Juízo Final de Franco Nogueira. Editora Civilização. Porto, 1993, 230 págs. B.
Mas que Juízo Final? Terá um pouco de muitos ângulos. Um juízo sobre o final da década? Sem dúvida. Sobre o final do século? Decerto. Sobre o final do milénio? Também. Sobre o final de um conjun de valores, de um estilo de cultura, de uma forma de civilização? Igualmente. E sobre os Portugueses e Portugal no dobrar de todas aquelas esquinas e no seu alegre caminhar pela estrada de Bizâncio? Por que não? E por último um juízo de quem porventura julga que publica um derradeiro livro. Todas estas inter pretações são válidas, e outras também. Consente todas as margens a deli berada ambiguidade do título. Tem muito por onde escolher o leitor even tual. Qualquer das escolhas não será certa nem errada,e não lhe fará bem, nem mal.
📕 1ª Edição. ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
“(…) Durante séculos manifesta-se na arquitectura uma ausencia de relação necessária entre forma e estrutura, como uma ausência de transposição lógica entre interior e composição de fachada, o que confundiu sempre os viajantes e estrangeiros. Do Manuelino ao Barroco o interior mantém-se velado por uma arquitectura que se define sobretudo pelo tratamento simbólico dos seus elementos funcionais. (…) Só com uma visão englobando Oriente e Ocidente podem ser compreendidos os interiores portugueses, onde o azulejo vinha envolver esses espaços de uma película de preciosos brilhos, num clima estático e abandonado, sem qualquer relação lógica estrutural (…) Na charneira de vários mundos, nem Oriente nem Ocidente, a história e arte portuguesas não podem ser entendidas sob uma perspectiva exclusivamente europeia: os eu pensamento, o seu temperamento, as suas concepções de espaço e tempo, a sua maneira de ser, são uma visão particular desses vários mundos.”
Drama de Rio-Belo de Manuel de Campos Pereira. Civilização. Porto, 1947, 317 págs. B.
Licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa foi, além de advogado, professor do ensino secundário, inspector dos Bens Culturais no Ministério da Justiça e director do Arquivo de Identificação de Lisboa.
Colaborou em diversos jornais e revistas desta cidade, onde publicou contos (destaque-se O Maltês, sep. da revista Ocidente, 1963). Considerado típico romancista do amor (cf. Dicionário de Literatura, 1º. vol., de Jacinto do Prado Coelho), e defendendo o direito a esse amor contra quaisquer convenções sociais, procura iluminar a antinomia entre a posse e o amor. Também se destacou na crónica.
Impressionismo de Bernard Denvir. Livraria Civilização Editora. Porto, 1992, 424 págs. E.
Monumental e muito luxuosa edição de uma das maiores obras até agora dedicadas à pintura impressionista em Portugal, impressa sobre papel da melhor qualidade, com 393 reproduções a cores, algumas das quais em folha dupla e os seguintes capítulos: «Nascimento de uma Revolução»; «Os primeiros tempos»; «Um novo Realismo»; «Debates e Discussões»; «A Guerra e as suas sequelas»; «Uma frente unida7»; «A Cidade contra o Campo»; «O Mundo do prazer»; «Dúvidas e dissenções»; «O fim de uma época»; «Cronologia»;Bibliografia».
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