada Pré-Crime (Precrime), todas as provas para condenar criminosos são visionadas por Pre-Cogs, três seres psíquicos cujas previsões nunca falharam. Trata-se da força policial mais avançada da nação e ninguém trabalha mais para a Pré-Crime do que o seu cérebro, o comissário John Anderton (interpretado por Tom Cruise na adaptação cinematográfica). Devastado por uma perda trágica, Anderton dedica-se de corpo e alma a um sistema totalmente inovador que poderá poupar milhares de pessoas de uma tragédia semelhante à que ele viveu – o desaparecimento do filho.
Anderton está plenamente convencido que a Pré-Crime funciona, até se tornar, ele próprio, o principal suspeito – o sistema indica que John Anderton irá assassinar um desconhecido em menos de 36 horas. Uma leitura imperdível.
Depois de Tu Partires de Maggie O’Farrell. Editorial Presença. Barcarena, 2004, 329 págs. B.
Alice Raikes dirige-se à estação de King’s Cross onde irá apanhar o comboio que a levará até à Escócia para visitar a sua família. Horas mais tarde encontra-se em coma no hospital de Londres, após um acidente que se suspeita ter sido uma tentativa de suicídio. A partir daqui, Alice começa a reconstituir o passado que lhe trará respostas para o sucedido.
Ernest Hemingway de Stewart Sanderson. Editorial Presença. Lisboa, 1963, 222 págs. B.
Ernest Hemingway é um dos grandes nomes da ficção contemporânea e, simultâneamente, um dos mais populares escritores norte–americanos de todos os tempos. Para esta popularidade muito contribuiu, à parte a indiscutível qualidade intrínseca da sua obra que mereceu o Prémio Nobel, a vida acidentada que levou. Basta referir que, para além de toda a crónica que se fex em torno das suas predilecções o pugilismo, o toureiro, a caça grossa, a pesca no mar alto, Hemingway esteve presente nas duas guerras mundiais bem como na Guerra Civil espanhola, e em todas elas como participante, muito embora o seu papel no conflito de 1939-45 (fosse o de correspondente de guerra. Tudo isto fez de Hemingway uma figura legendária, que veio a ser reforçada com o seu dramático final. Stewart Sanderson, o autor deste volume, acompanha fielmente a evolução da personalidade de Hemingway nas fases mais importantes da sua vida acidentada, ao mesmo tempo que se debruça atentamente sobre a sua vasta e admirável produção no campo da literatura.
Boxer de Johanna Thiel. Editorial Presença. Lisboa, 1996, 88 págs. B.
Não é grande nem pequeno, tem o pêlo curto e liso, um corpo robusto, bom feitio, é inteligente e cuidadoso com as crianças, brincalhão, corajoso, enérgico e fiel. E que outro cão consegue franzir a testa daquele modo? Nenhum. Só o Boxer. Este livro, da autoria de Johanna Thiel, uma experiente criadora desta raça de cães, faculta uma informação clara e simples sobre a aquisição de doenças, a criação e as exposições, para além de indicações sobre técnicas educativas e possibilidades de treino. As informações escritas vão sendo complementadas com desenhos explicativos e magníficas fotografias a cores.
1934 de Alberto Moravia. Editorial Presença. Lisboa, 1984, 211 págs. B.
Depois de A VIDA SINGULAR, retrato da burguesia dos anos setenta «homicida e suicida por ódio a si mesma», o Moravia dos anos oitenta aborda o tema do desespero ligado à condição humana. E é exactamente no contraste entre o pessimismo existencial do protagonista e a tragédia política iminente e simultaneamente distante – realidade de todos os tempos que o desespero revela, para lá dos fantasmas individuais, a sua presença universal.
Entretanto, este 1934 de Moravia apenas saído há poucos meses em Itália e logo best-seller, vai sendo traduzido em inglês, alemão, espanhol, francês e em várias outras línguas, apresentando-se, onde quer que apareça, como grande acontecimento cultural.
Depois do extraordinário êxito de repercussão internacional alcançado pelo primeiro livro desta trilogia, A Queda dos Gigantes, retomamos a história no ponto onde a deixámos. A segunda geração das cinco famílias cujas vidas acompanhámos no primeiro volume assume pouco a pouco o protagonismo, a par de figuras históricas e no contexto das situações reais, desde a ascensão do Terceiro Reich, através da Guerra Civil de Espanha, durante a luta feroz entre os Aliados e as potências do Eixo, o Holocausto, o começo da era atómica inaugurada em Hiroxima e Nagasáqui, até ao início da Guerra Fria. Como no volume anterior, a totalidade do quadro é-nos oferecido como um vasto fresco que evolui a um ritmo de complexidade sempre crescente.
Perto da Terra de Y. K. Centeno. Editorial Presença. Lisboa, 1984, 74 págs. B.
Yvette K. Centeno, nascida em Lisboa em 1940, é escritora, investigadora e professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa. Especialista em Goethe, fundou o Gabinete de Estudos de Simbologia. Publicou poesia, teatro, romances e literatura infantil, com obras traduzidas em vários países. Tradutora de autores como Shakespeare e Celan, a sua escrita reflete um olhar profundo sobre o imaginário, o amor e o simbolismo ao longo de várias décadas.
Havia três coisas que Jeremy Marsh jurara nunca fazer: abandonar Nova Iorque, ceder à paixão, e, acima de tudo, ser pai.
Ironicamente, Jeremy vive agora na pacata cidade de Boone Creek, está perdidamente apaixonado por Lexie e aguarda com ansiedade o nascimento da filha de ambos. E nunca pensou ser tão feliz. Mas este estado de graça parece ter os dias contados. À medida que tenta integrar-se, o nova-iorquino apercebe-se de quão doloroso é abdicar dos seus hábitos urbanos. Talvez essa seja a razão por detrás do bloqueio criativo que o atormenta. Mas não é certamente a única razão ou, até, a mais importante… Embora tente ignorar as misteriosas mensagens que tem recebido e que questionam a integridade e lealdade de Lexie, Jeremy não consegue evitar relembrar o passado que tudo fez para esquecer.
Theo Decker, um adolescente de 13 anos, vive em Nova Iorque com a mãe com quem partilha uma relação muito próxima e que é a figura parental única, após a separação dos pais pouco antes do trágico acontecimento que dá início a este romance. Theo sobrevive inexplicavelmente ao acidente em que a mãe morre, no dia em que visitavam o Metropolitan Museum. Abandonado pelo pai, Theo é levado para casa da família de um amigo rico. Mas Theo tem dificuldade em se adaptar à sua nova vida em Park Avenue, e sente a falta da mãe como uma dor intolerável. É neste contexto que uma pequena e misteriosa pintura que ela lhe tinha revelado no dia em que morreu se vai impondo a Theo como uma obsessão. E será essa pintura que finalmente, já adulto, o conduzirá a entrar no submundo do crime. O Pintassilgo é um livro poderoso sobre amor e perda, sobrevivência e capacidade de nos reinventarmos, uma brilhante odisseia através da América dos nossos dias, onde o suspense e a arte são dois elementos decisivos para agarrar o leitor.
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