Os Templários e o Sudário de Cristo de Barbara Frale. Edições 70. Lisboa, 2010, 197 págs. B. Il.
É quase certo que os Templários, a mais poderosa ordem religiosa e militar da Idade Média, tenham sido os guardiões do Sudário de Cristo, hoje conservado em Turim. Venerado no mais absoluto segredo, o Sudário, de que apenas os mais altos dignitários da ordem sabiam a natureza, fazia parte do tesouro central dos Templários. Numa época de confusão doutrinal da Igreja, o Santo Sudário representava um poderoso antídoto para a proliferação da heresia. Ao seguir o itinerário da relíquia pela Idade Média, a autora retrocede no tempo, até ao dealbar da era cristã, dando-nos, assim, uma nova perspectiva sobre esta relíquia controversa.
Os Templários de Barbara Frale. Edições 70. Lisboa, 2007, 166 págs. B. Il.
Ordem monástica constituída para defender a Cristandade na Terra Santa, os Templários têm desde sempre exercido um imenso fascínio no imaginário ocidental. Numa investigação que teve pela primeira vez acesso aos Arquivos do Vaticano, a autora traça o percurso da ordem desde a sua fundação, deslindando as causas e reais motivações por detrás do fantástico processo que no século XIV levaria à extinção dos cavaleiros do Templo.
O Mito do Eterno Retorno de Mircea Eliade.
Edições 70. Lisboa, 2000, 174 págs. B. Colecção: Perspectivas do Homem | 5
O sentido profundo deste ensaio é o de uma interrogação quanto às conceções fundamentais das sociedades arcaicas. Mircea Eliade, autor de O sagrado e o profano bem como de Tratado da história das religiões, ao estudar estas sociedades tradicionais foi, sem dúvida, atraído muito especialmente pela recusa que elas fazem do tempo histórico e pela nostalgia que sentem do tempo mítico das origens.
Mitologias de Roland Barthes.
Edições 70. Lisboa, 1988, 223 págs. B.
O leitor encontrará aqui duas determinações: por um lado, uma crítica ideológica que incide sobre a linguagem da chamada cultura de massa: por outro, uma primeira desmontagem semiológica desta linguagem: eu acabava de ler Sausurre e daí tirei a convicção de que tratando as “representações colectivas” como sistemas de signos era possível esperar sair da denúncia piedosa e das conta nas suas minúcias da manifestação que transforma a cultura pequeno-burguesa numa natureza universal.
Continente das Trevas de Mark Mazower.
Edições 70. Lisboa, 2014, 561 págs. B.
No fim da Primeira Guerra Mundial, assistiu-se ao desaparecimento dos velhos impérios e à oportunidade de construção de uma sociedade melhor a partir das ruínas que o conflito deixou. No entanto, o resultado foi a divisão política e ideológica e banhos de sangue numa escala sem precedentes.
Esta obra de Mark Mazower conta-nos a história de um século de divisão, descrevendo as lutas de três ideologias rivais – a democracia liberal, o comunismo e o fascismo – para criarem uma nova ordem mundial para a humanidade. O Continente das Trevas derruba radicalmente o mito da Europa como refúgio da democracia e reformula drasticamente a nossa visão do século XX.
Górgias de Platão.
Edições 70. Lisboa, 1991, 215 págs. B.
Nesta obra a palavra está sentada no banco dos réus: será a retórica (ou a política…) apenas uma forma de adulação ao serviço do poder, sem ligação necessária com a moral e a justiça?
Pode, pelo contrário, a palavra ser o cimento da construção dum ideal de realização humana?
Ques discutir este assunto com Platão?
Razão de Gilles-Gaston Granger. Edições 70. Lisboa, 1985, 131 págs. B.
Gilles-Gaston Granger mostra, neste, denso e breve opúsculo, que a razãonão é uma grandeza estática e imóvel, mas uma conquista, sempre ameaçada de, por sua vez, se por ao serviço de forças que lhe são estranhas. Propõe um panorama magnífico dos conceitos de razão que habitaram a história da cultura ocidental e a tarefa de libertação que à mesma razão cabe no seio da nossa civilização mecânica.
Elementos de Semiologia de Roland Barthes.
Edições 70. Lisboa, 1989, 88 págs. B.
«O único objectivo dos Elementos aqui apresentados é destacar a linguística dos conceitos analíticos que a priori julgamos suficientemente gerais para permitirem iniciar a investigação semiológica. Reunindo-os, não conjecturamos se continuarão intactos no decurso da investigação; nem se a semiologia deve seguir sempre à letra o modelo linguístico». R. B.
Exposição e Interpretação da Filosofia Teórica de Kant e Felix Grayeff.
Edições 70. Lisboa, 1987, 228 págs.
Exposição sintética e medular das linhas fundamentais da Crítica da Razão Pura, o trabalho de F. Grayeff ajuda o leitor a ingressar nas dimensões essenciais do problema do conhecimento à luz de Kant.
A Essência do Fundamento de Martin Heidegger. Edições 70. Lisboa, 1988, 109 págs. B.
O presente ensaio parte da análise do princípio da razão suficiente (já formulado por Leibniz); é uma ocasião para Heidegger realçar o tema do mundo enquanto projecto e sistema de significações, dentro do horizonte da compreensão do ser.
Guia Alfabético da Comunicação de Massas de Jean Cazeneuve.
Edições 70. Lisboa, s.d., 288 págs. B.
Este guia apresenta uma vasta coletânea de temas relacionados às comunicações de massas, oferecendo insights sobre agências, análise de conteúdo, mídia impressa e televisão. É uma valiosa referência para estudantes e profissionais da área da comunicação.
Título: Guia Alfabético das Comunicações de Massas
100 Anos de Fotografia Científica em Portugal (1839-1939): Imagens e Instrumentos de Fernanda Madalena Costa e Maria Estela Jardim [Coord.]
Edições 70. Lisboa, 2014. 216 págs. B. Il.
🗂️ Colecção: Extra-Coleção
📃 Com prefácio de Luís Miguel Bernardo
Obra coordenada por Fernanda Madalena Costa e Maria Estela Jardim, com prefácio de Luís Miguel Bernardo, que recupera um capítulo pouco estudado da história da fotografia em Portugal: o seu uso como instrumento científico, e não apenas artístico, entre 1839 e os anos 30 do século XX. Reunindo contribuições de vários investigadores, o livro documenta o papel de cientistas portugueses no desenvolvimento da instrumentação e dos processos fotográficos, ilustrado com imagens originais provenientes de arquivos científicos nacionais.
────────────────── Características do Exemplar ✅ Exemplar limpo de anotações e marcas de posse ──────────────────
Antropologia Ciência das Sociedades Primitivas? De J. Copans [et al.]
Edições 70. Lisboa, 1988, 240 págs. B.
Abandonadas por muitos etnólogos, as designações de Etnologia e Etnografia foram substituídas pela mais ambiciosa de Antropologia. «Ciência do homem» ou «tratado sobre o homem», apresenta-se explicitamente com o desígnio de ultrapassar os domínios tradicionalmente atribuídos às suas antecessoras: as sociedades primitivas rurais. Através de uma revolução teórica, aspira a criar um método de abordagem capaz de, futuramente, englobar todas as sociedades e não só as «primitivas», todas as ciências humanas e não só a «etnologia». Ambição desmedida ou vã ilusão? Os estudos deste volume – relações entre a etnologia e a antropologia; a análise de estruturas de parentesco; implicações do económico e do político (categorias que dizem respeito quer a sociedades ocidentais quer a «não ocidentais»); exposição do que a psicanálise deve à antropologia e vice-versa – representam uma tentativa não só para fundamentar a reivindicação do uso da nova designação, mas, e sobretudo, para libertar essa Antropologia do subtítulo «ciências das sociedades primitivas» e guindá-la à categoria de ciência global: a primeira «ciência do homem».
Marcel Mauss apresenta-nos um estudo do fenómeno da dádiva entre os indígenas das Trobriand e os índios da América do Norte. Este ensaio, considerado justamente um clássico da antropologia, é precedido de um estudo introdutório à obra de Marcel Mauss elaborado por Claude Lévi-Strauss.
Texto ilustrativo daquilo que é o design, de como funciona a lógica criativa dos designers e do uso que estes fazem das técnicas e dos materiais, esta é uma das principais obras de Munari.
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