Publicamente de Luís Campos e Cunha. Assírio & Alvim. Lisboa, 2010, 407 págs. B.
Luís Campos e Cunha tem contribuído determinadamente para uma melhor informação crítica, avaliando a situação nacional e os seus desafios positivos e negativos, não só no âmbito da economia e das questões fiscais e orçamentais, mas também nos contextos mais alargados da vida política e partidária, dos sistemas de ensino, da justiça, da Administração Pública ou dos grandes projectos. As suas reflexões têm alimentado uma prática de debate, esclarecimento e intervenção
Em 1910, António Patrício deu ao prelo a primeira edição do livro de contos Serão Inquieto. À série de contos Diálogo com uma águia, O precoce, O homem das fontes, Suze e O Veiga, seguem-se Words, notas que António Patrício selecionou e transcreveu de um caderno de notas e atribui em nota de rodapé a um tal C.F., seu «ex-condiscípulo», que se despedira do autor «para casar, como outros se despedem para morrer», e que «não ferem sensivelmente a moral pública», sendo possivelmente «os senhores dirão – curiosas». Em 1920, saía a segunda edição do livro, diferindo da primeira por apresentar uma Errata, que é extensível à edição de 1910, e mais umas notas que acrescentam as Words. A edição que agora se apresenta resulta do confronto das duas edições anteriores e acrescenta-lhes uma terceira secção, inédita, constituída pelos Aforismos.
Poesia de Cristovam Pavia. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 2010, 278 págs. E.
Cristovam Pavia, é considerado um dos poetas mais talentosos da primeira metade do século XX. Em vida editou apenas um livro : 35 poemas. Em 1982, já muito depois da sua morte (1968) foi publicado um livro com os 35 poemas, os «poemas esparsos» e «poemas inéditos». É esse o livro que hoje aqui se reedita, mas com uma ordem que os estudiosos do autor consideram mais correcta e incluindo 8 textos inéditos.
Homem Que Corrompeu Hadleynurg de Mark Twain. Assírio & Alvim. Lisboa, 2003, 85 págs. B.
Mark Twain não é só o autor da obra-prima “As Aventuras de Huckleberry Finn”, ou o criador de Tom Sawyer. Foi um grande contador de histórias, com grande sucesso público e da crítica, como hoje se diria. Entre as muitas histórias que publicou, conta-se esta, que está entre as melhores short-stories americanas, pela primeira vez saída a público em 1890 no livro “The Man That Corrupted Hadleyburg and Other Stories and Essays”. O tema é hoje tão actual como ontem. O da corrupção e o da tentação. Os homens não são “anjos” ou “santos”, e o “diabo” está sempre à espreita. Esta é a história de uma cidade que se chamava Hadleyburg, conhecida em toda a América por todos os seus habitantes serem “incorruptíveis”. Até que um dia…
Vozes Intimas de António Osório. Assírio & Alvim. Lisboa, 2008, 253 págs. B.
Neste livro, António Osório partilha connosco as vozes de alguns artistas (pintores, músicos e escritores). Estão aqui, entre outros, Mário Botas, Vivaldi, Eugénio Montale e Umberto Saba. Há espaço para alguns segredos, cartas, escritos e memórias (visto que o autor conheceu algumas das pessoas que aqui homenageia).
Encalhado na foz daquele rio, numa água baixa e morta de revessa, vi a carcassa podre dum navio que a Morte desprezou, deixa morrer sem pressa. Nessa tarde d’inverno e de névoa e de chuva, em que as nuvens no céu eram lúgubres frotas, tinha a miséria duma velha viúva por entre os pios estridentes…
As Minhas Aventuras na República Portuguesa de Miguel Esteves Cardoso. Assírio & Alvim. Lisboa, 1990, 272 págs. B.
Miguel Esteves Cardoso reúne um conjunto de aventuras observadas por si, adicionando, peneirando, mexendo e acrescentando, como lhe é característico, pitadas de sal e pimenta. O resultado é delicioso, ou antes, “uma série de começos contrariados”, como o próprio afirma no prefácio.Neste livro encontramos duas personalidades distintas: o autor enquanto escritor e o autor enquanto observador, com experiências distintas, mas complementares, originando crónicas em que a irreverência e a ironia, mas também a profundidade e o sentimento, são constantes.O livro descreve o simples, mas complexo quotidiano: “É como no amor. A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão. O esforço de se fazer continuar no tempo coisas que se julgam boas” sejam amores ou tradições, monumentos ou amizades “é o que distingue os seres humanos”.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
📕 1ª Edição.
Fragmentos de Novalis de Rui Chaffes. Assírio & Alvim. Lisboa, 1992, 187 págs. B.
«Não sou escritor nem tradutor. Nem tenho essa pretensão. Esta é uma tradução de escultor, não de escritor. Este livro é um projecto completo, pois compreende a tradução de fragmentos de Novalis, por mim seleccionados, acompanhada de um bloco de desenhos que não são, de modo algum, uma forma de ilustração dos textos: eles existem em simultâneo com a tradução. Ambas as coisas se interpenetram aqui, fazendo que este objecto, este livro, tenha o estatuto de escultura.» É assim que Rui Chafes nos apresenta este projeto, há muito esgotado. Trata-se da tradução do pensamento de um dos mais fascinantes poetas do romantismo alemão, numa edição revista, bilingue e cuidada.
Meu Mundo Não é Deste Reino de João de Melo. Assírio & Alvim. Lisboa, 1983 págs. B.
Esta narrativa de João de Melo é uma crónica dos prodígios que fazem a história de uma comunidade rural perdida algures nos Açores. Narrativa mítica, sem cronologia, que começa in illo tempore (em português arcaizante) e prossegue seguindo o fio das ocorrências fantásticas (a chuva dos noventa e nove dias, o dia em que os animais choraram, o dia em que se viu a outra face do sol, a morte e ressurreição de João Lázaro) e das vidas de personagens excessivos e arquetípicos (um padre venal, um regedor hercúleo e despótico, um curandeiro e um santo) que povoam um lugar perdido nas brumas do tempo, no outro lado da ilha, progressivamente devolvido à comunicação com o mundo.
Viagem ao Coração dos Pássaros de Possidónio Cachapa. Assírio & Alvim. Lisboa, 1999, 153 págs. B.
Viagem ao Coração dos Pássaros remete-nos para um universo único mas que se repete sempre no tempo dos seres humanos. Fala-nos das contradições e dialéctica do mundo, do amor, da vida, mas também dos seus opostos.
É um livro que se lê num sopro, como se fosse um instante, numa viagem que o leitor faz ao coração, o seu próprio, e o dos protagonistas da história, realista, autêntica e bela.
Possidónio Cachapa conduz-nos através da sua escrita profunda, revelando-nos os dons que todos temos e as nossas virtudes mas também as nossas debilidades e fraquezas, numa simplicidade narrativa que nos prende da primeira à última página.
Meus Problemas de Miguel Esteves Cardoso. Assírio & Alvim. Lisboa, 1990, 225 págs.
«Não se pode ter muitos amigos. Mesmo que se queira, mesmo que se conheçam pessoas de quem apetece ser amiga, não se pode ter muitos amigos. Ou melhor: nunca se pode ser bom amigo de muitas pessoas.
Os amigos, como acontece com os amantes, têm de ser escolhidos. Pode custar-nos não ter tempo nem vida para se ser amigo de alguém de quem se gosta, mas esse é um dos custos da amizade. O que é bom sai caro.»
📕 7ª Edição.
✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.
A Guerrilha do Che de Regis Debray. Assírio & Alvim. Lisboa, 1975, 142 págs. B.
E se fosse a mesma coisa no caso da revolução boliviana? E Se a Bolívia de 1950 pudesse ser alcunhada, como a Rússia de 1905, de «prenha de duas revoluções, incapaz de engendrar a primeira, a nacional-burguesa, sem desencadear a segunda, a socialista», não há razão nenhuma para ficarmos no meio da comparação e nos abstermos de sustentar que, como na Rússia de 1905, a questão da transformação de um começo de revolução nacional -burguesa em revolução socialista-proletária, depende do lugar que será dado respectivamente ao campesinato pobre e à pequena-burguesia urbana empobrecida em relação à hegemonia proletária.
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