Ideologia e Racionalidade nas Ciências da Vida de Georges Canguilhem
Edições 70. Lisboa, 1977, 126 págs. B. Colecção: O Saber Filosofia | 2
Ganguilhem é um dos principais epistemologos da historiografia científica contemporânea: com subtileza e invenção, rastreia o laço de ideologia e ciência na medicina do séc. XIX, a natureza das teorias médicas e conceitos fulcrais como o de regulação biológica.
A Filosofia Chinesa de Max Kaltenmark
Edições 70. Lisboa, 1981, 102 págs. B. Colecção: O Saber da Filosofia | 5
Um pensamento original, atento aos grandes ritmos do cosmos e à ordem humana na sua sintonia recíproca: tal é a filosofia chinesa, uniforme e ao mesmo tempo cheia de contrastes.
O presente volume constitui uma ampla e minuciosa introdução à reflexão filosófica de uma das grandes culturas da humanidade
Porque é que Marx Tinha Razão de Terry Eagleton Edições 70. Lisboa, 2023, 250 págs. B.
Em tom aguerrido e controverso, o autor contesta a anunciada morte do marxismo.
Num mundo em que o capitalismo tem sido abalado por graves crises e em que o ódio à esquerda se torna cada dia mais manifesto, este livro é tão urgente e oportuno como ousado e honesto.
Escrito com a argúcia, o humor e a clareza habituais em Eagleton, Porque É que Marx Tinha Razão atrairá um público muito mais vasto do que o restrito público académico.
A Palavra de Georges Gusdorf
Edições 70. Lisboa, 1995, 111 págs. B. Colecção: Arte & Comunicação | 59
A Palavra, na sua múltipla função – fala, comunicação, expressão – e como limiar da humanidade, é aqui abordada como mensageira de valores pessoais carregada de intenções particulares com uma ética própria e uma dignidade profética, cuja eficácia intrínseca assegura a criação do universo humano.
Linguagem e Solidão: uma interpretação do pensamento de Wittgenstein e Malinowski de Ernest Gellner Edições 70. Lisboa, 2001, 215 págs. B.
Ernest Gellner tem sido descrito como um dos últimos grandes intelectuais da Europa Central. Este livro lança uma nova luz sobre dois dos mais referenciados pensadores da sua época, Wittgenstein e Malinowski. Wittgenstein, provavelmente um dos filósofos mais citados e mais influentes do século XX, ficou famoso por ter exposto duas posições filosóficas radicalmente diferentes. Malinowski foi o fundador da moderna antropologia social britânica e geralmente é-lhe atribuído o título de inventor do trabalho de campo etnográfico, um método de investigação fundamental para todas as ciências sociais. Este livro demonstra, de uma forma bastante original, o modo como o pensamento de ambos, e as duas filosofias de Wittgenstein, se desenvolveram a partir de um conjunto de pressupostos comuns – amplamente partilhados no Império dos Habsburgo da sua juventude – sobre a natureza humana, sobre a sociedade e sobre a linguagem.
A Gramática Generativa de Nicolas Ruwet
Edições 70. Lisboa, 1979, 189 págs. B. Colecção Signos | 24
Formada por importantes textos teóricos de Chomsky e de Ruwet esta obra aborda algumas das questões centrais relativas à constituição de uma gramática generativa.
Dicionário das Grandes Filosofias de Lucien Jerphagnon
Edições 70. Lisboa, 1982, 386 págs. B.
Excelente instrumento pedagógico e cultural, este livro oferece ao leitor os meios para que possa descobrir, não o passado da filosofia, mas a sua actualidade através da história. Para os estudantes de filosofia será um complemento preciso e prático dos seus manuais e uma preciosa obra de referência para a história da filosofia e das idéias.
✒️ Apontamento a tinta no Índice. 🟡 Livro com sinais de manuseamento
Poética da Prosa de Tzvetan Todorov Edições 70. Lisboa, 1979, 261 págs. B. Colecção: Signos | 19
Os textos que compõem este livro assentam na teoria da aproximação dos contrários, na exploração e contestação do princípio de identidade e de contradição.
Poética e leitura, diferença e semelhança, linguagem e literatura são questões que se colocam no horizonte duma busca que, permanentemente, é necessário recomeçar: a teoria formal da literatura.
Paisagem Urbano Moderna de Edward Relph.
Edições 70. Lisboa, 1990, 245 págs. B. Il. Colecção: Arquitectura & Urbanismo | 4
Paisagens urbanas modernas são aquelas que foram construídas desde o início do século. Diferem dramaticamente das suas predecessoras na sua escala, no seu estilo, nos seus detalhes e nos seus significados. Caracterizam-se por arranha-céus, sinais de trânsito, centros de convenções, auto-estradas, passagens de peões, cadeias internacionais de pronto-a-comer, ruas iluminadas à noite por luzes eléctricas, aeroportos, subúrbios dependentes de automóveis e pelos fantásticos interiores de lojas. Este livro fornece um ponto de vista alargado de como as cidades modernas adquiriram o aspecto que têm. Através de inúmeras ilustrações e exemplos são explicadas as origens e desenvolvimento das componentes específicas da paisagem. O autor traça uma história da arquitectura urbana desde 1880, analisando a relação existente entre o aparecimento das novas características da paisagem urbana moderna e as mudanças sócio-económicas, arquitectónicas, estéticas e de planeamento.
História da Rússia de Gregory L. Freeze Edições 70. Lisboa, 2017, 663 págs. B.
“História da Rússia” trespassa os mitos e mistérios que envolvem a Rússia desde os seus primórdios, com revelações de arquivos confidenciais cuja existência se desconhecia até há pouco tempo. Uma equipa distinta de historiadores removeu a propaganda e os preconceitos do passado para contar a história definitiva da Rússia, desde o seu início em Kiev e no Principado Moscovita até aos três últimos séculos de império, revolução, comunismo, crise pós-soviética e reconstrução.
Esta edição atualizada abrange ainda os desenvolvimentos desde a era de Putin até à primeira década do século XXI, constituindo uma história por si mesma envolvente e essencial para todos aqueles que se interessam pela Rússia e pelo lugar que este país ocupa no mundo.
Teoria da Paródia de Linda Hutchson Edições 70. Lisboa, 1989, 165 págs. B. Colecção: Arte e Comunicação | 46
O conceito de paródia é hoje fundamental para a plena compreensão da Arte da literatura à arquitectura, passando pelo vídeo, pelo cinema ou pela performance. Mas trata-se de um conceito sobre o qual o consenso entre escolas e teorizadores tem sido difícil, porque escapa a todas as tentativas de integração num modelo genérico até a sua etimologia ambígua contribui para a discórdia quanto às suas características elementares.
Para uma Moral da Ambiguidade de Simone de Beauvoir Edições 70. Lisboa, 2003, 136 págs. B. Colecção: Biblioteca de Filosofia Contemporânea | 66
Os adversários do existencialismo afirmam que uma filosofia da liberdade é, a priori, incapaz de propor uma moral. na medida em que somos livres, dizem eles, somos livres de desejar o que bem entendermos.
Simone de Beauvoir propôs-se, por isso, avançar alguns princípios teóricos que validassem a possibilidade de uma moral existencialista, tarefa que Jean-Paul Sartre deixou por realizar.
Hermenêutica Contemporânea de Josef Bleicher
Edições 70. Lisboa, 1992, 383 págs. B. Colecção: O Saber da Filosofia | 30
A presente obra visa, dar uma panorâmica das principais tendências do Pensamento Hermenêutico contemporâneo. Como tal, não se debruça basicamente sobre a relevância da Hermenêutica em qualquer campo de estudo particular – apesar de alguns destes aspectos serem abordados, sobretudo em relação à sociologia. Inclui uma série de textos de Emílio Betti, Jürgen Habermas, Hans-Georg Gadamer e Paul Ricoeur, a fim de dar ao leitor um conhecimento em primeira mão do conteúdo da hermenêutica e dos debates do seu seio, apresentando as três principais correntes da hermenêutica contemporânea – hermenêutica como exegese textual, hermenêutica filosófica e hermenêutica crítica.
Crítica e Verdade de Roland Barthes Edições 70. Lisboa, 1997, 77 págs. B. Colecção: Signos | 14
«Passar da leitura à crítica é mudar de desejo, é deixar de desejar a obra para desejar a própria linguagem. Mas, pelo mesmo acto, é também remeter a obra para o desejo da escrita, que a gerou. Assim gira a fala em torno do livro: ler, escrever, de um desejo para outro caminha toda a leitura. Quantos escritores não escreveram por terem lido? Quantos críticos não leram para escrever? Aproximaram os dois bordos do livro, as duas faces do signo, para que daí saísse uma só fala. A crítica é apenas um momento dessa história em que entramos e que nos conduz à unidade – a verdade da escrita.»
Reflexões sobre a Linguagem de Noam Chomsky. Edições 70. Lisboa, 1977, 283 págs. B. Colecção: Signos | 12
«Não vou tentar sintetizar o estado actual do conhecimento no campo do estudo linguístico que conheço melhor, ou mesmo discutir em profundidade a investigação em curso. Pelo contrário, prefiro analisar as características e os objectivos desse estudo, perguntar – e, segundo espero, explicar até que ponto os resultados obtidos na linguística técnica podem interessar alguém que não se sinta a priori atraído pela relação que existe entre a formação da interrogativa e a anáfora, os princípios de prioridade em fonologia, a importância da entoação no âmbito da negação, etc.»
NOAM CHOMSKY
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