• A Mulher Dele de Emmanuèle Bernheim

    Mulher Dele, A

    Emmanuèle Bernheim

    3,00 

    Claire é médica, ama Thomas, um homem casado, e ama também os traços que ele deixa à sua passagem. Com fetichismo, guarda nas suas gavetas um pequeno museu imaginário desse bomem-objecto: doze rosas secas, pacotes de açúcar, um misturador de bebida de plástico, uma cassete do atendedor automático com uma mensagem dele e as embalagens douradas dos sessenta e um preservativos por ele utilizados. Ele nunca fica em casa dela mais do que uma bora e um quarto. E, na sua ausência, ela inventa-lhe uma vida, imaginando os gestos e os comportamentos da “mulber dele”…. Um romance minimalista, de precisão cirúrgica, que ao mesmo tempo gela e fascina, ao qual foi atribuido em 1993 o Prémio Médicis, um dos mais prestigiados galardões literários franceses.

  • Nascimento dos Fantasmas

    Nascimento dos Fantasmas

    Marie Darrieussecq

    3,00 

    Após o sucesso de Estranhos Perfumes (300.000 exemplares vendidos em França e traduções em 34 países), Marie Darrieussecq explora em O Nascimento dos Fantasmas uma nova forma de metamorfose — a que surge, como disse a autora numa entrevista, pela evaporação de um corpo.


    Tudo começa com uma história simples, à maneira de um romance policial. Como todas as tardes há sete anos, um marido regressa a casa depois do trabalho. Assim como faz todos os dias, ele desce à rua para comprar o pão do jantar. Mas desta vez, ele não retorna. Fuga amorosa? Acidente mortal?


    A mulher não se conforma. Ela percorre o bairro, vai à morgue, telefona aos familiares e amigos, contacta a polícia e procura-o por todos os meios possíveis.


    Mas rapidamente, tudo se transforma — para a narradora e para nós, leitores e testemunhas. O desaparecimento desintegra a realidade “normal” e projeta-nos para outra dimensão de sentimentos e sensações — aquela em que os fantasmas podem irromper de repente.


    Como em Estranhos Perfumes, mas num registo diferente, Marie Darrieussecq oferece-nos novamente uma parábola inquietante do mundo contemporâneo. Aqui, redescobrimos a marca e o estilo de uma escritora de grande talento.

  • Anexo, No

    Anexo, No

    Sharon Dogar

    7,50 

    No Anexo de Sharon Dogar.
    Edições ASA. Porto, 2011, 282 págs. B.

    Peter van Pels e a família estão escondidos com os Franks, e Peter vê tudo com um olhar diferente. Como será ser-se obrigado a viver com Anne Frank? Odiá-la e depois dar por si apaixonado por ela? Saber que é tema do seu diário dia após dia? Como será ficar sentado à espera, olhar por uma janela enquanto outros morrem e desejar estar a combater? O diário de Anne termina a 4 de Agosto de 1944, mas, nesta história imaginada, a experiência de Peter continua para além da traição e chega aos campos de extermínio nazis. “Está aí alguém?”, pergunta ele. “Está alguém a ouvir?” Nós devíamos estar.

    📝 Assinatura de posse.

  • O Meu Chapéu Cinzento de Olivier Rolin

    Meu Chapéu Cinzento, O

    Olivier Rolin

    3,00 

    O Meu Chapéu Cinzento, de Olivier Rolin, transporta-nos, numa extraordinária viagem, da Alexandria de Cavafy e Durrell à Lisboa de Fernando Pessoa, à Atenas de Melina Mercouri, à Goa de Tabucchi, aos Açores de Antero e dos pescadores de baleias…

    Recusando embora a classificação de escritor de viagens, Rolin demonstra aqui, porém, a velha e frutuosa ligação que a viagem e a literatura estabeleceram desde que Homero fez Ulisses voltar a Ítaca…

    A presente edição de O Meu Chapéu Cinzento – título inspirado num verso de Blaise Cendrars – reproduz nove das viagens da edição original francesa, seleccionadas pelo autor e pelo editor português.

    Como diz Olivier Rolin, a coerência que podemos esperar deste conjunto de relatos é a que resulta do facto de “em cada uma das escalas desta peregrinação nos termos esforçado por exigir alguma exactidão das palavras, de modo a que elas constituíssem como que os fragmentos de uma geografia, isto é, de uma escrita escrupulosa de terra”.

  • Amante Japonês, O

    Amante Japonês, O

    Rani Manicka

    7,00 

    O Amante Japonês de Rani Manicka.
    Edições ASA. Alfragide, 2010, 345 págs. B.

    Parvathi é uma sonhadora. Mais do que tudo, deseja amar – e ser amada – sem restrições. Mas o pai tem para ela planos que incluem um casamento arranjado com um desconhecido. Ele é um viúvo rico da Malásia, para onde a jovem será obrigada a partir. Recém-chegada a uma terra desconhecida, vê-se a braços com a fúria do marido. É que o pai de Parvathi enganou-o, enviando-lhe a fotografia de uma rapariga diferente… e mais bonita. Mas, lentamente, marido e mulher chegam a um entendimento. Ela é uma esposa dedicada mas vive um casamento sem paixão. No seu íntimo, continua a sonhar. O mundo à sua volta está em convulsão, e a sua própria vida rapidamente mudará também: o marido morre e a Malásia é invadida pelo Japão. Para salvar a dignidade da enteada, Parvathi aceita entregar-se todas as noites ao general japonês que lhe ocupa a casa. Será desta forma inesperada que conhece pela primeira vez a paixão. Gradualmente, o seu inimigo de morte transforma-se no amante por quem sempre ansiou… Povoada de mitos e magia, esta exótica saga familiar é um retrato inesquecível da história recente da Malásia e um hino ao poder do amor incondicional.

    ✅ Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Viela da Duquesa, A

    Viela da Duquesa, A

    Sveva Casati Modignani

    7,00 

    Viela da Duquesa de Sveva Casati Modignani.
    Edições ASA. Porto, 2003, 522 págs. B.

    Itália, início do século xx. Uma série de circunstâncias dramáticas aproxima duas jovens mulheres numa amizade improvável; uma é a condessa Josepha Paravicini, austríaca e recém-viúva do príncipe Enrico de Castiglia, a outra é Teresa Avigliano, uma jovem napolitana de origens humildes, recentemente órfã de mãe.

    Entre a Áustria e Itália, o Norte e o Sul, ambas atravessam o século xx, sofrem duas guerras mundiais, vivem os dramas da ditadura fascista e os tempos difíceis da reconstrução, mas sobretudo ousam amar e inventar a esperança num período em que a hostilidade e o desespero dominam.

     

    Em A Viela da Duquesa, Sveva Casati Modignani entrelaça elegantemente as histórias destas duas mulheres corajosas e das suas famílias, construindo assim um mosaico assombroso do século xx.

    📝 Assinatura de posse.

  • Árvore dos Sentidos, A

    Árvore dos Sentidos, A

    Ooya Kempadoo

    3,00 

    Árvore dos Sentidos de Ooooya Kempadoo.
    Edições ASA. Porto, 2000, 198 págs. B.

    A Árvore dos Sentidos conta-nos a história de uma adolescente, Lula, que descobre ao mesmo tempo a sexualidade e os segredos brutais da sociedade em que nasceu. Tudo se passa nos anos 70, na Guiana, dominada por um ditador e pela sua burocracia omnipresente. A pobreza exacerba os conflitos raciais entre os habitantes de origem indiana, portuguesa e negra. É nesse contexto, de uma enorme violência – interior ou exterior -, que iremos acompanhar Lula, a sua irmã e as suas jovens amigas num percurso iniciático que a fará passar da infância à idade adulta, da inocência à tomada de consciência do mundo que a rodeia. Numa linguagem exuberante e única, A Árvore dos Sentidos transporta-nos para um mundo mágico e perigoso, em que a Natureza transborda, feita de água, de lama, de ervas, de calor tórrido e de árvores de frutos sensuais – como essas mangas que acompanham Lula no seu processo de crescimento…

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Quartéis de Inverno de Osvaldo Soriano

    Quartéis de Inverno

    Osvaldo Soriano

    3,00 

    Quartéis de Inverno de Osvaldo Soriano.
    Edições ASA. Porto, 2000, 159 págs. B.

    Humor negre acção vertiginosa, dialogos breves e fulgurantes, um estilo rápido e seco como o de um Hemingway berdico-cómico, fazem deste romance uma leitura apaixonante”, escreveu Halo Calvino a propósito de um outro livro do autor. As mesmas palavras poderiam aplicar-se a Quartéis de Inverno, a obra mais importante de Osvaldo Soriano.

    Quando, em plena ditadura militar, o exército argentino promove uma grandiosa festa para celebrar o novo status quo, as figuras inesquecíveis de um boxeur e de um cantor de tangos emergem como símbolos universais de um combate tremendo pela sobrevivência e pela dignidade.

    Diferente da maior parte dos autores latino -americanos, Soriano escreve como uma testemunha de um período negro da bistória do seu país, sem no entanto jamais cair no babitual “folclore” da literatura comprometida e panfletária. Dal que Quartéis de Inverno nos transmita de um modo excepcional a crueldade que a violência possul quando se torna quotidiana e inexplicável.

    Em duas palavras uma obra-prima.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Paisagens Originais

    Paisagens Originais

    Olivier Rolin

    3,00 

    Paisagens Originais de Olivier Rolin.
    Edições ASA. Porto, 2000, 123 págs. B.

    “Esta ideia das paisagens originais surgiu-me de imprevisto: escrevi num romance (O Cerco de Cartum) uma frase onde referia que, ao longo da vida, nunca deixamos as paisagens da infância – qualquer coisa semelhante a isto. (…) Essa é uma verdade que se pode aplicar à literatura: os lugares dos anos de aprendizagem devem emitir, ao longo de toda a obra de um escritor ( e para além da sua imagem explícita), qualquer coisa de comparável àquilo que em astrofísica se chama, creio eu, uma irradiação fóssil: uma espécie de assinatura do original.”

    É neste contexto que Olivier Rolin esboça traços das infâncias de cinco grandes nomes da literatura mundial: Hemingway, Nabokov, Borges, Michaux, Kawabata…. Cinco escritores nascidos há um século nos cinco cantos do mundo e as paisagens iniciais (e iniciáticas) dos seus anos de formação – cujo eco se continuará a fazer sentir mesmo nas páginas mais tardias.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Deus das Pequenas Coisas de Arundhati Roy

    Deus das Pequenas Coisas, O

    Arundhati Roy

    6,00 

    O Deus das Pequenas Coisas de Arundhati Roy.
    Edições ASA. Porto, 1999, 300 págs. B.

    O Deus das Pequenas Coisas é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. A história dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo Padre Mulligan. Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer. O Deus das Pequenos Coisas é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez, e lhe valeu o Booker Prize.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Fim de Semana de Bernhard Schlink

    Fim de Semana

    Bernhard Schlink

    6,00 

    O Fim de Semana de Bernhard Schlink.
    Edições ASA. Alfragide, 2010, 190 págs. B.

    Após mais de vinte anos de afastamento, um grupo de velhos amigos e amantes reúne-se durante um fim-de-semana. Numa casa de campo isolada desenterram memórias e comentam os diferentes rumos que as suas vidas tomaram. Mas esta não é uma simples reunião de amigos, nem as suas conversas sobre os velhos tempos constituem as típicas reminiscências de juventude. A verdade é que se juntaram para celebrar a libertação de um dos membros do grupo: após vinte e três anos de prisão, Jörg, condenado por terrorismo e homicídio, acaba de ser libertado.

    No passado, estes amigos partilhavam ideais revolucionários. Agora, todos eles asseguraram o seu lugar na sociedade: Henner é jornalista, Ulrich é um homem de negócios, Karin é pastora de uma pequena igreja e Ilse professora. Para trás parecem ter definitivamente ficado os dias de luta e idealismo…

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • A Foto de Lime de Leif Davidsen

    Foto de Lime, A

    Leif Davidsen

    6,00 

    A Foto de Lime de Leif Davidsen.
    Edições ASA. Porto, 2003, 349 págs. B.

    Peter Lime está treinado para seleccionar uma presa, dar início à caça e usar a sua máquina fotográfica como uma arma mortífera. Sempre assim foi desde o início da sua fulgurante carreira. Mas subitamente é ele que está a ser caçado. Tornou-se presa de quem? O que tem ele em seu poder capaz de o transformar num alvo em movimento? Lime é um paparazzo dinamarquês a viver em Madrid. Há mais de vinte anos que persegue e fotografa os ricos e famosos, fazendo fortuna através da exposição dos seus segredos: quanto mais licenciosa é a imagem, mais elevados são os seus honorários.

    📝 Assinatura de posse.

  • Americana em Pequim, Uma

    Americana em Pequim, Uma

    Ann Mah

    6,00 

    Uma Americana em Pequim de Ann Mah.
    Edições ASA. Alfragide, 2011. 342 págs. B.

    Todas as pessoas se alimentam de vivências e lugares inesperados…

    Um romance sobre comida, amor e autodescoberta. Depois de ver a sua carreira ruir e o namorado pedir “um tempo”, Isabelle Lee toma a primeira decisão drástica da sua vida e troca o mundo das revistas de moda de Manhattan pelo mundo das revistas generalistas de Pequim. Um mundo consideravelmente mais limitado dado que o seu conhecimento de mandarim é quase nulo. É que, apesar de ter ascendência chinesa, ela só conhece a linguagem falada na cozinha, pela mãe…

    Felizmente, a linguagem da comida é suficiente para a iniciar na crítica gastronómica. Por entre o pato à Pequim ou o huoguo mongol, alguns choques culturais e outras tantas peripécias amorosas, Liz enfrenta os desafios de começar de novo do outro lado do mundo. Anos antes, também a sua irmã, Claire, trocou Manhattan por Pequim. É agora uma advogada de sucesso com um ritmo de vida tão alucinante quanto o da própria cidade. As irmãs nunca tiveram uma relação de cumplicidade. Na verdade, mal se conhecem. A milhares de quilómetros de casa e mais solitária do que nunca, Isabelle começa a interrogar-se se a frenética e vibrante cidade do futuro não será um lugar demasiado estranho para si…

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • O Mensageiro de Mayra Montero

    Mensageiro, O

    Mayra Montero

    5,00 

    O Mensageiro de Mayra Montero.
    Edições ASA. Porto, 2001, 167 págs. B.

    A 13 de Junho de 1920, no Teatro Nacional de Havana, a expectativa pairava no ar: Enrico Caruso, o lendário tenor, iria cantar Aída. Corria o rumor de que, embora fosse uma das vozes mais privilegiadas do seu tempo, e apesar do seu ritmo de vida agitado e do seu irreprimível carácter mulherengo, o grande Caruso sofria de uma estranha doença e era frequentemente importunado por rufias da temível Mão Negra. Assim que o espetáculo começou, explodiu uma bomba no teatro. Segundo a imprensa, Caruso fugiu a correr, vestido de Radamés, e desapareceu nas ruas de Havana. Até boje, ninguém sabe exactamente o que terá acontecido. O facto é que Caruso só voltou a ressurgir das sombras passados alguns dias. Onde esteve durante esse tempo? Apenas Aida Petrirena Cheng, filha do chinês Noro Cheng Po, conhecia o segredo. Guardou-o zelosamente até 1952, quando contou à sua filha um dos mistérios mais bem guardados da história do bel canto

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Amante da Minha Mãe

    Amante da Minha Mãe

    Urs Widmer

    3,00 

    Amante da Minha Mãe de Urs Widmer.
    Edições ASA. Porto, 2003, 121 págs B.

    A história dos acontecimentos europeus mais relevantes do século passado: os loucos anos vinte, o totalitarismo, a guerra e, em lugar destacado, a música contemporânea. A perturbante calma de um amor que pode finalmente ser contado à distância.

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.

  • Crónicas do Porto

    Crónicas do Porto

    Gomes Fernandes

    7,00 

    Crónicas do Porto de Gomes Fernandes.
    Edições ASA. 2001. 94 págs. B. Il.

    “Os tempos e as circunstâncias diversas que assinalaram a produção destes textos reclamam mais os momentos das observações que os ditaram do que a preocupação de os transmitir ao juízo avaliativo de quem os viesse a ler. O atrevimento está mesmo no gesto de os compilar para publicação, com o óbvio risco que daí deriva.”

    Livro sem marcas, assinaturas ou sublinhados.